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Claudio Cordeiro: “Publicidade e marketing político exigem profissionalismo e criatividade”

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Até mesmo belezas podem ser pouco atraentes. Se você pega uma beleza na luz errada, esqueça! Então, o segredo é achar a luz certa para realçar a beleza”. A frase referencial de Andy Warhol, ícone da arte-pop, cineasta e dublê da publicidade nos anos 80, dá relativa tradução do pensamento do empresário, consultor e publicitário Claudio Cordeiro, da agência que leva o seu nome, que é um das mais requisitas e reconhecidas do mercado jornalístico-publicitário de Mato Grosso.

Especialista em marketing político, publicitário, advogado e CEO da Gonçalves Claudio, Claudio  Cordeiro é responsável por diversas campanhas eleitorais vitoriosas no Estado, e, também assina trabalhos de mídia e marketing de sucesso trabalhando com marcas, muitas  gigantes, dos mais variados segmentos  [lojas e conglomerados comerciais,  setor automotivo, construção civil e imobiliárias, indústrias, esporte …].  Claudio, porém, diz que para bem “lapidar um produto, é preciso que haja bom conteúdo. “Não há como trabalhar uma imagem se não há substância” e que não há como fazer milagres. Ele também observa que há muitas pessoas e produtos que têm potenciais, mas é preciso apenas fazer esse “potencial” despertar. “Há, muitas vezes, a qualidade escondida, então é necessário fazer essas qualidades aparecerem e moldar o produto para o conhecimento público. “A única coisa não permitida é inventar, mentir, porque a desonestidade não combina com a publicidade ou propaganda”, diz ele. Nesta semana, ele nos recebeu para esta entrevista. Veja:

ODOCUMENTO -O que qualifica um bom marqueteiro, principalmente na área político-partidária?

CLÁUDIO CORDEIROIsso pode ser traduzido num conjunto de situações como a experiência, feeling, estudo, conhecimento prático, enfim,  mesclando esses fatores á uma pitada de sorte, criatividade e com a peça principal funcionando, que é, neste caso, o candidato, que deve ter consistência, projetos e, principalmente, reserva moral. Mas é importante dizer que, se candidato é muito “pesado ou sem nenhum traquejo, ou qualidades”, o que aconselhamos é que ele desista, independente da sua capacidade de investir recursos.

ODOCUMENTO -Então sem “esses predicados” o projeto não anda …?

CLÁUDIO CORDEIRO – … Isso mesmo. Quando se observa que um candidato ou produto não preenchem esses requisitos, recomendamos que mude de ideia. Candidatos sem respaldo social, produtos de baixa qualidade ninguém consegue vender ou fazer decolar. Os bons nomes, alguns até  desconhecidos, ou bons produtos só precisam de um bom direcionamento.  

ODOCUMENTO — Até onde o marketing eleitoral pode ajudar um determinado candidato?

CLÁUDIO CORDEIRO – Em se tratando de candidaturas, hoje, mais do que nunca, o velho estilo de fazer campanha ficou obsoleto. Atualmente, não cabe mais amadorismo.Hoje a expertise, tomou conta de todo processo, seja por conta do curto espaço de tempo que o candidato tem para criar musculatura e defender suas ideias ou mesmo pela falta de mão de obra qualificada. Sim, pode até acontecer uma outra situação que faça isso cair por terra, porém são casos remotos. Vale a leitura do cenário de forma abrangente para que se possa apostar nessa linha.  E tudo de forma muito organizada. O marketing eleitoral tem que agregar  todas as áreas do processo eleitoral e político, tais como prestação de contas, suporte jurídico, procedimentos internos e externos, entre outras exigências, enfim não há uma campanhas exitosas sem um bom marketing. Gosto muito de recitar uma frase do visionário Alvin Toffler: “Ou você tem uma estratégia própria ou faz parte da estratégia de alguém”. Tem outra frase que não sei de quem é mas ela diz algo semelhante e tão verdadeiro com a anterior: “Para quem não tem um caminho com objetivos a seguir, qualquer lugar que chegar está bom.”

ODOCUMENTO — No geral, com sua experiência, quais os quesitos que mais contribuem para vender a imagem de uma determinada pessoa ou produto no mercado? É o seu histórico, perfil, seu modo de vestir ou de se expressar? 

CLÁUDIO CORDEIRO  – Sim, o histórico credencia essa pessoa a conquistar seu espaço, achegar ao lugar que pretende , a pleitear um cargo e, após isso,  surgem inúmeras situações que se coadunam para o sucesso e  objetivo final, que é a vitória. 

ODOCUMENTO – E no caso de produtos? É a tradição, a marca, e o público que pode alcançar?

CLÁUDIO CORDEIRO É basicamente a mesma coisa. É um trabalho que chamamos de branding, em que um dos principais desafios é criar relação e experiências satisfatórias entre a marca e o consumidor.

ODOCUMENTO -Em tempo de fake news, até onde essa prática pode vir a comprometer a imagem de uma pessoa?

 CLÁUDIO CORDEIROA manipulação de conteúdo é uma poderosa ferramenta de destruição vemos todos os dias nas redes sociais, na televisão na panfletagem, entre outros canais.  Esse é, inclusive, um dos motivos que sempre alerto e falo a quem precisa do trabalho de marketing que as eleições, por exemplo, não são campo para amadores. As campanhas eleitorais exigem técnica, competência, equipe qualificada, conhecimento e experiência. As eleições continuam sendo uma ”batalha”  onde a única coisa que não se pode fazer é perder. O gerenciamento de crise já é um ‘start’ que os pais acionam a partir mesmo do nascimento dos filhos e deles mesmos. Quem tem mais competência cresce, quem não  tem termina sendo perdedores. Posso dizer que isso  é uma grande verdade. Agora você imagina , quando alguém quer conquistar o poder.

  ODOCUMENTO –Como é que você assiste a essa onda de propaganda sem base verídica se difundindo ultimamente?

 CLÁUDIO CORDEIRO –  É como já comentei. Quem não tem conteúdo, substância, faz as coisas da forma errada, apela, vai para o famoso ‘jus esperniandi’ e passa a imagem de quem não quer soltar o osso.

ODOCUMENTO -O que se deve usar ou não nas redes sociais?

Para ser bastante objetivo, deve-se utilizar conteúdo relevante, atrativo, impulsionamento e muito conhecimento sobre as diferentes ferramentas. As redes sociais são um ótimo caminho, mas podem ter efeitos  indesejáveis caso sejam operadas por pessoas inaptas, sem preparo, que não possuam conceitos do profissionalismo. 

ODOCUMENTO – Facebook, Instagram, whatsapp… Qual é mais eficiente para auxiliar no marketing?

CLÁUDIO CORDEIRO  – Eu digo sempre o seguinte  faça apenas um se for o caso, mas faça bem feito. De nada adianta ter todas as plataformas disponíveis, mas não saber trabalhar” Fazer tarefas tipo “ meia-boca”. Basta lembrar a história do pato?

ODOCUMENTO – Qual o segredo de formar uma boa equipe?

 CLÁUDIO CORDEIRO  – Ter  uma boa equipe é fundamental, é é tudo e o segredo está na competência, na motivação e no equilíbrio. 

 

 

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“MT é o 1º do país em requerimentos de áreas minerais, o que demonstra o grande potencial do setor no Estado”.

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Embora o setor mineral mato-grossense ainda seja pouco representativo na formação do PIB (produto Interno Bruto) estadual, as perspectivas são as melhores possíveis, segundo o presidente da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Juliano Jorge Boraczynski.

Atualmente, Mato Grosso é o primeiro do ranking nacional em requerimentos de áreas minerais. Em Aripuanã, investimentos de R$ 2 bilhões em projeto considerado um dos 10 maiores do mundo em zinco.

“Temos reservas consideráveis de níquel, zinco, fosfato e ouro, além das várias indústrias de calcário, fundamentais ao agronegócio mato-grossense, de cal e cimento”, diz, destacando que neste ano a empresa completa 50 anos de atividades. Confira a entrevista na íntegra.

