conecte-se conosco


Internacional

CIDH pede autorização para enviar observadores ao Chile

Publicado

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão vinculado à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou formalmente hoje (6) ao governo do Chile autorização para enviar uma missão de observadores ao país para investigar denúncias contra a ação das forças de repressão durante os protestos sociais das últimas semanas.

No pedido, a comissão da OEA manifesta interesse em “uma visita in loco” ao Chile devido às solicitações formais recebidas “de dezenas de organizações de direitos humanos, movimentos sociais e povos indígenas, representantes de partidos políticos, legisladores, intelectuais e artistas”, bem como da Ouvidoria dos Direitos da Criança ”.

Uma missão enviada pelo Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos está no Chile desde o fim de outubro, colhendo informações sobre denúncias de tortura, detenções ilegais, abuso sexual, tiros em civis indefesos e todo tipo de abuso e maus-tratos atribuídos às forças da repressão.

Desde o início das manifestações de protesto, no dia 17 de outubro, 23 pessoas morreram e milhares foram feridas e detidas no Chile.

Leia Também:  Israel vai apoiar ingresso do Brasil na OCDE, diz Bolsonaro

Os protestos começaram após o governo aumentar o preço das passagens do metrô. O presidente Sebastián Piñera cancelou o aumento, as manifestações não cessaram. Piñera anunciou também pacotes de medidas para conter a insatisfação dos chilenos, mas isso não foi suficiente para acalmar os protestos. 

São as mais violentas manifestações ocorridas no Chile nos últimos 30 anos.

*Com informações da Télam, Agência Nacional de Notícias da Argentina

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Internacional
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Internacional

Aeronáutica fará esquema de segurança aéreo na Cúpula do Brics

Publicado

A realização da Cúpula do Brics, em Brasília, nos próximos dois dias, não provocará apenas restrições de trânsito nas vias da região central da capital. A Aeronáutica fará uma operação de segurança e estabelecerá limites também para o espaço aéreo.

O encontro, na quarta-feira (13) e quinta-feira (14), reunirá os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Serão criadas “zonas de exclusão” com restrições de acesso para aeronaves no espaço aéreo da capital. As áreas terão diferentes tipos de cuidado, com maior proteção na região da Esplanada dos Ministérios, onde o encontro ocorrerá.

No raio de 7,4 quilômetros da esplanada, onde ficam as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário, a área denominada “vermelha” ficará fechada para o sobrevoo de qualquer aeronave não autorizada pelo Comando da Aeronáutica. Nessa região haverá também um posicionamento de defesa antiaérea.

“Vamos criar um escudo em torno de Brasília, com caças de alta performance, para fazer frente a qualquer tipo de ameaça aérea, algum tráfego desconhecido”, explicou o chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), major-brigadeiro Ricardo Mangrich.

Leia Também:  Israel vai apoiar ingresso do Brasil na OCDE, diz Bolsonaro

Um raio de 46,3 quilômetros da capital será considerada restrita. Qualquer voo que passe por essa área deverá ter autorização da Força Aérea Brasileira. De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto, as limitações não significarão alterações no movimento de aeronaves comerciais.

“A aviação geral, regular, aquela que nós voamos, das empresas aéreas [privadas], que o usuário utiliza, esta não vai ser de forma alguma afetada. Os horários e os voos vão ser mantidos e não terá qualquer problema”, explicou.

Já no raio de 130 quilômetros da Esplanada dos Ministérios e fora das demais zonas, a área apelidada de “branca”, não terá restrição de voo, mas as companhias e responsáveis pelas rotas deverão apresentar um plano de voo.

No total, a operação terá a participação de 1.600 militares, 40 aeronaves da Força Aérea Brasileira. O esquema repete experiências de outros grandes eventos, como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), realizada em 2012, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Cúpula

Presidida pelo Brasil, a reunião tem como tema Crescimento Econômico para um Futuro Inovador. Segundo o Itamaraty, serão discutidos, prioritariamente, temas relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo. É a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira foi em 2010.

Leia Também:  Japão propõe mecanismo internacional para descarte de resíduo nuclear

A cúpula conta ainda com uma agenda paralela. Amanhã (13), por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realiza um fórum empresarial com a participação de 800 representantes de governo e do setor privado dos cinco países para debater comércio, infraestrutura e inovação.

Juntos, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (cujas iniciais, em inglês, deram nome ao grupo) reúnem uma população de cerca de 3,1 bilhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 41% da população mundial, e responde por 18% do comércio mundial.

 * Colaborou o repórter da Agência Brasil Alex Rodrigues

 
Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Internacional
Continue lendo

Internacional

Embaixador boliviano fala em golpe e diz que renunciará ao cargo

Publicado

O embaixador da Bolívia no Brasil, José Kinn Franco, disse hoje (12), na Câmara dos Deputados, em Brasília que houve um golpe de Estado em seu país, construído pela extrema direita boliviana antes das eleições presidenciais, que ocorreram em 20 de outubro.

“Quero aproveitar para fazer a denúncia desse golpe que foi construído já antes das eleições. Foi organizado, programado e estruturado especialmente pela extrema direita de nosso país, que é uma direita muito conservadora, violenta, racista e que está agora fazendo perseguição das lideranças do nosso partido, o MAS (Movimiento al Socialismo, em espanhol), além de deputados, senadores”, disse o embaixador, após se reunir com líderes de partidos da oposição.

De acordo com informações oficiais, Evo Morales obteve 47,07% dos votos e seu principal concorrente, Carlos Mesa, alcançou a 36,51%. A apuração, no entanto, foi marcada por polêmica, e uma missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou problemas como a falta de segurança no armazenamento das urnas e a suspensão da apuração. No domingo (10), em meio a protestos em todo país, Evo Morales renunciou ao cargo.

Leia Também:  Missão da OEA na Bolívia continuará observando contagem final de votos

Na Câmara, o embaixador Franco descartou a hipótese de fraudes nas eleições presidenciais. “[observadores da OEA] Não demonstraram nunca [a fraude nas eleições]. Se vocês olham o informe da OEA, não tem a palavra fraude, não tem a palavra manipulação da votação. Falam de irregularidades, mas não de fraude”, disse.

Ele também anunciou que vai renunciar ao cargo de embaixador, como já fizeram outros representantes bolivianos pelo mundo, mas não disse quando: “Temos algumas renúncias dos embaixadores, que em solidariedade ao presidente Evo Morales também apresentaram a renúncia. Mas, também temos algumas outras tarefas a cumprir, por isso eu não renunciei, mas vou renunciar em algum momento também”, assegurou.

Asilo no México

Evo Morales chegou nesta tarde à Cidade do México, capital mexicana, depois que o país lhe concedeu asilo político. Ele chegou acompanhado de Álvaro García Linera, seu vice-presidente, que também renunciou ao mandato no último domingo, além de representantes do corpo diplomático mexicano.

Ao chegar ao México, Morales fez apelo, pelas redes sociais, à toda população boliviana para colaborar para que não haja mais derramamento de sangue. Ele agradeceu ao presidente mexicano, que “me salvou a vida”. Segundo Evo Morales, no último sábado (9), quando chegava a Cochabamba, um membro do Exército mostrou mensagens e chamadas que demonstravam um pedido para “entregá-lo em troca de US$ 50 mil”. “Por isso agradeço, pois me salvaram a vida”, disse.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Internacional
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana