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Ciclone Yakecan: mais de 200 mil pessoas ficam sem energia no RS

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Mais de 200 mil pessoas estão sem luz no RS
Divulgação/EPTC

Mais de 200 mil pessoas estão sem luz no RS

A passagem do ciclone Yakecan deixou mais de 200 mil pessoas sem energia elétrica no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (17). Cerca de 182 mil destas residências são atendidas pela CEEE Equatorial, e aproximadamente 20 mil recebem a cobertura da RGE.

Entre as regiões atendidas pela CEEE que foram mais atingidas pela falta de luz, destaque para Porto Alegre, Guaíba, Bagé, Alvorada, Rio Grande, Viamão, Imbé e Chuí. 

“Ressaltamos que temporais com ventos e chuvas fortes ocasionam a queda de árvores e grades objetos sobre as estruturas da rede elétrica. Por isso, os prazos para a solução das ocorrências depende da complexicidade de cada caso”, disse a CEEE em comunicado divulgado no Twitter.

A empresa destacou também que as regiões Sul e Centro-Sul foram as primeiras a apresentarem problemas de falta de energia nesta terça. No moemento, o ciclone se desloca para a região metropolitana do estado.

Na região atendida pela RGE, Canoas, Gravataí e a região do Vale dos Sinos são os locais que mais sofrem as consequências da passagem do ciclone.

Suspensão das aulas

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, anunciou que as aulas da rede municipal de ensino estarão suspensas na manhã de quarta-feira (18) para a avaliação dos estragos que o mau tempo causará nas escolas.

O anúncio foi feito por meio de um comunicado divulgado na conta oficial do Twitter de Sebastião, que ressaltou que a “rotina será retomada à tarde”.



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Bruno e Dom: suspeito foi preso em 2019 com 200 munições de espingarda

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Acusado de matar Bruno e Dom havia sido preso em 2019 com 200 munições de espingarda
Reprodução – 15/06/2022

Acusado de matar Bruno e Dom havia sido preso em 2019 com 200 munições de espingarda

Atalaia do Norte (AM) — O pescador e caçador Amarildo da Costa de Oliveira, 41, o “Pelado”, que segundo a polícia confessou ter matado o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips e indicou onde estavam os corpos, já havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil em 2019 pela posse de 200 cartuchos de espingarda calibre 16. Até aqui, acreditava-se que não havia registro policial de “Pelado” anterior aos assassinatos.

De acordo com o depoimento de “Pelado” sobre os assassinatos, ele utilizou uma espingarda com esse mesmo calibre para matar Bruno e Dom no dia 5 de junho. A polícia ainda procura a arma, que o pescador disse ter jogado no leito do rio Itaquaí logo depois do crime.

A Agência Pública localizou na Polícia Civil de Benjamin Constant (AM), que fica a 40 minutos de carro da cidade de Atalaia do Norte (AM), o registro público da ocorrência policial que levou “Pelado” à prisão. Ele foi solto logo depois – não fica claro, na documentação, quanto tempo ele ficou na cadeia; teria sido menos de um dia, de acordo com fontes consultadas pela reportagem.

A apuração também concluiu que “Pelado” não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público pois foi excluído do relatório final da polícia. Embora tenha sido indiciado pela polícia, não houve a ratificação do indiciamento no relatório final. A Agência Pública apura os motivos dessa exclusão e, assim que o ponto ficar esclarecido, este texto será atualizado.

A prisão de “Pelado” foi feita por uma equipe da Polícia Militar de Benjamin Constant no dia 26 de fevereiro de 2019 sob acusação de infração ao artigo 12 da lei 10.826/2003.

Após embarcar “caixas de gelo” em sua canoa “com o intuito de pescar”, ele foi deixar Elismário Almeida de Alegria na casa do colega pescador, na rua 13 de Maio, quando “foi abordado pela guarnição de serviço” da PM. De lá, foi levado pela PM à sua casa, na rua Irmão Balduíno, também em Benjamin Constant.

Na residência, a PM disse ter encontrado “oito caixas de cartuchos de espingarda calibre 16, totalizando 200 cartuchos”. Não fica clara a procedência do material e “Pelado” não foi indagado sobre isso. É comum, na região, a aquisição de munições no lado peruano da fronteira com o Brasil. Em Benjamin, os países são separados apenas pelo rio Javari, um trajeto de apenas dez minutos de barco.

“Pelado” foi perguntado pela PM “qual seria a finalidade das referidas munições”. Ele respondeu, segundo o termo de depoimento que foi acompanhado pelo seu então advogado no caso, Hurigel Bruno de Araújo: “Seriam levadas para a comunidade de São Gabriel, localizado no rio Itaquaí, pertencente à cidade de Atalaia do Norte, os quais seriam usados para caçar”.