Juliano Boraczynski,presidente da Metamat – Foto Metamat

Presidente, de que forma a Metamat (Companhia Mato-grossense de Mineração) atua para garantir melhor aproveitamento dos recursos minerais do Estado?

Juliano Boraczynski – A Metamat trabalha com assistência técnica a cooperativas e empreendedores estaduais. A grande maioria das cooperativas, incluindo as primeiras a funcionarem no Estado, foi criada pelo grupo de geologia da Metamat.

Um exemplo é a Peixoto de Azevedo, atualmente a maior do país e a sexta pessoa jurídica em produção de ouro. Para ter uma ideia, o município foi o maior produtor estadual, chegando a produzir mais de 4,5 toneladas em 2016. Em 2019, esta posição passou a ser ocupada por Poconé, embora com produção menor, mas superior a duas toneladas.

Metamat trabalha na organização de cooperativas de garimpeiros – Foto: Metamat 

A Metamat organizou e fortaleceu institucionalmente as cooperativas estaduais de garimpeiros, cuja população é estimada em 10 mil trabalhadores, operando principalmente em Peixoto de Azevedo, Poconé e Aripuanã, as três principais regiões produtoras de ouro em Mato Grosso.

Aliás, em Aripuanã, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), entre Metamat, Agência Nacional de Mineração (ANM), Coopemiga (Cooperativa dos Garimpeiros de Aripuanã) e a multinacional Nexa, que atua no município, reservou 417 hectares para área de garimpo. A Sema (Secretaria de Meio Ambiente) já emitiu a licença de operação e cerca de duas mil pessoas estão trabalhando legalmente.

Qual a parcela de participação de Mato Grosso no setor de mineração?

Juliano Boraczynski – Ainda é pequena, se comparada com Pará e Minas Gerais, com setor mineral representando entre 10% e 15% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em Mato Grosso, o percentual é inferior a 2%.

Em compensação, somos, hoje, o estado com maior procura de empresários do setor mineral em relação a requerimentos de áreas minerais (foram 345 em 2019). Em 2020, atingimos a primeira posição na arrecadação da Taxa Anual por Hectare (TAH), obrigatória a todos os detentores de alvará de pesquisa mineral, com R$ 14,4 milhões recolhidos à Agência Nacional de Mineração.

Mato Grosso tem potencial mineral, com reservas de volume consideráveis e prontos para produção, como níquel, em Comodoro; zinco (Aripuanã), fosfato (Mirassol d’Oeste), e ouro (Matupá, Peixoto de Azevedo e Pontes e Lacerda).

Soma-se a este potencial, devemos destacar as indústrias de calcário, fundamentais ao agronegócio mato-grossense, cal e cimento (em menor escala), distribuídas nos municípios de Alto Garças, Barra do Bugres, Cáceres, Cocalinho, Cuiabá, Gloria d’Oeste, Guiratinga, Nobres, Nova Xavantina, Paranatinga, Planalto da Serra, Porto Estrela, Poxoréu, Primavera do Leste, Rosário Oeste e Tangará da Serra.

Resumindo, Mato Grosso tem potencial mineral, mas ainda estamos engatinhando. Mais para frente, com a ajuda dos governos estadual e federal, poderemos ser uma potência mineral.

A Metamat está trabalhando para o cadastramento de toda a atividade mineral do Estado. Como está sendo feito esse trabalho e de que forma esse cadastramento trará benefícios para Mato Grosso?

Juliano Boraczynski – Em 2019, estive em Belém para conhecer o cadastro mineral paraense. Trouxemos esta experiência para implantá-la em Mato Grosso. Ou seja, um banco de dados, com todos os minérios extraídos ou produzidos no estado.

Já conversamos com o governador no sentido de enviar a minuta deste banco de dados para ser debatido na Assembleia Legislativa e, se possível, ser criado ainda nesta gestão.

Com este cadastro, Mato Grosso passará a ter um banco de dados com todos os minerais extraídos e comercializados. Teremos condições de saber mensalmente, e com detalhes, o total de empresas mineradoras atuantes no estado.

