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Esportes

COI aprova novo calendário de classificação do Skate para Olimpíadas

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A federação internacional de skate World Skate anunciou a aprovação da mudança de calendário das competições esportivas pelo Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), devido alteração dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 para 2021. De acordo com o novo cronograma, todos os eventos classificatórios para as Olimpíadas vão encerrar em 29 de junho do ano que vem, diferentemente da previsão inicial, que determinava o prazo até amanhã (31).

Em nota publicada em site oficial, a entidade explica que “todos os resultados já alcançados serão preservados e que as mudanças foram feitas apenas em relação à pandemia(novo coronavírus). Nenhuma alteração foi feita no sistema de classificação de eventos e nenhuma alteração no sistema de cotas.”

Ou seja, os dois melhores resultado obtidos na primeira janela, em 2019, serão mantidos. Restam ainda 4 eventos que serão levados em consideração. As pontuações conquistadas através de campeonatos nacionais de cada país serão atualizadas trimestralmente no Ranking Mundial de Skate. Já aquelas alcançadas via competições continentais sofrerão alteração no término delas.

Ao todo serão 20 skatistas de cada gênero disputando o ouro olímpico em Tóquio. O masculino e feminino utilizam o mesmo critério de classificação: uma vaga destinada ao país-sede, 16 pelo Ranking Mundial e três alcançadas via Campeonato Mundiais.

Edição: Denise Griesinger

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Esportes

Atletas de seleção buscam parcerias para se manterem em forma

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Com duas Paralimpíadas no currículo – Londres 2012 e Rio 2016 – e mais de dez anos de seleção brasileira, a pivô Paola Kloker, do basquete em cadeira de rodas, buscou alternativas para tentar manter o ritmo de treinos, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Eu comecei sozinha mesmo. Montei uns pesos de cimento e usei até garrafas de água cheias de areia, latas de tinta. Enfim, dei um jeito”, relata Kloeker à Agência Brasil.  A jogadora que nasceu com uma má-formação no fêmur esquerdo, que prejudicou o desenvolvimento da perna. 

É por meio do Whattsapp que a atleta, de 29 anos, recebe os treinos da educadora física Suelen Serral. “O atleta deve ser saudável. E não só corporal, mas também mentalmente. A parada para o pessoal que tem esse hábito de estar sempre em contato com o esporte é pior. E a manutenção dessa rotina é saudável também para outros órgãos do corpo. Não pode ficar em ‘estado de tranquilidade’ como costumamos chamar”, explica Serral.  “Acabei comprando também uma tabela de basquete e instalei aqui em casa. Chamei a Gabi [Gabriela Oliveira], minha colega de seleção e de time [Aedrehc]. Treinamos juntas a parte de academia com a orientação da Suelen e a parte técnica mesmo, de bola, com a cadeira”, descreve a jogadora, que mora em Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista. 

 PAOLA KLOKLER  PAOLA KLOKLER

A dupla Gabi e Paola, da seleção brasileira pararalímpica de basquete, vem treinando firme durante a quarentena – Reprodução Instagram/Paola Klokler

 

A rotina diária de treinos é seguida à risca, segundo a ala armadora Gabi, de 19 anos. “Pela manhã, musculação. Academia mesmo, levantando peso. À tarde, mais a parte específica do basquete. Tem também o trabalho de análise de jogos com a equipe por videoconferência. É uma rotina que vai das 7h até umas 20h. A ideia é dar uma espairecida nessa quarentena. Está sendo muito bom”, disse a jovem atleta, que estreou na seleção ano passado, no Pan de Lima (Peru), ajudando na conquista da medalha de bronze.

A parceira de time é a maior incentivadora de Gabi. “Ela é uma das atletas mais empolgadas e dedicadas nos treinos. Tem pensamentos parecidos com os meus em relação ao esporte. Então, achei que essa era a melhor forma de passar por essa pandemia. Treinando com ela e aguardando o reinício dos jogos e dos campeonatos”, completou Kloker.

