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Internacional

Clima: 11 mil cientistas alertam para "sofrimento incalculável"

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Para marcar os 40 anos da primeira conferência mundial sobre o clima, realizada em Genebra em 1979, mais de 11 mil cientistas de 153 países alertaram para o “sofrimento incalculável” que as alterações climáticas irão provocar, a menos que haja grandes transformações na sociedade.

“Declaramos clara e inequivocamente que o planeta enfrenta uma emergência climática”, dizem os cientistas na revista BioScience, em artigo publicado nessa terça-feira (5). “Para garantir um futuro sustentável, precisamos mudar a forma como vivemos”.

“Isso implica grandes transformações no modo como a sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais”, acrescentam os cientistas, alertando ainda que não há tempo a perder.

“A crise climática já chegou e avança mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. É mais grave do que se pensava e ameaça ecossistemas naturais e o destino da humanidade”.

As medidas sugeridas pelos especialistas passam por deter o crescimento populacional – atualmente há mais 200 mil pessoas no mundo a cada dia -, reduzir a utilização de combustíveis fósseis por meio da aplicação de taxas e substituindo-a por energias renováveis, impedir a destruição de florestas e diminuir o consumo de carne.

Áreas da terra inabitáveis

Outra prática que traz “sinais profundamente perturbadores” em termos de clima é a atividade aérea, com o número de passageiros aumentando significativamente. “A crise climática está ligada ao excessivo consumo de um estilo de vida rico”, defendem os especialistas.

“Essas reações climáticas em cadeia podem causar perturbações significativas nos ecossistemas, na sociedade e nas economias, tornando vastas áreas da terra inabitáveis”, advertem.

“A boa notícia é que uma mudança, com justiça social e econômica para todos, levará a um bem-estar muito superior àquele que sentimos atualmente”.

Os mais de 11 mil cientistas de 153 nacionalidades colaboraram para a elaboração dessa mensagem. O professor William Ripple, principal autor do comunicado, diz ter sentido a necessidade de passar a mensagem para que sejam entendidas todas as causas e efeitos dessa crise, e não apenas os problemas mais abordados como as emissões de carbono e o aumento da temperatura global.

*Emissora pública de televisão do Japão

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Internacional

EUA solicitam Guarda Nacional para conter protestos em Minneapolis

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Toda a Guarda Nacional de Minnesota foi ativada pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, após quatro noites de protestos por vezes violentos que se disseminaram em outras cidades americanas, depois da morte de um homem negro por um policial branco de Minneapolis, que se ajoelhou sobre seu pescoço.

O governador de Minnesota, Tim Walz, disse que o destacamento era necessário porque participantes dos atos estavam usando os protestos pela morte de George Floyd para espalhar o caos e que ele esperava que as manifestações da noite de sábado fossem as mais agressivas até agora.

De Minneapolis a Nova York, Atlanta e Washington, manifestantes entraram em conflito com a polícia na noite de sexta-feira (29), em uma onda crescente de raiva em relação ao tratamento de minorias pela polícia.

“Estamos sendo atacados”, disse Walz, em uma entrevista coletiva. “A ordem precisa ser restaurada. Vamos usar toda a nossa força da bondade e da Justiça para garantir que isso acabe”.

Ele disse que acreditava que um grupo “rigidamente controlado” de agitadores de fora, alguns supremacistas brancos e cartéis de drogas eram culpados pela violência em Minneapolis, mas não entrou em detalhes ao ser questionado por repórteres. Ele afirmou que até 80% dos presos eram de fora do Estado.

O general da Guarda Nacional de Minnesota, Jon Jensen, disse que todos os guardas do Estado foram ativados e que 2,5 mil deles seriam mobilizados até o meio-dia. “Significa que colocamos tudo que temos”.

As manifestações entraram em sua quarta noite, apesar de promotores terem anunciado, na sexta-feira, que o policial filmado ajoelhando-se no pescoço de Floyd, Derek Chauvin, foi preso sob acusações de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo.

Outros três policiais foram demitidos e estão sendo investigados por conexão com o incidente de segunda-feira, que reacendeu a raiva que ativistas de direitos civis dizem que há muito tempo ferve em Minneapolis e cidades ao redor do país, por causa do preconceito racional do sistema judiciário criminal dos EUA.

Edição: Denise Griesinger

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Internacional

Sucesso de lançamento é histórico para o planeta, diz Marcos Pontes

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O sucesso no lançamento da nave Crew Dragon, que decolou na tarde deste sábado (30) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, rumo à Estação Espacial Internacional, é um momento histórico para o planeta, disse o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. Segundo ele, a parceria entre a Nasa, agência espacial norte-americana, e a empresa privada Space X representa um marco na articulação entre os setores público e privado.

“Esse é um momento histórico para a astronáutica dos Estados Unidos e para o planeta como um todo. O retorno ao voo dos Estados Unidos com uma espaçonave tripulada. Muito trabalho dessa empresa, dos jovens engenheiros dessa empresa”, declarou o ministro, que acompanhou e comentou o lançamento em transmissão ao vivo no Facebook da Agência Brasil.

Segundo Marcos Pontes, o sucesso na parceria entre o setor público e privado pode ser repetido no Brasil, impulsionando o investimento em ciência, tecnologia e inovação. “A gente precisa ter aqui no Brasil empresas que se desenvolvam no setor e ter todo esse mercado funcionando. Todo nosso esforço no programa é para isso”, disse. “Temos cientistas muito bons no Brasil”, acrescentou.

Oportunidades

O ministro afirmou que, apesar de problemas de orçamento da pasta, o governo está disposto a investir em projetos para o setor espacial por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Na semana passada, o ministério começou a discutir com o CNPq uma linha específica de pesquisa para o setor espacial.

Pontes ressaltou que os investimentos em ciência geram um círculo virtuoso. “A gente tem problemas de orçamento? Temos, mas a própria utilização da tecnologia para inovações vai fazer com que o Brasil tenha, através desses investimentos, mais recursos. E mais recursos investidos em ciência e tecnologia significam mais desenvolvimento econômico, mais desenvolvimento social e mais oportunidades”, comentou.

O ministro destacou que o Brasil tem potencial para o desenvolvimento científico, por ter abundância de recursos naturais e cientistas de renome. “Para os jovens que estão assistindo, pensem em trabalhar com tecnologia, em ciências. Quantas oportunidades existem, e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, nós trabalhamos intensamente, com uma equipe enorme, justamente para dar oportunidades para vocês fazerem isso”, disse.

Impressões

Ao comentar o lançamento, Pontes declarou que duas evoluções tecnológicas o impressionaram. A primeira é o foguete propulsor, que retornou à Terra e pousou com sucesso 9min30s depois do lançamento e pode ser reutilizado em futuras missões. A segunda foi a modernidade da cápsula dos astronautas, com painéis touchscreen que dispensam botões.

“Olhem o painel dessa espaçonave. É uma coisa impressionante, muito futurístico para quem voou numa espaçonave antiga. Por um lado, é bacana ver toda essa parte da automação. Por outro, como piloto, a gente gosta de ter certos controles na mão”, declarou.

Pouco depois de a espaçonave atingir o espaço sideral, 3min15s após a decolagem, o ministro, o único brasileiro a ir ao espaço, destacou que dava para ver o formato do planeta. “A 120 quilômetros de altura, eles já estão tecnicamente do espaço. Dessa distância, dá para ver a curvatura da Terra”, ressaltou.

Edição: Denise Griesinger

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