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Mato Grosso

Com simulação de conflitos reais, agentes se capacitam para operar no Sistema Socioeducativo

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Com simulações de situações extremas que envolvem pessoas e segurança, 50 Agentes de Segurança Socioeducativo participam do 2º Curso de Operações Socioeducativas Especializadas. Instruções sobre segurança interna e externa de ambientes de privação de liberdade, escolta de adolescentes em conflito com a lei e contenções em momentos de situações limite são algumas das disciplinas ministradas.

A instrução começou no início deste mês e deve terminar no dia 07 de dezembro. Ao final do curso, os agentes estarão aptos para atuarem nas atribuições exclusivas de operações  soxioeducativas especializadas.

A capacitação é necessária porque a lei estadual Nº 10.959, de outubro de 2019, reestruturou a carreira dos servidores que atuam no Sistema Socioeducativo e ampliou as atribuições do cargo de agente. Antes, a segurança era feita pelas forças policiais. No mesmo ano, a Lei Nº 10.939 criou regras para o porte de arma dos agentes e acrescentou mais atribuições.

“Pela nova legislação, todo o atendimento dentro da unidade deverá ser feito por um profissional do socioeducativo. Por isso, a necessidade da capacitação. É um curso que demanda capacidade técnica, física e mental”, avaliou a secretária adjunta de Justiça, Lenice Silva.

Participam do curso servidores das unidades de Cuiabá, Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis e Sinop. As instruções técnicas foram dadas por profissionais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Serviço de Operações Especiais (SOE), Rondas Ostensivas Táticos Metropolitanas (Rotam) e Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

Devido à pandemia, durante todo o período da capacitação, os servidores não mantêm contato com o público externo.

O coordenador de segurança socioeducativa, Glauder Benedito Figueiredo de Pinho, disse que curso é primordial para atender as normativas impostas pela nova legislação. “A partir do momento que foi editada a lei estadual da nova atribuição dos agentes de segurança, houve a necessidade de capacitá-los na função de operação especializada como está elencado na lei. Então, hoje aqui eles estão passando por treinamentos de mobilização e técnicas de defesa pessoal. Esse curso tem como missão capacitar os agentes de segurança do Socioeducativo para trabalharem na função armada, estabelecida por lei”, frisou.

Ainda segundo o coordenador, após a conclusão do curso será feito um ato administrativo para lotação na função armada.

Um dos alunos, Wellyngton Figueiredo é agente há nove anos em Barra do Garças e disse que tem boas expectativas com o curso. “Estávamos esperando por esse curso há muito tempo e graças a Deus chegou a hora, agora é lutar até chegar ao fim. A maior dificuldade é a gente depender muitas vezes de outras forças para controlar o ambiente quando acontece algum sinistro, então com o grupo especializado agora nós vamos começar a tomar conta da nossa casa”, ressaltou.

Treinamento

Na tarde desta sexta-feira (27.11), os alunos participaram, na Penitenciária Central do Estado (PCE), de uma aula prática sobre algemamento tático. Nesta modalidade, o agente tinha que imobilizar uma pessoa que participava de um conflito. Toda a atividade respeita normas de segurança e direitos humanos.

“Essa modalidade foi desenvolvida pela Rotam. Em torno de dez anos atrás eu tive a honra e o prazer de fazer esse curso, e agora tivemos a oportunidade de trazer para nossa casa, o Sistema Penitenciário, juntamente com o Sistema Socioeducativo. Esse procedimento de algemamento consiste em oferecer ao operador da segurança pública, técnicas de controle e submissão podendo oferecer maior segurança durante o procedimento de execução do algemamento”, explicou o instrutor e policial penal, João Borba.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Suspeito de estupro da enteada é preso durante operação da Polícia Civil em Pontes e Lacerda

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A Polícia Civil de Pontes e Lacerda (448 km a oeste de Cuiabá) deflagrou na Operação ‘Infância Roubada’ para coletar informações que subsidiam investigações sobre crimes sexuais contra crianças e adolescentes e inibir a prática de delitos dessa natureza. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária.

O preso, de 27 anos, é investigado pelo crime de estupro de vulnerável contra a enteada de 12 anos. Os abusos ocorriam há, pelo menos, dois meses e consistiam em atos libidinosos diversos de conjunção carnal.

A operação começou na sexta-feira (22.01) e terá continuidade nas próximas semanas.

Estupro de vulnerável

Conforme a investigação, no dia 14 de janeiro, a mãe da adolescente procurou a Delegacia da Polícia Civil e relatou que suspeitava que a filha estivesse sendo vítima de abusos sexuais praticados pelo padrasto. A mãe informou ainda que percebeu que o companheiro mantinha uma relação diferente com a menina de 12 anos, em comparação aos outros filhos de dez e quatro anos, passando a impressão que tinha interesse pela garota em razão de suas atitudes, o que a deixou mais atenta em relação às ações dele. A mãe também observou a mudança de comportamento da adolescente, que passou a demonstrar tristeza e ciúmes da relação entre o padrasto e ela.

As desconfianças da mãe foram confirmadas no dia 12 de janeiro, quando por volta das 05h da madrugada ela acordou e notou que o, então companheiro, não estava na cama. Foi procurá-lo, inclusive, no quarto dos filhos, e observou que a filha de 12 anos também não estava na casa.

Como já estava desconfiada da intenção do investigado, a mãe imaginou que ele poderia ter levado a menor para a casa dos pais dele, que não estavam na residência. Ela se dirigiu à casa dos sogros e pouco tempo depois, o suspeito saiu da residência e demonstrou surpresa ao vê-la. Questionado por que estava àquela hora com a enteada, o investigado alegou que estava conversando com a menina sobre um namoradinho dela. No entanto, de acordo com a investigação, foi apurado que ele estava na residência praticando atos libidinosos com a enteada de 12 anos.

Depois desta data, o suspeito entrou em contato com a garota pedindo para ela não revelar sobre os atos libidinosos. E, após registro da ocorrência, ele pediu para a mãe da adolescente retornar à Delegacia e alterar a versão apresentada à Polícia Civil.

Foi instaurado inquérito para apurar o crime e com base na investigação foi representada pela prisão do suspeito, deferida pela Justiça local.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Primeira-dama Virginia Mendes recebe homenagem do Proerd

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A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, foi agraciada com a medalha ‘Mérito Proerd’. A honraria foi entregue pessoalmente pelo tenente coronel Darwin Germano, coordenador estadual do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), à primeira-dama, na semana passada, no Palácio Paiaguás.

A medalha tem por finalidade homenagear o trabalho realizado por autoridades e personalidades públicas junto às crianças e adolescentes atendidos pelo programa. 

“A primeira-dama Virginia Mendes sempre foi uma grande parceira do Proerd, desde a época em que estava na Prefeitura de Cuiabá. E em razão dos relevantes serviços prestados em prol do desenvolvimento da primeira infância e das crianças e adolescentes é mais do que justa essa homenagem pela dedicação e comprometimento com essa causa tão nobre”, destacou o tenente coronel Darwin.

Virginia Mendes agradeceu a honraria e destacou que quer estreitar ainda mais as parcerias junto ao programa. “O Proerd realiza um trabalho essencial, pois atua na prevenção. Os instrutores são preparados e possuem toda uma didática para conduzir junto às crianças e adolescentes esse tema do combate às drogras. Além disso, eles também envolvem os pais e toda a família. Tenho certeza que juntos poderemos ampliar ainda mais o alcance do programa em Mato Grosso. Fiquei muito feliz e honrada em receber essa medalha”.

O Proerd foi instituído em Mato Grosso há 20 anos e é coordenado pela Polícia Militar. O programa tem como público-alvo crianças cursando as séries iniciais até o 7º ano do ensino fundamental, tanto na rede de ensino público e privada, em municípios do interior do Estado e também na Capital.

Os alunos que passam pelo programa aprendem como dizer não à oferta de droga, além de elevar a autoestima. O foco é trabalhar junto às crianças técnicas e caminhos para saber fazer a escolha certa e segura. As lições apresentam estilos de respostas para vários tipos de abordagens – oferta de drogas por amigos e desconhecidos e de ingresso no tráfico. Também aprendem questões como bullying, violência física, direitos e deveres, entre outros temas. O Proerd também possui módulos voltados aos pais dos alunos.

Segundo o tenente coronel Darwin, há levantamentos que apontam que mais de 90% das crianças que fizeram o curso não se envolveram com drogas.

No ano de 2020, devido à pandemia, o Proerd conseguiu atender 21 municípios, com aulas online, totalizando mais de 40.500 atendimentos e formando 4.954 crianças. Desde que foi criado, no ano 2000, já são mais de 4,4 milhões de atendimentos e mais de 353 mil alunos formados em todo Mato Grosso.

Fonte: GOV MT

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