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CGE desvenda diversos casos de corrupção contra o Estado e em dois anos, recupera R$ 900 milhões

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Embora a Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT), que neste mês de julho completou 40 anos de serviços prestados à administração estadual, tenha como principal vertente a prevenção, na última década o órgão desvendou vários casos de desvios de dinheiro público. “Não dá para coadunar com erros grosseiros, dolo ou má-fé”, diz o controlador-geral, Emerson Hideki Hayashida.

Um deles foi o caso conhecido como Rombo na Conta Única, que detectou um desvio de R$ 101 milhões, por meio do sistema BB PAG, do Banco do Brasil, entre 2003 e 2014. O esquema, em que servidores e terceirizados da Secretaria de Fazenda (Sefaz) forjavam pagamentos a funcionários e empresas fantasma embolsando o dinheiro, foi desarticulado pela Operação Vespeiro. No total, 41 pessoas físicas e 12 pessoas jurídicas receberam pagamentos irregulares.

Outro caso desvendado foi o escândalo das Cartas de Crédito, deflagrado, em 2011, com a Operação Cartas Marcadas, que causou um rombo aos cofres estaduais de quase R$ 500 milhões, por meio de pagamentos superfaturados. Na época, foram expedidos 14 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, em Mato Grosso e São Paulo.

A fraude originou no pagamento em certidões de créditos a um grupo de agentes da Administração Fazendária (AAFs), resultado de um acordo trabalhista entre Governo do Estado e a categoria, em 2008. Deveriam ser expedidas duas certidões de créditos, mas foram emitidas sete, das quais apenas três foram destinadas aos servidores. As quatro restantes foram retiradas na antiga Secretaria de Estado de Administração (SAD) por representantes legais constituídos pela categoria, sem que os verdadeiros beneficiários soubessem.

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Já o “Escândalo dos Maquinários”, se refere a irregularidades em licitações realizadas em 2009. Foram feitos pregões para a compra de 705 máquinas pesadas, num total de R$ 241 milhões, que seriam distribuídas aos 141 municípios do Estado, pelo Programa “MT 100% Equipado”. O desvio foi de R$ 44 milhões, resultado de cobrança indevida do ICMS. Além disso, o Governo do Estado pagou à vista por uma compra a prazo, com juros. Onze pessoas foram indiciadas, entre elas dois ex-secretários de Estado.

Em novembro do ano passado, o juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou 12 pessoas processadas no caso. A soma das penas imposta aos réus ultrapassa 70 anos de prisão. Os agentes públicos distribuíram a aquisição entre todas as concessionárias de caminhões/máquinas e revendedores instalados na grande Cuiabá para evitar resistências aos certames e garantir o pagamento da propina.

Entre 2008 e 2013, o Governo de Mato Grosso fez 1.205 depósitos referentes a salários para servidores inativos, aposentados ou mortos, num total de R$ 14,71 milhões. A auditoria, feita entre maio e junho de 2013, detectou que, em algumas situações, o salário continuou sendo pago até 20 meses após a morte do servidor ou beneficiário

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Os valores eram transferidos indevidamente para as contas bancárias destes servidores que já tinham morrido, conforme levantamento da Auditoria-Geral do Estado (AGE).

Por outro lado, nos últimos dois anos, ao menos R$ 900 milhões, entre ressarcimento e multas, foram recuperados de empresas envolvidas em atos de corrupção. A ação foi possível graças a celebração de acordos de leniência, em parceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Ministério Público Estadual (MPE). Além disso, cerca de 180 empresas respondem a processos por violações à Lei Anticorrupção (Lei Federal 12.846), de 2013.

Segundo o titular da CGE-MT, o enquadramento de pessoas jurídicas é uma das principais frentes de trabalho do órgão. A atuação da CGE nesta área já rendeu, inclusive, acordos de leniência, em parceria com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Ministério Público Estadual (MPE). Emerson Hayashida destaca que a Lei Anticorrupção fomentou a implementação de procedimentos internos como forma de prevenção, detecção e repressão à corrupção.

“É uma excepcional ferramenta de gestão e controle interno, cujos benefícios são capazes de revolucionar a cultura organizacional de determinada empresa e, ao mesmo tempo, instituir um novo paradigma de relacionamento entre os setores público e privado, pautado pela ética, transparência e no prevalecimento do interesse público”, concluiu.

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Presidente da AL debate solução para ‘Cota Zero’ ouvindo comunidades de Santo Antônio de Leverger e região

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Discussão segue em outras cidades nos próximos dias. Nesta segunda (26) será em Barão de Melgaço, na Colônia Z-5 de Pescadores

Preocupados com o futuro da pesca que sustenta milhares de famílias em Mato Grosso, os pescadores e comerciantes do segmento superlotaram a Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger, na noite desta quinta-feira (22), na audiência pública requerida pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), que pontuou questões importantes do Projeto de Lei 668/2019, aposto à Mensagem 107/2019 que dispõe sobre a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca, regula as atividades pesqueiras e dá outras providências.

Um dos entraves, conforme o segmento, se refere à proibição do abate e transporte de peixes nos rios pelo período de cinco anos, também chamada de ‘Cota Zero’. Satisfeito com a participação maciça da população na audiência, o presidente Botelho informou que a proposta deverá sofrer alterações, após análise sobre os impactos que provocará, resultando num substitutivo para análise das comissões e do Plenário. Novas discussões seguem em outras cidades nos próximos dias. Nesta segunda (26) será em Barão de Melgaço, na Colônia Z-5 de Pescadores.

