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Economia

Com energia elétrica mais cara, prévia da inflação de julho aponta alta

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Os preços relacionados a habitação e alimentos e bebidas foram os principais responsáveis para que a prévia da inflação de julho ficasse mais alta do que o mês anterior. De acordo com as informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (22), a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15)  deste mês ficou em 0,09%, enquanto em junho o indicador estava em 0,06%. 

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A alta na conta de energia elétrica neste mês, que está com bandeira amarela, contribuiu para a alta da inflação

O grupo Habitação, que no IPCA-15 de junho registrou alta de 0,64%, desacelerou para 0,43% em julho. Mesmo assim, por conta da variação positiva, representou o maior impacto para a alta da prévia da inflação deste mês.

Dentro deste grupo, o que mais contribuiu para que os preços subissem foi a energia elétrica . A explicação é que neste mês as contas de luz estão com a bandeira tarifária amarela, que onera o consumidor em R$ 1,50 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Em relação a alimentos e bebidas, a alta da batata-inglesa (8,3%) e da cebola (12,81%) pesaram neste grupo. Em julho, a prévia da inflação mostra alta de 0,03% nos alimentos. Em junho, nesta mesma pesquisa, eles registraram queda de 0,64%.

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Do lado das quedas, que contribuíram para que o IPCA -15 não avançasse mais do que 0,09% em julho, o destaque fica por conta dos transportes. Neste grupo, o que mais influenciou para que a inflação não subisse mais foram os combustíveis. A gasolina apresentou recuo de 2,79%. O etanol e o óleo diesel tiveram queda de, respectivamente, 4,55% e 1,59%.

Este percentual de 0,09% é o menor para um mês de julho desde 2017, quando a prévia inflação caiu 0,18%.

Inflação abaixo da meta

No acumulado do ano (janeiro a julho), a prévia mostra que a inflação está em 2,42%. Nos 12 meses (comparação de julho de 2018 até o mesmo mês de 2019), o IPCA-15 está em 3,27%. Nos dois cenários, a inflação segue abaixo do centro da meta estipulada pelo governo, que é de 4,25% em 2019.

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Diante de um cenário de inflação baixa e com a reforma da Previdência já aprovada em primeiro turno na Câmara, os especialistas acreditam que o Banco Central (BC) pode reduzir a taxa básica de juros (Selic) para dinamizar a economia e melhorar o ambiente de negócios.

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Consumidores esperam inflação abaixo do registrado

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses ficou em 5,3% em julho deste ano. Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), a estimativa dos consumidores é 0,1 ponto percentual abaixo da registrada em junho (5,4%). A inflação oficial medida pelo IPCA, registrou em neste mesmo mês, uma inflação acumulada de 3,37% em 12 meses.

De acordo com a economista da FGV, Renata de Mello Franco, a provável explicação para a leve queda da expectativa da inflação entre os consumidores é o “resultado favorável da inflação em junho, como o recuo dos preços dos alimentos, da gasolina, gás de botijão e das tarifas de energia elétrica, que compõem grande parte da cesta de consumo das famílias”.

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Analisando a frequência da inflação prevista por faixas de respostas, a parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta de inflação para 2019 (de 4,25%), aumentou de 33,4% em junho para 37,7% em julho. Enquanto isso, a proporção de consumidores projetando valores igual ou superior à meta de inflação para 2019 caiu 4,3 ponto percentual, para 62,3%.

Fonte: IG Economia
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Economia

Plano de saúde é obrigado a fazer cirurgia bariátrica em paciente de 22 anos

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Elza Fiuza/Agência Brasil

Unimed-BH é obrigada pela Justiça a realizar com urgência bariátrica após cancelar procedimento

A cooperativa médica Unimed será obrigada a cobrir em caráter de urgência a cirurgia bariátrica solicitada por uma de suas conveniadas.

A empresa havia autorizado o procedimento, mas anulou a autorização dois dias antes da realização da cirurgia. A decisão foi proferida pelo juiz Sebastião Pereira Neto, da 2ª Vara Cível de Belo Horizonte na última segunda-feira (11). As informações são do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

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Segundo o processo, a conveniada possui obesidade mórbida de grau 3, problemas na pressão arterial, estado pré-diabético, além de outras complicações que não são comuns a uma paciente de 22 anos.

Cancelamento

O médico que a acompanha solicitou a cirurgia bariátrica, já que nenhum procedimento menos invasivo gerou resultados. Porém, faltando apenas dois dias para a cirurgia, a Unimed cancelou a autorização, alegando que a paciente não havia realizado todas as medidas prévias indicadas pelo convênio.

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Segundo o juiz Sebastião Pereira, toda a documentação apresentada e os laudos do médico demonstram a urgência na realização do procedimento cirúrgico, devido à situação de risco em que a paciente se encontra.

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“Após a análise de toda a documentação apresentada, conclui-se que está clara a urgência do procedimento cirúrgico, tendo em vista a gravidade dos problemas de saúde que a autora vem enfrentando e o fato de procedimentos clínicos não surtirem efeito”, afirmou o juiz.

Fonte: IG Economia
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Economia

Brasil estuda área de livre comércio com a China, diz Guedes em cúpula do Brics

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Valter Campanato/Agência Brasil

Paulo Guedes disse que Brasil estuda área de livre comércio com a China em cúpula dos Brics

ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (13) que o Brasil está negociando a criação de uma área de livre comércio com a China. A declaração foi dada durante um seminário sobre o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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“Fizemos um acordo com a União Europeia e agora estamos conversando com a China sobre a possibilidade de criarmos uma free trade area (área de livre comércio), ao mesmo tempo em que falamos em entrar na OECD (OCDE, em português)”, disse Guedes , usando o termo em inglês para área de livre comércio a qual o Brasil ainda não faz parte.

Segundo fonte a par da negociação, as conversas partiram da China e estão ainda em estágio inicial. O Brasil tem hoje um fluxo de comércio com o gigante asiático de cerca de US$ 100 bilhões.

A criação de uma área de livre comércio com a China faz parte de uma agenda de abertura comercial que dominou o discurso de Guedes durante o evento, parte da programação especial da cúpula do Brics , que ocorre nesta semana em Brasília.

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Na fala, alternando entre o português e o inglês, o ministro disse que o Brasil quer “dançar com todo mundo”, porque chegou “atrasado à festa” da integração internacional.

“Não nos interessa guerras comerciais, tensão, incertezas. Ao contrário, ‘we are late to the party’ (estamos atrasados para a festa). ‘We will dance with everybody. We are open for business’ (Vamos dançar com todos, estamos abertos para negócios. Queremos que essas sejam parcerias frutíferas”, afirmou o ministro.

Brasil quer aumentar a integração global

Para integrantes do NDB, que terá sede no Brasil, Guedes afirmou que o Brasil tem projetos para ampliar os investimentos do organismo multilateral no Brasil. O ministro citou como exemplo a construção de uma estrada para ajudar a escoar mercadorias para a China, pelo Oceano Pacífico.

“Temos uma parceria à frente muito importante. Primeiro porque nós temos noção do que precisamos. E segundo porque os senhores (do NDB) têm muito mais experiência de como fazer. E de como nos integrar a essas correntes globais de comércio. Temos ali o nosso governador de Rondônia (Marcos Rocha, que estava na plateia). Estávamos conversando, exatamente a respeito de como reduzir o tempo de transporte até a China da produção do Centro-Oeste e como isso pode acontecer através de uma transpacífica. A viagem à China de todos esses grãos pode encolher em um terço se sairmos através do Peru”, comentou Guedes.

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Após a palestra, o chefe da Economia disse a jornalistas que o objetivo do Brasil é aumentar a integração global e que as turbulências na América Latina são, em parte, ligadas à falta de abertura comercial na região. O ministro destacou ainda que há 3,7 bilhões de pessoas melhorando o padrão de vida no Oriente, enquando o Ocidente ficou para trás.

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“Está todo mundo subindo o padrão de vida, melhorando muito. Aquela metade de lá sobe sem parar o padrão de vida. Enquanto isso, a metade de cá, América Latina , fez ao contrário. Nosso padrão de vida está piorando, movimento, agitação, reclamação, cai presidente, ditadura, está uma confusão danada aqui na América do Sul, enquanto o outro lado do mundo sobe sem parar o padrão de vida. Quer dizer que algo estamos fazendo errado. Uma das coisas que estamos fazendo errado é ficarmos de costas para a integração global”, disse o ministro.

Fonte: IG Economia
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