conecte-se conosco


Política Nacional

Comissão avalia sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas

Publicado


Bruno Cecim/Agência Pará
Médico de jaleco e máscara preenche um formulário. Ao fundo, um paciente está deitado numa cama hospitalar
Sistema embasa políticas de saúde em todo o País

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na próxima terça-feira (19) sobre o sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que pediu o debate, explica que o sistema é realizado desde 2006 e serve para monitorar a ocorrência de doenças como diabetes, obesidade, câncer e hipertensão arterial.

Padilha lembra que, recentemente, o Instituto de Estudos para Políticas de
Saúde (Ieps) publicou um artigo sobre a importância da Vigitel no enfrentamento das sequelas da Covid-19-19.

“Ao longo dos últimos 15 anos, a Vigitel consolidou-se como uma política de Estado priorizada por diversos ministros, partidos e governos, e exerceu um papel fundamental para o monitoramento da evolução desses e outros indicadores na população, além de embasar a implementação de diversas políticas de saúde no País”, afirma Alexandre Padilha, que foi ministro da Saúde no governo Dilma.

O deputado reclama que, neste ano, no entanto, o Ministério da Saúde atrasou em seis meses a divulgação dos dados da pesquisa de 2020. “Os dados, que são geralmente disponibilizados em novembro, desta vez foram publicados apenas em maio, o que só ocorreu após intensa pressão da sociedade civil”, criticou.

Além disso, o deputado afirma que o ministério tem dificultado o acesso às conclusões da pesquisa. “Nas edições anteriores, era de costume a publicação de um relatório com os principais achados do inquérito, mas desta vez foram publicados apenas os dados crus”, reclama Padilha acrescentando que até agora nem sequer foi contratada a empresa que fará a pesquisa em 2021 e 2022.

“A pandemia de Covid-19 deixará marcas e sequelas na saúde da população, e para prepararmos nosso sistema de saúde para atendê-las satisfatoriamente precisamos entender o tamanho do problema e as necessidades das pessoas.”

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares:
– o presidente do Conselho Nacional de Secretarias de Estado de Saúde (Conass), Carlos Lula;
– a representante da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), professora Deborah Carvalho Malta;
– o diretor-presidente Umane (associação civil sem fins lucrativos de promoção da saúde), Marco Antonio Cattini Mattar;
– o diretor executivo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), Miguel Lago;
– a professora da Universidade de São Paulo (USP) Patrícia Jaime;
– a diretora-geral da ACT Promoção da Saúde, Paula Johns; e
– um representante Ministério da Saúde.

A reunião será realizada às 14 horas, em plenário a definir.

Os interessados poderão acompanhar o debate, ao vivo, pelo portal e-Democracia, inclusive, enviando perguntas, críticas e sugestões aos convidados.

Da Redação – ND

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política Nacional

Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade

Publicado


source
Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade
Jefferson Rudy/ Agência Senado

Renan Calheiros diz que Lira deve defender a Câmara, mas não a impunidade

Relator da CPI da Covid, o  senador Renan Calheiros (MDB-AL), rebateu, nesta quinta-feira, as  críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao resultado dos trabalhos do colegiado, dizendo que o papel de um dos chefes do Legislativo é defender a Casa, mas não a impunidade. Renan falou sobre o assunto depois de entregar uma cópia do parecer à ministra Ana Arraes, do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele estava acompanhado do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), e do vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“Não há como você aprofundar uma investigação, detectar digitais de parlamentares e silenciar diante disso. O papel das CPIs é exatamente o contrário”, disse Renan a jornalistas, na saída do TCU.

O senador alagoano também provocou Lira, ao falar que ele deveria se preocupar mais com possíveis investigações sobre as emendas de relator, que fazem parte do chamado de “orçamento paralelo”, e que servem para ampliar a fatia de gastos sob controle de indicações de deputados e senadores aliados no parlamento.

“Eu acho que o presidente da Câmara… Ele tem muita preocupação com o que pode vir de investigação, sobretudo em relação ao RP9, que são emendas secretas que ele coordena e isso vai causar, talvez, o maior escândalo do Brasil”, afirmou.

Leia Também

Ontem, Lira afirmou ser “inaceitável” o pedido de indiciamento de alguns deputados. Na lista, está um de seus correligionários, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Ao defender os parlamentares, o presidente da Câmara disse que a comissão não poderia atuar contra a liberdade de expressão de representantes eleitos.

Leia Também

“É inaceitável a proposta de indiciamento de deputados desta Casa no relatório daquela Comissão Parlamentar de Inquérito instituída com a finalidade de apurar as ações e omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19 no Brasil. Digo indignação, e não encontro outro termo, pois o que está em questão não é um ou outro parlamentar individualmente considerado, senão profundos postulados da ordem constitucional brasileira”, declarou o presidente da Câmara.

Os senadores foram ao TCU porque um dos pontos do relatório da CPI pede ao tribunal que apure se houve interferência política na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão consultivo do Ministério da Saúde, sobre a análise do “kit covid”.

Em seguida, os parlamentares foram para a sede da Procuradoria da República no Distrito Federal, onde realizaram a entrega de outra cópia do documento elaborado e aprovado pela CPI. O mesmo será feito, mais tarde, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Continue lendo

Política Nacional

Debate aponta estratégias contra risco de falta de insumos na agricultura

Publicado


A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) debateu nesta quinta-feira (28) a ameaça da falta de insumos para o plantio da safra 2021/2022. Senadores discutiram com representantes do setor produtivo saídas para problemas como a redução na extração de minerais no exterior, pesquisa insuficiente do solo brasileiro e falta de incentivos para a indústria nacional. O presidente do colegiado, Acir Gurgacz (PDT-RO), disse que os senadores estão atentos às necessidades do setor.

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana