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Ciclone incomum chega ao Sul: ventos podem ultrapassar 100 km/h

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Ciclone incomum chega ao Sul: ventos podem ultrapassar 100 km/h
Reprodução/Zoom Earth

Ciclone incomum chega ao Sul: ventos podem ultrapassar 100 km/h

A Defesa Civil Nacional alertou para os riscos de um ciclone subtropical de trajetória incomum e rara intensidade que ganhou força e deve atingir o Rio Grande do Sul hoje e, depois, Santa Catarina. Classificado como Tempestade Subtropical “Yakecan”pelo Centro de Hidrografia da Marinha, o fenômeno virá acompanhado de rajadas de vento que poderão ter força de furação em alguns pontos, ultrapassando 100 km/h e gerando ondas de até seis metros. A Marinha monitora a situação e alerta navegantes.

As informações foram divulgadas ontem pelo site especializado em meteorologia MetSul, e confirmadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério do Desenvolvimento Regional, em entrevista coletiva à imprensa na noite de ontem. A situação está em aviso laranja, que estipula rajadas de vento de até 100 km/h, com possibilidade de aumento da velocidade, alcançando a categoria vermelha entre a tarde e a noite.

“Todo mundo fica assustado com o nome “ciclone”. Mas, antes de qualquer coisa, quero deixar claro que toda frente fria tem um ciclone extratropical associado. Essa em específico passou o ciclone extratropical junto com a frente, só que ele se desprendeu dela. Isso faz que com ele mude de categoria e se vire ciclone subtropical, porque está no extremo Sul do Rio Grande do Sul”, explica a coordenadora de Meteorologia do Inmet, Marcia Seabra.

Segundo o o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Miguel Ivan, esse ciclone “pode ser algo parecido com 2004”, numa referência ao furacão que atingiu Santa Catarina, que registrou ventos de 180 km/h. Não se descarta que o ciclone permaneça em alto-mar.

Projeções metereológicas indicam que pode cair neve na serra gaúcha e no extremo sul do Paraná, chegando a temperaturas negativas. Os ventos podem levar à queda de galhos.

“Pode causar destelhamento, queda de galhos e de postes. A orientação é que a população permaneça em casa, desligar a energia da tomada e fechar janelas quando houve rajadas mais fortes”, afirmou diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do MDR, Armin Braun.

Além disso, a recomendação é que a população contate a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros pelos números 197 e 193 em caso de risco. A Marinha, que classificou o evento como “tempestade tropical”, monitora a situação e alerta navegantes.

Em nota, a MetSul apontou que trata-se de uma situação de perigo elevado e risco à população, com alta probabilidade de danos a serviços públicos como água e energia. Moradores de municípios do Sul e do Leste do Rio Grande do Sul devem enfrentar várias horas seguidas de vento muito forte a intenso com rajadas violentas.

“Alguns modelos meteorológicos chegam a indicar ventos de 130 km/h. As rajadas avançam do Sul para Santa Catarina também com ventos acima de 100 km/h. A perspectiva é de dois dias ventosos, com transtornos e sensação de frio muito forte. Esse fenômeno tem informações surpreendentes, então o ideal é acompanhar as atualizações”, explica a meteorologista do MetSul, Estael Sias.

Para esta semana, a Marinha do Brasil alertou aos pescadores, esportistas e navegantes que consultem informações nos canais da instituição antes de entrarem no mar. Em alto-mar, a previsão é de ondas de três a seis metros.

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Justiça de SP condena mulher que roubava vítimas conhecidas no Tinder

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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas
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Mulher marcava encontros via Tinder e roubava as vítimas

Uma mulher foi condenada por roubar homens com os quais marcava encontros por meio de aplicativos de relacionamento . De acordo com a decisão da 2ª Vara Criminal (São Carlos) do Tribunal de Justiça de São Paulo, Maria Angélica Macedo da Silva recebeu uma pena de mais de 19 anos de prisão em regime fechado após praticar o golpe contra pelo menos três vítimas.

Os crimes teriam ocorrido no início do ano passado, quando ela criou uma conta no Tinder, conheceu um homem e marcou um encontro com ele. Durante o passeio, ela disse estar armada e que pertencia a uma facção criminosa. 

