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Chico Pinheiro é demitido da Globo após 32 anos

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Chico Pinheiro foi demitido da Globo nesta sexta-feira (29)
Erick Martins

Chico Pinheiro foi demitido da Globo nesta sexta-feira (29)


Chico Pinheiro está fora da Globo após 32 anos. A emissora segue em seu esquema de demissão de medalhões e veteranos e dispensou o apresentador do Bom Dia Brasil nesta sexta-feira (29). A direção do Jornalismo disparou um comunicado interno, que chateou muitos funcionários da casa.


“Depois de 51 anos de jornalismo diário, 32 deles na Globo, em comum acordo com a emissora, Chico decidiu deixar o dia a dia da vida de repórter, como ele faz questão de se definir. Pretende se dar um sabático e, mais adiante, se dedicar a atividades num ritmo mais espaçado”, diz um trecho da nota.

A saída de Chico era cogitada desde 2018, quando houve o vazamento de um áudio em que ele defendia o ex-presidente Lula e fazia diversas críticas ao então juiz Sérgio Moro (que foi taxado como incompetente em recente assembleia da ONU).

Com a pandemia, a Globo iniciou o processo de desligamento de seus jornalistas mais antigos, que pavimentaram a área na emissora, por conta do longo período em que ficaram afastados e recebendo seus altos salários. A emissora viu que a saída era cortar essa turma e investir em novos nomes, como tem feito desde 2020.

Leia o comunicado que Ali Kamel distribuiu internamente a todos os funcionários do Jornalismo da Globo:

Chico Pinheiro conquista de imediato o público em casa e seus colegas no trabalho com duas características marcantes: a língua afiada contra as mazelas do Brasil e uma simpatia contagiante. Este mineiro, cujo amor pelo jornalismo só encontra paralelo na paixão pelo Galo, não é mineiro. Nasceu em Santa Maria da Boca Monte, cidadezinha do Rio Grande do Sul. Mas foi criado em Minas Gerais, conquistou o coração dos paulistas e fez grandes amigos no Rio.

Para nossa sorte, desistiu do curso de engenharia na UFMG depois de quatro anos e se formou em jornalismo na PUC-MG em 1976 (mas já estagiava em redações desde 1971, primeiro no Diário de Minas e, depois, na sucursal mineira do ornal do Brasil).

Em 1977, veio para a Globo Minas como chefe de reportagem a convite de Eduardo Simbalista, com quem trabalhara no JB. Inquieto, foi para Navarra fazer uma pós-graduação e, na volta, tornou-se repórter em Belo Horizonte do Jornal Nacional. Fez entrevistas de que se orgulha: entre muitas, com Doutor Ulysses Guimarães e o então ministro da Justiça Ibrahim Abi-Ackel, essa última censurada pela ditadura militar.

A mudança para São Paulo foi em 1989 para apresentar o Jornal da Band, o carro-chefe da emissora. Lá foi premiado pela cobertura do impeachment de Fernando Collor e ancorou os principais telejornais da Band até 1995. O retorno à Globo, em 1996, foi como apresentador do Bom Dia São Paulo, com participação no Bom Dia Brasil, e os plantões na bancada do JN. Logo depois, Chico conquistou os corações paulistanos no SPTV – uma bancada onde brilhou por 13 anos.

Dessa época, se destaca a entrevista histórica com Niceia Pitta, ex-mulher do então prefeito Celso Pitta, sucessor de Paulo Maluf. Niceia revelou para Chico as entranhas do esquema de corrupção e pagamento de propina na prefeitura numa reportagem exibida num Globo Repórter especial sobre o caso.

Chico é sempre atento a causas sociais. Na Globo, desenvolveu o movimento “Sou da Paz”, pelo desarmamento, que se transformaria depois no instituto de mesmo nome com forte influência no que viria a ser o Estatuto do Desarmamento. É também conselheiro do movimento Todos Pela Educação e do Instituto Ayrton Senna.

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Graças ao trabalho no jornalismo comunitário da em SP, recebeu o título de Cidadão Honorário da capital paulista. Depois, foi agraciado com o de cidadão honorário de Águas de Lindóia, terra de sua mulher, a jornalista, Leda Rielli, nossa colega, terra onde pretende viver um dia.

Chico cobriu as visitas ao Brasil dos Papas João Paulo II, Bento XVI e seu xará Francisco. Dessa última, tenho uma lembrança muito afetuosa, pois fui testemunha do carinho que sempre teve pelo pai, seu Antônio, católico fervoroso que gostaria de receber uma benção de Francisco.

O Papa receberia convidados de pessoas ligados de alguma forma aos organizadores da Jornada da Juventude, que a Globo apoiou. Era tudo muito restrito, mas o empenho de Chico era tão comovente que consegui um convite para o seu Antônio. Ocorre que Chico estava preocupado com o bem-estar do pai, já idoso, que chegara muito cedo ao Palácio São Joaquim.

