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Esportes

Coluna – Yohansson para a história

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Seis medalhas paralímpicas, 11 em Mundiais e oito em Jogos Parapan-Americanos, ao longo de 15 anos. Um retrospecto que, por si só, mostra o tamanho de Yohansson Nascimento no paradesporto brasileiro. No fim de semana, ele anunciou que estava encerrando a carreira nas pistas. Foram várias as mensagens em redes sociais publicadas por companheiros do atletismo e até outras modalidades (paralímpicas ou não), que dirimiram qualquer dúvida que pudesse existir sobre o que representa o alagoano de 33 anos para o movimento.

Não significa que Yo, como é chamado pelos amigos, esteja dando adeus ao esporte. No próximo dia 30, o alagoano será candidato à vice-presidência do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em disputa com o atual vice, Ivaldo Brandão Vieira. Em condições normais, ele até teria conseguido se despedir na Paralimpíada de Tóquio (Japão) – para a qual já tinha índice – mas o adiamento dos Jogos, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), antecipou os planos do atleta.

“A próxima eleição só seria em quatro anos. Vi que seria a melhor hora para tomar essa decisão. Ela é difícil para qualquer atleta, independente do rumo. Não foi algo do dia para noite. Essa decisão foi tomada aos poucos, muito pensada”, explica Yo. A minha intenção era terminar a carreira em uma Paralimpíada. De qualquer forma, fico feliz porque, no ano passado, fui para meu sexto Mundial, em Dubai [Emirados Árabes], consegui outra medalha [bronze nos 100m] e fiz o melhor resultado da minha vida [10s69]”, completa.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Não é o fim de uma carreira e sim o início de uma nova jornada. Foi uma decisão difícil de ser tomada, por todas as circunstâncias, de ter índice para Tokyo, de ter feito na minha última competição o melhor resultado da minha vida e saber que eu podia melhorar. Abri mão de um sonho individual por um sonho coletivo. Quero poder devolver tudo que o esporte me proporcionou, da oportunidade aos atletas chegarem ao lugar mais alto do pódio. Saber que estou contribuindo com tudo isso que vem sendo feito ao longo desses anos no esporte paralímpico, que toda criança com deficiência que um dia sonha em se tornar um grande atleta, possa representar sua cidade, seu estado e até nosso Brasil. Agradeço a todos que estão e estiveram ao meu lado nesses 15 anos de uma carreira repleta de medalhas. Continuarei dando meu melhor…

Uma publicação compartilhada por Yohansson Ferreira (@yohanssonf) em 17 de Out, 2020 às 4:02 PDT

 

Yohansson nasceu sem as duas mãos. Natural de Maceió (AL), abraçou o atletismo paralímpico em 2005, aos 17 anos. Dois anos depois, representou o país no Parapan do Rio de Janeiro e arrebatou três medalhas de ouro, nos 100m, 200m e 400m. Em 2008, na primeira Paralimpíada da vida, não se intimidou com o estádio de Pequim (China) lotado, com cerca de 80 mil pessoas, e subiu duas vezes ao pódio, com o bronze nos 100m e a prata no revezamento 4 x 100 metros. Já na edição seguinte, em Londres (Reino Unido), a glória máxima: ouro nos 200m e recorde mundial.

A conquista na capital britânica veio acompanhada do pedido de casamento à então namorada Thalita. Desse amor, nasceu Yan, que comemora dois anos nesta terça-feira (20) e foi presentado com as duas últimas medalhas do pai – antes do bronze em Dubai, teve a prata dos 100m no Parapan de Lima (Peru). “Acho que consegui ser totalmente realizado na minha carreira”, afirma Yohansson, que, a julgar pela disposição do filho, terá que manter o preparo físico em dia, mesmo aposentado.

“Ele tem muita energia. Nunca vi um menino que gosta tanto de correr [risos]. Com certeza, vou incentivá-lo à prática esportiva. O esporte é muito transformador. Não sei se ele seguirá a vida de atleta, mas tem muito do meu DNA. Quando ele corre, eu tenho que estar preparado para correr atrás dele”, brinca o agora ex-velocista da classe T-46 (amputados de membros superiores).

Legado e referência

“Apesar de ter uma tristezinha no coração de todo mundo, pois teve muito atleta que chorou sabendo da notícia, eu sei que fica muita gratidão, muita energia boa. O Yo é muito além de medalhas” afirma Verônica Hipólito.