O homem, então, entregou a carteira, mas conseguiu fugir da abordagem durante um momento de distração da acusada, logo após ela pedir senhas dos cartões.

A vítima, no entanto, ainda foi atingida com um golpe de faca no braço. Além dele, outros dois homens foram alvos do mesmo golpe praticado por Maria Angélica. Também por meio de redes sociais de relacionamento, ela conseguiu marcar encontros com cada um deles.


Em ambas as ocasiões, o carro ele em que eles estavam eram interceptados por comparsas da acusada, que levavam os pertences. Nos dois casos, as vítimas também conseguiram fugir e ajudaram na identificação da acusada na delegacia.

“O reexame do acervo coligido traduz inequívoca convicção quanto ao acerto do desate condenatório, já que Maria Angélica foi reconhecida por três vítimas distintas como a pessoa que, após atrai-las, subtraiu, ou tentou subtrair, bens e valores que lhes pertenciam”, diz trecho da decisão, proferida pela desembargadora Claudia Fonseca Fannucchi.

Em sua defesa, Maria Angélica “negou as imputações, alegando que, no momento dos fatos, estava em casa” e “afirmou que não conhece as vítimas e não possui telefone celular, ou conta no aplicativo ‘Tinder’”, reiterando, em juízo, que tinha apenas um perfil no Facebook e que “ficava em casa em isolamento”, versão considerada “frágil” pelo tribunal.

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Fonte: IG Nacional

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Unesp investiga acusações de assédio contra professor

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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio
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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) instaurou nesta segunda-feira, 4, uma sindicância administrativa para apurar as acusações de assédio sexual feitas por estudantes contra Marcelo Magalhães Bulhões , professor adjunto da instituição.

Em nota, a universidade disse que “não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, e informou que o prazo para a conclusão da sindicância é de 60 dias, mas com a possibilidade do processo ser prorrogado pelo mesmo período.

Na última sexta-feira, 1º de julho, Bulhões foi alvo de uma manifestação feita por estudantes do câmpus de Bauru, interior de São Paulo. Elas afirmam ter sido vítimas de assédio sexual cometido pelo docente.

As jovens exibiram banners com fotos das conversas que o professor supostamente teve com as alunas via e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagens. Nos diálogos, Marcelo chegava afirmar estar interessado em ter relações sexuais com as estudantes – “a verdade é que o nosso desejo não passa”, teria dito ele em uma das mensagens enviadas.

“A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) repudia toda e qualquer prática de assédio. A atual gestão, iniciada em 2021, não poupará esforços para apurar e punir eventuais culpados”, se manifestou a universidade.

“Nesta segunda-feira, 4 de julho, foi instaurada uma sindicância administrativa para análise e identificação de responsabilidades O prazo para conclusão da sindicância é de 60 dias, prorrogável por igual período mediante justificativa fundamentada.”

No mesmo comunicado, a Unesp afirmou que a investigação foi aberta em decorrência dos protestos da semana passada, e informou ainda que a medida faz parte do protocolo da instituição para o atendimento às vítimas de violência sexual identificadas pela ouvidoria da universidade.

Em 2017, uma sindicância também foi aberta para investigar as condutas de Marcelo. O processo, porém, foi arquivado no ano seguinte. Apesar disso, ele foi afastado do curso de Jornalismo e realocado para lecionar na graduação de Relações Públicas.

Professor nega as acusações

Marcelo Magalhães Bulhões negou na semana passada as acusações e afirmou ser vítima de calúnia por parte das estudantes. Por meio de nota, ele afirma que nunca “houve indício concreto” de já ter praticado assédio ao longo dos 28 anos em que leciona na universidade.

“Foi com estarrecimento que fiquei sabendo que cartazes foram afixados no câmpus com teor acusatório a mim. Estou ainda chocado.”, disse o docente na semana passada. “Entendo que legítimas e importantes demandas da atualidade – luta contra o racismo, movimento feminista – têm produzido uma mobilização de empatia diante de causas importantes. Nesse caso, todavia, estou sendo vítima de calúnia, cuja propagação em tempos digitais é implacável”, acrescentou.

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Fonte: IG Nacional

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