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Com vitórias simples, Grêmio e Inter irão às oitavas da Libertadores

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Grêmio e Internacional já podem se classificar nesta terça-feira (29) para as oitavas de final da Copa Liberadores da América, de forma antecipada. O Tricolor recebe o Universidad Católica, do Chile, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h15 (horário de Brasília). Já o Colorado encara fora de casa o América de Cali, da Colômbia, às 21h30,  na cidade de Cali (Colômbia).Para os times gaúcho avançarem à próxima fase, basta que vençam esta noite os duelos da quinta  e penúltima rodada da competição..

No Grupo E, o Colorado e o Tricolor aparecem nas duas primeiras colocações. Os tradicionais rivais gaúchos possuem a mesma pontuação na LIberta, sete no total. Entretanto, o líder Inter leva a melhor no saldo de gols: marcou três vezes, enquanto o Grêmio  tem apenas um gol.

Os times duelaram no último sábado (27) pelo Campeonato Brasileiro e não conseguiram vencer. O Inter empatou com o São Paulo em  1 a 1, em Porto Alegre (RS). Já o Grêmio sofreu derrota de 3 a 1 para o Atlético-MG,  em Belo Horizonte (MG).

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Tudo pronto para a retomada da Copa Libertadores na Arena! VAMOS, GRÊMIO! ?? #VamosTricolor ?: @lucasuebel / Grêmio FBPA

Uma publicação compartilhada por Grêmio FBPA (@gremio) em 28 de Set, 2020 às 2:03 PDT

Athletico-PR duela na Arena

Assim como o Colorado, o Athletico-PR também está na ponta do Grupo C, com nove pontos. Se os paranaenses empatarem esta noite contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia, em casa, na Arena da Baixada, garantem a classificação para as oitavas. A partida começa  às21h30, em Curitiba (PR). O Furacão foi a única equipe brasileira que venceu os dois jogos pós-retomada da competição – a Libertadores ficou paralisada por meses devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

São Paulo na corda bamba 

Entre os sete clubes brasileiros que disputam a competição continental, apenas o São Paulo não está na zona de classificação para a próxima fase. Os tricolores são o terceiro colocado do Grupo D, com apenas quatro pontos. À frente dos paulistas estão a LDU, do Equador, com nove, e o River Plate (ARG), com sete.

Nesta rodada, os são paulinos vão fazer confronto direto com o River e terão de vencer fora de casa, na Argentina, para continuarem vivos na competição. Se empatarem, estão praticamente eliminados. Somente uma combinação de resultados improváveis manteriam a equipe do técnico Fernando Diniz na competição. Já em caso de derrota, serão desclassificados. O jogo será amanhã (30) em Avellaneda, na região metropolitana de Buenos Aires, às 21h30 (horário de Brasília).

Flamengo 

O Rubro-Negro é vice-líder do Grupo A, com a mesma pontuação do líder Independiente Del Valle, do Equador, ambos com nove pontos cada. O time carioca está, matematicamente, garantido nas oitavas: basta empatar nos próximos dois jogos.  Na cola dos cariocas está o Junior  em seis pontos na tabela.

Amanhã (30) será a vez do reencontro com o Del Valle, do Equador,  que aplicou uma goleada (5 a 0) nos rubro-negros, jogando na altitude de Quito, pela terceira rodada. Desta vez, os cariocas vão tentar a revanche em casa, no Maracanã, às 21h30. A sexta e última partida da Fase de Grupos será contra Junior Barranquilla (COL), também no Maracanã.

Santos e Palmeiras 

Com dez pontos na tabela, Peixe e Verdão são os dois únicos representantes brasileiros invictos na competição. Os dois times fizeram campanhas idênticas na competição: cada um soma  três vitórias e um empate. Com este retrospecto, se o Palmeiras empatar com o Bolívar, da Bolívia, nesta quarta (30), carimba o passaporte para as oitavas de final. O jogo terá início às 19h15, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 19h15, 

O Santos vive situação semelhante. Caso saia com o empate fora de casa contra o Olímpia, do Paraguai, carimba a vaga nas oitavas. O confronto será na quinta-feira (1º de outubro), às 19h, no estádio Manuel Ferreira, em Assunção (Paraguai).

Confira AQUI a classificação da Copa Libertadores da América.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

América-MG vence e assume vice-liderança da Série B

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O América-MG assumiu a vice-liderança da Série B após derrotar o Brasil de Pelotas por 3 a 1, no estádio Independência nesta terça (20), no jogo que abriu a 17ª rodada da competição.

Com este triunfo, o Coelho assume a segunda posição da tabela, com os mesmos 32 pontos do líder Cuiabá, que recebe o Paraná na Arena Pantanal na próxima quarta, e ultrapassou a Chapecoense, que tem 30 pontos e pode reassumir a vice-liderança ainda nesta terça caso derrote a Ponte Preta no Moisés Lucarelli mais tarde.

