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Comissão de Infraestrutura da AL e Ager apresentam novos ônibus com passagens mais baratas para região do Araguaia

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Foto: Ronaldo Mazza

A população do médio e baixo Araguaia de Mato Grosso que precisa se deslocar para Cuiabá, a partir de agora terá ônibus mais confortáveis e com passagens mais baratas, devido ao trabalho de licitação emergencial da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso – Ager-MT após requerimentos da Comissão de Infraestrutura e Transportes da Assembleia Legislativa compostas pelos deputados Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (PSC), Nininho (PSD), Xuxu Dal Molin (PSC) e Ullysses Moraes (DC).

Até semana passada, quem precisasse sair do município de Querência para vir a Cuiabá pagaria quase R$ 300 pela passagem em viagem que seria feito em ônibus básico, que conta apenas com ar-condicionado, banheiro e água.

Agora, com a nova licitação que foi feita de maneira emergencial, o passageiro tem duas opções de ônibus e valor. No básico o valor caiu para R$ 130. Na opção de ônibus leito, denominado superluxo, com poltronas maiores e com massageadoras, encosto para as pernas, telas de vídeos individuas, entrada usb em todas as poltronas e espaço para jogos dentro do veículo.  Nessa opção o translado custa R$ 190.

O deputado Valmir Moretto, presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa, avaliou como positiva a ação da Ager e principalmente a parceria entre Legislativo e Executivo para dar essa opção ao cliente.

“É importante salientar que nessa parceria quem ganha é o cidadão. O povo necessita ter ônibus de qualidade e principalmente com preço acessível. Não dá para tolerar uma passagem de Querência a Goiânia por R$ 150 e se cobrar quase R$ 300 para ir até Cuiabá, que é a mesma distância. Por conta disso a comissão exigiu rapidez nesse processo e agora a população do Araguaia pode viajar até nossa capital e ainda viajar com qualidade”, disse o parlamentar.

Representando toda comissão, o deputado Sebastião Rezende participou da viagem até Querência, passando por Primavera do Leste, Barra do Garças, Nova Xavantina, Água Boa e Ribeirão Cascalheira, e destacou a importância da população saber os esforços feitos pela Ager e Assembleia, para que tão logo a passagem tivesse uma melhora no preço e os ônibus novos chegassem para atender toda região.

“É muito importante saber que o povo terá condições de viajar com mais comodidade e principalmente com valor que cabe no bolso. É importante esse trabalho da Ager. A população não aguentava mais. Agora o povo do Araguaia poderá viajar para a capital de Mato Grosso, que é Cuiabá. E precisamos destacar também que o preço das passagens de todas as cidades terá redução”, confirmou o parlamentar.

O presidente da Ager, Fábio Calmon ainda estabeleceu que esses preços estão em fase de mudanças em todo estado. Além disso, a agência estará em fiscalização para evitar transportes clandestinos.

“Nós estamos trabalhando para melhorar a situação em todo estado. Preços acessíveis e trabalho de fiscalização é nossa principal meta. Agradecemos a comissão da Assembleia por nos apoiar nesse projeto. É importante que os deputados façam esse trabalho junto conosco”, concluiu o presidente.

Os preços ajustados na região do Araguaia começaram a operar na data de 5 de novembro. A empresa vencedora da licitação é a Pevidor, que já opera em outras rotas dentro de Mato Grosso. A empresa Xavante, que era detentora da linha por mais de 20 anos, agora fará apenas rotas fora de Mato Grosso.

Confira os novos valores:

Cuiabá x Nova Xavantina – Antes R$ 180 – atualmente R$ 80 ônibus convencional e R$ 130 sperluxo.

Cuiabá x Água Boa – Antes R$ 200 – atualmente R$ 95 ônibus convencional e R$ 145 no superluxo

Cuiabá x Ribeirão Cascalheira – Antes R$ 242 – atualmente R$ 117 ônibus convencional e R$ 170 superluxo.

As passagens podem ser retiradas em todas as rodoviárias da região no próprio guichê da Pevidor.

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Wilson Santos nega interesse em assumir liderança do governo na ALMT e defende permanência de Dilmar

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Tucano, que já exerceu a função no governo Pedro Taques, também negou que foi convidado para atuar novamente como líder

O deputado Wilson Santos (PSDB), em conversa com jornalistas no Palácio Paiaguás, durante assinatura de termo de cooperação entre o governo do estado e prefeituras para a construção de três mil novas unidades habitacionais em 25 cidades do interior, disse que a decisão do governo federal em condicionar o auxílio aos estados e municípios, por conta da pandemia, ao não aumento salarial dos servidores públicos até dezembro de 2021, é normal. Santos falou ainda dos professores interinos e afirmou que não está pronto para desenvolver, mais uma vez, o papel de líder de governo.

