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Com dívida de R$ 98,5 bi, Odebrecht divulga plano de recuperação

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Ativos da Odebrecht poderão ser usados para diminuir a dívida da empresa

A Odebrecht protocolou na noite desta segunda-feira (26) na Justiça paulista seu plano de recuperação judicial  sem detalhar quais empresas serão vendidas e nem mesmo o tamanho do desconto que deverá propor aos seus credores.

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A dívida total do grupo soma R$ 98,5 bilhões e alguns especialistas acreditam que a empresa deve tentar convencer os credores — entre eles grandes bancos estatais e privados — a aceitar até 90% de desconto nas dívidas acumuladas.

O plano da companhia — detentora da maior recuperação judicial já apresentada no país — segue o modelo adotado por outras empresas que já enfrentaram recuperações, como a PDG e a Ocyan (antiga Odebrecht Óleo e Gás): a companhia pretende emitir títulos para seus credores, que só receberão de acordo com a reestruturação do grupo.

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De acordo com comunicado da empresa, o plano busca “a geração de riqueza no curto, médio e longo prazo, sobretudo por meio da venda de ativos estratégicos e da recuperação dos negócios do grupo”.

A emissão de títulos com pagamento baseado nos resultados futuros das empresas garante, segundo o grupo, que “quanto melhores forem os resultados e o fluxo de caixa , maior será o volume de recursos destinados aos credores”.

“Estamos confiantes em que avançaremos rapidamente, e de forma satisfatória, no diálogo já em andamento com os credores e na construção coletiva de uma proposta de reestruturação”, afirmou em nota Luciano Guidolin , diretor-presidente da Odebrecht S.A, holding do grupo que apresentou o pedido de recuperação.

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Pessoas envolvidas na negociação, que pediram para não ser identificadas, reconhecem que o plano é genérico e serve para cumprir uma exigência legal de apresentação de uma proposta à Justiça até 60 dias após a solicitação da recuperação.

Ainda assim, esses executivos ponderam que o documento traz as diretrizes básicas que o grupo pretende executar: recuperar parte dos negócios, vender ativos e encontrar uma solução para os credores.

O plano inicial foi conduzido pela RK Partners , de Ricardo Knoepfelmacher , e pelo advogado Eduardo Munhoz . O material será analisado pelos credores e passará por diversas modificações .

Discussão em aberto

Pelo modelo apresentado, a Odebrecht quer discutir com seus credores cada detalhe do plano. Por isso, não estabeleceu, na partida, quanto espera receber de desconto , nem o prazo para efetuar o pagamento das dívidas.

Por isso, os títulos a serem emitidos terão o mesmo valor que cada credor tem a receber atualmente.

Ainda de acordo com a proposta, os credores sem garantias reais dependem da recuperação das empresas que fazem parte da holding. Eles receberão 100% da receita líquida que a holding registrar, descontando apenas o dinheiro que a empresa precisa para pagar seus custos.

Para que o plano dê certo é preciso que a construtora volte a gerar lucro com obras e que a Atvos — empresa do grupo voltada para o segmento sucroenergético — também resolva sua recuperação judicial e pague dividendos.

O ambiente econômico do país terá grande influência nesta proposta. Os bancos , principais credores da empresa, pertencem ao grupo de credores com garantias reais. A dívida dessas instituições tem como “seguro” ações da petroquímica Braskem .

Advogado especialista em recuperação judicial, consultado pela reportagem, avalia que a Odebrecht terá que divulgar detalhes de seu plano como desconto pedido, prazo de pagamento, ativos a serem vendidos e se o percentual a ser pago aos credores será relativo ao faturamento ou ao lucro da empresa. 

“É com esses detalhes na mesa que os credores vão avaliar se aceitam ou não as condições oferecidas de pagamento pela Odebrecht e se o plano é viável . Os credores que não têm garantias sabem que não vão receber 100% das dívidas, mas precisam saber de quanto é o desconto que está sendo pedido”, diz o profissional.

Joia da Coroa

Apesar de não indicar quais ativos podem ser vendidos para abater parte da dívida, executivos envolvidos no processo de recuperação reconhecem que a “joia da coroa” na lista de possíveis vendas futuras é a Braskem .

Um processo de venda da Braskem a um grupo holandês só não foi concluído por temores sobre o imbróglio do grupo Odebrecht, que controla a empresa junto com a Petrobras.

A petroquímica, entretanto, precisa resolver alguns problemas para recuperar parte de seu valor que já bateu em R$ 20 bilhões na Bolsa de Valores e atualmente está em cerca de R$ 9 bilhões, o que não atende nem mesmo os credores que têm dívidas lastreadas em papéis da companhia e que somam cerca de R$13 bilhões.

Além da Braskem, o grupo Odebrecht pode vender sua participação de 28,7% na usina hidrelétrica de Santo Antônio , no Rio Madeira (RO), e as concessões no Peru.

O plano tende a ser criticado por parte dos credores, sobretudo a  Caixa Econômica Federal  , que emprestou dinheiro para a Odebrecht, mas não tem ações da Braskem garantindo essa operação como seus concorrentes.

A Odebrecht não pretende rever as multas que se propôs a pagar nos acordos firmados com autoridades brasileiras e estrangeiras. Somente no Brasil, o volume é de R$ 6,8 bilhões , que deve ser pago em 22 anos.

Apesar de entender que, legalmente, a empresa poderia pedir a revisão de valores e prazos, a decisão, neste momento, é não entrar nesta questão.

Histórico

Marcelo Odebrecht arrow-options
Reprodução

Crise na empresa começou com a prisão de Marcelo Odebrecht

A derrocada da Odebrecht começou a se desenhar há quatro anos, em 19 de junho de 2015, quando policiais federais prenderam Marcelo Odebrecht , o então presidente do grupo, em sua mansão no Morumbi, bairro nobre da Zona Sul de São Paulo.

No início, Marcelo se mostrou relutante em contribuir com as investigações e chegou a criticar a postura dos delatores três meses depois, ao prestar depoimento na CPI da Petrobras

No fim de 2016, no entanto, ele resolveu começar a cooperar junto com outros 78 executivos da empresa que assinaram acordos de delação premiada e agitaram o mundo político. Essas delações acabaram envolvendo 415 políticos de 26 partidos.

A empresa reconheceu os crimes de corrupção em outros 11 países. Foi por meio da delação, no Brasil,  que Marcelo conseguiu negociar a saída da cadeia : em dezembro de 2017, ele deixou a carceragem em Curitiba (PR) e passou a cumprir o restante da pena em sua casa.

Procurados, os principais credores da companhia — Bradesco, Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Caixa, Santander e BNDES — preferiram não comentar.

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Economia

Mais usuários entram no Tinder, mas rentabilidade do app registra queda

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Forbes/Divulgação

Para chefe-executivo do Tinder, relacionamentos nunca mais serão os mesmos após a quarentena

Os relacionamentos mudaram drasticamente durante a quarentena , segundo o executivo-chefe do Tinder, Elie Seidman. Com encontros desestimulados por praticamente todos os países do mundo, além do fechamento de bares, restaurantes e casas noturnas, as pessoas estão utilizando plataformas online para flertar. Mas isso não chega a ser uma boa notícia para o app de paquera.

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“O envolvimento dos usuários aumentou. É uma tendência reportada por outros aplicativos de namoro”, ressalta Seidman. Durante a quarentena, o Tinder bateu recorde de matches em apenas um dia. No dia 29 de março, o app reportou mais de 3 milhões de matches e aumento de 12% na quantidade de conversas diárias.

No entanto, o executivo-chefe afirma que os números positivos não revelam a real situação. “Dependemos da rentabilidade das 6 milhões de assinaturas premium. A proporção desses usuários diminuiu na quarentena”, afirma Seidman.

O desemprego também preocupa Seidman, que teme o cancelamento de mais assinaturas. “Estou preocupado com o que pode acontecer na economia, e o impacto que isso terá sobre os usuários premium do Tinder”.

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Economia

Auxílio de R$ 600: pagamentos voltam segunda e vão até sexta; veja calendários

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Divulgação/Agência Senado

Pagamentos do auxílio de R$ 600 são retomados nesta segunda para todos os que têm direito

Os pagamentos referentes ao auxílio emergencial de R$ 600, que já beneficiaram mais de 55 milhões de brasileiros, segundo a Caixa Econômica Federal, quem faz os depósitos e libera os saques, voltam a ser feitos nesta segunda-feira (25). O calendário prevê que a segunda parcela termine de ser pagos na sexta-feira (29), e que a liberação dos saques e transferências para os que receberem pelo aplicativo Caixa Tem comecem no sábado (30). Para quem foi aprovado a receber o auxílio depois do calendário original, os saques da primeira parcela também vão até sexta.

Leia também: Bolsonaro diz que haverá 4ª e 5ª parcelas de auxílio emergencial, mas menores

Mais espaçado, o pagamento da segunda parcela do auxílio começou na última segunda-feira (18) para os beneficiários do Bolsa Família e na quarta (20) para os que receberam ou ainda vão receber pela poupança digital da Caixa e vai durar, respectivamente, até 29 e 26 de maio.

Enquanto os inscritos no programa de transferência de renda já podem movimentar os recursos e sacá-los com o cartão do próprio Bolsa Família, os demais ainda não podem fazer o saque dos R$ 600 ou realizar transferências referentes à segunda parcela. Até o próximo dia 30, o ‘coronavoucher’ só poderá ser movimentado pelo próprio Caixa Tem , que permite que o usuário emita um cartão de débito digital . Por todo o Brasil, muitos estabelecimentos, como supermercados, já aceitam pagamentos por esse meio. Saiba como usá-lo aqui .

Portanto, os trabalhadores que recebem o auxílio e não são beneficiários do Bolsa Família já podem usar os recursos recebidos, mas não devem ir até as agências neste momento. A etapa presencial para esse grupo só começa no dia 30, reforça a Caixa, relembrando que, ainda assim, os trabalhadores precisarão ter paciência, porque o calendário é mais longo do que o da primeira parcela, buscando evitar filas e aglomerações, cenas que foram recorrentes no início do pagamento do coronavoucher . Nascidos em dezembro, por exemplo, só poderão sacar e transferir a segunda parcela a partir de 13 de junho.

Quem pode sacar e transferir os recursos até 29 de maio são os que receberam a primeira parcela com atraso. O novo lote de aprovados pela Dataprev começou em 19 de maio e vai até a próxima sexta, um dia antes da liberação dos saques e transferências para os que receberam a primeira parcela anteriormente, no calendário “normal”, que já estão recebendo a segunda parcela.

Segundo o presidente da Caixa , 30,4 milhões de brasileiros já receberam tanto a primeira quanto a segunda parcela do auxílio até este sábado, número que ainda vai subir com o complemento dos depósitos, que será retomado na segunda e vai até terça-feira (26). Ao todo, 55,1 milhões já receberam pelo menos a primeira parcela, montante que também vai subir, já que muitos estão no calendário atrasado da primeira parcela, ainda em vigor. O balanço aponta que o banco público já pagou R$ 60 bilhões em auxílio até este sábado (23), incluindo a primeira parcela, a segunda e os que receberam a primeira depois.

Leia também: Auxílio: quase 10 milhões ainda aguardam análise; R$ 60 bilhões já foram pagos

Confira os diferentes calendários do auxílio

Primeira parcela “atrasada” para quem foi aprovado depois:

  • Nascidos em janeiro: saques a partir de 19 de maio;
  • Fevereiro: 20 de maio;
  • Março: 21 de maio;
  • Abril: 22 de maio;
  • Maio, junho e julho: 23 de maio;
  • Agosto: 25 de maio;
  • Setembro: 26 de maio;
  • Outubro: 27 de maio;
  • Novembro: 28 de maio; e
  • Dezembro: 29 de maio.

Segunda parcela para beneficiários do Bolsa Família:

  • 18 de maio: NIS final 1;
  • 19 de maio: NIS final 2;
  • 20 de maio: NIS final 3;
  • 21 de maio: NIS final 4;
  • 22 de maio: NIS final 5;
  • 25 de maio: NIS final 6;
  • 26 de maio: NIS final 7;
  • 27 de maio: NIS final 8;
  • 28 de maio: NIS final 9; e
  • 29 de maio: NIS final 0.

Depósito da segunda parcela em poupança social:

  • Nascidos em janeiro e fevereiro: 20 de maio;
  • Nascidos em março e abril: 21 de maio;
  • Nascidos em maio e junho: 22 de maio;
  • Nascidos em julho e agosto: 23 de maio;
  • Nascidos em setembro e outubro: 25 de maio; e
  • Nascidos em novembro e dezembro: 26 de maio.

Liberação de saques e transferências da poupança social da segunda parcela:

  • Nascidos em janeiro: liberação em 30 de maio;
  • Fevereiro: 1º de junho;
  • Março: 2 de junho;
  • Abril: 3 de junho;
  • Maio: 4 de junho;
  • Junho: 5 de junho;
  • Julho: 6 de junho;
  • Agosto: 8 de junho;
  • Setembro: 9 de junho;
  • Outubro: 10 de junho;
  • Novembro: 12 de junho; e
  • Dezembro: 13 de junho.

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