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Chevrolet Tracker e Renault Captur ficam lado a lado. Qual vence?

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Caue Lira/iG

Chevrolet Tracker e Renault Captur nas versões bem equipadas ainda têm atrativos para quem quer um SUV compacto

Eles não são estão no topo de lista dos SUVs compactos mais vendidos e prestes a receberem mudanças, mas têm lá suas qualidades. Antes que passem por uma reforma, Chevrolet Tracker Midnight (R$ 106.290) e Renault Captur Intense (R$ 97.340 com todos os opcionais) se enfrentam em versões com uma boa lista de equipamentos.

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De um lado, o Chevrolet Tracker, cuja nova geração será bem diferente da atual e passará a ser fabricada no Brasil e não no México, como é hoje. Do outro, o Captur nacional, diferente do europeu, uma vez que é feito sobre a mesma base do Duster, o que o deixou um pouco maior e menos sofisticado. Logo de cara, temos uma diferença de quase R$ 10 mil a menos a favor do modelo da Renault, mesmo com tudo o que pode ter de equipamentos.

Isso já mostra que o Tracker Midnight tem uma dose de sofisticação maior que o rival da marca francesa. Nessa versão especial, toda pintada de preto (inclusive os logos da Chevrolet), o carro vem com rodas de aro 18, teto solar elétrico, alerta para ponto cego, entre outros itens, o que acaba deixando o preço mais alto. Mas será que esse capricho faz diferença no dia a dia?

Não, aliás, as rodas de aro 18 podem ter um visual legal, mas em piso mal conservado e ao passar por obstáculos urbanos, como valetas e lombadas, os pneus 215/55R 18, de perfil baixo, junto com o acerto da suspensão, acabam causando alguns solavancos, o que prejudica um pouco o conforto. No Captur, sente-se que o carro tem mais capacidade de absorver as irregularidades do piso. 

Em contrapartida, não apenas pela suavidade da suspensão e dos pneus mais altos (215/60R 17), mas também pelo conjunto mecânico pacato, o lado esportivo do Renault é bem menos acentuado que no GM, que vem com motor 1.4 turbo, com injeção direta, capaz de gerar nada desprezíveis 153 cv e bons 24,5 kgfm de torque a menos 2.000 rpm. O problema é que o câmbio automático de seis marchas do GM não acompanha todo esse ânimo.

As trocas sequenciais podem ser feitas apenas por um pequeno botão na própria alavanca, o que desestimula bastante seu uso. E a calibragem é mais voltada para sempre jogar marchas mais longas, priorizando a economia de combustível, o que o deixa um tanto hesitante no dia a dia. Portanto, faltou um casamento melhor do motor potente com o câmbio no SUV da GM . Mesmo assim, o Tracker é mais ágil que o Captur.

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A diferença de desempenho é clara entre os dois SUVs. O Chevrolet pode acelerar de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos ante 13,1 s do Renault, com máxima de 198 km/h, contra 169 km/h do Captur. Está aí principal diferença entre os dois, o que faz a balança pender mais a favor do modelo da marca americana. O rival também muda bastante na nova  geração, mas na Europa. No Brasil,  o Captur ainda não tem previsão de grandes mudanças. Apenas o Duster é que terá novidades, a partir do ano que vem.

Ok, o Captur anda bem menos que o Tracker, mas o consumo do GM deveria ser maior, certo? Errado, o SUV da Chevrolet consegue gastar praticamente a mesma coisa que o rival. Conforme dados do Inmetro, o SUV da marca americana faz  10,6 km/l de gasolina na cidade e 11,7 km/l na estrada, ante 10,5 km/l e 11,6 km/l do Renault, respectivamente. Além disso, o GM consegue ter mais autonomia pelo tanque um pouco maior (53 litros, atre 50 l do rival).

 Chevrolet Tracker ou Renault Captur?

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Caue Lira/iG

Chevrolet Tracker tem conjunto mais eficiente, mas não tem o mesmo espaço e conforto do rival da Renault

Se o câmbio do Tracker não acompanha o fôlego do motor 1.4 turbo, no Captur o CVT é quase dormente. Se acionar o modo Eco (para conter o consumo, que deveria ser bem menor), então, o carro fica bastante lento. É preciso mesmo ter cautela nas ultrapassagens ao volante do Renault, que tem apenas 16,2 kgfm de torque em altos 4.000 rpm.

O Renault agrada não apenas por ser mais em conta, mas por ter um pacote interessante na versão mais equipada Intense. Mesmo acrescentando todos os opcionais, o Captur ainda fica mais barato que o Tracker Midnight. Equipado até os dentes, o modelo da marca francesa vem com caprichados bancos revestidos de couro, central multimídia com GPS embutido, câmera de ré, retrovisores externos com rebatimento automático, pintura de dois tons, entre outros itens. 

Na questão do espaço interno, o Captur também fica na frente do Tracker. Pode levar cinco ocupantes com mais conforto e um volume maior de bagagem. O Renault tem entre-eixos bem maior (2,67 metros, ante 2,55 m do GM). Além disso, vem com porta-malas de 437 litros, contra apenas 306 litros do Tracker, um SUV mais competente na parte dinâmica e que consegue ser eficiente no consumo, mas que fica um pouco apertado para famílias de quatro ou cinco pessoas.

Conclusão

 Se for precisar mesmo de espaço e não ligar muito para a questão do desempenho, o Captur 1.6 topo de linha consegue atender melhor, com um pacote de equipamentos bem equilibrado e certo capricho no acabamento.

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Mas, se a família for pequena e quiser um carro mais descolado e com conjunto mecânico mais eficiente, vá de Chevrolet Tracker, apesar do preço mais salgado. Porém, vale lembrar, novamente, que o carro mudará por completo em 2020 com a chegada da nova geração, feita sobre a mesma base do novo Onix. 

Ficha técnica  :

Chevrolet Tracker Midnight 1.4 turbo  
Preço: a partir de R$ 106.290 
Motor: 1.4, quatro cilindros,turbo, flex 
Potência (cv): 153 (E)/ 150 (G) a 5.200 rpm  
Torque (kgfm): 24,5 (E) / 24 (G) a 2.000 rpm  
Transmissão: automática, seis marchas, tração dianteira  
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / Eixo de torção (traseira)  
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)  
Pneus: 215/55 R18  
Dimensões: 4,26 m (comprimento) / 1,78 m (largura) / 1,68 m (altura), 2,56 m (entre-eixos)  
Tanque: 53 litros  
Porta-malas: 306 litros  
Consumo etanol: 7,3 km/l (cidade) / 8,2 km/l (estrada)  
Consumo gasolina: 10,6 km/l (cidade) / 11,7 km/l (estrada)

0 a 100 km/h: 9,4 segundos 

Velocidade máxima: 198 km/h

Ficha técnica

Renault Captur Intense 1.6 CVT  
Preço: a partir de R$ 91.090 (R$ 97.390, completo) 
Motor: 1.6, quatro cilindros, flex  
Potência: 120 cv (E) / 118 cv (G) a 5.550 rpm  
Torque: 16,2 kgfm a 4.200 rpm  
Transmissão: Automático, CVT, tração dianteira  
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / eixo de torção (traseira)  
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / tambores (traseiros)  
Pneus: 215/60 R17  
Dimensões: 4,33 m (comprimento) / 1,81 m (largura) / 1,62 m (altura), 2,67 m (entre-eixos)  
Tanque: 50 litros  
Porta-malas: 437 litros  
Consumo gasolina: 10,5 km/l (cidade) / 11,7 km/l (estrada)  

Consumo etanol:    7,2 km/l (cidade) / 8,1 km/l (estrada)

0 a 100 km/h: 13,1 segundos  
Velocidade máxima: 169 km/h

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Conheça os novos elétricos da Volkswagen, como o novo VW ID.3

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A Volkswagen começa a entrega do modelo hatch ID.3 elétrico para consumidores europeus com una meta de 70 mil veículos/ano

A Volkswagen está prestes a iniciar as entregas do hatch VW ID.3 e, ao mesmo tempo, vai iniciar a produção do SUV IID.4 na Europa. São dois dos principais modelos da nova linha VW desenvolvida especialmente para serem elétricos. E devem ser os principais veículos eletrificados que poderão ser lançados pela empresa no Brasil a partir de 2022.

O VW ID.3 Pro-Performance, principal versão, está equipado com uma bateria de 58 kWh e sistema de tração traseira com 200 cv de potência. O modelo terá outras duas opções de baterias: 46 kWh ou 77 kWh, sempre com motor de 200 cv. A autonomia pode variar entre 330, 420 e 550 quilômetros, conforme a bateria. De acordo com a marca, é possível realizar em 30 minutos uma recarga para rodar aproximadamente 290 quilômetros.

