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Opinião

CHRISTIANE BRANDÃO – Sua empresa está preparada para um futuro sustentável?

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Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS e as práticas ESG “Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança) estão fortemente conectados. Se as organizações trabalharem para implantá-las corretamente, isso contribuirá para que essas metas mundiais sejam alcançadas. Sua empresa já apoia esses objetivos para um futuro mais sustentável?

Neste mês em que os grandes líderes globais participaram da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 26 da Dinamarca e Escócia, é importante levar a mensagem do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) de que as empresas têm papel essencial no cumprimento da Agenda 2030 e que esta deve ser uma meta “de todos nós”:

Desenvolver soluções para desafios globais, redefinir seu sucesso com base em propósito e promover uma liderança centrada no ser humano. Temos uma década de ações em que “todos podemos gerar impactos positivos nas nossas atividades, basta um olhar atento e uma análise cuidadosa de cada decisão de negócio”, como bem ensinou Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil Energia.

“Somente por meio da parceria com empresas poderemos efetivamente enfrentar a crise climática, as desigualdades, o racismo sistêmico, a confiança decrescente nas instituições e outros desafios antigos que a pandemia intensificou”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Isso quer dizer que as empresas precisam ampliar sua visão de negócio. Não é mais apenas uma questão de gerar “lucro”, mas desenvolver ações que promovam o bem-estar social e impactem positivamente o mundo. Os 17 ODS passam pela erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar, educação de qualidade, igualdade de gênero, água limpa e saneamento.

Também pela energia limpa e acessível, trabalho de decente e crescimento econômico, inovação e infraestrutura, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, ação contra a mudança global do clima, conservação e uso sustentável dos oceanos, paz, justiça e instituições eficazes, bem como de parcerias e meios de implementação desses objetivos.

O Brasil pode ser protagonista em relação às soluções baseadas na natureza, já que apresenta a maior biodiversidade e a maior floresta do planeta. E Mato Grosso, além de ser o maior produtor mundial em diversas commodities (soja, algodão, carne, milho, etc), possui hoje mais de 62% do seu patrimônio natural conservado, mas, deve avançar na implementação das outras metas, para ser exemplo em outras áreas.

Desenvolvimento sustentável significa “não deixar nenhum cidadão para trás”, portanto, não combina com miséria, desemprego, trabalho degradante, consumo irresponsável, poluição e assoreamento dos nossos rios e córregos. Quando iríamos imaginar uma crise hídrica nas proporções que vivemos este ano, em que o Rio Paraguai, no Pantanal, chegou ao seu menor nível em 50 anos?

Infelizmente, estamos aprendendo da pior forma que os recursos naturais não são “infinitos” e que impactam a vida e a economia. Com a pandemia, houve mudança muito rápida na mentalidade da sociedade, que tem a expectativa de que as organizações tenham um propósito atrelado ao seu papel social.

Uma pesquisa recente feita pela Pacto Global no Brasil mostrou que mais de 90% dos consumidores acham entre “muito importante” e “importante” as empresas terem um propósito que abranja contribuição social, solidariedade, defesa de causas importantes, cuidado com as comunidades e o meio ambiente.

A decisão de compra da população já sofre influência de quesitos como comportamento ético, tratamento dos funcionários, autenticidade, diversidade e inclusão, impacto ambiental em toda linha de produção da empresa e a afinidade com os valores. O desafio é compreender como isso afeta o seu negócio e o entorno e incluir o quanto antes os ODS na sua estratégia, porque isso é se preparar para o futuro.

Cristhiane Brandão, Conselheira de Administração em Formação, Consultora em Governança & Especialista em Empresas Familiares. Sócia fundadora da Brandão Governança, Conexão e Pessoas 

 

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Opinião

ANDERSON NOGUEIRA – Tecnologia como aliada dos pets

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Um tema que comumente aparece nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem como pedido de ajuda é quanto ao desaparecimento de animais domésticos. Os pets se perdem por inúmeros fatores, incluindo incidente na hora do tutor sair de casa, falta de dispositivos de segurança adequados ou até mesmo em um ato de violência, a exemplo roubo ou furto.

