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Chove no Rio há quase 24 horas; cidade está em estágio de atenção

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Agência Brasil

Chuvas Rio
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Cidade entrou em estado de atenção às 8h15.

Chove no Rio há quase 24 horas e a cidade se transformou em vários bolsões d’água em bairros das zonas norte, sul e oeste. Devido ao volume de chuva, a cidade entrou em estágio de atenção às 8h15. De acordo com o Sistema Alerta Rio da prefeitura, “em alguns bairros choveu em um dia o esperado para o mês inteiro”.

Em áreas de risco, devido a grande quantidade de chuva, a Defesa Civil municipal acionou 28 sirenes de alerta em 13 comunidades com alto risco de deslizamento, entre elas, a Rocinha, na zona sul, além do Salgueiro, Sumaré e Borel, na área do Maciço da Tijuca, que acumulou o maior volume de chuva.

O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco, e significa que uma ou mais ocorrências impactam a cidade e afetam a rotina de parte dos moradores.

Os registros nas estações pluviométricas do Alto da Boa Vista e da Grota Funda apontam que choveu em apenas um dia mais do que o esperado para todo o mês. A média histórica para a estação do Alto da Boa Vista é de 148,4 milímetros (mm), e nas últimas 24 horas, o acúmulo chegou a 248,4 mm. Na Grota Funda, que tem média histórica de 107,3 mm, choveu nas últimas 24 horas 181,8 mm.

O Alto da Boa Vista foi interditado ao trânsito. Às 14h foi atingido um dos parâmetros de fechamento da via, definidos pelo Instituto de Geotécnica do Rio (GeoRio), de 250 mm de chuva em 24 horas. BRTO serviço expresso de ônibus do sistema de transporte rápido foi normalizado por volta das 15h. Devido ao alagamento das pistas, o trecho entre as estações Santa Veridiana e o bairro de Santa Cruz, no corredor Transoeste, ficou fechado por cerca de 3 horas. Já os intervalos dos ônibus expressos que ligam Santa Cruz ao terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, ainda estão em processo de normalização, trafegando com atraso.

AtendimentosA Defesa Civil municipal recebeu 56 chamados pelo canal 199, desde as 21h de ontem (21). Foram 20 ocorrências por ameaça ou desabamento de estrutura; 18 para imóveis com rachadura e infiltração; 13 por ameaça ou deslizamento de encosta; duas por queda de muro ou revestimento externo; uma por ameaça de rolamento de pedra; e outras duas de caráter preventivo.

De acordo com o órgão, os bairros mais atendidos são Tijuca, Itanhangá, Alto da Boa Vista, Campo Grande, Bangu, Guaratiba, Freguesia, Bonsucesso, Vargem Grande e Paciência. Além das vistorias, técnicos do órgão estão de prontidão no Centro de Operações Rio (COR) para atender os casos de emergência.

Os principais pontos de alagamento na zona oeste são as comunidades de Rio das Pedras e Muzema, com alagamento de casas e comércio. Há também o alagamento do Jardim Maravilha, em Guaratiba, e o transbordamento do Canal do Rio Morto, na Estrada Vereador Alceu de Carvalho, que liga o Recreio dos Bandeirantes ao bairro da Vargem Grande.

Ressaca do mar

De acordo com o Centro de Hidrografia da Marinha, o mar está de ressaca, com ondas que podem atingir a orla com até três metros de altura. O serviço indica também a presença de rajadas de vento forte.

Monitoramento

O Centro de Operações da prefeitura do Rio monitora os dados sobre a chuva. Segundo o Sistema Alerta Rio, um núcleo de chuva permanece estacionário no Maciço da Tijuca, mas começou a perder intensidade gradualmente, no início da tarde.

Limpeza

A Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) está com equipes em prontidão desde a noite de segunda-feira (21), atuando em ocorrências de bolsões de água e queda de árvores. O contingente é de 1.038 garis. As equipes foram acionadas para resolver 25 bolsões d’água, em diferentes pontos da cidade. Até o início da tarde, um já tinha sido concluído, 22 estavam em andamento e dois ainda dependiam do trabalho em equipe com outros órgãos. Houve até então 25 registros de quedas de árvores e grandes galhos, oito deles já com os serviços concluídos.

Trânsito

A Guarda Municipal do Rio atua com 144 agentes do Grupamento Especial de Trânsito, com apoio de 28 viaturas, na fiscalização do trânsito, em todas as regiões da cidade, para orientar motoristas e pedestres sobre a ocorrência de bolsões de água, quedas de árvore e de poste, alagamentos e semáforos apagados. Em ações de apoio à Defesa Civil, COR e demais órgãos, equipes da GM trabalham nos pontos mais atingidos, como Jardim Botânico, Catete, Glória, Botafogo e Avenida Niemeyer, na Zona Sul; Itanhangá, Barra da Tijuca e Avenida Burle Marx, em Guaratiba, na Zona Oeste. As demais unidades operacionais da Guarda Municipal também prestam apoio à população dentro de suas áreas de patrulhamento.

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Morre homem com 90% do corpo queimado em rompimento de caldeira

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Reprodução/Google Maps

Rompimento de caldeira aconteceu em Minas Gerais



Morreu, na noite de quarta-feira 21, Edilson da Silva, 47, que teve 90% do corpo queimado após ser atingido em uma explosão na siderúrgica Fergusete, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais . O caso ocorreu noite do dia anterior.


Segundo a siderúrgica, uma chapa – que sustentava a parede de um alto-forno, equipamento usado para derreter minério – teria se rompido e, permitindo que minério e carvão transbordassem e atingissem Edilson e outro funcionário, Fabiano Alves dos Santos Pereira, 36, que já recebeu alta do hospital.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) enviou fiscais, acompanhados de policiais militares, para avaliação dos danos causados pela explosão. A perícia da Polícia Civil também esteve no local, que passa por manutenção.

A siderúrgica Fergusete abriu uma sindicância para apurar o que aconteceu e informou que está prestando assistência às famílias das vítimas .

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Suplente do pai: Filho de Chico Rodrigues tem dívida de R$ 1 milhão com a União

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Filho Chico Rodrigues
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Filho Chico Rodrigues

O filho e suplente do senador Chico Rodrigues, o empresário Pedro Arthur Ferreira Rodrigues, que vai assumir a vaga do pai no Senado após ele ter sido afastado por ser flagrado com R$ 30 mil escondidos na cueca, tem uma dívida de R$ 1,1 milhão com a União, segundo dados da lista de devedores da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Além disso, uma das empresas da qual o filho do senador é sócio-administrador, a San Sebastian Construções, tem dívida de aproximadamente R$ 500 mil com a União, de acordo com os mesmos registros.

Por envolver dados com sigilo fiscal, a PGFN não apresenta detalhes sobre essas dívidas, que se referem à cobrança de tributos federais, seja por conta de autuações fiscais ou pela ausência do pagamento dos tributos.

Nas eleições de 2018, Pedro Rodrigues declarou à Justiça Eleitoral possuir bens no valor de R$ 70 mil. O patrimônio segundo a declaração seria um sítio no valor de R$ 20 mil e participações societárias em duas empresas, correspondendo a R$ 25 mil cada.

Apesar das dívidas, Pedro Rodrigues não é alvo da investigação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que mira o seu pai, sob suspeita de desvios em recursos da saúde destinados ao combate ao Covid-19.

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