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O CEO da VW, Herbert Driess, na foto com a filha, testou o ID.3 numa viagem de férias da Alemanha para a Itália

A montadora alemã vai produzir cerca de 70.000 veículos elétricos ID.3 este ano. Em julho, a VW entregou 150 carros elétricos ID.3 aos funcionários para um teste de resistência final antes da remessa aos clientes. Um dos testes foi realizado pelo presidente mundial da VW, Herbert Driess, que aproveitou o modelo ID3 para uma viagem de férias à Itália.

Agora, as atenções da montadora voltam-se também para o VW ID.4 , o futuro SUV elétrico da Volkswagen. Os seus dados já confirmados indicam a velocidade de 160 km/h, utilizando um motor elétrico de aproximadamente 200 cv de potência. O carro é capaz de rodar até 500 km com apenas uma carga.

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O SUV elétrico ID.4 terá sua produção iniciada neste segundo semestre na Europa para entrega no início de 2021

As suas dimensões mostram que ele mede: 4,59 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,63 de altura e tem entre-eixos de 2,76 m. A título de comparação, ele será um pouco maior que o Nivus, o mais recente lançamento da marca no segmento de utilitários esportivos.

O ID.4 terá também uma versão com tração integral no modelo chamado ID.Crozz. Será equipado com dois motores elétricos, sendo um para cada eixo, que vão possibilitar 302 cv e chegar a uma velocidade máxima de 180 km/h.

Os dois carros elétricos são os primeiros modelos com a nova linguagem de design da Volkswagen. Sem a necessidade de ter grades para ventilação, a dianteira é marcada pelos faróis que remetem a dois “olhos”, que piscam quando o proprietário se aproxima do veículo com a chave.

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O ID.Cross será um crossover esportivo de alto desempenho da linha de elétricos da Volkswagen

A Volkswagen vive um momento importante: a construção da “Nova Volkswagen,” depois dos problemas enfrentados pela empresa nas emissões de poluentes de seus veículos diesel. “Essa mudança busca desenvolver produtos, soluções de mobilidade e novos negócios que definam tendências. A sigla ID representa um “rebranding” da marca”, diz a empresa.

A Volkswagen confirmou as vendas do VW ID.3 e do ID.4 na Europa, na China e nos Estados Unidos. Por ora, oficialmente ainda não anunciou os veículos na América Latina. Resta saber se as inovações tecnológicas, principalmente com dois veículos eletrificados chegarão de forma mais rápida para os consumidores brasileiro.

Fonte: IG CARROS

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Mercedes-Benz aumenta participação no mercado durante a pandemia

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Mercedes-Benz Sprinter 2020 na versão recém-apresentada para passageiros 19 + 1 vendida atualmente

Aquecido pelo desempenho do comércio eletrônico durante a pandemia do Covid-19, o mercado de vans no Brasil sofreu menos com a crise e surpreendeu até as montadoras. A Mercedes-Benz, que previa retração de até 40% do mercado, registrou até julho uma queda de 16% na comparação com o mesmo período de 2019.

Foram 5.320 unidades comercializadas nos sete meses de 2020, ante os 6.323 emplacamentos registrados até julho de 2019. Resultado melhor do que a média do segmento de vans, furgões e chassi até cinco toneladas (queda de 18% e vendas totais de 14.817 veículos) e que contribuiu para que a participação da Mercedes-Benz subisse de 34,8% para 35,6%.

“Chama a atenção a evolução do mercado nos últimos dois meses: em julho, houve crescimento de 30% com relação a junho e os primeiros dias de agosto mostram que o mercado continua neste ritmo de recuperação”, afirmou o diretor geral de vans da Mercedes-Benz, Jefferson Ferrarez, que destacou ainda que, além do comércio eletrônico, outro segmento que ganhou vendas neste período de crise sanitária foi o de ambulâncias.

Olhando para o mercado pós-pandemia, a Mercedes-Benz apresentou recentemente a Sprinter na nova configuração Van Passageiro 19+1 . Pensada para uso como veículo escolar e também nos aplicativos de transporte alternativo, a van leva 20 pessoas e é configurada como um microônibus, com a eliminação da porta corrediça lateral e o acesso à cabine sendo feito pela porta dianteira.

Equipada com um motor 2.2 biturbo diesel de 163 cv e 36,4 kgfm de 1.200 a 2.400 rpm e um câmbio mecânico de seis marchas, a Mercedes-Benz Sprinter traz em sua lista de equipamentos itens como controlador automático de velocidade de cruzeiro e monitor de fadiga, além da opção do sistema multimídia MBUX e volante multifuncional. Os preços partem de R$ 246.600.

Fonte: IG CARROS

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