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Coluna – Games em português ainda são incomuns no Brasil

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Uma das qualidades mais inerentes à arte dos videogames é a imersão e interatividade. Nos games, você é o herói da história e determina como e quando os enredos se desenvolvem. É claro que somos limitados pela criatividade dos desenvolvedores dos jogos mas, ainda assim, os jogos eletrônicos oferecem uma liberdade incomum a outros tipos de mídia.

Mas é possível gerar identificação quando jogamos com áudio e textos em uma língua estrangeira? A maioria dos games a qual temos acesso aqui no Brasil oferece apenas versões em inglês. Embora a língua inglesa seja uma presença praticamente mandatória em qualquer área profissional e até social, a verdade é que a maioria da população do país não sabe se comunicar no idioma de Shakespeare. Segundo um levantamento da British Council, instituição pública do Reino Unido focada na difusão da língua e cultura inglesa, apenas 5% dos brasileiros falam inglês. Quem joga videogame sabe que é possível se divertir com a maioria dos jogos mesmo sem entender uma palavra do que é lido ou escrito. Ainda assim, deixar de apreciar a narrativa por inteiro em jogos como Chrono Trigger ou Persona 5 é perder uma grande parte do charme por trás dessas obras.

Jogos com opção de menus, legendas e dublagem em português eram raríssimos até uns dez anos atrás. Contavam-se nos dedos os títulos disponíveis na língua portuguesa que não fossem de futebol. Vale mencionar o esforço especial da Tec Toy em traduzir e até desenvolver jogos em português para o Master System e Mega Drive nos anos 90, incluindo Phantasy Star, Shining in the Darkness e Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters. Outras empresas, no entanto, não ousavam apostar em uma localização, como é conhecido o trabalho que inclui não só a tradução, mas também a adaptação de diálogos e, em alguns casos, até mesmo gameplay e design de personagens para a nossa cultura.

O motivo apontado sempre foi o alto custo desse processo. Muitos jogos são notórios por incluírem scripts gigantescos, na casa das centenas de milhares de palavras, algo comum em jogos de RPG e visual novel. Mas mesmo títulos de outros gêneros como Metal Gear Solid 4 e Shenmue trazem um volume de palavras em inglês superior a clássicos da literatura famosos pela prolixidade, tal qual A Odisseia ou qualquer livro da saga Senhor dos Anéis.

A solução encontrada por muitos jogadores brasileiros é apelar para a pirataria: existe uma grande comunidade de fãs que traduzem os jogos de forma não-oficial e os disponibilizam gratuitamente pela internet, movidos apenas pela paixão. Mesmo os jogos obtidos legalmente conseguem se beneficiar disso, por meio de pacotes de atualização que podem ser aplicados sobre os arquivos originais. Até hoje, essa é a única maneira de experimentar na nossa língua os jogos Grand Theft Auto IV, Super Mario RPG, Final Fantasy VII, The Legend of Zelda: Breath of the Wild e God of War 2, entre outros. Em alguns casos, é disponibilizada até mesmo uma dublagem não-oficial.

Com o amadurecimento do mercado nacional, diversas publicadoras estrangeiras passaram a investir no processo de localização. Microsoft, Sony, Namco Bandai, Warner Bros Games e Ubisoft foram algumas das empresas que passaram a lançar seus principais títulos na nossa língua, por vezes apenas com legendas e menus traduzidos, outras com dublagem oficial realizada aqui no Brasil. Em alguns casos, é desenvolvido até mesmo material direcionado ao público brasileiro, como o pacote de roupas especial em homenagem ao Brasil em Mortal Kombat X.

 

Uma ausência notável é a Nintendo: a relação da gigante japonesa com o mercado brasileiro sempre foi bastante inconstante. A casa da Mario inclusive saiu oficialmente do mercado brasileiro em 2015, e só retornou no último mês de agosto. Durante esse hiato, a única forma de conseguir seus produtos no Brasil era por meio do mercado cinza ou importação, quando não a pirataria de games. Jogos da Nintendo com versões em português simplesmente não existem, algo lamentável quando leva-se em conta que os games da companhia, em sua maioria, miram o público infantil. E essa é uma prática que não deve acabar no curto prazo, segundo declarações recentes da diretora de marketing para a América Latina, Romina Whitlock, em entrevistas para a imprensa brasileira. A exceção são os jogos para celular da empresa, como Super Mario Run e Mario Kart Tour, que já podem ser apreciados na nossa língua. A Nintendo no entanto afirma reconhecer a demanda por jogos da companhia em português.

