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Turismo

Com aumento de público de 60%, Hopi Hari renova proposta de recuperação judicial

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Hopi Hari ao entardecer arrow-options
Bruno Nogueira/Hopi Hari

Durante o mês de outubro, o Hopi Hari será uma atração gratuita para todas as crianças com até 12 anos de idade

Em um ano de mudanças administrativas profundas, o parque temático Hopi Hari , em Vinhedo (SP), apresentou aditivo ao plano de recuperação judicial que tramita na 1ª Vara do município paulista. A ação foi entregue num momento de entusiasmo por parte da atual gestão do empreendimento, cuja frequência anual passou de 550 mil visitantes, em 2018, para estimados 900 mil este ano.

Com crescimento esperado entre 10% e 15%, marca já atingida em 2019, a ideia é planejar o desenvolvimento sustentável da companhia ao longo dos próximos 20 anos. “O documento remetido à Justiça inclui nosso compromisso de investir recursos próprios, para o crescimento do negócio e da região, já a partir do sétimo ano”, explica o presidente do parque, Alexandre Rodrigues, demonstrando confiança nos números. Entre os investimentos pretendidos estão a reativação de antigos sucessos de público e a modernização da montanha-russa de madeira Montezum, referência no país. “Estamos vendo que é factível. Apenas no que diz respeito a eventos, quase já não há mais datas disponíveis para 2020”.

O otimismo se dá pela sequência constante de grandes eventos realizados no centro de entretenimento em Vinhedo. No último final de semana da Hora do Horror , por exemplo, 40 mil pessoas se despediram dos monstros à solta em apenas cinco dias de funcionamento – mais de 300 mil participaram do evento.

No mês de novembro, em que são comemorados 20 anos de parque, entram em cena uma série de eventos. No dia 9, ocorre o Rock’n Hari, com shows que vão de Supla a Ultraje a Rigor. Nos dias 7, 8 e 10, vem a Giranda La Fiesta, com a Festa dos Mortos de tradição mexicana. Já no dia 14, começa a temporada do Natal Mágiko, que vai até 12 de janeiro de 2020. O parque sedia também a 4ª edição do Hopi Pride, maior festival LGBTQ+ do Brasil, que começa no dia 23 e termina no dia 24. O mês festivo encerra com um festival de música eletrônica comandado pelo DJ Alok e mais de 20 atrações, no dia 30.

O aditivo apresentado à Justiça inclui todos os credores da empresa, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), detentor da maior parte do crédito em questão, que totaliza R$ 300 milhões. O dispositivo legal, na prática, substitui o plano de autoria da antiga presidência do parque, que acabou contestado pela 2ª Câmara de Direito Empresarial em dezembro do ano passado. O protocolo faz parte do processo de recuperação pedido em agosto de 2016, que permitiu sua reabertura, em 2017. Uma vez aprovado, o documento passa por avaliação da assembleia geral dos credores, prevista para o primeiro semestre de 2020.

De acordo com a administração do Hopi Hari, a expectativa é que o novo ano tenha um início ainda melhor. De olho em 2020, o tema do Hopinight, tradicional balada que acontece em março e vai até junho, foi revelado no último dia da Hora do Horror. O espetáculo trará shows e intervenções no empreendimento e se consolidou como atrativo do segundo melhor público anual, atrás apenas da Hora do Horror. “É um novo momento para o Hopi Hari, que tem tudo para continuar se renovando e ocupando um espaço cativo na mente de nosso público”, finaliza Rodrigues.

O parque funciona todas as semanas, de quinta-feira a domingo, a partir das 11h.

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Turismo

Como o “novo normal” afetará o turista? Quais hábitos vamos adquirir?

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novo normal aeroporto
Pixabay

Máscaras, álcool em gel, bagagem enxuta… Como será o novo normal no turismo?

Na ausência de uma cura ou um tratamento que seja comprovadamente eficaz contra o novo coronavírus, a perspectiva é de que teremos de conviver com ele, citado por muitos e já detestado por quase todos. Estamos falando do famigerado novo normal , que veio para ficar (por ora).

