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Chuvas em Pernambuco deixam 7 mortos e 516 desalojados em 4 dias

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Chuva provoca deslizamento em Pernambuco
Reprodução/Twitter

Chuva provoca deslizamento em Pernambuco

Sob alerta de grande perigo, na classificação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado de  Pernambuco soma sete mortes em deslizamentos nos últimos quatro dias. A última aconteceu neste sábado após as tempestades que começaram na noite desta sexta-feira.

Desta vez, um jovem de 18 anos morreu soterrado após o deslizamento de uma barreira no Córrego do Jenipapo, na Zona Norte do Recife . O corpo do jovem foi encontrado por volta das 9h pelo Corpo de Bombeiros. O nome dele era Claudemir Barbosa. O acidente ocorreu na Rua Padre Antônio Prado.

Em Olinda, três pessoas morreram por conta de deslizamentos de barreiras, sendo uma no Córrego do Abacate e duas no Córrego do Abacaxi, no bairro de Águas Compridas. Além deles, um motociclista que tentou atravessar um alagamento em Peixinhos acabou sendo arrastado pela correnteza e faleceu.

Já em Jaboatão dos Guararapes, um homem que tentava resgatar um animal de estimação também acabou tragado pela correnteza e seu corpo foi encontrado no bairro da Muribeca.

A sétima vítima também foi na cidade de Recife, em Sítio dos Pintos, vítima de um deslizamento, segundo o governo de Pernambuco.

A Central de Operações da Codecipe recebeu dos municípios o registro de 516 pessoas desalojadas e 249 desabrigadas.

Em Abreu e Lima, há 16 pessoas desabrigadas e seis desalojadas. No Cabo de Santo Agostinho são 18 desalojados e em Camaragibe, 28. Jaboatão dos Guararapes contabiliza 92 desabrigados e 332 desalojados. Olinda tem 141 pessoas desabrigadas; São José da Coroa Grande registra 70 pessoas desalojadas; em Xexéu são 60 e, em Escada, há duas pessoas na mesma situação.

Previsão

O Inmet divulgou na manhã deste sábado que há o risco de chuvas superiores a 60 mm/h e que podem passar até de 100 mm/dia. “Grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco”, apontou o relatório.

Até as 6h da manhã deste sábado, 20 municípios registraram precipitações acima de 100 mm. Entre eles, Recife (209 mm), Jaboatão dos Guararapes (215 mm) e São Lourenço da Mata (200,2 mm). Itapissuma foi a cidade com maior notificação, atingindo 318 mm.

As equipes da da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado de Pernambuco (Codecipe) e do Corpo de Bombeiros foram reforçadas na Mata Sul, com a instalação de uma base remota em Palmares.

Avanço da chuva

De acordo com o Climatempo, novas áreas de instabilidade avançaram do mar para o leste do Nordeste levando muita chuva para outras capitais. A situação é de alerta para muita chuva entre Natal e Maceió.

Além de Pernambuco, também há alerta alerta para chuva forte e volumosa, com risco de alagamentos e deslizamentos de terra, no litoral do Rio Grande do Norte, no leste da Paraíba, e em Alagoas. Também pode chover forte no litoral sul da Bahia e vários locais da faixa litorânea entre o Ceará e o Maranhão.

Segundo dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em 6 horas, entre 20h40 do dia 27 e 02h40 do dia 28 de maio choveu 140,2 mm em Itapissuma, 104,2 mm em Abreu de Lima, 102,5 mm em Araçoiaba, 97,2 mm na Ilha de Itamaracá, 91,1 mm em Ferreiros. Recife/Dois Unidos acumulou cerca de 63 mm neste período

A previsão é de mais chuva sobre o leste do Nordeste durante este domingo. Há condições para chuva no litoral e no interior de toda a faixa entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, além do nordeste e leste da Bahia, Ceará, norte do Piauí e centro-norte e oeste do Maranhão

Porém, o alerta especial é para muita chuva neste domingo no litoral de Alagoas e de Pernambuco. As capitais Aracaju e Recife podem ter mais transtornos com a chuva.

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Dom e Bruno: PF descarta envolvimento de suspeito que se entregou

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Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira
Divulgação

Suspeito de participar de morte de Dom e Bruno se entregou em SP na quinta-feira

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que não há indícios de que Gabriel Pereira Dantas, que se entregou voluntariamente à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira , tenha envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips. A informação é da Agência Brasil.

Ele afirmou ter participado das mortes e teve sua prisão temporária requerida pela Polícia Civil, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, indeferiu o pedido.

“Ainda na data de ontem, a referida pessoa foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado. Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, detalhou a PF, em nota à imprensa.

Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Ele alegou ter pilotado o barco usado pelos suspeitos no crime. No fim da tarde de quinta-feira, ele havia sido transferido para o 77º Distrito Policial para a Polícia Federal.


Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

Dantas alegou à polícia que havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. Na nota, a PF afirma que as investigações do caso prosseguem.

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A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que não há indícios de que Gabriel Pereira Dantas, que se entregou voluntariamente à Polícia Civil de São Paulo na última quinta-feira, tenha envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips. A informação é da Agência Brasil.

Ele afirmou ter participado das mortes e teve sua prisão temporária requerida pela Polícia Civil, mas a Justiça de Atalaia do Norte (AM), que está à frente do caso, indeferiu o pedido.

“Ainda na data de ontem, a referida pessoa foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado. Ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado dos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”, detalhou a PF, em nota à imprensa.

Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.

Ele alegou ter pilotado o barco usado pelos suspeitos no crime. No fim da tarde de quinta-feira, ele havia sido transferido para o 77º Distrito Policial para a Polícia Federal.

Bruno e Dom viajaram para o Vale do Javari, entre as cidades de Atalaia do Norte e Guajará, na tríplice fronteira Brasil, Peru e Colômbia, quando desapareceram no dia 5 de junho. A área possui 8,5 milhões de hectares demarcados, sendo a segunda maior terra indígena do país – a primeira é a Yanomami, com 9,4 milhões de hectares.

Segundo a Polícia Federal, a dupla foi perseguida por pescadores ilegais e assassinados. As vítimas teriam sido mortas a tiros e os corpos, esquartejados e enterrados. Três homens foram presos por suspeita de participação no crime:

Dantas alegou à polícia que havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. Na nota, a PF afirma que as investigações do caso prosseguem.

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