Apesar de saber que ele seria bem cuidado, Chico não conseguia descansar: queria estar por perto para cuidar do pai, algo quase impossível, mesmo para ele. De repente, quando olho para o lado, lá estava Chico, ao lado do pai. Como ele entrou? Ele gosta de dizer que fez como a água, que sempre encontra um caminho por onde passar.

Em sua trajetória, entrevistou grandes nomes das artes no Espaço Aberto da Globonews, como Dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Walmor Chagas, Nathalia Timberg e tantos talentos dos palcos. Dessa experiência, nasceu o Sarau, programa que é ainda hoje um dos maiores arquivos de gênios de nossa música, entrevistados com habilidade, elegância, deixando sempre o convidado se sentindo em casa.

A competência e a popularidade trouxeram Chico para o Rio em 2011, para assumir a bancada no Bom Dia Brasil. Chico já participava do programa entrando de São Paulo e passou a ancorar o telejornal, primeiro ao lado de Renata Vasconcellos e depois de Ana Paula Araújo. No Bom Dia, cobriu eleições presidenciais no Brasil, as manifestações de 2013, Copas, Olimpíadas, guerras, desastres e tudo mais que tenha sido notícia nesses onze anos.

Sem perder o sotaque mineiro nem o bom humor, Chico saúda o início das semanas com um entusiasmado “Coragem!”! E a chegada do fim de semana com “Graças a Deus, hoje é sexta-feira”. Este carisma transborda para a equipe, que sempre para, atenta a suas histórias.

Depois de 51 anos de jornalismo diário, 32 deles na Globo, em comum acordo com a emissora, Chico decidiu deixar o dia a dia da vida de repórter, como ele faz questão de se definir. Pretende se dar um sabático e, mais adiante, se dedicar a atividades num ritmo mais espaçado. E combinou comigo que esperaria o fim de mais uma brilhante transmissão do Carnaval, a que se dedica há vinte anos, para que esse anúncio fosse feito, numa sexta-feira.

Talvez para poder dizer com força o seu bordão, cuja origem, apesar do significado mais ligeiro, ele explicou assim, numa entrevista: “As pessoas me perguntam por que eu digo isso, me perguntam se eu não gosto de trabalhar. O motivo na verdade é outro. Na sexta, a gente cumpriu o dever, a gente navegou pela vida durante a semana, conhecendo coisas, aprendendo coisas e procurando melhorar. E sexta-feira, claro, é o começo de estar mais com os amigos, de estar mais relaxado e de se sentar à mesa para partilhar o que foi vivido durante a semana com o companheiro, aquele com quem como o pão, aqueles com quem divido a minha mesa. Essa alegria do encontro, em geral, acontece na sexta-feira”.

De nós, seus colegas e amigos, fica o reconhecimento de ter convivido na redação com um dos grandes jornalistas que a televisão brasileira já produziu e uma das pessoas “boa gente” com quem já compartilhamos histórias e experiências.

Entre mim e Chico fica carinho e amizade, e muitas sextas feiras por vir.

A ele, agradeço em nome da Globo por toda a contribuição que deu ao nosso jornalismo.

Ali Kamel

Fonte: IG GENTE

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Thaynara OG promove São João solteira pela 1ª vez e brinca sobre crush

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Thaynara OG promove São João solteira pela primeira vez
Divulgação

Thaynara OG promove São João solteira pela primeira vez


Uma festa para 500 convidados. A maioria deles famosos em todo o Brasil. Uma noite de festa com transmissão ao vivo, atrações musicais, muita comida típica, folcore regional, doações e… Crushes! Sim, porque festa que é festa tem que ter clima de paquera. Ás voltas com mais um São João da Thay, em São Luis do Maranhão, Thaynara OG tem um olho no trabalho e outro na barraca do beijo.

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A influenciadora promove o arraial pela primeira vez estando solteira. Nos anos anteriores (inclusive no que foi numa live por conta da pandemia), ela estava namorando. O último relacionamento de Thaynara foi com o cantor Gustavo Mioto, com quem terminou, após muitas idas e vindas, em outubro do ano passado.

“Na noite da festa mesmo eu mal tenho tempo de respirar. Fico muito ocupada recebendo as pessoas, fazendo a transmissão ao vivo do palco, checo tudo, então minha concentração e foco são totalmente ali. Mas, no dia seguinte, depois que levo algumas pessoas para os Lençóis Maranhenses, eu relaxo. É claro que na lista tem umas paqueras. Se o crush paga uma passagem cara dessas para vir até aqui é porque está querendo de verdade, né?”, brinca ela.