Creio que a lei será aprovada ainda neste ano, possibilitando à Metamat dar suporte técnico às empresas aqui instaladas.

Outra atividade que a Metamat vem desenvolvendo é a perfuração de poços artesianos. O que já foi feito e qual a meta da autarquia para os próximos anos?

Juliano Boraczynski – Quando assumi a Metamat, o geólogo Wilson Coutinho nos apresentou um levantamento, feito na gestão passada, mostrando que 45 mil famílias viviam sem abastecimento de água em Mato Grosso.

Entre dezembro do ano passado e março deste ano, a Metamat perfurou 40 poços de alta profundidade – Foto: Metamat  

Assinamos um termo de cooperação com a Funasa. A Metamat entrou com a equipe técnica e a Funasa com os equipamentos. Entre dezembro do ano passado e março deste ano, furamos 40 poços de alta profundidade, medindo entre 150 e 530 metros.

A Metamat está adquirindo dois comboios de perfuratrizes. Já recebemos ofício de mais de 60 prefeituras solicitando abastecimento de água em suas comunidades rurais e assentamentos.

Inclusive, estive em Jauru, onde percorri sete assentamentos, verificando de perto a situação caótica que vive Mato Grosso em relação à falta de água em suas comunidades rurais. Segundo nossos geólogos, esta situação é cíclica, acontecendo a cada 20 ou 30 anos. Normalmente, sobra água, mas, neste período, ela está faltando. Com as duas perfuratrizes, poderemos atender um maior número de municípios.

Como é desenvolvido esse trabalho pela autarquia, quem são os beneficiados e qual o principal ganho para o Estado e para a população?

Juliano Boraczynski – A Metamat, que está completando 50 anos, fez muito pelo Estado neste meio século de atividade. A tendência é de crescimento ainda maior do setor mineral mato-grossense.

Veja o exemplo da Nexa, uma multinacional, que investiu R$ 2 bilhões em Aripuanã, cuja operação começará em 2022 com a exploração e beneficiamento de zinco (carro-chefe), cobre e chumbo, na Serra do Expedito. Nesta primeira fase, foram abertos 1.600 empregos.

O projeto é considerado um dos dez maiores do mundo em zinco, com mina subterrânea de 2,3 milhões de toneladas de minério bruto por ano e produção de 120 mil toneladas de zinco.

O que podemos esperar da Metamat para os próximos anos?

Juliano Boraczynski – Acredito que muitas empresas do porte da Nexa investirão, em Mato Grosso, na exploração de minerais como cobre, minério de ferro. Além disso, com o trabalho que estamos desenvolvendo, de criação de reservas garimpeiras, a atividade de muitos garimpos será legalizada, o que irá contribuir para aumentar sensivelmente a arrecadação estadual.

Por isso, a importância de uma empresa como a Metamat, de economia mista, apoiando o setor mineral e ajudando a criar cooperativas para que os pequenos mineradores tenham uma vida digna.

Fonte: GOV MT

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Gisela Simona: “É preciso reagir e se conscientizar para que haja mudança”

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JORGE MACIEL

Etimologicamente, o termo prefeito significa comandante, capataz, agente de administração … Na Roma antiga, os imperadores nomeavam os “prefeitos” para, simplesmente, solucionar problemas urbanos e deixar a cidade bonita, limpa e agradável. As obras suntuosas, muralhas, construções gigantescas – muitas em mármore – , templos, dutos suspensos ou pontes estavam sob o responsabilidade expressa do imperador. Aos muitos escolhidos, os prefeitos das ruas e da limpeza, os dos censos e dos atendimentos aos súditos etc cabia apenas “cuidar” da cidade ou criar pequenas soluções para problemas urbanos, mesmo que para isso fossem necessárias obras de correção, aquelas que melhoravam as calçadas e ruas, e a prestação de serviços.

A advogada Gisela Simona reza a origem etimológica da palavra e concorda com os conceitos dos antigos imperadores. “Realmente, a missão principal é cuidar da cidade e das pessoas. As grandes obras, muitas até desnecessárias, é atribuição do Estado ou da União”,  diz ela. Cuiabana de “tchapa e cruz”, admiradora dos que vieram para Cuiabá onde trabalharam e venceram, Gisela acatou o chamado do Pros, seu partido, para encarar uma disputa à sucessão municipal neste ano.

