Conteúdo/ODOC - O vereador por Cuiabá Chico 2000 foi afastado do cargo por 60 dias por determinação judicial, após se tornar alvo de sua terceira operação policial. Mesmo fora das atividades no parlamento municipal, ele continuará recebendo o salário mensal de R$ 35.209,32, conforme informações disponíveis no Portal da Transparência.
A decisão também atinge dois servidores comissionados ligados ao vereador e ao ex-parlamentar Mário Nadaf, que tiveram as funções públicas suspensas. A medida foi confirmada pelo procurador legislativo da Câmara Municipal, Eustáquio Neto, após o cumprimento de mandados de busca e apreensão no gabinete de Chico 2000.
“A decisão tramita em sigilo, mas fomos oficialmente comunicados do afastamento do vereador por 60 dias. A Câmara irá cumprir imediatamente. Quanto à remuneração, será adotado o mesmo entendimento aplicado em decisões anteriores, com a manutenção do salário neste momento”, afirmou o procurador nesta terça-feira (27).
Este é o segundo afastamento de Chico 2000 do cargo. Em 2024, ele ficou seis meses fora da Câmara em decorrência da Operação Perfídia, que investigava um suposto esquema de propina envolvendo a votação de projetos legislativos. À época, a Justiça entendeu que o afastamento tinha caráter cautelar, e não punitivo, mantendo o pagamento da remuneração com base no princípio da presunção de inocência.
O novo afastamento decorre da Operação Gorjeta, que apura um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao município de Cuiabá, à Câmara Municipal e à Secretaria Municipal de Esportes. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção.
Segundo a polícia, o grupo investigado teria direcionado recursos públicos a um instituto e a uma empresa, com parte dos valores retornando ao vereador responsável pela indicação das emendas. Além de Chico 2000, outras cinco pessoas também foram alvo da operação e afastadas de suas funções.
Ainda no âmbito da investigação, a Justiça impôs medidas cautelares a seis investigados, como a proibição de contato entre eles e com testemunhas, a restrição de acesso aos prédios da Câmara Municipal e da Secretaria Municipal de Esportes, a vedação de saída da comarca e a entrega de passaportes.
Além da Operação Gorjeta e da Perfídia, Chico 2000 também foi alvo da Polícia Federal em junho de 2025, na Operação Rescaldo, que apurou a suspeita de compra de votos. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca em sua residência e em endereços ligados a uma servidora apontada como próxima ao vereador.
Alvos da operação:
- Chico 2000
- João Nery Chiroli
- Rubens Vuolo Júnior
- Joaci Conceição Silva
- Alex Jony Silva
- Magali Gayba Felismino Chiroli