O que a velocista fala do amigo resume muitas das mensagens direcionadas a Yohansson após o anúncio da aposentadoria. Várias das postagens foram de atletas agradecendo pelo apoio em algum momento das respectivas carreiras. A própria Verônica guarda, com carinho, o auxílio antes da prova de 200m que a consagrou campeã mundial em Lyon (França), há sete anos, na classe T-38 (paralisia cerebral).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

22/07/2013. . . . Há exatos 7 anos e 1 dia eu me tornei campeã mundial. Para muitos é somente mais uma página na minha vida, mas para mim foi um divisor de mares. E a parte mais irônica disso tudo é que eu queria desistir. Na final dos 200 metros, na câmara de chamada, eu estava me tremendo de medo. E foi aí que chegou o cara mais mal encarado que eu já tinha conhecido : Yohansson. Senhor Yohansson. Eu nem o conhecia e já não gostava dele. A prova dele ,também final dos 200 metros, seria uns 5-10 minutinhos após a minha. Ele perguntou na lata “Tá com medo do que?” quando me viu, e me encorajou, talvez até sem saber disso, e quando eu estava indo correr, gritou “VERÔNICA, SE DIVIRTA”. . . . Eu não sei o que teria acontecido se eu tivesse desistido. Na verdade, nem penso nisso. Eu sei que eu corri a final. Foi um dos momentos mais loucos e divertidos da minha vida. Até hoje, quando me lembro, me dá forças. E foi após ter ganho esse mundial que minha vida – e de toda a minha família, mudou: assinei com a Nike, Petrobras, Nissan, Coca Cola, Ajinomoto, Nescau, passei a receber Bolsa Pódio, fazer palestras e receber por isso, matérias na Folha, Estadao, Veja, Uol, Vogue, OTD, Globo; conheci o mundo, ganhei amigos, aprendi muito entre tantas outras coisas. . . . E foi aí que o Senhor Yohansson virou o Yo. O cara que bato no peito e falo que é meu melhor amigo. E desde então tivemos risadas e brigas. Você me ensinou muito, estava ao meu lado quando gritei aos céus ” POR QUE COMIGO??” quando descobri que iria operar em 2017, e quando perdi o chão por saber que iria operar em 2018 novamente. Você estava me esperando no banheiro feminino enquanto eu chorava escondida, e me acalmou todas as vezes que eu iria fazer besteira. Ligou para mim para contar que teu sonho de ser pai se tornou realidade, e até para me contar ações que estavam descontadas ?♥️ . . . @yohanssonf, você me disse há muito tempo sobre realidade e ilusão. Que a realidade era meu pai, minha mãe e meu irmão. E hoje eu discordo completamente de você. Você é realidade também. . . . Obrigada por tudo, irmão.

Uma publicação compartilhada por Verônica Hipólito (@vehipolito) em 23 de Jul, 2020 às 3:39 PDT

Sucessor, de certa forma, da trajetória do alagoano, o campeão (e recordista) mundial e paralímpico Petrúcio Ferreira também fez reverência ao amigo, com quem dividiu muitos pódios internacionais. O último deles exatamente no Mundial de Dubai, quando a dupla – Petrúcio ouro, Yohansson bronze – ainda teve a companhia de Washington Júnior, em uma premiação 100% brasileira.

Outro que manifestou gratidão foi Fabrício Ferreira. Medalhista de bronze nos 100m do Mundial do ano passado, na classe T-12 (baixa visão), o velocista teve auxílio do alagoano para adquirir uma sapatilha própria para corrida, no início da carreira. “Meu ídolo e grande amigo. Você sempre foi e sempre vai ser minha referência”, comentou Fabrício, na postagem em que Yohansson anunciou a despedida das pistas.

Campeonato Mundial de Atletismo em Dubai, Emirados Árabes - 100m T47 - Yohansson Nascimento no meio, com  Petrúcio Ferreira à esquerda, e Washington Júnior à direita. Campeonato Mundial de Atletismo em Dubai, Emirados Árabes - 100m T47 - Yohansson Nascimento no meio, com  Petrúcio Ferreira à esquerda, e Washington Júnior à direita.

Yohansson Nascimento no Mundial de Atletismo em Dubai ( Emirados Árabes):  atleta no meio, entre Petrúcio Ferreira à esquerda, e Washington Júnior à direita. – Daniel Zappe/Exemplus/CPB/Direitos Reservados

“As pessoas me auxiliaram tanto no meu início que eu também queria poder fazer isso com o que recebi. Quando se chega ao auge, o atleta se torna uma inspiração a novos atletas. Essa foi sempre uma responsabilidade que carreguei. Não como uma pressão, mas como gratidão”, conta Yo, fazendo menção a duas referências que teve no atletismo paralímpico.