No seu interrogatório em Benjamin, “Pelado” disse ser católico, com “ensino fundamental incompleto (4ª série)” e que não fora preso ou processado anteriormente. Indagado se era “dado ao uso de bebida alcoólica”, respondeu que “sim, apenas cerveja”. Disse que tinha cinco filhos, de 19, 15, 13, dez e dois anos de idade. Embora tenha reconhecido a posse da munição e que ela seria levada para sua comunidade, ao mesmo tempo e de forma contraditória “afirmou ser inocente”.

Antes do assassinato de Bruno e Dom, ‘Pelado’ foi preso em flagrante pela Polícia Civil em 2019 pela posse de 200 cartuchos de espingarda calibre 16 No seu interrogatório em Benjamin, “Pelado” disse ser católico, com “ensino fundamental incompleto (4ª série)” e que não fora preso ou processado anteriormente.

Indagado se era “dado ao uso de bebida alcoólica”, respondeu que “sim, apenas cerveja”. Disse que tinha cinco filhos, de 19, 15, 13, dez e dois anos de idade. Embora tenha reconhecido a posse da munição e que ela seria levada para sua comunidade, ao mesmo tempo e de forma contraditória “afirmou ser inocente”.

“Pelado” disse ainda que possuía uma espingarda calibre 16, “mas que deixa a mesma na comunidade de São Gabriel, para a qual tais munições seriam levadas”. Foi dessa mesma comunidade que “Pelado” partiu de barco em perseguição a Bruno e Dom na manhã do dia 5, até alcançá-los e matá-los – segundo a polícia, ele e seu colega pescador, Jeferson Lima Silva, o “Pelado da Dinha”, agiram de forma traiçoeira ao atirar em Bruno pelas costas, sem chance de defesa às vítimas.

A polícia investiga se outros membros dessa comunidade, como o irmão de “Pelado”, Oseney Oliveira, o “Dos Santos”, participaram da ocultação dos dois corpos.

O gestor da Polícia Civil em Benjamin Constant – cargo equivalente ao de delegado em municípios do Amazonas que não possuem delegado –, Alcy Barbosa, disse que um cartucho de espingarda calibre 16 pode ser adquirido por até R$ 5 no lado peruano da fronteira. No varejo brasileiro, o preço dessa munição pode chegar a R$ 10. Assim, pelos atuais valores brasileiros as 200 munições apreendidas com “Pelado” custariam até R$ 2 mil. Barbosa não estava lotado na cidade na época de “Pelado” e por isso não tinha informações sobre o registro nem explicação sobre o pescador não ter sido denunciado pelo Ministério Público ao término do inquérito.

O delegado da Polícia Civil em Atalaia do Norte, Alex Perez, disse à Agência Pública que “existe um inquérito instaurado em Benjamin Constant no qual ele [“Pelado”] inicialmente tinha sido indiciado por apreensão de cartuchos”. “Mas não sei o motivo pelo qual ele não foi incluído no relatório final do delegado ou do gestor de lá. E juntamente com o promotor fomos analisar. Só que no relatório final ele [“Pelado”] não entrou… não foi ratificado o indiciamento. Mas ele foi [sim] investigado por participação nessa situação.”

O advogado Hurigel Bruno de Araújo, que defendeu “Pelado” na prisão em flagrante, disse que atuou até a soltura do pescador e não se recorda de detalhes do processo. Afirmou que “não gostaria de comentar o conteúdo do processo” por “questões profissionais”, mas reconheceu que o processo é público.

“Faz tanto tempo que não me lembro mais desse caso. Fui chamado para socorrer ele no flagrante e ele foi posto em liberdade e desde esse dia eu não vi mais ele, não tive mais contato. Eu trabalho em Tabatinga e ele mora em Atalaia do Norte, salvo engano, numa comunidade, e não tive mais contato.”

“Na realidade [não] me chamaram nem para advogar para ele, foi para advogar para uma outra pessoa e ele estava lá, pediu ajuda. Não foi especificamente para ele. Eu tomei pé da situação lá, mas não era exclusivamente para ele, não, entendeu? Envolvia outras pessoas que foram presas e ele estava lá no flagrante”, disse o advogado.

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Fonte: IG Nacional

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Caso Henry: Monique será transferida para batalhão prisional da PM

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Monique chega à 16ª DP, na Barra da Tijuca
Fábio Rossi/RJ – 29.06.2022

Monique chega à 16ª DP, na Barra da Tijuca

Monique Medeiros da Costa e Silva, que foi levada para a 16ª DP (Barra da Tijuca) na noite desta quarta-feira, dia 29, será transferida, nesta manhã, para o Batalhão Especial Prisional (BEP) da Polícia Militar, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O mandado de prisão preventiva contra ela foi expedido pela juíza Elizabeth Machado Louro , do II Tribunal do Júri, que seguiu uma decisão unânime de desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Os magistrados admitiram um recurso do Ministério Público contra a soltura da professora – ré em um processo com o ex-namorado, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho, pela morte do filho dela, Henry Borel Medeiros.

No fim da tarde de ontem, o relator da ação, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, comunicou a Elizabeth acerca do teor do acórdão. “Considerando que estranhamente não foi expedido alvará de soltura, e sim “ordem de liberação” para endereço sigiloso, determina-se a imediata expedição de ofício para que a magistrada de piso providencie a captura incontinente da recorrida e sua recondução à enxovia, com determinação para acautelamento no BEP feminino”, escreveu, em ofício.

Durante a sessão, Joaquim atacou os argumentos de Elizabeth acerca da concessão de liberade de Monique. Para o desembargador, o fato de ela estar em local sigiloso faz com que não possa haver fiscalização pelo Ministério Público, assim como dificulta que o Estado possa assegurar sua integridade. O magistrado destacou ainda haver o que classificou como uma “quimera jurídica” no caso, por não poder se confundir prisão domiciliar com monitoração eletrônica, em uma situação tida como híbrida.

Joaquim analisou que, na decisão de Elizabeth, foi concedida liberdade sem determinação de alvará de soltura e que não houve comprovação das ameaças alegadas pela defesa de Monique para a concessão da medida. O magistrado lembrou também que a acusação a que a ré responde é por homicídio praticado com tortura, havendo, no caso, violência extremada, sendo um crime hediondo.

Em sua decisão, Elizabeth havia pontuado que se avaliou que “a manutenção da prisão em instituição estatal era o meio adequado de se prevenirem reações exacerbadas e incivilizadas contra a requerente, incompatíveis com o Estado de Direito”. Contudo, segundo ela, “multiplicaram-se as notícias de ameaças e violação do sossego” da professora dentro do ambiente carcerário. Ainda que essas denúncias “não tenham sido comprovadas, ganharam o fórum das discussões públicas na imprensa e nas mídias sociais, recrudescendo, ainda mais, as campanhas de ódio contra ela dirigidas”, acrescentou.

“Em contrapartida, episódio secundário — se comparado às ameaças de morte e de agressões no cárcere — e de cunho claramente sexista, mereceu atenção redobrada das autoridades custodiantes, ameaçando, inclusive, a avaliação do comportamento da ré Monique para fins de progressão de regime, de quem ainda nem sequer foi condenado”, prosseguiu a magistrada.

No início de março, a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou estar apurando a possível realização de “atos libidinosos” por parte da detenta com um advogado dentro do parlatório da cadeia. A denúncia teria partido de outras presas, que contaram que, durante uma visita à penitenciária, um dos profissionais que defendem Monique teria se masturbado enquanto ela exibia os seios.

“Resulta, pois, claro que o ambiente carcerário, no que concerne à acusada Monique, não favorece a garantia da ordem pública”, ponderou a juíza na decisão. “Diante de tais ponderações, acolho o pedido da defesa de Monique para substituir a prisão preventiva por monitoração eletrônica”, concluiu Elizabeth Louro Machado.

No recurso, o promotor Fábio Vieira pediu a reconsideração dos argumentos que levaram a revogação da prisão preventiva da professora e a converteu em domiciliar com monitoramento eletrônico. Entre as peças que ele elencou, estão a denúncia contra o ex-casal, a decisão da decretação da prisão preventiva deles, além dos depoimentos dos delegados Henrique Damasceno e Ana Carolina Lemos, que eram lotados na 16ª DP (Barra da Tijuca) e foram os responsáveis pela investigação que levou ao indiciamento de Monique e Jairinho por torturas e homicídio contra Henry.

Ao receber o pedido de revogação feito pelos advogados Thiago Minagé e Hugo Novais, que representam Monique, Fábio Vieira já havia opinado contrariamente ao pleito. Em sua manifestação, o promotor explicou que “os prazos processuais não são absolutos e devem ser avaliados de acordo com o princípio da razoabilidade, levando-se em consideração as peculiaridades de cada caso concreto”. O promotor ressaltou que, diante do reinterrogatório de Jairinho, a própria defesa da professora que ela fosse também interrogada novamente, não podendo então agora “se insurgir contra a dilação da instrução probatória quando a própria concorreu para isto”.

“Trata-se de fato gravíssimo, sendo certo que a acusada Monique, mãe da vítima de tenra idade, contando com apenas 4 anos de idade quando dos fatos, concorreu para a sua brutal morte”, frisou o promotor, citando ainda que ela, durante 11 ininterruptas horas, em 9 de fevereiro, “fez uso do seu interrogatório para exercer a sua autodefesa e ventilar a sua versão sobre os fatos, descabendo onerar o Estado pela estratégia defensiva adotada”.

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Fonte: IG Nacional

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