conecte-se conosco


Economia

Comércio varejista cresce 1% em julho

Publicado

O volume de vendas do comércio varejista cresceu 1% na passagem de junho para julho deste ano, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o terceiro resultado positivo do indicador, que acumula alta de 1,6% no período.

O volume de vendas também cresceu 0,5% na média móvel trimestral, 4,3% na comparação com julho do ano passado, 1,2% no acumulado do ano e 1,6% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de junho para julho, sete das oito atividades pesquisadas tiveram alta nas vendas, com destaque para supermercados, alimentos, bebidas e fumo (1,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%) e móveis e eletrodomésticos (1,6%).

Também apresentaram crescimento tecidos, vestuário e calçados (1,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%), combustíveis e lubrificantes (0,5%) e livros, jornais, revistas e papelaria (1,8%).

Apenas a atividade de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve queda em julho (-1,6%).

No varejo ampliado, que também analisa os setores de veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 0,7%. O setor de materiais de construção cresceu 1,1%, mas a atividade de veículos, motos e peças recuou 0,9%.

O varejo ampliado também teve crescimentos de 0,5% na média móvel trimestral, 7,6% na comparação com julho de 2018, 3,8% no acumulado do ano e 4,1% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo cresceu 1% na comparação com junho, 6,7% na comparação com julho do ano passado, 4,9% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses. Já a receita do varejo ampliado cresceu 0,3% na comparação com junho, 9,5% na comparação com julho de 2018, 6,8% no acumulado do ano e 7,2% no acumulado de 12 meses. 

Edição: Graça Adjuto
publicidade
1 comentário

1 comentário

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Especialistas temem que interferência na Petrobras prejudique economia

Publicado


source
Após mais um reajuste nos combustíveis, economistas e mercado financeiro temem interferências do Governo na política da Petrobras
Arquivo/Agência Brasil

Após mais um reajuste nos combustíveis, economistas e mercado financeiro temem interferências do Governo na política da Petrobras

O novo reajuste no preço dos combustíveis , aumentou a preocupação de economistas e do mercado financeiro de uma nova interferência do Governo Federal na Petrobras . Desta vez, o receio fica em torno de uma possível alteração na política de preços da estatal, que atualmente considera as alterações nos valores dos barris de petróleo no mercado internacional.

Nesta segunda-feira (01), a Petrobras anunciou mais um reajuste nos combustíveis nas refinarias . A gasolina terá o quinto aumento em 2021, e subirá 4,8%, enquanto o diesel terá sofrerá o reajuste de 5%, o quarto no ano.

No acumulado do 2021, a gasolina sobe 41,3% e o diesel 33,9%.

Após anunciar a troca na presidente da estatal , o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “haverá mais novidades”, dando a entender que vai mexer na política de preços dos combustíveis. Para favorecer os caminhoneiros, Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto para zerar a alíquota de PIS/Cofins para diesel e deve solicitar aos estados a redução dos valores de ICMS .

O especialista em agronegócio, José Carlos de Lima Júnior, acredita que o aumento que valerá nesta terça-feira (02) se deve ao aumento do dólar, provocado pela desconfiança do investidor internacional na Petrobras com a troca na presidência da estatal.

“Temos que dividir dois pontos esses aumentos. Um, é a queda do valor do barril do petróleo no mercado internacional durante a pandemia. O barril caiu de US$ 70 para US$ 30, e agora, com a sinalização de recuperação econômica após o início da vacinação em todo o mundo, o mercado internacional está se recuperando e, claro, provocando aumento do combustível”, diz.

“O segundo ponto é a interferência do Governo Federal em uma estatal como a Petrobras. O anúncio na troca da presidência fez com que os investidores afastarem seus investimentos no Brasil e nossa moeda caiu em descrédito internacionalmente. Com isso, o aumento do dólar em relação ao real ficou mais evidente, provocando os reajustes nos preços dos combustíveis”, concluiu.

A desconfiança de investidores provocou uma forte queda na Bolsa de Valores de São Paulo, na última segunda-feira (22) . O índice Ibovespa recuou 4,27% e as ações da Petrobras caíram 21%.

O mercado financeiro prevê que uma possível interferência do Governo Federal na política de preços da estatal poderá provocar um forte recuo nos papéis da empresa e afastar investidores para ações mais seguras.

Você viu?

“O mercado teme essa possibilidade porque haverá uma queda nas negociações nas ações da Petrobras. Qualquer mudança na política de preços fará com que os investidores tenham medo de aplicar seu dinheiro na Petrobras e isso fará com que os papéis da estatal fiquem voláteis”, explica o consultor e educador financeiro, Sílvio Azevedo.

José Carlos de Lima Júnior concorda com Azevedo e afirma que haverá um grande prejuízo econômico do país caso do Governo queira alterar as políticas da Petrobras.

“Acho que interferir na política de preços da Petrobras não é viável. No começo haverá uma sinalização positiva para a população, com a redução dos preços. Mas haverá um grande prejuízo econômico, minando a moeda brasileira e provocando um crescimento do dólar. A desvalorização do real poderá abrir precedentes para mais dificuldades econômicas no país”, afirma.

Reprodução

“Populismo econômico” pode fazer com que Congresso apoie interferência em política de preços da Petrobras

Interferência poderá ter apoio do Congresso

O especialista em políticas econômicas e professor de relações internacionais do Ibmec-SP, Alexandre Pires, acredita que há membros no Congresso Nacional que apoiam o “populismo econômico”, o que deve favorecer a mudança na política de preços dos combustíveis no Legislativo.