É novo normal para ir ao supermercado , é novo normal para fazer uma reunião de trabalho, é  novo normal para confraternizar com os amigos, é  novo normal até para tirar a roupa ao chegar em casa… É novo normal para viajar.

Seja daqui a dois meses ou só em 2021, embarcar em um avião ou botar o pé na estrada deve exigir alguns cuidados que você não tinha antes da pandemia virar o mundo de cabeça para baixo. Enquanto você planeja (na cabeça) sua próxima viagem, nós conversamos com criadores de conteúdo que trabalham com turismo para entender o que já é realidade e tentar prever o que pode vir por aí no setor.

Máscara de proteção

Não existe segredo aqui. Obrigatória em muitos estados do Brasil, a máscara passou a ser exigida, inclusive, pelas próprias companhias aéreas – Azul, GOL e Latam – desde maio, seguindo as orientações das autoridades de saúde. Mas precisa lembrar de levar a máscara? Gisella De Borthole, do programa Sonho e Destino, afirma que sim e justifica: “Tem quem esquece o passaporte”.

casal de viajantes Fernando e Gisella De Borthole
Divulgação

Fernando e Gisella De Borthole, apresentadores do programa Sonho e Destino


Álcool em gel

Quase que um melhor amigo da máscara, o álcool em gel é outro item que habita bolsas e bolsos há alguns meses. Na viagem não seria diferente. Para Lucas Estevam, que conta com mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes, as pessoas ficarão mais atentas, principalmente nos voos. “Mesmo antes de estourar a pandemia eu já passava álcool na mesa do avião porque é o lugar mais sujo . A gente vai ter que começar a cuidar do nosso próprio espaço”, avalia.

Paciência. Sim, paciência

Não deveria ser necessária uma pandemia para pedir que as pessas tenham mais paciência, mas ela talvez nos obrigue a isso. Gisella comenta que é uma questão de cada um ter respeito e fazer sua parte, prestando atenções aos avisos e seguindo as determinações, o que não foi exatamente seguido em um voo recente que ela precisou pegar de Guarulhos para Florianópolis.

No caso, a tripulação avisou que o desembarque seria por fileiras para evitar que os passageiros ficassem todos em pé, juntos, aglomerados, enquanto a aeronave taxeava. “Comissário falou três vezes e não adiantou, todo mundo levantou”, lembra. Casado com Gisella, com quem divide a bagagem de 41 países visitados, Fernando De Borthole diz que as “regras só conseguem ser 100% seguidas se a pessoa tiver consciência, se ela entender o motivo pelo qual ela deve seguir”.

lucas estevam viajante
Instagram/estevampelomundo

Lucas Estevam

Outro ponto, este levantado por Estevam, é que, ainda que as atrações turísticas reabram suas portas para os turistas, elas provavelmente não vão operar com 100% da capacidade, o que pode gerar mais filas. A Torre Eiffel, por exemplo,  reabriu no último mês em Paris, mas permite que o visitante vá apenas até o segundo andar do monumento e de escada – elevadores estão fora de cogitação no momento.

Viagens com propósitos

Sabe aquela viagem digna de belas imagens no Instagram? Ela pode estar com seus dias contados. “Acho que a pandemia acabou fazendo as pessoas olharem para dentro nesse quesito. Vão pensar duas vezes, vão rever a forma como interagem com as redes sociais, vão se preocupar em viver, não só com a ostentação”, conta Estevam, que prevê um aumento de “viagens com propósitos, viagens de conexão”.

casal de viajantes
Divulgação

Viajando desde março de 2019, Ricardo Sorrenti e Juliana Maia tiveram os planos suspensos pela Covid-19


Seguro viagem e teste da Covid-19

Com a maior oferta de exames, Juliana Maia e Ricardo Sorrenti, do Divagando pelo Mundo, dizem acreditar que o resultado do teste de Covid-19 pode passar a ser tão importante quanto o passaporte e o visto. “Seguro viagem que tenha proteção à Covid-19 também pode começar a ser uma exigência”, completa Sorrenti. Fernando vai na mesma linha de Juliana e Ricardo, mas já pensando um pouco mais para a frente: “Quando sair a vacina, é levar carteira de vacinação, ela vai fazer parte do seu passaporte”.

