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Chuvas em Pernambuco: Bombeiros seguem buscas por desaparecidos

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Vista aérea mostra deslizamentos de terra causados por fortes chuvas na comunidade Jardim Monte Verde, em Recife
Diego Nigro/Prefeitura do Recife/Divulgação – 30.05.2022

Vista aérea mostra deslizamentos de terra causados por fortes chuvas na comunidade Jardim Monte Verde, em Recife

O Corpo de Bombeiros de Pernambuco segue nas buscas por  desaparecidos em decorrência das fortes chuvas que atingiram o estado ao longo da última semana.  Até o momento, já foram confirmadas 84 mortes, 56 desaparecidos e outras 3.957 pessoas estão desabrigadas, segundo o governo do estado.

Neste domingo, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) anunciou “estado de observação” válido até esta segunda devido à possibilidade de novas pancadas de chuva até esta segunda, nas regiões Metropolitana, Mata Sul e Mata Norte. Segundo o comunicado, a “previsão indica redução gradual do nível, para chuvas moderadas, mas ainda persistente em algumas regiões que já estão em condição de risco”. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), informou que, ao todo, 14 municípios decretaram situação de emergência: Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Goiana, Jaboatão dos Guararapes, Macaparana, Moreno, Nazaré, Olinda, Paudalho, Paulista, Recife, São José da Coroa Grande, São Vicente Ferrer e Timbauba.

O governador do estado também anunciou a liberação de R$ 100 milhões para municípios afetados pelas chuvas, destinando a verba para a realização do trabalho de buscas e obras urgentes de infraestrutura, e já estará à disposição nesta semana.

“Sabemos que essas primeiras horas são muito difíceis, os primeiros socorros. [a prioridade] É atuar efetivamente nas ações. Conversei com todos os prefeitos justamente para elaborarem um plano de trabalho para saber quais as ações que vão precisar do apoio do estado nesse momento”, afirmou.

Segundo o governo do estado, 56 pessoas seguem desaparecidas até a tarde deste domingo, com outras 3.957 desabrigadas. O secretário executivo de Defesa Civil de Pernambuco, Leonardo Rodrigues, afirmou que o cenário é “histórico” devido ao porte dos estragos causados ao Grande Recife.

“A área de risco, hoje, está concentrada na região de Jardim Monte Verde, no limite entre o Recife e Jaboatão. [Mas] Toda a região litorânea do estado está com um grau elevado de risco geológico, inclusive recebemos o alerta e estamos alertando todo sistema municipal. Diante do acumulado de chuvas, principalmente nas áreas de morro, há um risco muito alto para deslizamento”, destacou.

A Prefeitura de Recife intensificou a campanha Recife Solidário e montou três pontos para angariar doações e cestas básicas. As contribuições podem ser até este domingo, das 9h às 12h e das 14 às 17h. Os locais de apoio são: a sede da Prefeitura, no Cais do Apolo; Sítio da Trindade, em Casa Amarela; e Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. Ainda em Recife, há iniciativas como Gris solidário, Armazém do campo, SOS Ibura, Grupo Pão e Tinta e outras promovidas por associações de moradores. Em Olinda, as principais são em Peixinhos e Passarinho. Já em Paulista, a Rede COPPA (Coletivos Populares de Paulista) capitaneia as arrecadações.

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Briga e pedido de ajuda: o que antecedeu morte de irmã por policial

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Rhayna morreu após ser baleada por irmã policial militar
Reprodução

Rhayna morreu após ser baleada por irmã policial militar

Agressões à mãe e a uma irmã grávida; bebida alcoólica em excesso; ofensas, luta corporal e tiros que resultaram na morte de outra irmã. Assim foram as  últimas horas antes do crime que destroçou a família da policial militar Rhaillayne Oliveira de Mello.  A agente matou com um tiro no peito a comerciante Rhayana Mello, de 23 anos, na madrugada do último sábado.

Segundo depoimentos prestados pelo marido da policial, Leonardo de Paiva Barbosa, e o cunhado dela, Gabriel de Souza Motta, na 73ª DP (Neves) a que  O GLOBO teve acesso, os desentendimentos começaram já na noite anterior.

Confusão em festa Por volta das 20h30 da última sexta-feira, Rhaillayne saiu de casa para uma festa de família onde encontraria as irmãs, Rhayana e Thaillayne, e a mãe, Patrícia. Leonardo de Paiva Barbosa, marido da policial há cerca de um ano e meio, não foi ao encontro. Segundo ele, discussões e ofensas entre elas não eram incomuns, mas não agressões físicas. O principal motivo dos desentendimentos seria a cobrança por uma proximidade maior entre os parentes.

O início das brigas A briga aconteceu quando a família voltava para casa depois da festa de uma tia, na sexta-feira, em um carro de aplicativo. Rhaillayne, que andava nervosa e sem paciência segundo o próprio marido, considerou o motorista suspeito, e foi repreendida por Patrícia e Thaillayne, que não gostaram de sua postura. 

Rhayana, que tinha saído mais cedo da festa para ir a um bar com Gabriel de Souza Motta, cunhado e pai da filha de Thaillayne. Eles ficaram sabendo da briga por mensagem instantânea, que só exibe a foto uma única vez. Na imagem, dava para ver marcas de arranhões em Thaillayne, que estaria grávida. Apesar dos relatos, eles continuaram no bar, bebendo. 

Rhayana, que tinha saído mais cedo da festa para ir a um bar com Gabriel de Souza Motta, cunhado e pai da filha de Thaillayne. Eles ficaram sabendo da briga por mensagem instantânea, que só exibe a foto uma única vez. Na imagem, dava para ver marcas de arranhões em Thaillayne, que estaria grávida. Apesar dos relatos, eles continuaram no bar, bebendo.  