Tênis de Mesa

A gaúcha Victória Strassburger tem apenas 14 anos e pratica tênis de mesa há três. Atleta da seleção brasileira infantil, ela também achou achou uma maneira de não parar de treinar, mesmo durante a quarentena em Ivoti, cidade da região metropolitana de Porto Alegre. “Estou treinando dentro de casa. Conseguimos improvisar um espaço aqui na garagem”, contou à Agência Brasil Victória, ou simplesmente Vicky, como é conhecida entre os colegas. 

A adolescente contou com o apoio dos pais para viabilizar a estrutura dentro de casa. “Eles me ajudaram muito. Incentivam demais. Minha vó também. Ela costurou alguns panos azuis para forrarmos as paredes já que elas têm quase a mesma cor da bolinha”, detalha Vichy.

Victória Strassburger Victória Strassburger

A gaúcha Victória Strassburger representou o Brasil no Torneio Sul-Americano e na etapa do Circuito Mundial de Tênis de Mesa, em Lima (Peru) – Victória Strassburger

 

Como os clubes da região estão fechados, alguns colaboraram transferindo equipamentos para a casa da atleta. “Um deles levou uma mesa e um “rebatedor” para lá. Outro emprestou os pisos emborrachados. O Centro está praticamente completo”, afirma o técnico Jorge Fanck, que também coordena o projeto Diamantes do Futuro, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM).

Atualmente, Franck acompanha os treinos da jovem às terças-feiras e aos sábados. “Sou grata a todos eles por estar conseguindo manter minha rotina de treinamento”, diz Vicky, que antes da pandemia praticava na Sogipa.

Há aproximadamente um mês, os treinos no clube da capital gaúcha retornaram, com limitações impostas pelos órgãos locais de saúde. Mas a atleta e os familiares decidiram manter os trabalhos apenas na garagem da própria casa por uma preocupação bem justificável. “Desde que voltei do Peru nem saí de casa ainda. Como não está havendo competições, eu e minha família optamos por não retornar aos treinos no clube, por enquanto”. 

Convocada pela seleção brasileira infantil, Vicky viajou à Lima (Peru) em março passado para competir no Campeonato Sul-Americano e também em uma etapa do Circuito Mundial de Tênis de Mesa. “Foi bem no início da pandemia. Surgiram boatos de que dois atletas tinham testado positivo. A competição quase foi cancelada. Mas a organização conseguiu autorização para seguir. Fecharam o Ginásio. Jogamos sem ninguém assistindo. Só atletas e técnicos. Naquele sábado, o clima no caminho entre hotel e ginásio estava bem diferente, com filas em supermercados, prateleiras vazias, gritos de “corona, corona”. A verdade é que joguei e voltei logo para o hotel para ficar confinada junto com todos os brasileiros, até os nossos voos que seriam só no final do outro dia, o domingo. A equipe de São Paulo saiu antes e eu tive que [ficar] mais uma hora sozinha no aeroporto. Tinha risco de fechamento de fronteiras.  Meus pais estavam tensos em casa e só relaxaram quando mandei foto, já dentro do avião. Fecharam as fronteiras à meia-noite e, graças a Deus, eu ainda consegui embarcar. Consegui trazer duas medalhas, fiz ótimos jogos, mas com certeza foi o vírus que tornou esta experiência inesquecível”, completa. 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Esportes

Projeto da Major League Baseball aguarda cenário 100% seguro no Brasil

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O projeto de beisebol em Ibiúna, interior paulista, que levou 16 jovens a serem contratados, nos últimos três anos, por franquias da Major League Baseball (MLB) – liga norte-americana, a mais importante no mundo – está paralisado desde 13 de março por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Apesar do interesse de que as atividades sejam reiniciadas entre agosto e setembro, o consultor internacional da MLB no Brasil, Caio Parente, afirma que ainda não há um cenário “100% seguro” para o retorno, que segue sem previsão.

“Hoje, consideramos que o estado de São Paulo, assim como algumas regiões do Brasil, ainda não apresentam esse índice de segurança. Podemos estar no platô, mas, o número de óbitos e novos casos ainda é muito grande e não podemos colocar em risco a vida das pessoas”, diz Parente à Agência Brasil. “A pandemia é muito cíclica, ela se auto-regula, então não tem data ainda. Claro que, quando voltar, todos os protocolos da OMS [Organização Mundial de Saúde] e da Secretaria de Saúde do Estado serão adotados”, completa.

Com nome Academia MLB Brasil, o projeto é desenvolvido no Centro de Treinamento Yakult, da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), e reúne jovens de vários cantos do país, e mesmo do exterior. Os participantes que recebem bolsas de estudo – alimentícias e de moradia – além de serem treinados para, futuramente, integrar franquias da Liga. Para integrar o grupo, os meninos passam por  seletivas, como a realizada em novembro passado.  Entre os atletas revelados, está o arremessador Eric Pardinho, jogador brasileiro mais caro da história da modalidade. Em 2017 Pardinho recebeu  US$ 1,5 milhão – o equivalente na época a aproximadamente R$ 5 milhões – para assinar com o Toronto Blue Jays.

Major League Baseball Brasil - Ibiúna (SP) Major League Baseball Brasil - Ibiúna (SP)

Projeto em Ibiúna (SP), já revelou 16 atletas, contratados pela MLB, a liga mais importante no mundo – Caio Parente/Major League Baseball Brasil/Direitos reservados

 

Segundo Parente, entre 13 e 20 de março, quatro dias antes da quarentena ser decretada no estado de São Paulo, os meninos brasileiros alojados na academia voltaram para suas casas. Já técnicos e atletas estrangeiros retornaram aos países de origem. A exceção foi  Kevin Medina, venezuelano de 15 anos que decidiu ficar, já que sua família, tem asilo e residência no Brasil. “Quando for o melhor momento, o mais seguro, o retorno será gradual. Vamos contatar as famílias, sentir se elas estão confortáveis com essa volta. Temos um protocolo pronto de testes para, ao menos, os profissionais envolvidos no complexo, da parte técnica, funcionários e atletas”, garante o representante da liga norte-americana.

Volta às aulas

Havia a expectativa de que o governo de São Paulo anunciasse, na última sexta-feira (26), novidades sobre a liberação de práticas esportivas no estado,  o que não aconteceu. Mas, de acordo com o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, isso deve ocorrer “nos próximos dias”. Por enquanto, uma das sinalizações do governador João Doria que impacta a favor da retomada das atividades esportivas é a volta às aulas presenciais a partir de setembro. “A informação é importante porque os meninos poderiam voltar à Ibiúna para frequentar as escolas, mesmo que de maneira racionalizada”, explica Parente. “A academia poderá reabrir quando os alunos puderem ir à escola. Claro que isso pode mudar, mas uma das coisas que está sendo conversada é essa”, completa.

O retorno às aulas depende de todo o estado estar, ao menos, na terceira das cinco fases de flexibilização das atividades, por 28 dias seguidos, o que significaria uma redução do avanço da covid-19 em São Paulo. Atualmente, porém, a maior parte do território paulista ainda está na primeira etapa –  alerta máximo – que só permite funcionamento de serviços essenciais. É o caso da região metropolitana de Sorocaba, onde fica Ibiúna. A revisão das fases só será feita no próximo dia 10. 

Ouçam na Rádio Nacional

O plano de flexibilização não detalha a etapa para liberação de complexos como o CT de Ibiúna, onde a maioria das atividades ocorre a céu aberto. A situação é semelhante a de times de futebol. Tanto que para poderem reiniciar os treinos, as equipes da Série A1 do Campeonato Paulista tiveram que apresentar um protocolo específico ao Governo do Estado. “Claro que só poderemos reabrir [o centro de treinamentos] quando o poder público autorizar, mas não é isso que norteará o trabalho, pois temos técnicos e atletas de outras cidades e até estados. Cada lugar desses está em um nível diferente”, pondera o consultor internacional da MLB.

Outro pré-requisito para o reinício das atividades é o início da temporada da própria MLB nos Estados Unidos – agendado para 23 ou 24 de julho. “Com o retorno da Liga, eles voltam a ter receita e conseguem manter os projetos internacionais, mas o primordial são condições de saúde e segurança de atletas, familiares e profissionais”, conclui Parente.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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