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Comissão de Agropecuária aprova projeto para incentivo à cadeia produtiva da bocaiuva

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Foto: Helder Faria

A Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa aprovou parecer favorável ao projeto de lei nº 203/2017 que institui a política estadual de incentivo ao cultivo, extração, comercialização, consumo e transformação da macaúba e demais palmeiras oleaginosas.

O projeto denominado “Pró-macaúba” é de autoria do ex-deputado estadual – agora federal – Dr. Leonardo (PSD) e pretende a implantação de cadeia produtiva para o aproveitamento econômico da Acronomia aculeata, espécie nativa em quase todo o Brasil, especialmente em região de cerrado, por aqui mais conhecida como bocaiuva ou “chiclete cuiabano”.

Em tempos de pesquisas e investimentos na chamada ‘energia limpa’, a palmeira tem potencial promissor, especialmente em razão da qualidade do óleo extraído das amêndoas, bem como da altíssima produtividade, além de útil para a recuperação de áreas degradadas.

A planta é perene, tem raízes fortes que impedem a formação de buracos nos pastos e cria um microclima mais ameno e apropriado à diversificação da vida no solo. As flores atraem abelhas  eos frutos são importantes para a fauna nativa, pois alimentam araras, cotias, capivaras, antas e emas.  Enquanto cuida do terreno, a planta produz. No sexto para o sétimo ano de vida, já concebe de três a quatro toneladas de óleo de polpa por hectare.

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A soja, por exemplo, principal matéria-prima para biocombustível no Brasil, produz 600 kg de óleo por hectare. E o dendê, mesmo após 50 anos de melhoramento genético e, ainda assim, dependente de 60 litros diários de água em todos os meses do ano, não passa das cinco toneladas.

Além da produção de biocombustíveis, o óleo da bocaiúva é valioso para a bioquímica e a indústrias de alimentação e cosméticos. Até a madeira é aproveitada e por isso a palmeira tem atraído interesse e investimentos.

Em Minas Gerais, onde já existe política de incentivo à exploração comercial da planta – semelhante ao que propõe o projeto aprovado pela Comissão de Agropecuária da ALMT -, o Banco Mundial abriu linha de financiamento no total de US$ 6 milhões (aproximadamente R$ 24 milhões) para alavancar a cadeia produtiva da macaúba.

AGRICULTURA FAMILIAR – Conduzida pelo presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD), a reunião ordinária da Comissão de Agropecuária na tarde de quarta-feira (15) teve a presença de todos os demais titulares – Dr. João de Matos (MDB), Faissal (PV) e Valdir Barranco (PT) -, à exceção de Xuxu Dal Molin (PSC), que integra a comitiva da ministra Teresa Cristina Correa da Costa no encontro dos ministros da Agricultura do G-20, em Tóquio.

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Na reunião, outra importante proposição teve parecer favorável aprovado pelos parlamentares, com a finalidade de criar condições para financiamento a pequenos agricultores em Mato Grosso.

Proposto pelo deputado Valdir Barranco, o projeto de lei nº 89/2019 autoriza o Executivo a criar o Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar, do Estado de Mato grosso (FUNSAF), destinado à viabilização e ao desenvolvimento econômico, social e ambientalista sustentável da agricultura familiar.

A comissão também aprovou vários processos originários do Instituto de Terras do Estado de Mato Grosso (Intermat), para a regularização fundiária de áreas rurais nos municípios de Alto Araguaia, Campo Novo do Parecis, Gaúcha do Norte, Itaúba, Peixoto de Azevedo, Poxoréu e Santo Antonio de Leverger.

Fonte: ALMT
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Malouf admite ter administrado caixa 2 na campanha de Taques junto com ex-secretário

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De acordo com o empresário, ele recebeu R$ 260 mil de R$ 3 milhões investidos na campanha

O empresário Alan Malouf admitiu em depoimento prestado nesta segunda-feira (19) à delegada Ana Cristina Mendes na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que foi o responsável ao lado do ex-secretário Júlio Modesto por operar caixa 2 na campanha eleitoral de 2014 que elegeu Pedro Taques (PSDB) governador do estado. O depoimento faz parte da ação penal que apura irregularidades na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) por meio de pagamento de propina por empresários em troca licitações para construção e reforma de escolas no valor de R$ 56 milhões.

Ele informou que o grupo seria composto por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. Estes último, eram responsáveis por angariar o recurso, de forma ilegal, para a campanha de Taques. Modesto, segundo Malouf, era o responsável por recolher o dinheiro junto aos empresários para pagar as dívidas da campanha.

Malouf afirmou ainda que aceitou participara do esquema apenas pra tentar recuperar o dinheiro que havia investido na campanha do tucano. “Dos “R$ 10 milhões investidos na campanha, recebi somente R$ 260 mil, sendo R$ 3 milhões meus e o restante de mais 3 empresários”.

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Questionado se Taques sabia do esquema, o empresário garantiu que sim. “Pedro Taques sabia, inclusive da Seduc, é natural ele negar”.

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MP vê crime de coação de ex-secretário contra delegado e juiz envia inquérito para a Sétima Vara

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Flávio Stringueta chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Rogers por ameaça de morte em 2017

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal, encaminhou para a Sétima Vara Criminal de Cuiabá um inquérito que investiga o delegado Rogers Jarbas por crime de coação no curso de processo por supostamente tentar atrapalhar as investigações sobre o esquema de grampo ilegais que ficou conhecido por “Grampolandia Pantaneira” quando ela atuava com secretário estadual de Segurança Pública.

Em março do ano passado, Jarbas foi acusado pelo delegado Flávio Stringueta de ameaça de morte no estacionamento de um supermercado em Cuiabá. Stringueta atuou na investigação do caso dos grampos.

“No tocante aos fatos ocorridos nas dependências do Supermercado Big Lar, constata-se a presença de indícios suficientes a caracterizar a prática do crime de coação ao curso do processo, cujo inquérito primitivo tramita perante o Superior Tribunal de Justiça em razão da avocação do feito que apura a denominada ‘Grampolândia Pantaneira’, onde um dos investigados é a pessoa de Rogers. Chega-se a esta conclusão (de que a tipificação adequada é de coação ao curso do processo) a partir das informações colhidas no curso da investigação, a revelar que a investida do ex-secretário Rogers em tentar conversar com o Flávio Stringueta teve como plano de fundo o fato deste último ter atuado diretamente no caso dos ‘grampos clandestinos’ (na modalidade barriga de aluguel), ocorridos no berço do Poder Executivo deste Estado”, diz trecho do parecer no Ministério Público Estadual (MPE).

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Roger Jarbas foi preso em setembro de 2017, durante a dedflagração da “Operação Esdras”, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso. Há indícios de que o ex-secretário, além de tentar atrapalhar a investigação, também cometeu abuso de autoridade, usurpação de função pública, denúncia caluniosa e prevaricação.

Além de Roger Jarbas, foram presos o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), coronel da PM Evandro Alexandre Lesco, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (mulher de Lesco), Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil), o sargento PM João Ricardo Soler e o empresário José Marilson.

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