“O populismo econômico é uma pauta que sempre teve defensores no Congresso. E esses partidos que se alinharam com Bolsonaro não devem ser avessos a isso”, diz Pires.

“O Governo não entra em rota de colisão com o Congresso, quando sinaliza o tempero de suas pretensões econômicas, com o populismo econômico. Gastar mais do orçamento para ter uma redução no custo de vida”, ressalta.

O líder do Partido dos Trabalhadores, oposição ao governo, na Câmara dos Deputados , Ênio Verri (PT-PR), concorda com a intervenção na política de preços da Petrobras. Para o parlamentar, a dolarização dos preços dos combustíveis prejudica o consumidor.

“Sou a favor da intervenção. O preço do combustível deveria ser fixo, sem influência do dólar. Acredito que há possibilidade de fazer isso. O combustível tem que ser acessível para o povo e não favorecer o mercado financeiro”, afirma o congressista.

O líder do PT ressalta a falta de direção do Governo Federal em relação à política de preços na estatal.

“Ele não fez nada, só trocou o presidente. Se ele intervisse nos preços do combustível, aí sim, é outra situação. O governo não tem uma direção. Nos governos Lula e Dilma ainda tínhamos uma direção nos valores dos combustíveis, no governo FHC também. Nesse governo não tem nem direção, nem ministro da economia”, disse Verri.

Continue lendo

Economia

CNC aponta fechamento de 75 mil lojas em 2020

Publicado


Um levantamento divulgado hoje (1º) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que 75 mil estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios fecharam as portas no Brasil em 2020, primeiro ano da pandemia da covid-19. Esse número é calculado a partir da diferença entre o total de abertura e de fechamento das lojas.

As micro e pequenas empresas responderam por 98,8% dos pontos comerciais fechados. Todas as unidades da federação registraram saldos negativos. Os estados mais impactados foram São Paulo (20,30 mil lojas), Minas Gerais (9,55 mil) e Rio de Janeiro (6,04 mil).

Essa retração anual do comércio é a maior registrada desde 2016, quando 105,3 mil lojas saíram de cena devido à recessão econômica do período. Apesar do alto número de estabelecimentos que fecharam suas portas no ano passado, as vendas no varejo tiveram queda de apenas 1,5%. Esse percentual, segundo a CNC, foi menor do que o esperado para um momento crítico.

De acordo com a entidade, as perdas foram sentidas já em março, mas o mercado começou a mostrar uma reação a partir de maio, afastando expectativas mais pessimistas. O fortalecimento do comércio eletrônico e o benefício do auxílio emergencial, permitindo que a população mantivesse algum nível de consumo, foram listados como fatores que contribuíram para o reaquecimento do comércio.

“Na primeira metade do ano, quando o índice de isolamento social chegou a atingir 47% da população, as vendas recuaram 6,1% em relação a dezembro de 2019. Na segunda metade do ano, quando se iniciou o processo de reabertura da economia e foram registrados os menores índices de isolamento desde o início da crise sanitária, as vendas reagiram, avançando 17,4%”, diz o estudo.

O levantamento aponta, no entanto, que a população ainda manifesta algum grau de dependência do consumo presencial, o que traz desafios para 2021. A imprecisão dos prognósticos envolvendo a evolução da campanha de vacinação também gera incertezas.

Projeções

A CNC avaliou ainda as perspectivas para o setor. “A inflexão no processo de abertura líquida de lojas com vínculos empregatícios, observado até 2019, não significa necessariamente uma nova tendência de atrofia no mercado de trabalho do varejo para os próximos anos”, registra. O estudo, porém, observa que há menor capacidade de geração de vagas por meio do comércio eletrônico, cujas vendas cresceram 37% em 2020.

Ao estabelecer projeções para 2021, foram traçados três cenários conforme o nível de isolamento social da população. Em um deles, a entidade calcula que as vendas avançariam 5,9% na comparação com o ano anterior e o comércio seria capaz de reabrir 16,7 mil novos estabelecimentos. Para que isso ocorra, o índice de isolamento social precisa sofrer redução de 5% até o fim do ano.

Um cenário mais otimista, no qual sejam restabelecidas as condições pré-pandemia, o volume de vendas cresceria 8,7% e 29,8 mil lojas seriam abertas ao longo deste ano. Já o quadro mais pessimista, com a população se mantendo confinada em níveis apenas ligeiramente inferiores aos observados em dezembro de 2020, somente 9,1 mil estabelecimentos abririam as portas.

Nível de ocupação

A crise decorrente da pandemia também afetou o nível de ocupação no comércio: 25,7 mil vagas formais foram perdidas em 2020. O último ano onde houve queda nesse quesito foi em 2016, quando foi registrada retração de 176,1 mil postos de trabalho.

Conforme o levantamento, considerando o nível de ocupação, o ramo mais afetado foi o de vestuário, calçados e acessórios, com a queda de 22,29 mil vagas. Na sequência, aparecem os hiper, super e minimercados (14,38 mil) e lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (13,31 mil).

No entanto, o saldo negativo de 2020 não reverteu a quantidade de vagas geradas entre 2017 e 2019. Nesse período, o número de postos criados foi de 220,1 mil.

Edição: Fernando Fraga

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana