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Com bandeira municipalista, Neurilan inicia ‘corrida’ pela disputa ao Senado

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Presidente da AMM se reuniu nesta quinta-feira com várias lideranças politicas no médio-norte

O ex-prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga Filho (PL), presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), está mesmo disposto a encarar a disputa da eleição suplementar ao Senado, marcada para abril deste ano. Para isso, já iniciou uma série de reuniões pelo interior do Estado.

Nesta quinta-feira (23), Fraga Filho promoveu um encontro na Câmara de Vereadores de Tangará da Serra e reuniu, além do senador Wellington Fagundes (PL), prefeitos de nove cidades da região para discutir a necessidade do que chama de uma candidatura municipalista.  

O presidente da AMM está de olho na vaga do Senado que surgiu com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos). “Estamos fazendo um trabalho de consolidação de apoio à nossa pré-candidatura, uma candidatura que vai defender os interesses de Mato Grosso com foco nos municípios”, diz Neurilan Fraga que reuniu os prefeitos de Tangará da Serra, Nova Olímpia, Denise, Santo Afonso, Nova Marilândia, Arenápolis, Nortelândia, Porto Estrela e Diamantino. 

Segundo Neurilan, “como o Wellington Fagundes é muito ligado aos municípios, isso tem despertado no seio do movimento municipalista o interesse de ter mais um senador com esta bandeira em Brasília”.

Conforme o presidente da AMM, “é no município que moram as pessoas, que tem o agronegócio, que tem o pequeno produtor, o assentado rural, os empresários urbanos grandes, médios, pequenos e microempreendedores, ou seja, onde tudo acontece”.

Ele argumenta que sua candidatura vai defender os interesses de Mato Grosso com foco nos municípios. “Quero ser senador, sou pré-candidato a esse cargo para defender o interesse dos municípios e consequentemente das pessoas. Evidentemente, vai depender de toda uma composição. Estamos conversando com prefeitos, empresários e com a população em geral”, destacou.

O presidente da AMM defende que Mato Grosso precisa ter no Congresso Nacional um senador “que tenha coragem, determinação, que trabalhe e enfrente as situações para defender o interesse da população”.

 

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Silval Barbosa está entre os dez governadores que foram presos no período ‘Era Lava Jato’

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Ex-governador só deixou a prisão após firmar acordo de delação premiada

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (24) mostra o ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa na lista dos 10 governadores que foram presos em operações deflagradas no chamado período ‘Era Lava Jato’.

A reportagem revela que dos 46 governadores eleitos entre 2010 e 2014, dez já foram presos, ou seja, um em cada dez governadores eleitos nos pleitos de 2010 e 2014, foi preso por corrupção.

O jornal lembra que Silval ficou preso durante dois anos e só foi solto após firmar acordo de delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cita que foram delatados por ele o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e cinco conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), que estão afastados desde setembro de 2017. 

Silval foi preso em setembro de 2015 durante a “Operação Sodoma”, deflagrada pela Delegacia Fazendária de Mato Grosso em conjunto (Defaz) por negociação de incentivos fiscais em troca de propina. Ele só deixou a prisão em junho de 2017, após acordo de delação premiada, chamada pelo ministro do supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de “delação monstruosa” .

 

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Oposição divulga nas Redes vídeo editado com trechos da CPI do Paletó e detona prefeito Emanuel no Carnaval

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O vereador Abílio Júnior (PSC), em um vídeo divulgado nas redes sociais, neste feriado de Carnaval, editou partes do depoimento do ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, o delator Silvio Corrêa, que deixa evidente que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), recebia propina quando era deputado estadual.

“Aquele dinheiro era propina e de corrupção”, questiona o vereador no vídeo. Na ocasião, o delator não se fez de rogado e afirmou com todas as letras que “em relação ao dinheiro ele (prefeito) recebeu propina”. O vereador Diego Guimarães, por sua vez, questiona se havia possibilidade de o dinheiro recebido por Emanuel ser para pagamento de pesquisa. O delator foi enfático: “não”.

Conforme Sílvio Corrêa, “o dinheiro que ele recebeu da minha mão era ilícito, era propina”. Na sequência, vem uma imagem e áudio de uma entrevista do prefeito Emanuel Pinheiro sobre os dois depoimentos de Sílvio Corrêa na CPI do Paletó. Jornalistas questionam o que o prefeito tem a dizer sobre os dois depoimentos. Emanuel Pinheiro diz que a “verdade está aparecendo”.

O vereador situacionista Toninho de Souza (PSD), que também aparece no vídeo sobre o novo depoimento de Sílvio Corrêa, pergunta se o ex-secretário Allan Zanata tentou beneficiar o prefeito Emanuel Pinheiro. Sílvio Corrêa diz que “com certeza”. Toninho retruca, “porque o sr imaginaria que somente beneficiaria o prefeito Emanuel Pinheiro”. Sílvio devolve: “Ele era muito enfático em falar Emanuel, Emanuel, Emanuel, ele nunca citou outros nomes”.

Sílvio Corrêa diz no vídeo que era muito pressionado. “Tinha mês que eu não conseguir pagar eles (deputados) e daí faziam muita pressão. Pressão mesmo. A pressão era diária, iam pessoalmente, ligavam, mandavam recado”, diz o delator.

O delator confirma que para o prefeito Emanuel Pinheiro foram pagos de oito a dez parcelas. “Um dia eu me senti muito pressionado e resolvi gravá-los”.

Confira a íntegra do vídeo sobre o depoimento do delator Sílvio Corrêa.

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