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Internacional

Chanceleres da China e Japão conversam sobre guerra na Ucrânia

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão, Hayashi Yoshimasa, e da China, Wang Yi, conversaram online hoje (18) para discutir sobre o relacionamento entre os dois países e a situação na Ucrânia.

Hayashi salientou que a invasão da Ucrânia pela Rússia é uma clara violação do direito internacional. O chanceler pediu à China que desempenhe um papel de responsabilidade para a paz e estabilidade da comunidade internacional.

O ministro japonês também pediu cooperação para desenvolver relações bilaterais construtivas e estáveis, por 2022 marcar os 50 anos da normalização dos laços diplomáticos entre os dois países. O ministro expressou preocupação também com a crescente atividade marítima de Pequim nos mares da China Meridional e Oriental.

Foi a primeira conversação entre os ministros dos dois países desde que falaram por telefone em novembro do ano passado.

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Internacional

Boris Johnson renunciará ao cargo nesta quinta, diz imprensa britânica

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Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes

A imprensa britânica afirma que o primeiro-ministro Boris Johnson renunciará ao cargo. Uma série de meios de comunicação afirmam que ele entregará o posto nesta quinta-feira. A Sky, a BBC e o The Guardian informam que Johnson concordou em renunciar, o que dará fim a uma crise sem precedentes, marcada por escândalos e acusações de que o primeiro-ministro não tenha mais capacidades de gerir o país.

“Boris Johnson renunciará hoje como líder do Partido Conservador”, postou Chris Mason, editor político da BBC, no Twitter. Um porta-voz do primeiro-ministro informou que ele fará uma declaração à nação nesta quinta.

Desde terça-feira, uma onda de renúncias tomou o governo do Reino Unido, com mais de 40 demissões de ministros e secretários , forçando Johnson a ver seu poder por um fio em meio à crescente pressão para deixar o cargo. Mas a decisão de destituir nesta quarta-feira o ministro da Habitação, Michael Gove – seu braço direito na campanha de 2016 pelo Brexit –, mostrava que o líder conservador não pretendia cair sem lutar.

A série de renúncias teve como ponto de partida um escândalo sexual envolvendo Chris Pincher, então deputy chief whip do Partido Conservador no Parlamento: ele foi acusado de apalpar dois homens em um clube privado em Londres. Essa acusação causaram novos problemas para Johnson. O deputy chief whip é quem garante que parlamentares do partido votem conforme a orientação das lideranças da bancada

Pincher renunciou imediatamente. Ele havia sido nomeado por Johnson para o cargo em fevereiro passado. Depois da primeira acusação, a mídia britânica levantou outros seis casos sobre conduta sexual inapropriada envolvendo Pincher. Ele foi suspenso do Partido Conservador e pediu desculpas, garantindo que procura ajuda. Em julho, o governo afirmou Johnson não sabia de alegações contra Pincher antes de sua nomeação.

Pressão

Boris sobreviveu a um voto de desconfiança no Partido Conservador no começo de junho, conquistando 59% dos votos a seu favor. De acordo com as regras partidárias, quando sobrevivem a uma dessas votações, os líderes do partido não podem ter o cargo posto à prova de novo durante um ano.

Muitos conservadores pediram a mudança das normas internas do partido para acabar com essa imunidade. Uma reunião do grupo que decide as regras, chamado de Comissão 1922, estava marcada para as 13h de Brasília, mas foi adiada porque, segundo a imprensa britânica, alguns de seus membros consideravam a queda de Boris inevitável.

‘Partygate’

O premier britânico é confrontado desde o final de 2021 com o escândalo conhecido como “partygate”, marcado pela realização de festas na sede do governo durante os períodos de quarentena contra a Covid-19.

É também acusado de adotar posição leniente diante de denúncias de má conduta de aliados, como Chris Pincher, que nomeou como vice-chefe do governo no Parlamento. Além disso, o Reino Unido passa por um momento econômico difícil, com queda do PIB por dois trimestres neste ano, inflação alta e greves.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas no mundo em 2021, diz ONU

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Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021
Ansa

Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021

Um relatório divulgado pela  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (6 informou que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021.

O número aumentou cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19 – mais de 103 milhões de indivíduos entre 2019 e 2020 e 46 milhões no ano passado.

Segundo o estudo, o mundo está se afastando do objetivo de derrotar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição em todas as suas formas até 2030, quando é estimado que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda vão sofrer de fome.

Os números mostram um quadro desanimador. Depois de permanecer relativamente inalterada desde 2015, a proporção de pessoas afetadas pela fome saltou em 2020 e continuou a subir em 2021, chegando a 9,8% da população mundial. Isso se compara com 8% em 2019 e 9,3% em 2020.

Outro dado alarmante é o de que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo (29,3%) enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa em 2021 – 350 milhões a mais em comparação com antes da pandemia de Covid-19.

O documento aponta ainda que cerca de 924 milhões de pessoas (11,7% da população global) sofreram de insegurança alimentar em níveis severos, um aumento de 207 milhões em dois anos, enquanto que quase 3,1 bilhões de pessoas não podiam pagar uma dieta saudável em 2020, 112 milhões a mais do que em 2019.

O relatório também observa um aumento na disparidade de gênero em relação à insegurança alimentar. Em 2021, 31,9% das mulheres em todo o mundo estavam em risco moderado ou grave de fome, em comparação com 27,6% dos homens.

Estima-se que 45 milhões de crianças menores de cinco anos sofriam de baixo peso para a estatura, a forma mais mortal de desnutrição, o que aumenta o risco de morte em até 12 vezes na infância.


Além disso, 149 milhões de crianças menores de cinco anos sofreram atraso no crescimento e desenvolvimento devido à falta crônica de nutrientes essenciais em suas dietas, em comparação com 39 milhões de crianças com excesso de peso.

De acordo com o relatório, espera-se que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda passem fome em 2030, refletindo os efeitos da inflação nos preços dos alimentos decorrentes dos impactos econômicos da emergência sanitária.

O número é semelhante ao de 2015, quando o objetivo de combater a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição foi lançada até o final desta década, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O estudo é uma produção conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Brasil

Os dados também trazem números regionais e mostram que a prevalência de insegurança alimentar grave no Brasil aumentou de 3,9 milhões entre 2014 e 2016 para 15,4 milhões entre 2019 e 2021.

Já a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave em relação à população total aumentou de 37,5 milhões de pessoas (18,3%) entre 2014 e 2016, para 61,3 milhões de pessoas (28,9%) entre 2019 e 2021.

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Fonte: IG Mundo

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