Bagagem mais enxuta

Medo de dez em cada dez turistas, o risco de ter a bagagem extraviada faz com que muitos escolham malas que não precisem ser despachadas. Agora, com o cenário da pandemia, Sorrenti diz que uma mochila mais compacta, que você não precisa despachar e, desta forma, entra em contato com menos gente, tende a fazer parte do planejamento de viagem.

Distanciamento social (e natural)

Defendido por autoridades de saúde, o distanciamento social tem tudo para se tornar um hábito para os que temem a Covid-19. Juliana, que está em Kampot, no Camboja, enquanto decide com o marido quais serão os próximos passos do casal, conta que eles têm tentado sentar longe das pessoas quando vão a restaurantes, por mais que não haja essa recomendação na cidade.

Aglomerações no aeroporto

Cenários de muitas chegadas e partidas, o aeroporto pode encarar uma nova dinâmica em um futuro próximo, uma dinâmica sem grandes despedidas ou comitês de boas-vindas para quem vai ou volta. “Acho que isso é muito relativo. Não tem como proibir de ir para o aeroporto, é aquela conscientização de ‘vamos evitar isso’ porque vai passar. O aeroporto está vazio, não tem ninguém, nesse momento é difícil falar isso, mas vale conscientizar que não é a hora”, explica Gisella.

Fonte: IG Turismo

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Turismo

Quais medidas de limpeza e segurança os cruzeiros vão adotar no pós-pandemia

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A indústria de cruzeiros marítimos é uma das que mais vem sendo afetada pela pandemia de Covid-19. No Brasil, o Ministério da Saúde proibiu a circulação de novos navios em 13 de março e, desde então, não retomaram as atividades em nenhum momento. Todos os navios estão a postos para retornarem às atividades o mais rápido possível, em modo “warm lay-up”, com uma tripulação de funcionários mínima.


cruzeiro
Pixabay/Reprodução

Cruzeiros terão que operar com capacidade reduzida para permitr o isolamento social


Para a quando as viagens forem liberadas, mesmo sem terem uma data concreta ainda, as companhias marítimas já estão se planejando para tomar medidas de higiene e segurança especiais. Segundo protocolos lançado pela Costa Cruzeiros e MSC, algumas medidas já estão sendo estudadas para que os navios possam circular de forma segura.

Serviços on-line para passageiros

O check-in será disponibilizado online para evitar possíveis aglomerações e todos os passageiros terão que preencher um questionário pela internet sobre seu estado de saúde, para que não ofereça riscos para os outros passageiros ou para a tripulação.

Escaneamento térmico e medidas de proteção obrigatória

As duas companhias terão estações no terminal em que a temperatura de cada passageiro será medida com um scanner térmico e pessoas que apresentarem febre ou estado febril não poderão embarcar.

Também será obrigatório a utilização de máscaras, tanto de passageiros quanto de tripulantes no terminal.

Medidas de distanciamento social

Todos os navios operarão com capacidade de ocupação reduzida e com espaços de uso comum redesenhados para poderem cumprir as normas de distanciamento da OMS (Organização Mundial da Saúde), para que todas as interações dentro do navio aconteçam de forma segura.

Higienização

As regras de higiene passarão a ser bem mais rígidas, utilizando produtos com maior eficácia de tecnologia hospitalar nas áreas públicas da parte interna e externa do barco. Todas as cabines passarão por um processo de desinfecção antiviral diariamente.

Proteção a bordo

Dispensadores de sabonetes e desinfetantes serão disponibilizados em todas as áreas do navio e máscaras serão disponibilizadas caso o passageiro necessite. Em excursões e passeios, os ônibus e os barcos serão higienizados após cada uso e também funcionarão com capacidade reduzida para que o distanciamento funcione. O uso obrigatório de máscaras funcionará para tripulantes e passageiros.

Isolamento a bordo

Qualquer hóspede que apresentar febre será isolado em sua cabine, assim como todos que tiveram contato com ele ou faça parte da mesma família e a assistência médica disponibilizada no navio será reforçada com especialistas aptos e atualizados sobre protocolos e normas para combater o novo coronavírus.

Fonte: IG Turismo

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