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Coluna – Sem contato, mas com foco

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Já no terceiro dos cinco níveis do Plano de Flexibilização da Quarentena do Estado de São Paulo, a capital paulista terá a volta das atividades do Centro de Treinamento Paralímpico  (CTP) a partir de quarta-feira (1º de julho). Fechado nos últimos meses em virtude da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o CTP foi autorizado a reabrir, com restrições. No primeiro momento, atletas medalhistas em Paralimpíadas, ou em Mundiais no ano passado – nas modalidades atletismo, natação e tênis de mesa – poderão reiniciar as atividades no local após realização de testes. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), os demais esportes serão avaliados em uma próxima etapa da reabertura, ainda sem previsão.

Atletas da natação e do atletismo, com deficiência visual – que se enquadrem no perfil definido pelo CPB -, estão liberados neste momento. No entanto, o  protocolo definido pela entidade e anunciado no último dia 11 indica que as modalidades específicas para quem tem a visão comprometida estão entre as de alto risco de contágio, pela necessidade natural de contato. Por enquanto, as seleções de judô, goalball e futebol de cinco seguem a preparação à distância, mas sem perder o foco.

Medalhista de prata em 2012 nas Paralimpíadas de Londres (Reino Unido) e na Rio 2016, a judoca Lúcia Teixeira transformou a garagem em uma espécie de academia. “Como agora moro em casa, tenho mais espaço. Comprei tatames, consegui anilhas e barras, então dá para fazer a parte física e o treino de potência”, conta à Agência Brasil. “Claro, não é igual a um treino normal, mas, ajuda. Antes [de ter os tatames], fazia os exercícios de tênis e era incômodo”, completa a atleta, que nasceu com toxoplasmose congênita, motivo da baixa visão.

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O contato com os demais atletas da seleção e com a comissão técnica se dá por meio do aplicativo Whatsapp. “Tem um grupo dos treinos à tarde, outro dos treinos da manhã, outro do feminino…”, enumera Lúcia. Segundo ela, a “marcação” à distância é mais intensa que se as atividades fossem presenciais. “Com a comissão, o contato é quase diário, porque tem que passar os vídeos dos exercícios, passar para a nutrição o que comeu e informar ao preparador físico sobre a percepção de esforço”, descreve a medalhista da categoria até 57 quilos, que vive em São Paulo.

Cerca de 1.100 quilômetros de distância da capital paulista, no Rio Grande do Sul, Ricardinho também dá um jeito de se manter ativo, mesmo longe das quadras de futebol de cinco. O ala, considerado o melhor jogador do mundo na modalidade, até teve o gostinho de treinar fora de casa por alguns dias, mas a redução na flexibilização da quarentena gaúcha, após o aumento de casos locais de covid-19, mudou os planos.

Rio de Janeiro, Brasil, 13 de Setembro de 2016. Ricardinho (10) no jogo Brasil x Irã Futebol 5 - Jogos Paralímpicos Rio 2016. Rio de Janeiro, Brasil, 13 de Setembro de 2016. Ricardinho (10) no jogo Brasil x Irã Futebol 5 - Jogos Paralímpicos Rio 2016.

Ricardinho vem recebendo acompanhamento da comissão técnica da seleção, e da Agafuc, equipe que defende em Canoas (RS) – Heusi Action/Gabriel Heusi/Direitos reservados

 

“Fiquei, inicialmente, fazendo treinos físicos em casa, trabalhos funcionais, outros específicos e alguma coisa com bola, para não perder a intimidade com ela (risos). De uns 40 dias para cá, Porto Alegre liberou a abertura de academias com restrições. Consegui fazer alguns trabalhos de mais qualidade na musculação. Mas, na última semana, saiu um novo decreto e as academias fecharam de novo. Voltei à rotina em casa”, diz o camisa 10 da seleção de futebol de cinco.

Assim como Lúcia, Ricardinho é acompanhado à distância – no caso dele, tanto pela comissão técnica da seleção brasileira, como pela da Associação Gaúcha de Futebol para Cegos (Agafuc), time que o jogador defende. “A nutricionista conversa conosco, monitora, tem o fisiologista, preparador físico… Todos sempre em contato para sairmos dessa fase com o prejuízo minimizado. Porque todos terão algum prejuízo. Embora já tenha tido uma flexibilização, como fechou um pouco de novo, não temos previsão de voltar às atividades [em quadra]”, explica o ala tricampeão paralímpico, que perdeu completamente a visão aos oito anos, devido a um deslocamento de retina.