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O São João da Thay começa nesta terça-feira, 28, na capital maranhense e todo lucro será destinado ao Unicef, da qual Thaynara é uma das embaixadoras. “Este vai ser o maior São João que já fizemos. Tenho mil pessoas envolvidas na produção, que me ajudam em tudo e filtram muitos dos problemas que chegariam até mim. Eu sei tudo o que está acontecendo, mas delego as funções a cada líder. Senão ficaria maluca”, enumera ela, que pede sempre que o dinheiro arrecadado vá para instituições do próprio estado: “É minha forma de retribuir essa confiança toda”.

A festa vai contar com shows de Alcione, Juliette, Gloria Groove, Zé Felipe, Felipe Araújo, Fabricia Almeida e Preta Gil, madrinha da festa.


Fonte: IG GENTE

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Brasileiro vendeu as portas de casa para ir a show de Anitta

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A cantora se apresentou no Rock in Rio Lisboa neste domingo (26)
Reprodução/Instagram

A cantora se apresentou no Rock in Rio Lisboa neste domingo (26)


Diego Máximo brinca que é ele quem paga todos os preenchimentos de botox de Anitta. O brasileiro da cidade de Cascavel, no Paraná, já foi a 37 shows da cantora e se autointitula o fã número um da carioca. Mais recentemente, ele encontrou uma solução inusitada para conseguir pagar uma dívida gerada pela compra de um ingresso: vendeu todas as portas de casa.

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— Esqueci de parcelar a compra do ingresso e precisei dessa solução para quitar o que eu estava devendo. Meu apartamento continua sem portas em todos os cômodos — explica ele, aos risos, admitindo que acumulou dívidas para assistir ao show da Anitta no Rock in Rio Lisboa, neste domingo (26). — Sempre dou um jeito de pagar. Vim a Portugal só para ver esse show. Comprei o ingresso em 2020! Na primeira vez que vi Anitta, larguei meu pai internado no hospital. Para mim, isso não é custo. É investimento. Saio daqui com uma energia vibrante. É algo fantástico!


Anitta é a artista que mais atrai espectadores ao Rock in Rio Lisboa no mesmo dia em que o Post Malone encerra a versão portuguesa do festival como principal atração da noite. No país lusitano, a funkeira é um fenômeno popular. As músicas estão entre as mais tocadas nas rádios, e o estilo da cantora e de suas bailarinas passou a ser reproduzido nas ruas entre os jovens, com maquiagens coloridas, shorts curtos e tops com tecido rasgado.

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— Anitta hoje é a base do que consumimos culturalmente por aqui — conta Barbara Ponto, de 15 anos, da cidade de Braga, e que foi ao festival ao lado da irmã Maria João, de 24. — Conhecemos Anitta desde o “Show das poderosas”. Ela fala a nossa língua, em todos os sentidos.

Tania Santos, de 30 anos, percorreu cem quilômetros, de Torres Novas a Lisboa, para ver a funkeira de pertinho pela primeira vez. Ela cobriu parte do rosto com purpurina em homenagem a Anitta.

— A gente se inspira no visual dela, claro — afirma a portuguesa. — Há um boom de Anitta em Portugal. Viemos ao Rock in Rio Lisboa só para vê-la. A gente gosta da fome dela de dançar, cantar e curtir a vida de um jeito livre, sabe?

A moçambicana Natália Monteiro, de 24, reforça o discurso:

— Anitta parece fazer o que ela quer sem se importar com o que os outros vão pensar. É mais ou menos isso o que eu também quero pra mim — exalta a fã, com look inspirado na ídolo.

O brasileiro Rafael Camargo, de 22, diz que é um “Anitter sem vergonha”. Ele chegou cedo ao evento para conseguir um lugar próximo à grade e ver a funkeira de pertinho. Aliás, todas as pessoas à beira do palco são fãs de Anitta. Não à toa, a organização do evento coloca músicas da cantora entre os demais shows para fazer uma espécie de “esquenta” até que a funkeira suba ao palco, às 21h do horário local (às 17h do horário de Brasília — a apresentação será transmitida ao vivo no Tik Tok).

— Ela levou o nosso país para o exterior. E fez o funk ser respeitado! — diz Camargo, brasileiro que vive em Portugal há quatro anos — Nem vi se meus amigos iam comprar ingresso e já saí comprando. Comprei em 2019, antes da pandemia.

Gustavo Peruzzo, de 25 anos, criou uma fantasia em homenagem à cantora, com referência ao álbum Girl from Rio”, lançado em 2021. O capixaba de Vitória celebra o fato de se a cantora ter levado um astral brasileiro ao evento:

— Anitta é a brasileira que mais quebra barreiras hoje. E foi assim que ela se tornou a primeira a chegar onde ninguém conseguiu chegar.

Marco Dias, de 20 anos, fez uma camisa em homenagem à cantora, celebrando o fato de o hit “Envolver” ter chegado ao primeiro lugar do Top 50 Global no Spotify, neste ano.

— Ouvir Anitta me desperta o meu lado mais gay — brinca ele. — É alguém que valoriza a liberdade.

Fonte: IG GENTE

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