Para a empreita, à tira colo, ela leva alguns utensílios que podem ser decisivos para superar todos os desafios da campanha e driblar a falta de recursos até chegar ao topo da votação:  o know-how adquirido em uma década como titular do Procon/MT, onde colheu experiências e queixas do cidadão em face aos maus serviços prestados ; a condição da naturalidade cuiabana e a admiração pelas centenas de milhares de “cuiabanos de coração”;  a sua votação de mais de 50.000 votos na disputa para a Câmara dos Deputados, nas eleições nas eleição passadas,  desbancando medalhões da política; os seus conceitos de integridade e juízo, como princípios de um gestor – e de qualquer pessoa – ; e, finalmente, o desejo [isso será provado se o eleitor assim o quiser] de ser a primaz, como mulher, a ocupar o 7º andar do Alencastro. Simona também presidiu a Associação Nacional de Procons, pois que se notabilizou como uma gestora eficiente e exímia conciliadora de conflitos. Religiosa e rotaryana, ela é envolvida com campanhas e serviços sociais.

Não é de hoje, já vai longe, Gisela tem incomodado e feito críticas frontais a decisões e atos que considera equivocados e não recomendáveis qualquer administrador público. Enquanto seus posicionamentos colhiam [e colhem] aplausos e aprovação populares, também lhe valeram perseguições político-partidárias  – um exemplo foi sua exoneração do comando do Procon-MT na gestão estadual passada. Mais isso não a intimidou. Vigilante, ela continua vendo problemas graves na administração, principalmente de Cuiabá, e diz que não são ser difícil equacioná-los. “Basta estabelecer prioridades, governar para o cidadão, não para apoiadores políticos, reduzir e priorizar custos e eleger a boa prestação de serviços com lisura como princípio de todo o trabalho”, diz ela. Basicamente, sem secundarizar nenhum setor, Gisela vê segmentos que precisam urgentemente de ações imediatas: a saúde, que precisa ser mais preventiva que curativa e que está prejudicada pela interferência de políticos e vereadores ‘fura-filas’; a educação, com números baixos e que anda arisca, devido a tantas operações policiais; o transporte coletivo que ela vê ineficiente e desumano; o fornecimento de água e esgotos, que não chega aos bairros e falta em quase toda a cidade, não para os condomínios e bairros luxuosos.

No início da semana, para falar dos porquês da sua candidatura, Gisela nos recebeu no seu escritório.

ODOCUMENTO – O que lhe moveu a ser candidata a prefeita?

GISELA – Bem,  há um expressão histórica que nos ensina que, se os bons se omitem, os maus ocupam espaços. Não devemos permitir isso. Mas a construção da minha pré-candidatura se inicia no chamado do meu partido, o Pros, passa pelo meu desempenho nas eleições de 2018 e chega ao meu desejo e concepção de por em prática princípios que venero, como o de prestar o melhor serviço, corrigir essas distorções absurdas na gestão pública e provar que é possível realizar uma gestão produtiva, respeitando o contribuinte, rrompendo esse campo de força, onde grupos agem em benefício próprio, enquanto são indiferentes às necessidades do cidadão.

“A política do “iludir não deve nortear nenhuma administração pública”

ODOCUMENTO – Como a sra vê o trabalho da atual administração?

GISELA – O trabalho? Olha, pintar praças, fazer piso, cercar áreas e torná-las parques ou inaugurar ou reformar um posto de saúde ou outro não são coisas extraordinárias, formidáveis. Isso é obrigação, ações normais. É para isso que se tem um orçamento de R$ 3,3 bilhões. A razão é priorizar cada rubrica, evitar gastos desnecessários e parar com essa coisa de endividamento, de gastar sem necessidade. A prefeitura deve hoje R$ 65 milhões, além do orçamento. Isso decorre da ideia do prefeito em achar que construir viadutos, abrir avenidas e criar esse cenário de obras vai enganar a população. De nada valem obras caras e sem a necessidade, num momento destes, se há filas nos postos de saúde, se não há medicamento, se a educação vai mal, se não nã saneamento, enfim …. Sem falar nas suspeitas de desvios, peculato, propinas …

ODOCUMENTO – … Então a sra acha que o prefeito está querendo encobrir uma suposta incapacidade de trabalho com obras sem necessidade?

