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Política Nacional

Comissão aprova projeto que cria selo para empresa que cumpre lei de cotas para pessoas com deficiência

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Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
Deputada Erika Kokay (PT-DF)
Para Erika Kokay, o selo é um “incentivo positivo” aos empregadores

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria um selo de qualidade para as empresas que cumpram a cota de empregabilidade de pessoas com deficiência (PL 704/21)

O texto aprovado insere a medida na Lei 8.213/91, que determina que empresas com 100 empregados ou mais preencham de 2% a 5% de seus cargos com pessoas com deficiência.

O projeto foi apresentado pelo deputado licenciado Carlos Bezerra (MT) e recebeu parecer favorável da relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF). Ela afirmou que o selo é um “incentivo positivo” aos empregadores.

“A certificação não só dará o devido reconhecimento ao esforço e ao mérito das empresas que cumprem a lei, como também produzirá um ativo cobiçado pelos empreendedores, tendo em vista o mercado consumidor cada vez mais interessado nas ações de responsabilidade social”, disse Kokay.

Pela proposta, as empresas que preencherem com regularidade as cotas poderão requerer ao Poder Executivo a certificação, com o selo correspondente, que poderá ser utilizado em documentos de comunicação institucional, produtos, correspondências e peças publicitárias.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Marcia Becker

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Política Nacional

PSDB faz prévias neste domingo e Doria e Eduardo Leite disputam preferência para candidatura ao Planalto

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As prévias tucanas começam neste domingo com o governador de São Paulo, João Doria, à frente de seu principal adversário interno, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A vantagem se dá pelos apoios já anunciados ao paulista em viagens feitas pelo país nos últimos meses. Até aqui, Doria soma, em tese, um terço do eleitorado do PSDB. Outros 10% fecharam com Leite — o restante segue em aberto, assim como a disputa interna, que promete ser acirrada.

“Se tivermos oportunidade de vencer, além de dialogar com vários outros partidos, vamos buscar uma mulher para ser vice na chapa do PSDB na Presidência da República”, garantiu Doria. No mesmo evento, ele assinou um compromisso para ampliar a participação das mulheres na política.

Na última semana, o governador de São Paulo intensificou sua agenda, com participações em eventos cada vez mais frequentes. Ele tem adotado uma postura pública com discursos mais firmes contra a corrupção e a favor de privatizações. Amanhã (20), Doria estará em Brasília para oficializar sua candidatura à Presidência nas prévias do PSDB.

Rejeição menor

Ainda que atrás de Doria no momento, Eduardo Leite tem menos rejeição dentro e fora do partido, o que o coloca, segundo aliados, com chances reais de crescimento. Prefeitos tucanos de Santa Catarina, por exemplo, foram até o gaúcho para incentivá-lo. O estado é considerado o mais bolsonarista do país.

De perfil mais discreto e menos crítico a Jair Bolsonaro, Leite tem, ao menos por enquanto, mais aliados no Congresso. Dos sete senadores, dois são considerados bolsonaristas — Roberto Rocha (MA) e Rodrigo Cunha (AL) — e, por isso, mais avessos a Doria.

Entre os demais, apenas Izalci Lucas (DF) declarou apoio ao paulista. Ele receberá Doria em almoço após o ato de inscrição, amanhã, em Brasília. Se Tasso desistir, a tendência é que apoie Leite e leve com ele os votos de Plínio Valério (AM) e Mara Gabrilli (SP).

Pelo calendário definido pela Executiva Nacional, os postulantes a presidenciável em 2022 terão pela frente dois meses de campanha. O primeiro turno está marcado para 20 de novembro.

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Política Nacional

Doria tem reprovação de 38% como governador de São Paulo, diz Datafolha

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 Governador de São Paulo João Doria (PSDB)
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Governador de São Paulo João Doria (PSDB)

Nova pesquisa do  Datafolha indica que 38% da população reprova o governo de  João Doria (PSDB) em São Paulo, considerando a gestão ruim ou péssima, enquanto 24% classificam como ótima ou boa. Outros 38% avaliam o governo como regular. Segundo o levantamento de dados, a nota média do governo Doria, entre 0 e 10, foi de 4,7.

Para a pesquisa, foram ouvidas presencialmente 2.034 pessoas, em 70 cidades do estado de São Paulo, de segunda-feira (13) até quarta (15) da última semana. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Segundo o Datafolha, no interior do estado, os índices de aprovação, regular e reprovação de Doria são, respectivamente, 25%, 37% e 37%. Já na capital, são de 24%, 37% e 39%. Por outro lado, na região metropolitana, é de 22%, 38% e 39%.

Além disso, o governador varia de 4% a 6% na intenção de votos para a Presidência da República, a qual disputará ainda neste ano a vaga do PSDB. De acordo com a pesquisa eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida até o momento, com 44%, seguido de Bolsonaro, com 26%.

Doria e Lula têm taxa de rejeição dos eleitores parecida, com 37% contra 38% do ex-presidente. O candidato mais rejeitado é Bolsonaro , que tem taxa de 59%. ​

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A pesquisa eleitoral nacional colheu depoimento de 3.667 eleitores também presencialmente, em 190 cidades do país, entre 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Eleitores

Entre os eleitores de Doria, a pesquisa mostra que 70% o consideram ótimo ou bom e apenas 2% o classificam como ruim ou péssimo. Outros 28% acham o governador regular.

Já entre os eleitores de Bolsonaro, o cenário é desfavorável. Doria tem apenas 13% de aprovação, 60% de reprovação e 26% de regular. Entre os eleitores de Lula , os índices são 27% de aprovação, 29% de reprovação e 44% de regular.

A média de reprovação de Doria, que é de 38%, é maior entre homens (42%), funcionários públicos (46%), desempregados (43%) e evangélicos (45%). Também cresce entre quem tem de 35 anos a 44 anos (45%) e entre quem ganha de cinco a dez salários-mínimos (44%).

No entanto, a avaliação de ruim ou péssimo cai entre quem tem ensino fundamental (31%), quem ganha até dois salários-mínimos (33%), empresários (33%) e homossexuais ou bissexuais (28%).

Já o índice de aprovação, que é de 24% na média, cresce entre aposentados (30%), entre donas de casa (32%) e entre católicos (26%). A taxa cai entre estudantes (21%) e entre quem tem entre 16 e 24 anos (18%).

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