Vitória de virada

Mesmo jogando em casa, o América-MG começou a partida em desvantagem, pois aos 28 minutos do primeiro tempo a equipe gaúcha abriu o marcador com um belo gol de fora da área de Bruno José.

O empate não demorou, e veio nove minutos depois, quando Léo Passos cobra pênalti muito bem para marcar o primeiro da equipe mineira. E a virada veio antes do intervalo. Nos acréscimos da etapa inicial Ademir recebe a bola na entrada da área e bate por cobertura, sem chances para o goleiro Rafael. Golaço.

E o terceiro gol do Coelho saiu justamente dos pés de seu camisa 10. Novamente nos acréscimos, mas do segundo tempo, Ademir marca, após a defesa adversária vacilar na sua frente. Final de jogo, América-MG 3, Brasil de Pelotas 1.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Estudo americano mostra como pandemia afetou saúde mental de atletas

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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) acentuou a sensação de depressão e ansiedade de atletas profissionais de alto rendimento. A constatação é de um estudo realizado pela Universidade de Stanford (Estados Unidos) e pela plataforma esportiva Strava, que foi divulgado na última segunda (19).

O estudo “O impacto da covid-19 em atletas profissionais” analisou 131 esportistas (ciclistas, triatletas e corredores norte-americanos usuários da plataforma), que responderam a um questionário com 30 perguntas entre os dias 12 e 25 de agosto. Nas respostas, um em cada cinco relatou falta de motivação para treinar em meio às restrições impostas na pandemia.

Segundo a pesquisa, antes da covid-19, 3,9% dos atletas diziam se sentirem depressivos em mais da metade dos dias da semana. A partir de março, quando o novo coronavírus foi considerado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e as medidas de isolamento social tiveram início, essa porcentagem subiu para 22,5%.

Ascensão parecida se observa nas respostas sobre ansiedade. O estudo indica que, antes da pandemia, 4,7% dos esportistas relataram que se sentiam nervosos ou ansiosos durante mais da metade da semana. Após as restrições nas atividades para controle da covid-19, o número saltou para 27,9%.

“O estudo trouxe a clareza de que a covid-19 teve amplas implicações na comunidade atlética, particularmente quando se trata de saúde mental”, analisou o pesquisador clínico Megan Roche, candidato a doutorado em epidemiologia na Universidade de Stanford, em comunicado à imprensa divulgado pela Strava.

No mesmo comunicado, o médico Michael Fredericson, professor de Stanford e especialista em medicina esportiva, disse que as descobertas do estudo ajudarão a guiar as abordagens para maximizar a saúde de atletas de alto rendimento durante o período da pandemia.

“Agora temos claras evidências do dano que isso está causando em sua saúde mental. O estresse descontrolado pode diminuir a resposta imunológica do corpo, bem como prejudicar a capacidade de recuperação completa dos exercícios intensos. Precisamos fornecer recursos adicionais para ajudá-los a enfrentar esses desafios”, declarou Fredericson.

“Lembro que, na primeira semana [após o adiamento da Paralimpíada para 2021], a motivação estava meio que caindo. Na quinta para a sexta semana [de quarentena], já não estava com vontade de seguir a dieta. Porque é difícil. O atleta de alto rendimento está acostumado com uma carga de treino muito alta, então, do nada, você ter essa carga inteira e nada [de competição] para fazer por muito tempo, acaba sendo deprimente”, disse o nadador paralímpico Phelipe Rodrigues em entrevista à Agência Brasil publicada em julho.

Impacto na rotina

Além da saúde mental, a pesquisa observou outros impactos da pandemia na rotina dos esportistas de elite, com o aumento na duração (31%) e na intensidade (17%) das sessões de treino. Ainda conforme o estudo, 12% dos entrevistados reportaram terem sentido sintomas da covid-19 e 8% revelaram que deixaram de se exercitar, pelo menos uma vez, por receio de estarem contaminados.

As atividades também se tornaram mais solitárias. Antes da covid-19, pouco mais de 91% dos atletas relataram que, pelo menos uma vez por semana, treinavam com um parceiro. Com as restrições sanitárias, esse número caiu para 68,9%. O percentual de esportistas que se exercitavam em grupo (uma vez a cada sete dias, no mínimo) também despencou na pandemia, de 39,7% para 11,6%.

“O primeiro semestre deste ano foi extremamente destrutivo para o esporte, com cancelamentos de eventos mundiais, incluindo a Olimpíada, e dezenas de maratonas. Entretanto, há indícios de que a comunidade esportiva está encontrando soluções para competir com segurança, incluindo a organização bem-sucedida do Tour de France e o crescente interesse por maratonas virtuais”, concluiu, em comunicado, o chefe-executivo da Strava, Michael Horvath.

Edição: Fábio Lisboa

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