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Economia

Combustíveis: Economia espera novo reajuste da Petrobras nesta semana

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Petrobras anunciou último reajuste no diesel a 35 dias
Ivonete Dainese

Petrobras anunciou último reajuste no diesel a 35 dias

Tanto no Palácio do Planalto quanto no Ministério da Economia, a expectativa é que a Petrobras anuncie um novo reajuste no preço dos combustíveis ainda nesta semana, informa o colunista Lauro Jardim, do GLOBO. 

O último reajuste da Petrobras foi em 9 de maio, 35 dias atrás, de 8,9% no preço do diesel. Já a gasolina está a quase cem dias (94) sem um novo aumento nos preços, quando a estatal anunciou aumento de 18,8% nos preços domésticos.

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Segundo dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustível), a defasagem da gasolina chega a 17% e do diesel 16%, refletindo atraso nos preços na ordem de R$ 0,82 e R$ 0,95, respectivamente.

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), o preço médio da gasolina é R$ 7,247 e do diesel R$ 6,886.

A Abicom afirma em nota que “a alta no câmbio e nos preços de referência do óleo diesel e da gasolina no mercado internacional em relação à abertura de ontem. Os cenários das defasagens tanto para gasolina como para o óleo afastaram-se muito da paridade, o que inviabiliza as operações de importação”. 

O dólar voltou a ser negociado a R$ 5,10 e o preço do barril de petróleo Brent atingiu US$ 119 nesta segunda. Os dois fatores influenciam diretamente na formulação do PPI (Preço em Paridade de Importação) da empresa. 

Bolsonaro volta a atacar Petrobras e defende teto do ICMS

Em cruzada contra a Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (13) que a PEC dos Combustíveis, que restitui a perda de arrecadação dos estados com teto no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), será votada hoje. Segundo o chefe do Executivo, com a aprovação da proposta, a  previsão é que o litro da gasolina caia por volta de R$ 2 e o preço do diesel tenha queda de R$ 1.

“Nós vamos cobrir o ICMS do diesel que é cobrado pelo estados. Nós estamos entrando com uma parte muito grande para diminuir os impostos estaduais. Tem que pensar no povo. Não é o Estado que arrecada, o Estado está perdendo, quem tem que está perdendo é o povo que está pagando a gasolina muito cara”, afirmou o presidente durante entrevista à Rádio CBN-Recife.

Bolsonaro também voltou a atacar a Petrobras e a culpar a guerra da Ucrânia pela alta nos combustíveis. Ele afirmou que o grande desequilíbrio no preço do combustível é reflexo da “guerra longe do Brasil”.

“A Petrobras é uma empresa gigante, excepcional, mas não tem um viés social previsto na própria Constituição. Está tendo lucros abusivos. Quanto maior a crise, maior o lucro que a Petrobras tem”, disse.

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Economia

IBGE estima safra de 261,4 milhões de toneladas em 2022

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou em 261,4 milhões de toneladas a safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2022. Foi o que apontou o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), de junho, divulgado hoje (07) pelo órgão. Embora o valor seja 3,2% ou 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra de 2021 que ficou em 253,2 milhões, o índice é 0,6% abaixo da estimativa de maio ou 1,5 milhão.

A área a ser colhida atinge 72,5 milhões de hectares, o que significa alta de 5,8% ou 4 milhões de hectares na comparação com o resultado do ano passado. Em relação à projeção de maio, representa crescimento de cerca de 209,4 mil hectares ou 0,3%. Os três principais produtos da pesquisa, o arroz, o milho e a soja somados, equivalem a 91,7% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida.

Arroz

A produção do arroz deve chegar a 10,7 milhões de toneladas. O valor significa queda de 2,2% na área e diminuição de 8,1% para a produção do arroz em casca.

Soja

Para a soja, principal commodity do país, a estimativa é queda de 0,5% em relação à do mês anterior. A produção nacional deve somar 118,0 milhões de toneladas, uma queda de 12,6% na comparação com 2021. De acordo com o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, a safra sofreu impacto de efeitos climáticos. “Foi marcada por efeitos climáticos adversos, com registro de forte estiagem durante o desenvolvimento da cultura nos estados do centro-sul do país”, observou.

Milho

A estimativa de produção de milho indicou 111,2 milhões de toneladas. Mesmo representando recuo de 0,8% se comparada à projeção anterior, o volume apontou crescimento de 26,7% na comparação com o ano passado, ou 23,4 milhões de toneladas a mais.

“Após uma forte queda na produção, em 2021, efeitos do atraso do plantio e da falta de chuvas nos principais locais produtores, aguarda-se um ano dentro da normalidade climática, notadamente durante a época de segunda safra, que é a principal e deve responder por 76,8% da produção brasileira”, completou o gerente, acrescentando que com esta estimativa, deve ser recorde a produção nacional de milho em 2022.