Rota dos bares Rhayana e Gabriel estavam num bar quando Rhaillayne mandou uma mensagem convidando os dois para um segundo bar, o Nando´s Beer and Joy, na Rua Jaime Figueiredo, popularmente conhecida com “rua da caminhada”.

De acordo com o depoimento de Gabriel à polícia, Rhaillayne já estava no lugar bebendo sozinha quando eles chegaram. Ela mostrava “sinais de que estaria sob efeito de álcool”. Gabriel disse ainda que por várias vezes Rhaillayne tentou intimidá-lo e fez questão de deixar claro que estava armada.

Arma do crime Leonardo afirmou à polícia que estava dormindo, por volta das 3h, quando Rhaillayne chegou em casa, foi até o quarto e pegou algo que ele não soube dizer o que era. Sem falar nada, a policial saiu de casa novamente; Leonardo disse ter voltado a dormir.

Quarenta e oito minutos depois, o soldado contou ter recebido um telefonema da mãe de Rhaillayne, dizendo que a PM, muito nervosa, havia discutido com ela e com outra irmã. Leonardo se levantou para procurar a arma da esposa, uma Glock calibre ponto 40, que pertence à PM e estava acautelada com Rhaillayne. E não encontrou a arma.

Pedido de ajuda Por volta das 4h, Leonardo recebeu uma ligação de Thaillayne, preocupada com a irmã que estaria “extremamente nervosa”. Na ligação, ela pediu que o cunhado ligasse para o pai delas, Wallace Carvalho de Mello. A pedido dele, meia hora depois, o policial saiu em busca da mulher pelos bares da região.

Rhayana teria dado o endereço do bar ao cunhado, que chegou lá às 4h45. Já no bar, ele constatou que Rhaillayne estava armada e tentou convence-la a voltar para casa, sem sucesso. Leonardo foi até a casa da sogra, por onde ficou por uma hora antes de voltar para casa, às 6h.

Momentos de tensão Rhayana disse ao cunhado que manteria distância de Rhaillayne para evitar conflitos. Mas por volta das 7h55, ela ligou novamente para Leandro pedindo ajuda. Desta vez, ela disse que a irmã estava “transtornada e alcoolizada em via pública”, no posto Camarão, na Rua Francisco Portela. Leonardo chegou ao endereço às 8h10 e encontrou a mulher com “claros sinais de embriaguez” mas que, ainda assim, continuava a beber, acompanhada de Gabriel e de Rhayana. Ele teria tentado apaziguar a situação, que já era tensa entre as irmãs. Mas logo a situação saiu de controle, e elas começaram um embate físico.

Última parada Com o bar já fechado, Rhaillayne tentou ir ao banheiro. Impedida pelos funcionários e pelo dono do lugar, ela teria feito um disparo para o alto. Foi quando eles foram para um posto de gasolina próximo. Incomodada com o comportamento de Rhaillayne, Rhayana ligou para Leonardo para que viesse buscar a irmã. As duas teriam se desentendido e começado a discussão.

Quando Leonardo chegou, disse que tentou acalmar os ânimos, mas a briga só piorou. Foi quando Rhaillayne deu um soco na cabeça da irmã, que revidou. A força do golpe fez com que Rhaillayne perdesse o equilíbrio e caísse no chão.

Ao se levantar, a PM sacou a pistola da cintura e fez disparos em direção a irmã. Dos cinco tiros, um atingiu Rhayana tórax. Rhaillayne tentou socorrer a irmã, que sangrou até morrer no posto de gasolina antes de o socorro chegar. De acordo com o laudo de necropsia, a causa da morte foi hemorragia interna, lesões pulmonar e vascular provocadas por ferida penetrante no tórax.

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Fonte: IG Nacional

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Presidente e vice do STF assumem plantão no recesso de julho

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Crise entre Poderes enfraquece imagens das instituições
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Crise entre Poderes enfraquece imagens das instituições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, dividirá com a vice-presidente, ministra Rosa Weber, a atuação durante o plantão de julho durante o recesso das atividades. A ministra Rosa Weber vai responder pela Presidência da Corte entre os dias 2 e 15 deste mês, ficando responsável pela análise das questões urgentes que chegarem ao Tribunal nesse período. Luiz Fux comanda o plantão entre 16 e 31 de julho.

De acordo com o artigo 13, inciso VII, do Regimento Interno do STF, cabe ao presidente decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias. Mas, como vem acontecendo em outros períodos recentes de recesso, alguns ministros têm manifestado interesse em permanecer trabalhando durante o período.

A ministra Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski comunicaram à Presidência que continuarão exercendo suas funções jurisdicionais neste mês.

Prazos processuais ficam suspensos no STF durante mês de julho

Os prazos incidentes sobre processos em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF) serão suspensos entre os dias 2 e 31 de julho, em razão das férias dos ministros. A medida foi estabelecida pela Portaria 109/2002, assinada pelo diretor-geral do Tribunal, Edmundo Veras. Com isso, os prazos processuais que se iniciam ou se encerram nesse período ficam automaticamente prorrogados para o dia 1º de agosto, primeiro dia útil subsequente.

Nesse período, conforme previsão regimental, cabe à Presidência a decisão de casos urgentes. O atendimento ao público externo e o expediente na Secretaria do Tribunal serão das 13h às 18h. 

Com informações do Supremo Tribunal Federal*

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Fonte: IG Nacional

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