Quem já teve um animal desaparecido conhece o tamanho do desespero. Isso porque, não importa o tamanho do engajamento para localizar o pet, há casos em que não há solução.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o Brasil tem mais de 30 milhões de animais nas ruas, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Dentro desta estatística somam-se os que nasceram nas ruas e, boa parte deles, foi abandonada ou se perdeu e nunca mais foi encontrada pelos tutores.

Uma das maneiras de evitar o sumiço do animal é colocar a identificação na coleira do pet. E para isso, a tecnologia é uma aliada. Em Cuiabá, já tem disponível esta ferramenta, por meio da Tag QR Code, que serve como localizador do animal.

Por meio desta ferramenta é possível inserir dados do pet (nome e informações vacinais) e do dono (contato telefônico). A coleira especial serve para cães e gatos e o encaixe da coleira é seguro e não sai com facilidade.

De posse do registro do tutor e do pet, a coleira está apta para marcar a geolocalização do animal (informações geográficas) e, em caso de desaparecimento, o proprietário é notificado se alguém acessou informações contidas na ferramenta. Todo o histórico da saúde do animal, consultas, vacina, cirurgia, dentre outras informações, ficam registrados na ferramenta.

A leitura da Tag de QR Code pode ser feita por qualquer dispositivo apto para esta tecnologia. E o melhor de tudo, essa ferramenta é acessível e proporciona mais segurança para os animais e os tutores.

Anderson Nogueira é médico veterinário há mais de 15 anos e atende na Clínica Veterinária Mato Grosso. 

 

 

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Opinião

VANESSA MORAES – O que favorece minha saúde auditiva?

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Alguns hábitos que envolvem a saúde auditiva são mais simples do que podemos imaginar. Porém, eles devem ser diários!

Seguem alguns para já colocarmos em prática desde já:

– Monitore os volumes dos sons da TV, da música, nunca deixando as pessoas ao seu redor escutar o som de seus fones. Limite o tempo de uso, quanto maior o volume, menor deverá ser  tempo de exposição;

-Faça a limpeza correta de seus ouvidos: com o dedo e uma toalha. O uso de cotonete é indicado para limpeza do nariz;

– Utilize protetor de som quando tiver que se expor a ambientes com ruídos excessivos. Isso até pode ser considerado um exagero, mas até mesmo uma exposição esporádica pode matar a célula auditiva;

-Faça os tratamentos adequadamente para infecções, otites, gripes até o final. Quando mal curadas podem levar a perda auditiva e também a outras complicações;

-Evite ficar muito tempo ao telefone, não somente pela intensidade do som, como também pelas ondas eletromagnéticas emitidas pelo aparelho que causam risco à saúde;

-Realize consultas periódicas com um otorrinolaringologista. Desconforto como zumbido e diminuição da audição merecem uma avaliação mais precisa.

-Alimente-se de forma saudável de 4 a 6 vezes por dia e evite o excesso de cafeína e alimentos muito doces ou muito salgados. Tome bastante água e pratique atividade física regularmente. As vitaminas B12, B9, A, C e E encontradas em alimentos saudáveis são essenciais para a manutenção da acuidade auditiva;

-Rejeite medicamentos sem prescrição. Alguns são prejudiciais e seu uso indiscriminado pode levar a perda auditiva irreversível como também ser nocivo à saúde do corpo em geral;

-Tenha momentos de silêncio. Possibilite descanso aos seus ouvidos. O ideal é que esses “repousos sonoros” sejam feitos de 1 a 2 vezes por dia.

As lesões auditivas ocorrem de maneira lenta e gradual e muitas vezes podem ser irreversíveis. Por isso, ao menor sintoma, faça um exame de audição.

Vanessa Moraes é audiologista – @fonovanessamoraes

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