Enquanto isso, o jeito é se virar em outras línguas. Para quem busca imersão, vale uma dica pessoal: experimente jogar com legendas em português e vozes em outras línguas além do inglês. Dependendo da narrativa, a imersão é potencializada com essa decisão. Perambular pela Itália renascentista com Ezio em Assassin´s Creed II e Brotherhood é muito mais envolvente com diálogos em italiano. O mesmo pode ser dito pelo uso de vozes em japonês nas franquias ambientadas no Japão Yakuza e Persona, ou o russo na série Metro, ambientada em Moscou.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Flamengo empata de 1 a 1 com o Racing Club pela Libertadores

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No jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, o Flamengo empatou com o Racing Club por 1 a 1 na noite desta terça-feira (24), no estádio El Cilindro, em Avellaneda. O gol do Rubro-Negro foi marcado por Gabigol na primeira etapa. Com o resultado, o Mais Querido poderá empatar em zero a zero na partida de volta, no Maracanã, para garantir a classificação.

A primeira etapa começou com o Racing pressionando a saída de bola rubro-negra, fazendo uma marcação sob pressão. Aos 12’, os argentinos abriram o placar com Fértoli: 1 a 0. Mas o Mengão reagiu rapidamente e empatou o jogo. Bruno Henrique foi lançado em velocidade pela esquerda, ganhou do marcador e cruzou para Gabigol completar para o fundo da rede: 1 a 1.

Após deixar tudo igual no marcador, o Flamengo passou a ter mais tranquilidade para manter a posse de bola na intermediária do Racing. Aos 27’, Diego Alves fez uma grande defesa numa cabeçada de Lisandro López. Num contra-ataque pela esquerda, Bruno Henrique deu um belo drible em Fabricio Domínguez e bateu colocado. A bola foi na trave. Apesar da superioridade rubro-negra na posse de bola, o primeiro tempo terminou tudo igual no placar.

No início da segunda etapa, o time argentino voltou com a marcação sob pressão e dificultava a saída de bola do Fla. Aos 15’, Arrascaeta chegou a marcar para o Rubro-Negro, mas o VAR assinalou impedimento de Vitinho na origem da jogada. Aos 27’, Filipe Luís cruzou para área, Everton Ribeiro apareceu de surpresa para cabecear, mas a bola foi bloqueada e saiu para escanteio.

Aos 36’, Thuler foi expulso e o Flamengo ficou com um a menos no restante da partida. Com a desvantagem numérica, o time rubro-negro se fechou atrás e conseguiu neutralizar as tentativas de ataque do Racing, saindo de campo com o empate.

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Santos vence fora de casa e abre vantagem contra a LDU

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Jogando a 2.850 metros de altitude no estádio Casa Blanca, em Quito, nesta terça-feira (24), o Santos derrotou a LDU por 2 a 1 com gols de Soteldo e Marinho, e abriu grande vantagem para a partida de volta na Vila Belmiro.

Com o triunfo, o Peixe manteve o 100% de aproveitamento em jogos realizados fora de casa na Taça Libertadores. O time santista já havia vencido o Defensa y Justicia, o Delfín e o Olímpia na primeira fase da competição.

A grande vitória também trouxe a quebra de um tabu. O Peixe só havia vencido a LDU em seus domínios apenas uma vez, no ano de 1962 em partida amistosa. De lá pra cá, foram mais quatro jogos, sem nenhum triunfo santista. Portanto, 58 anos depois, o Alvinegro Praiano voltou a vencer a equipe equatoriana no Equador.

O segundo jogo será realizado na próxima terça-feira, dia 1º de dezembro, as 19h15 na Vila Belmiro. O Peixe pode até empatar ou perder por 1 a 0 que estará classificado para as quartas de finais. O gol fora de casa é critério de desempate.