“A condicionante do governo federal é normal.  É uma decisão federal onde as 27 unidades da federação, os 5.570 municípios, vão obedecer”, disse o parlamentar.

Quanto assumir a liderança de governo no Parlamento, caso o deputado Dilmar Dal´Bosco (DEM), entregue o cargo depois da votação da reforma da previdência, Wilson Santos descartou. “Não estou pronto. Essa missão é do nosso líder Dilmar Dal´Bosco, em nenhum momento foi oferecido a mim essa liderança, em nenhum momento eu solicitei essa liderança, é um cargo muito pesado, espero que o deputado Dilmar continue exercendo como vem fazendo, de maneira eficiente e de maneira produtiva não só para o governo, mas para a sociedade”, declarou.

Sobre os professores interinos, Wilson Santos argumenta que o governo abriu a possibilidade do diálogo. “Mais dia menos dia vamos encontrar uma saída. É uma situação grave a dos professores interinos, merece sensibilidade social”, afirmou.

Conforme o parlamentar, os deputados também farão sugestões ao governo. “Nós vamos fazer sugestões também, estou acreditando que conseguiremos dar uma resposta positiva dentro da legalidade. O que nós não podemos é empurrar este ou aquele secretário para um ato de improbidade, que daí tem a perda do cargo, a reparação financeira ao erário, o bloqueio de bens e perda dos direitos políticos”, disse.

Segundo Wilson Santos, esse assunto merece cautela. “Não vamos assinar embaixo um ato de improbidade, mas vamos continuar dialogando com a Casa Civil até encontrarmos um entendimento que possa, nesse momento de pandemia, vir ao encontro das necessidades desses 2.400 professores interinos”.

O tucano sugere um voucher aos professores interinos. “Minha sugestão é que a gente faça um voucher, através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, e que depois esse dinheiro adiantado possa ser descontado dos professores mês a mês. Mas nesse momento eles precisam desse socorro financeiro”, completou.

 

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Mato Grosso perde ação no STF para reaver parte do território do Pará

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Controvérsia diz respeito ao marco geográfico conhecido originalmente como Salto das Sete Quedas

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão virtual, julgou improcedente a Ação Cível Originária (ACO) 714, ajuizada pelo Estado de Mato Grosso com o objetivo de ver reconhecida, como parte do seu território, extensão de terra incorporada ao Pará em 1922.

A controvérsia diz respeito ao marco geográfico conhecido originalmente como Salto das Sete Quedas, localizado à margem do Rio Araguaia, que teria sido eleito pelos dois estados, mediante convênio firmado em 1900, como divisa geográfica a oeste.

Na ação, Mato Grosso alegava equívoco na elaboração da “Primeira Coleção de Cartas Internacionais do Mundo” pelo Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, sucedido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao considerar ponto inicial do extremo oeste a Cachoeira das Sete Quedas, e não, segundo convencionado, o Salto das Sete Quedas.

Segundo o Estado, todos os mapas posteriores veicularam o mesmo erro, o que reduziu seu território. Por sua vez, o Pará argumentava que houve somente a mudança de nome do mesmo local.

Perícia

Segundo o relator, ministro Marco Aurélio, a perícia do Serviço Geográfico do Exército solicitada por ele concluiu que o acidente geográfico acordado como ponto de divisa oeste entre Pará e Mato Grosso na convenção de limites de 1900 é o situado mais ao sul, denominado, até 1952, Salto das Sete Quedas e, a partir desse ano, como Cachoeira das Sete Quedas.

Portanto, teria havido apenas alteração de nomenclatura do local de referência para a definição dos limites.

De acordo com o relator, os peritos fizeram levantamentos de campo com a presença de representantes e assistentes técnicos dos dois estados e definiram as coordenadas de outros acidentes naturais situados entre os marcos apontados pelas partes como sendo o correto.

Realizaram também entrevistas com a população ribeirinha nas proximidades dos marcos geográficos e pesquisaram documentos históricos localizados em diversas instituições situadas no país e no exterior. A perícia apontou ainda que o único documento em que houve inversão dos nomes, o que alteraria a linha divisória entre os estados, foi a Carta de Mato Grosso e Regiões Circunvizinhas, de 1952.

Com a decisão de mérito, foi revogada a medida liminar concedida anteriormente pelo relator e referendada pelo Plenário que suspendia a regularização de terras situadas em faixa territorial ainda não demarcada entre os estados.

 

 

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