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Política Nacional

Comissão aprova convocação do ministro da Educação para explicar criação de institutos federais

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O ministro da Educação Milton Ribeiro
Ministro Milton Ribeiro anunciou que planeja dividir alguns institutos

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (15) a convocação do ministro da Educação, Milton Ribeiro, para dar explicações sobre a criação de dez Institutos Federais de Ensino Superior (Ifes) e a atuação recente do governo na indicação dos reitores.

“O ministro anunciou que planeja dividir alguns institutos e, apesar de falar na criação de dez Ifes, na prática não seriam novos campi, nem seria ampliado o número de vagas e de cursos. Porém estão previstas novas reitorias”, afirmou o deputado Elias Vaz (PSB-GO), autor do pedido para a convocação de Ribeiro.

“Os reitores passaram a ser indicados pelo governo, num verdadeiro desmonte na autonomia universitária. O presidente Jair Bolsonaro já nomeou vários reitores, mesmo não sendo os mais votados nas eleições internas das universidades e Ifes, rompendo uma tradição em vigor desde final dos anos 90”, disse Vaz.

O presidente da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), e os deputados Leo de Brito (PT-AC) e Hildo Rocha (MDB-MA) apoiaram a convocação, tornando obrigatória a presença do ministro. A audiência pública ainda será marcada e poderá abordar ainda o orçamento federal para o ensino superior.

Reportagem – Ralph Machado
Edição – Rachel Librelon

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Política Nacional

Apoio a Eduardo Leite cresce no PSDB para Presidência em 2022

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Eduardo Leite (PSDB-RS)
Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Eduardo Leite (PSDB-RS)

Eduardo Leite (PSDB-RS) tem ganhado apoio do partido para candidatura à Presidência da República. O governador gaúcho é visto como o candidato ideal para a chamada terceira via nas eleições de 2022 por apoiadores.

De acordo com o UOL , Leite é enxergado como um possível conciliador de partidos de centro e centro-direita em uma chapa futura, algo que, de acordo com seus apoiadores, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) , teria mais dificuldade para conseguir. Doria é o principal nome da sigla para ser lançado como candidato nas eleições do ano que vem e concorrente do gaúcho.

A postura de conciliação e imagem pacifista de Leite tem sido destaque para conquistar apoiadores dentro do partido. A terceira via , para os aliados, precisa reunir eleitores críticos ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e à esquerda.

“O perfil dele [Leite] é o perfil que a gente espera nesse momento de polarização no Brasil e na política, um país que tomou um rumo de ‘nós contra eles’. O Eduardo representa o inverso. Ele tem sua posição muito clara, mas tem sensibilidade e governa para todos, entende que agregar é muito mais importante do que dividir”, disse o deputado federal Lucas Redecker (PSDB-RS), presidente do PSDB-RS. Redecker também é uma das principais vozes da sigla a fazer oposição a Bolsonaro.

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Ainda de acordo com o jornal, nomes que fazem parte do partido e apoiam Leite afirmam que Doria não seria o nome certo para lidar com o centro, dizendo que ele se envolveu em cisões no partido em níveis nacional e estadual e poderia criar rupturas na composição da candidatura ao centro.

“Leite é muito conciliador. A maneira como ele se comporta, busca sempre ter um discurso de distensionar, da sensatez. É isso que o Brasil precisa, de um momento de respirar e estabelecer convivência entre os desiguais. Ele se elegeu e foi conversar com a oposição mais ferrenha”, disse o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB-PB).

Na última segunda-feira (13), Leite ganhou apoio oficial do PSDB mineiro, que tem a segunda maior banca do partido na Câmara dos Deputados, atrás apenas de São Paulo. De acordo com o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), o motivo da aprovação também é o tom “pacificador” do gaúcho, além do desentendimento de Doria com o ex-governador Aécio Neves . Isso porque, em fevereiro, Doria tentou expulsar Neves, que hoje é deputado do partido .

“A base do partido em Minas tem um respeito muito grande pelo ex-governador [Aécio] e, em consequência, adotou Leite. Soma-se a isso a percepção de que, diante da imensa responsabilidade de contribuir para construir a terceira via, Leite é aquele que parece possuir, pelo temperamento e pela maneira de fazer política, maiores condições de unir, inclusive outros partidos”, acrescentou Abi-Ackel.

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Política Nacional

PSDB faz prévias neste domingo e Doria e Eduardo Leite disputam preferência para candidatura ao Planalto

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As prévias tucanas começam neste domingo com o governador de São Paulo, João Doria, à frente de seu principal adversário interno, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A vantagem se dá pelos apoios já anunciados ao paulista em viagens feitas pelo país nos últimos meses. Até aqui, Doria soma, em tese, um terço do eleitorado do PSDB. Outros 10% fecharam com Leite — o restante segue em aberto, assim como a disputa interna, que promete ser acirrada.

“Se tivermos oportunidade de vencer, além de dialogar com vários outros partidos, vamos buscar uma mulher para ser vice na chapa do PSDB na Presidência da República”, garantiu Doria. No mesmo evento, ele assinou um compromisso para ampliar a participação das mulheres na política.

Na última semana, o governador de São Paulo intensificou sua agenda, com participações em eventos cada vez mais frequentes. Ele tem adotado uma postura pública com discursos mais firmes contra a corrupção e a favor de privatizações. Amanhã (20), Doria estará em Brasília para oficializar sua candidatura à Presidência nas prévias do PSDB.

Rejeição menor

Ainda que atrás de Doria no momento, Eduardo Leite tem menos rejeição dentro e fora do partido, o que o coloca, segundo aliados, com chances reais de crescimento. Prefeitos tucanos de Santa Catarina, por exemplo, foram até o gaúcho para incentivá-lo. O estado é considerado o mais bolsonarista do país.

De perfil mais discreto e menos crítico a Jair Bolsonaro, Leite tem, ao menos por enquanto, mais aliados no Congresso. Dos sete senadores, dois são considerados bolsonaristas — Roberto Rocha (MA) e Rodrigo Cunha (AL) — e, por isso, mais avessos a Doria.

Entre os demais, apenas Izalci Lucas (DF) declarou apoio ao paulista. Ele receberá Doria em almoço após o ato de inscrição, amanhã, em Brasília. Se Tasso desistir, a tendência é que apoie Leite e leve com ele os votos de Plínio Valério (AM) e Mara Gabrilli (SP).

Pelo calendário definido pela Executiva Nacional, os postulantes a presidenciável em 2022 terão pela frente dois meses de campanha. O primeiro turno está marcado para 20 de novembro.

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