GISELA Exatamente. Falta remédio nas Upas, não há médico, o atendimento é precário? Então o prefeito disfarça, reforma uma praça e chama marqueteiros para fazer propaganda. O pobre trabalhador sofre horas a fio à espera de ônibus? Então o  prefeito pinta guias, faz um tapa-buraco e recolhe lixo nos mutirões, voltando a chamar uma agência para fazer propaganda. A cobertura à população em tempo de pandemia é quase inexistente? Ora, o prefeito vai para as redes sociais a fazer lives, onde esconde a realidade e inventa trabalho. Tem sido assim. Essa é uma das marcas da atual gestão. Por falar em pandemia da covid-19, veja que os problemas graves da saúde e a falta de ações concretas ficaram muito expostos e negam toda sorte de propaganda oficial..    

ODOCUMENTO – Então, para a sra, o governo municipal trabalha mal?

GISELAVeja você que a vida de Emanuel Pinheiro não está fácil, e aqui falo como gestor, não pessoalmente. Eu não me sentiria bem acordando, permanentemente, com a polícia na porta de uma secretaria, prendendo gente e levando documentos. Uma hora é o Gaeco, outro dia é a Defaz, no outro agentes da Decor, TCE reprovando contas, o MPE investigando um ou outro auxiliar de primeiro escalão, as CPIs abertas, mas que não avançam porque o prefeito faz todos nos esforços para travar, tem ainda vereadores que exigem cargos, gente de dentro do gabinete denunciada por compras de merenda e cestas básicas com ‘sobre preço’. O que isso significa? Significa que o sr Emanuel gasta todas as suas energias para resolver ou encobrir esse tipo de problemas, que nada tem a ver com benefícios à população.

ODOCUMENTO – Para uma campanha, é necessário muitos recursos?

GISELA –  É sim, mas não temos. Aliás esse é o nosso principal desafio: enfrentar uma grande estrutura e capacidade de logística do prefeito e dos demais candidatos. Creio, porém, que será possível levar ao eleitor uma mensagem de esperança e de mudança de tudo isso, desse mesmo cenário que nos abate e nos comprime há anos e anos. Vamos nos socorrer de uma campanha da verdade, da fé no futuro da nossa cidade e das propostas, muitas dessas mensagens no modelo digital. De forma franca, aberta, sem falsas promessas, da veracidade e do respeito.

ODOCUMENTO – A questão do género ajuda ou atrapalha?

GISELA – Olha, homens e mulheres querem uma Cuiabá melhor. Homens e mulheres desejam que a prefeitura sirva e não seja usada para enriquecimento e poder. As mulheres, caro, terão um papel fundamental, pois são 54% do contingente eleitoral e isso é muito importante. Basta conscientização, como basta conscientização de todos para a construção de um mandato sério, sem polícia nos elevadores, sem suspeitas. A população paga por um serviço de qualidade e é isso que propomos. Tenho falado com muitos, numa caminhada de busca de sugestões e de conhecimento maior das demandas. Todos querem mudanças, todos não suportam mais esse estado de coisas.

ODOCUMENTO – Como se vê, os desafios são enormes …

GISELA – … É verdade, mas é saber que podemos mudar tudo isso que nos estimula. Veja que há no Brasil, apesar dos pesares, muitos exemplos de boas gestões. Buscaremos aprender e a por em prática os bons exemplos, nada é impossível. Pretendemos ser um divisor de águas, provando que é possível avançar em transporte, em educação, em saúde, saneamento, infraestrutura sem que nos contaminem com práticas nocivas, com esquemas espúrios. Cuiabá merece muito mais além em bom trabalho e muito melhor do que temos vivido e experimentado, ultimamente.

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