Mas antes, o próximo compromisso do Alvinegro será pelo Campeonato Brasileiro, no próximo sábado (28), as 17h00, diante do Sport em Urbano Caldeira.

Com um minuto de jogo, o Peixe já assustou a equipe da casa. Em cobrança da falta, Marinho arriscou de longe e o goleiro Gabbarini espalmou para escanteio.

Três minutos depois, foi a vez de John realizar ótima defesa em cobrança de falta. Na sequência, novamente o goleiro santista tranquilizou a equipe ao encaixar a bola vinda do escanteio.

O Santos iniciou melhor a partida, e aos oito minutos, concluiu sua superioridade em gol. Em ótima jogada de Pará pela direita, Soteldo entrou livre na área e ao receber o cruzamento, chutou sem chances para o goleiro equatoriano. Foi o primeiro gol do camisa 10 na competição, e o quarto no ano.

Aos 13 minutos, LDU chegou através do atacante Borja. Com eficiência, a zaga santista travou o chute do avante, tirando o perigo de perto do gol defendido por John. Quatro minutos depois, o goleiro do Peixe novamente encaixou a bola após cruzamento que levaria perigo.

Em chute forte de Perlaza, aos 20 minutos, novamente John realizou ótima defesa.

Sete minutos depois, o goleiro santista mais uma vez foi seguro na bola, e defendeu outro chute de Perlaza.

O Santos voltou a chegar com perigo aos 28 minutos. Em contra-ataque puxado com velocidade, Marinho recebeu na entrada da área e chutou por cima do travessão.

Restando um minuto para o término da etapa inicial, a LDU chegou ao empate em cabeçada de Jhojan Julio.

Como no primeiro tempo, o Peixe também iniciou bem a segunda etapa. Aos dois minutos Wagner Leonardo acertou belo lançamento para Felipe Jonatan. O lateral santista cruzou e o goleiro afastou o perigo ao encaixar a bola. Na sequência da jogada, Kaio Jorge roubou a bola da zaga equatoriana e tocou para Marinho na entrada da área. O camisa 11 do Peixe bateu forte e o goleiro espalmou para frente, e a zaga ficou com o rebote.

Aos três minutos John trabalhou pela primeira vez no segundo tempo, ao defender firme o chute de Alcivar.

Cinco minutos depois, o Alvinegro chegou novamente com perigo. Pará cruzou forte na área, e a zaga afastou para escanteio. Na sequência, Soteldo quase marca um lindo gol olímpico.

Repetindo o filme do início do jogo, o Santos demonstrou sua superioridade também no placar. Em boa jogada de Marinho dentro da área, o marcador derrubou o atacante santista, e sem titubear, o árbitro assinalou pênalti. O camisa 11 foi para a cobrança e marcou o segundo do Peixe na partida. 18º gol do atacante na temporada, e o 3º na competição.

Aos 17 minutos, o Santos quase marcou o terceiro. Marinho cobrou falta e o goleiro espalmou para fora da área. Soteldo pegou o rebote e cruzou. A zaga afastou e na sobra Wagner Leonardo chutou com perigo por cima do gol.

Dez minutos depois, mais uma vez John encaixa a bola em cruzamento perigoso.

Extremamente inteligente e seguro na marcação, o Santos neutralizou os ataques da LDU no restante do segundo tempo. Com muita dedicação e taticamente impecável, o Peixe segurou a bola no ataque, e envolveu a equipe equatoriana, que não conseguiu apresentar mais perigo ao gol defendido por John.

O árbitro sinalizou nove minutos de acréscimo, e restando apenas um minuto para o fim da partida, mostrando grande vitalidade, Pará arrancou em direção ao ataque, e levou três marcadores. Os defensores não alcançaram o camisa 4 da Vila Belmiro, e o pararam com falta. Na sequência, não havia mais que a equipe da casa pudesse fazer.

Atuação magistral da equipe de Vila Belmiro, com destaques para o goleiro John, mais uma vez decisivo, realizando ótimas defesas ao longo da partida, para o lateral-direito Pará, impondo toda sua experiência dentro de campo, e para os atacantes Soteldo e Marinho, que não deram sossego a zaga da LDU, e foram decisivos com seus gols.

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