Momento e expectativa

Com a Paralimpíada de Tóquio (Japão) adiada para 2021, devido à pandemia de covid-19,  e a continuidade do período de isolamento social, Lúcia e Ricardinho aproveitam para curtir o que nem sempre é possível em meio à rotina de treinos e competições. No caso da judoca, é a oportunidade de ficar mais tempo com a filha. “Tenho verificado as atividades escolares, jogado videogame com ela, enfim, ficado mais com a família”, revela a atleta. “Uma coisa que eu não fazia era cuidar da casa, mas com a quarentena, eu que estou cuidando, cozinhando. Antes, só cozinhava no fim de semana. Dispensei a menina que ajuda aqui porque ela é do grupo de risco. Ela está recebendo normalmente, mas é pela segurança dela. Quando passar tudo, ela volta”, completa.

 

 

Já o camisa 10 do futebol de cinco curte os momentos de lazer acompanhado de um chimarrão – “é cultural do nosso estado” –  e de um violão. Ricardinho também passa tempo com os três parceiros caninos: um casal da raça pastor alemão e uma fêmea de pastor belga. “São as raças mais utilizadas no serviço policial e isso é algo que estudo muito, o adestramento. Os cães são meus companheiros e seguranças. Quando saio, levo um deles junto. São maravilhosos, confiáveis. E é assim que passo os dias, treinando, mas também exercitando a mente”, afirma o atleta gaúcho. 

Os Jogos de Tóquio foram remarcados para o período de 24 de agosto a 5 de setembro do ano que vem. A nova data proporcionou, ao menos, um direcionamento aos atletas após eventos diversos – incluindo etapas classificatórias – serem suspensos. “Quando iniciou a quarentena, foi uma ansiedade grande, porque tínhamos competições grandes pela frente e uma incerteza de quanto tempo demoraria [a quarentena]. Quando adiaram foi um alívio. Dará tempo de passar a pandemia e chegarmos de igual para igual. Tóquio é uma realidade que vivo há quatro anos, então, agora, o preparo será de cinco anos, fazendo cada dia melhor que o anterior”, prevê Lúcia.

Ricardinho compartilha do mesmo pensamento. “[O adiamento] foi um balde de água fria para nós, que tínhamos a expectativa de jogar agora, mas, foi muito necessário. Então, é manter o foco e se virar nos 30 em casa. É a motivação. A gente sabe que, se relaxar, não conseguirá voltar em um nível legal. Então, disciplina em primeiro lugar”, analisa o atleta. “Os mais jovens terão um ano a mais para amadurecer, adquirir mais bagagem para uma competição de grosso calibre, como se diz (risos). Eu digo para eles que não podemos fazer terra arrasada. Depende da gente”, encerra.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Coluna – Há um ano Jesus estreava no Maracanã pelo Flamengo

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Quando a chegada de Jesus foi anunciada, ninguém poderia imaginar quantos seguidores ele iria conquistar, o tanto que seria idolatrado, como iria mudar o comportamento de quem o observava e os desafios que teria pela frente para seguir com seu trabalho. Para criar expectativa ainda maior, ao ser apresentado prometeu uma revolução, com muitas ideias diferentes.

Marcos Braz, Bruno Spindel e Rodolfo Landim foram os três “reis magos” que deram origem a essa caminhada. O batismo do Mister, no Templo do Futebol, aconteceu há exatamente um ano, em 14 de julho de 2019, e desde então são 29 vitórias e 4 empates no Maracanã. Quase um milagre, ainda mais se levarmos em conta que o time de Jesus perdeu apenas quatro vezes e conquistou cinco troféus.

Os feitos de Jesus chamaram a atenção. E provocaram ciúmes nos rivais. Revolucionar incomoda e não são poucas as críticas ao comportamento do treinador. Agora, véspera de uma decisão, a tentação bate à porta na figura de uma proposta do Benfica. Que nem se sabe se existe de fato, ou de quanto seria.

Mais: para interromper uma trajetória, até boatos se espalham, numa tentativa de crucificar o Mister. Notícias maldosas foram disparadas em grupos de whatsapp, por quem se identificar como torcedor do Flamengo. Com que objetivo, quem ganha com essa “traição”?

No julgamento que enfrentou em Portugal, Jesus dividiu os torcedores do Benfica. Nada de unanimidade. Agora, no Flamengo, parece enfrentar o mesmo tribunal. O comportamento dele mudou nos dois últimos jogos e isso tem despertado curiosidade. Já tem torcedor rubro-negro pensando em novos nomes para o comando do time.