Trigo

O trigo, que é um dos principais cereais de inverno do país, tem produção estimada de 8,9 milhões de toneladas. O número representa redução de 0,2% na comparação com o mês anterior. No entanto, em relação a 2021 é uma elevação 13,4%. O rendimento médio deve alcançar 3.139 kg/ha, crescimento de 11,6%. Barradas disse que a alta da produção de trigo tem relação com preços do produto, que subiram por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia. Os dois países são grandes produtores e exportadores do cereal. “A produção nacional aumentou, com a Região Sul respondendo por 89,8% da produção tritícola do Brasil em 2022”, contou.

Regiões

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em junho aumentou em quatro regiões do país na comparação com 2021. Na Centro-Oeste sobe 10,7%, na Norte 5,5%, na Sudeste 13,3%, e na Nordeste 11%. Apenas o Sul registrou queda, de 14%.

Estados

Entre as unidades da federação, Tocantins ( 35,9 mil toneladas), em Rondônia ( 25 mil t.), no Acre (10,5 mil t.), no Ceará ( 9,5 mil t.) se destacaram com altas em relação a maio. Em movimento de queda estão Paraná ( 587,4 mil t.), Goiás ( 420,1 mil t.), Minas Gerais ( 287,2 mil t.) e Mato Grosso do Sul ( 266,5 mil t.).

O maior produtor nacional de grãos é o Mato Grosso, com participação de 30,3%, seguido pelo Paraná (13,8%), Goiás (10,6%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais ( 6,7%). Juntos representaram 79,0% do total nacional.

Produção Agrícola

Segundo o IBGE, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola foi implantado em novembro de 1972 para atender às demandas de usuários por informações estatísticas conjunturais mensais. A pesquisa disponibiliza estimativas das áreas, plantada e colhida, quantidade produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país.

“Ele permite não só o acompanhamento de cada cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da colheita, no ano civil de referência, como também o prognóstico da safra do ano seguinte, para o qual é realizado o levantamento nos meses de outubro, novembro e dezembro”, informou.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia

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Economia

Índice Geral de Preços (IGP-DI) sobe 0,62% em junho, revela pesquisa

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Em junho, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,62%. O indicador da inflação ao produtor foi divulgado hoje (7), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O percentual ficou abaixo do apurado em maio (0,69%). O indicador acumula alta de 7,84% em 2022 e 11,12% em 12 meses. Em junho do ano passado, o IGP-DI havia subido 0,11% com alta acumulada de 34,53% em 12 meses.

De acordo com o coordenador dos Índices de Preços do Ibre, André Braz, a desaceleração foi impactada pela baixa nas commodities.

“O recuo dos preços de grandes commodities abre espaço para a desaceleração da inflação ao produtor. O risco de recessão em grandes economias contribui para o recuo dos preços do milho (de -0,10% para -3,30%), do minério de ferro (de -4,61% para -1,63%) e da soja (de 2,76% para -0,81%)” disse.

Componentes

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,44% em junho, após alta de 0,55% em maio. Por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais passou de 0,03% em maio para 0,72% em junho, influenciada pelos alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,79% para -0,70%. O índice de Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,82% em junho, após alta de 0,75% em maio.

A taxa dos Bens Intermediários passou de 1,46% para 1,33%, pressionada pelo subgrupo suprimentos, cuja taxa foi de 2,70% em maio para -2,18% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que não conta a variação dos combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,09% em junho, depois de subir 0,48%.

As Matérias-Primas Brutas recuaram 0,78% em junho, após alta de 0,04% em maio, com a influência da soja em grão (2,76% para -0,81%), cana-de-açúcar (3,65% para -1,24%) e milho em grão (-0,10% para -3,30%). Pressionaram em sentido oposto o minério de ferro (-4,61% para -1,63%), a mandioca (-8,56% para 1,73%) e os bovinos (-2,89% para -1,52%).

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,67% em junho, contra 0,50% em maio. Entre as oito classes de despesa do índice, três tiveram alta na passagem do mês: Habitação passou de -1,37% para 0,43%, Alimentação foi de 0,45% para 1,30% e Vestuário variou de 1,21% para 1,26%.

Variação

A pesquisa da FGV Ibre destaca nestas classes de despesa a variação da tarifa de eletricidade residencial (-9,34% para -0,41%), das hortaliças e legumes (-9,06% para -5,13%) e das roupas (1,37% para 1,53%). Por outro lado, caíram as variações dos grupos Transportes (1,02% para 0,18%), Educação, Leitura e Recreação (3,12% para 2,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,87% para 0,42%), Comunicação (-0,14% para -1,08%) e Despesas Diversas (0,91% para 0,13%).

As principais influências foram do etanol (3,09% para -6,79%), passagem aérea (16,33% para 9,43%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,85% para -0,68%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,18% para -2,59%) e serviços bancários (1,23% para 0,02%).

O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou 0,57% em junho, após a alta de 0,84% em maio. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com variação positiva, ficou em 72,58%, abaixo dos 74,84% de maio.

Por último, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 2,28% em maio para 2,14% em junho. Entre os grupos componentes do INCC, as variações foram de 1,72% para 1,07% nos Materiais e Equipamentos, 0,73% para 0,68% em Serviços e 3,08% para 3,35% em Mão de Obra.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia

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