“A Rosinha [Roseane Ferreira dos Santos, arremessadora], que conquistou dois ouros nos Jogos de Sydney [Austrália, em 2000], foi uma pessoa com quem aprendi muito sobre o que é ser atleta, o que é ganhar uma medalha, ser exemplo. Outro foi o Antônio Delfino [velocista], que ganhou dois ouros em 2004, em Atenas [Grécia]. Lembro uma vez, em uma competição em Porto Alegre. Eu não tinha um bloco de partida [onde o atleta se posiciona para a largada] e ele me deu um. Fiquei pensando: que coração bom o dele. Ele sabe que sou da mesma categoria, que vou competir contra ele, e está me dando um material esportivo para que eu melhorar minhas marcas. Fiquei com aquilo no coração e carrego até hoje”, conclui.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Corinthians e Coritiba se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro nesta quarta

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Nesta quarta-feira (25), o Corinthians entra em campo mais uma vez pelo Campeonato Brasileiro da Série A 2020. Em partida válida pela 23ª rodada do torneio, o Alvinegro enfrenta o Coritiba fora de casa, no estádio Couto Pereira, às 21h30. Confira dez curiosidades do confronto:
– As duas equipes já se enfrentaram 57 vezes na história. E o retrospecto alvinegro é positivo: são 29 vitórias, 12 empates e 16 derrotas, além de 78 gols marcados e 54 sofridos;
– A primeira vez que as duas equipes se enfrentaram foi em um amistoso interestadual. Em 20 de abril de 1941, o Corinthians foi até a capital do estado do Paraná e foi superado por 1 a 0;
– A resposta veio logo no jogo seguinte, que foi, também, a maior goleada do confronto. Em 17 de maio do mesmo ano, o Alvinegro recebeu o Coritiba no Pacaembu, em um amistoso, e venceu por 7 a 3. Os gols corinthianos foram marcados por Teleco (2), Carlinhos, Servílio, Dino, e Milani (2);
– O primeiro jogo oficial entre os dois times foi apenas 28 anos depois. Pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, o Alvinegro venceu o adversário por 3 a 2 fora de casa, com gols de Rivellino, Benê e Suingue, em 12 de novembro de 1969;
– Já a primeira partida oficial ocorrida fora de casa pelo Brasileirão foi há 38 anos. Também no estádio Couto Pereira, o Coringão venceu por 1 a 0, com gol de Marco Antônio;
– Os dois times já ficaram um máximo de 13 anos sem se enfrentar: isso ocorreu entre o último amistoso, ocorrido em 1956, e o jogo seguinte, este de 1969, pelo Robertão;
– Aliás, o Alvinegro não é derrotado pelo adversário desde 2011, quando perdeu por 2 a 1 fora de casa. De lá para cá, foram 13 jogos, sendo oito vitórias e cinco empates;
– Em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro, o retrospecto do confronto também é positivo para o Timão: são 22 vitórias, dez empates e 11 derrotas, com 55 gols marcados e 38 sofridos;
– E em partidas como visitante, o Timão não perde há seis jogos: desde 2012, foram uma vitória e cinco empates longe de seus domínios;
– O último confronto entre as duas equipes ocorreu neste ano. No primeiro turno do Brasileirão, o Coringão recebeu o adversário na Neo Química Arena em 19 de agosto de 2020, e venceu por 3 a 1, com gols de Léo Natel, Jô e Gustavo Silva.-

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Brasil de Pelotas garante a vitória sobre CRB e chega aos 29 pontos

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Na terça (24), o rubro-negro entrou em campo e garantiu a vitória sobre o CRB, em casa. O primeiro tempo foi bastante equilibrado, com finalizações e ofensividade das duas equipes. Mas foi no segundo que a bola entrou e o Xavante dominou o Galo. Heverton e Jarro foram os autores dos gols. Com o resultado, o Brasil chegou aos 29 pontos na classificação e abriu nove pontos da zona da degola. O próximo desafio na Série B já é na próxima sexta (27), contra o Sampaio Corrêa fora de casa.

Nos primeiros 45 minutos de jogo, o Brasil trabalhou ofensivamente e obteve a maior posse de bola. A equipe do técnico Cláudio Tencati quase marcou em um grande chute de Pablo, que obrigou o goleiro a fazer uma difícil defesa.

Na etapa complementar, o time rubro-negra dominou completamente o jogo, e aos 5 minutos, após falta cobrada por Matheus Oliveira, o goleiro deu rebote e Heverton só teve o trabalho de empurrar para a rede. E aos 24, foi a vez de Jarro marcar, após cruzamento perfeito de Bruno José. O CRB descontou aos 33 com Bill.

O Xavante garantiu os três pontos em cima do Galo e permanece na 14ª colocação na tabela da Série B do Brasileiro, com 29 pontos ganhos. A próxima partida será sexta (27), contra o Sampaio Corrêa, às 19h15, no Castelão.

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