O Fla-Flu desta quarta-feira (15) ganha um peso ainda maior por toda essa questão. O ditado popular assegura que “o futuro a Deus pertence”. E certamente Jesus sabe muito bem disso.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Verônica Dalcanal

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Vôlei: mercado segue agitado antes do início da temporada 2020/2021

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Após confirmar a renovação da parceria com o Sesi por mais uma temporada, o Vôlei Bauru anunciou nesta terça (14) a renovação do contrato com o técnico Anderson Rodrigues, campeão olímpico como jogador nos Jogos de 2004, em Atenas, para disputar a temporada feminina 2020/2021.

Como técnico, ele já havia sido campeão paulista em 2018/2019 pelo próprio Sesi Vôlei Bauru. “Vamos trabalhar com contratações pontuais para montar uma equipe forte, com o objetivo de crescer ainda mais, evoluir e que sejamos um time vencedor”, declarou à Agência Brasil.

Além da manutenção do comando técnico, o Sesi Bauru passará por mudanças significativas na parte administrativa. Uma delas é a chegada do ex-treinador Sérgio Negrão, campeão mundial de clubes (1994) e tricampeão da Superliga (1994/1995, 1995/1996 e 1996/1997), que será gerente de projetos da Associação Vôlei Bauru e assessor do time do Sesi Bauru.

Já o São Caetano, que ainda busca um patrocinador para a próxima temporada, confirmou na última segunda que aceitou o convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e vai disputar a elite da Superliga feminina em 2020/2021, mantendo assim a tradição de estar presente em todas edições do torneio desde a sua criação.

“Itajaí e Valinhos abriram mão das vagas na Superliga A, recebemos o convite na quinta-feira passada e, ontem, aceitamos. Vamos partir para esse desafio. Mas hoje temos apenas a equipe infanto-juvenil com o apoio da Prefeitura. Estamos em busca de parceiros para montar a equipe adulto. O primeiro desafio foi superado, que era conseguir a vaga na elite. Agora, é seguir firme para estarmos bem preparados no início da liga, que deve ser em novembro”, declarou o técnico Fernando Gomes à Agência Brasil.

O Curitiba, que, assim como o São Caetano, passa por sérios problemas financeiros, oficializou nesse início de semana a saída da oposto Yasmin Bednarczuk. Aos 20 anos, a jovem vai jogar no Porto (Portugal). Já no Osasco a notícia é a saída da ponteira Fernanda Tomé. Após uma temporada jogando na equipe da grande São Paulo, a atleta parte para a primeira experiência no exterior. Aos 30 anos, ela vai defender o Bolu Belediyespor (Turquia).

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O central Flávio deixa o Sesc Rio de Janeiro e vai jogar na Polônia – Wander Roberto/CBV/Direitos Reservados

Entre os homens, dois jogadores de destaque da seleção brasileira se apresentaram na última segunda a seus novos times na Polônia. O central Flávio, ex-jogador do Sesc Rio de Janeiro, já treinou com os novos companheiros do Aluron Virtu CMC Zawiercie. Já o ponteiro Lucas Lóh, que deixou a equipe do Sesi, já participou da primeira atividade no Cerrad Enea Czarni Radom. Outro atleta que deixou o Sesc e partiu para o exterior é o ponteiro Djalma. Ele defenderá o Qadsia (Kuwait) na temporada 2020/2021. O oposto Caio Oliveira deixou o Vôlei Ribeirão e está a caminho da Turquia, para defender o Tursad.

Brasileiros na Itália

A ponteira passadora Rosamaria confirmou na última segunda a equipe que defenderá em sua segunda temporada no vôlei italiano. Após defender o Perugia, a atleta, que teve passagem pela seleção brasileira em 2017 e 2018, vai jogar pelo tradicional Casalmaggiore. Também na Itália, o levantador brasileiro naturalizado francês Rafael Redwitz, de 39 anos, anunciou que vai fazer parte do plantel do Ravena na próxima temporada.

Campeonato Brasileiro de seleções

Através de nota oficial, a CBV anunciou nesta semana que, por causa da pandemia de covid-19, o calendário de competições do Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS) de 2020 está cancelado. Serão considerados os resultados da temporada 2019 para a efetivação dos torneios de 2021.

O calendário desse ano previa 12 campeonatos. Contudo, somente quatro tinham sido realizados, todos em Saquarema (RJ).

Edição: Fábio Lisboa

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