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Cine Teatro Cuiabá recebe seminário que discute o cenário cultural, artístico e político no Brasil

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Um recorte do seminário ‘Arte, Cultura e Política no Brasil Contemporâneo: uma Perspectiva a Partir do Rumos Itaú Cultural’ chega a Cuiabá no dia 25 de abril. O evento será no Cine Teatro Cuiabá, das 19h às 21h, com entrada gratuita. A proposta é reunir especialistas e artistas contemplados pelo programa de fomento à cultura do instituto para debater o atual cenário dos três eixos que dão nome ao evento (arte, cultura e política no Brasil). Além de Cuiabá, o recorte também estará em Boa Vista (RR), no dia 23.

O instituto promoveu uma pesquisa sobre um total de 1.723 fichas de inscrição e sobre os projetos finalistas do Programa Rumos. O objetivo foi investigar os impactos gerados pelo novo formato do edital e como as suas alterações são percebidas pelos diversos agentes culturais. Toda a reflexão é alimentada por subsídios baseados na série histórica do Rumos, a partir dos editais de 2013-2014, de 2015-2016 e o mais recente, de 2017-2018.

A pesquisa revela, por exemplo, que as inovações e alterações no Rumos ocorridas a partir de 2013 marcaram uma nova fase na seleção de projetos artísticos e culturais no Brasil, em que a ideia é o foco. Este formato, segundo o estudo, ampliou a possibilidade de acesso a recursos para criadores que não tinham espaço no estabelecido mercado de editais e ampliou as possibilidades de realização aos criadores que, de alguma forma, já estavam sendo contemplados em outros processos.

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Formato

O seminário compartilha com o público estes resultados e aprendizados adquiridos ao longo dos anos. Em Cuiabá, a conversa é mediada pela indígena e mestre em artes, Naine Terena, e pela diretora fundadora do Núcleo Afro brasileiro de Teatro de Alagoinhas, Fernanda Júlia.

Na palestra Cultura, Arte e Política no Brasil Contemporâneo, que abre o evento, o público é convidado a pensar na cultura, arte e política no Brasil atual, nas urgências e as possibilidades de futuro, na discussão que permeia o cenário local – tendo em vista os territórios em disputa – questões indígenas, imigração, fronteira.

Em seguida, um representante do Itaú Cultural fala sobre o histórico do Rumos, os aprendizados, desafios e futuro, além de apresentar os dados coletados com base nas pesquisas realizada nas últimas três edições do programa. Com o tema Rumos: uma perspectiva histórica, o tema será apresentado em Cuiabá por Tânia Rodrigues, gerente da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras.

Por último, artistas locais, selecionados pelo Rumos Itaú Cultural, comentam a própria experiência dentro do programa, o porquê de terem inscrito seus projetos nele, quais impactos tiveram e quais as urgências artísticas e culturais da cidade. É um momento para discutir as formas de fomentos para os artistas da região e como esses tudo isso reverbera nas obras.

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Soilo Urupe Chue conta como conseguiu, por meio do Rumos, realizar concertos com o projeto Orquestra de Violinos Chiquitanos, no edital 2015-2016. O grupo passou por quatro municípios do estado Mato Grosso: Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste e Porto Esperidião.

Rumos e premissas

Rumos nasceu em 1997 com o objetivo de valorizar a diversidade, estimular a criatividade e a reflexão sobre a cultura no país, além de premiar artistas e pesquisadores de diferentes áreas. Nestes 22 anos, a iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições, vindas de todos os estados do país e do exterior. Destas, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa. Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 6 milhões de pessoas em todo o país.

Serviço:

Seminário Arte, Cultura e Política no Brasil Contemporâneo: uma Perspectiva a Partir do Rumos Itaú Cultural

Dia 25 de abril – 19h às 21h

Local: Sala Anderson Flores, do Cine Teatro Cuiabá

O Cine Teatro Cuiabá é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Está localizado na Avenida Presidente Getúlio Várgas, 247, Centro de Cuiabá.

Fonte: GOV MT
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Alunos indígenas mostram resultado de pesquisa sobre a própria etnia

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Alunos das salas anexas da aldeia Afukuri, da etnia Kuikuro, localizada no município de Gaúcha do Norte (a 595 quilômetros ao Norte da Capital) encerraram o 1º Seminário de Conhecimento Cultural Afukuri nesta terça-feira (10.12), no centro da aldeia, que parou para as festividades do evento.

Os alunos apresentaram danças com cantos tradicionais, atrações valorizadas pela comunidade indígena e, principalmente, pelos mais velhos. Entre os destaques, um trabalho sobre a festa com a tinta tradicional de urucum e a canoa de jatobá.

Para a produção das pesquisas, os alunos tiveram aulas de informática e, com isso, conseguiram fazer a edição de todo o material que passa a ser armazenado digitalmente.

Segundo o professor não-indígena Douglas Wiliam, o evento mostrou na prática, um trabalho de pesquisa realizado pelos alunos do ensino médio. Desde o primeiro semestre, os alunos do segundo ano e do primeiro ano iniciaram as pesquisas cujo término era para o final do ano letivo. Os professores do ensino fundamental também contribuíram ao fazer pesquisa com os alunos das séries finais.

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“Cada aluno escolheu um tema da cultura da etnia Kuikuro. Fizeram uma busca por algum traço da cultura deles, tudo que fosse relevante, incluindo os animais da região, o que enriqueceu as pesquisas. Foi um ótimo trabalho de resgate da história deles”, observa o professor.

No entendimento do professor, o retorno dos Kuikuro foi positivo em relação à pesquisa, sendo aprovado pelo cacique e pelos mais velhos, pois a busca de informações aproximou os alunos com toda a tribo.

“É um trabalho de conhecimento cultural, realizando suas pesquisas, escrevendo seus projetos. Isso é muito bom para os alunos”, destaca.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

MTI promove encontro sobre desburocratização e melhoria da eficiência na gestão estatal

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Servidores de diversos órgãos públicos de Mato Grosso se reuniram durante evento para discutir os aspectos das Leis de Licitações (n° 8666/93) e das Estatais (n°13.303/2016), consideradas as principais legislações utilizadas para contratações de bens e serviços no setor público. A intenção foi debater as diferenças entre as leis e auxiliar os servidores no gerenciamento dos riscos inerentes à contratação pública.

O “Encontro IBGP Cuiabá-MT – aspectos controversos das Leis de Licitações” foi promovido pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), em parceria com o Instituto Brasileiro de Governança Pública (IBGP) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), ao longo desta terça-feira (10.12).

Durante o evento foram realizadas palestras e painéis apresentadas pelo auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Sandro Bernardes, que abordou sobre a Lei das Estatais, a inaplicabilidade do dever de licitar para empresas estatais e as principais falhas em processos de licitações e contratos no setor público.  Isto porque a Lei das Estatais, criada para substituir a Lei das licitações nas empresas públicas e sociedades de economia mista, ainda gera dúvidas.

Em Mato Grosso, o Desenvolve MT, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), a Empresa Mato-grossense especializada em Parceria Público Privada (MT Par), a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) e a Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás), além da MTI, são empresas e sociedades de economia mista que devem aderir à Leis das Estatais.

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Assessora jurídica, Ana Rosa, vice-presidente, Cleberson Gomes e presidente, Kleber Geraldino

De acordo com o diretor-presidente interino da MTI, Kleber Geraldino, essa lei é uma oportunidade de fomentar as empresas para trazer mais eficiência ao serviço público, uma vez que traz a possibilidade de formalização de parcerias estratégicas. A MTI é uma das primeiras empresas públicas do país a adotar a referida lei e já formalizou duas parcerias estratégicas, com a RW3 Tecnologia, representante da Google no Brasil, e com a Oi/SA.

“A MTI se adequou às regras e obrigações da nova lei e buscou potencializar as oportunidades que ela proporciona. Hoje já temos parcerias firmadas, por meio de um processo rigoroso e com segurança jurídica de nossas ações. Tal fato nos coloca em posição de referência nacional na formação de parcerias estratégicas. Inclusive fomos os pioneiros no assunto aqui no Estado”, afirmou.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, reforçou a importância da Lei das Estatais para a reestruturação das empresas estatais e a necessidade de que essa legislação seja amplamente debatida, uma vez que se trata de um regramento novo.

“Essa lei está abrindo portas e, quem sabe, salvando instituições. Sem a lei, dentro do projeto de reforma administrativa do Estado, era bem capaz que os rumos das estatais mato-grossenses fossem outros. Felizmente, com o advento da lei n°13.303/2016, essa posição tem sido mudada gradativamente. A MTI tem firmado parcerias consideradas sólidas, com alguns representantes comerciais de renome mundial, inclusive”, disse.

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Secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra

O secretário-controlador geral do Estado (CGE), Emerson Hideki Hayashida, também destacou a necessidade de se discutir ainda mais a fundo a Lei das Estatais e suas diferenciações, uma vez que ela desburocratiza e flexibiliza aquisições, diferentemente da Lei das Licitações, caracterizada por grande formalidade.

“Este é um momento de aprendizado dessa nova legislação que está causando várias discussões. Também estamos aqui para aprender com os colegas. Então, quero parabenizar a MTI por provocar essa discussão. Para vocês que estão na ponta executando, este é o momento de tirar dúvidas”, disse.

Além das leis de contratações, o evento também contou com palestras voltadas à área de tecnologia e de como ela pode ser utilizada para dinamizar e desburocratizar a administração pública. Também foram apresentados os projetos desenvolvidos e implementados pela MTI para o avanço do “Governo Digital” em Mato Grosso.

Fonte: GOV MT
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