“Estamos tentando procurar o melhor caminho. E a Assembleia está fazendo isso buscando sugestões. Pois, não podemos simplesmente aprovar um projeto como esse e desprezar a necessidade das pessoas que vivem aqui, que vivem do peixe, que são pescadores profissionais que passam noites e noites pescando para sustentar suas famílias. Precisamos achar uma solução e por isso as audiências públicas para ampla discussão”, afirmou Botelho.

Para Lindemberg Gomes, presidente da Colônia de Pescadores de Acorizal e ex-presidente da Federação de Pescadores de Mato Grosso, o projeto não condiz com a realidade dos municípios. “Essa mensagem do governo veio de maneira indigesta. É totalmente nociva ao segmento pesqueiro amador e profissional. No artigo 18 por exemplo proíbe o transporte, armazenamento e a comercialização. Aí pergunto à sociedade: como o pescador vai capturar o peixe se não pode vender? Então, praticamente engessa a pesca. Outro ponto crucial é a questão do amador. Hoje pode pescar cinco quilos, mais um exemplar. Temos que estudar uma forma para dar condições do amador continuar indo pescar. Não podemos descarregar a culpa da falta de peixe aos pescadores. Temos vários fatores que contribuem para isso, como a construção de usina hidrelétrica; degradação do meio ambiente; agrotóxicos e esgoto a céu aberto”, destacou.

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Aos 67 anos de idade, o morador de Santo Antônio de Leverger, João Batista está preocupado com a situação. Pescador desde os 12 anos, explicou que essa atividade é a única fonte de renda. “Com esse projeto o que vai acontecer com os ribeirinhos? Uma catástrofe! Já não consigo mais dormir de tão preocupado. Como vamos sobreviver? Nesta audiência queremos fechar com chave de ouro para que os deputados nos apoiem e vejam nosso desespero, nosso clamor”, lamentou o trabalhador, que tem cinco filhos.

Autor de um substitutivo ao projeto, o deputado Eliseu Nascimento, saiu em defesa dos trabalhadores da pesca. “Tratar o pescador como predador é uma vergonha!”, definiu.

O presidente da Câmara Municipal de Santo Antônio, Dudu Moreira, que solicitou a Botelho a audiência, reforçou a necessidade de um substitutivo que atenda o setor. “Temos que sensibilizar os deputados para que façam um substitutivo nessa lei porque temos nossos pescadores, o que vão fazer se essa é a profissão deles? Então, se for aprovar, pelo menos é preciso pagar o seguro defeso a eles durante os cinco anos. Verificar o impacto econômico nos municípios. Não vi falar nada nesse projeto sobre tratamento de esgoto, captação de lixo nos rios e fiscalização. Se for aprovado da forma como está, o impacto negativo será muito grande em Mato Grosso”, alertou Dudu Moreira.

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O prefeito Valdir Pereira de Castro Filho, popular Valdirzinho, a iniciativa da Assembleia de ouvir a população é importante para melhorar a proposta. “Estou vendo uma Assembleia bem operante, vindo ouvir os anseios da sociedade. Parabenizo o presidente Botelho pela audiência pública. E somos radicalmente contra essa lei que vai deixar mais de 500 desempregados, extinguindo a pesca profissional. Sabemos que é o sustento de muitas casas. Temos que ter cuidado e pensar alternativas, pois nosso município vive do turismo da pesca, que fatalmente afetará o comércio também”, finalizou.

PONTOS SUGERIDOS – Em seu discurso, o presidente Botelho destacou alguns pontos sugeridos para melhorar o projeto, alertando sobre o forte impacto econômico. Dentre as sugestões, citou a da Associação dos Lojistas de Caça e Pesca de Mato Grosso, por exemplo, através de nota sugere outras alternativas tais como ROTATIVIDADE DE ESPÉCIES,  como foi feito com o dourado, mas que requer estudos e tempo; a de compra de alevinos de pequenos piscicultores para serem soltos de forma perene e constante das espécies nativas degradadas; destinação do dinheiro das multas ambientais e das carteiras de pesca amadora para compra de equipamentos para a polícia ambiental se equipar melhor e intensificar a fiscalização, bem como aumentar o efetivo e controlar o aumento de jacarés, um dos maiores predadores de cardumes de peixe.

“É um tema bastante complexo. Temos que analisar todas estas vertentes. Mas como é de nosso costume, a Assembleia legislativa do estado de Mato Grosso não foge de sua responsabilidade que é trazer os temas de interesse social para ser debatido, discutido junto à comunidade. Assim vamos priorizando a democracia e construindo soluções que atendam se não todos pelo menos parte importante da sociedade”, discursou o presidente.

Também participaram representantes de associações, empresários, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro e vereadores.

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Incentivos fiscais: novos tempos!

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Mato Grosso manteve os mecanismos para fomentar as diversas atividades econômicas já em funcionamento e continuar disputando novos empreendimentos para o Estado. Essa é a conclusão que se deve ter em mente ao avaliarmos a reinstituição dos incentivos fiscais, aprovada pela Assembleia Legislativa em obediência à Lei Complementar Federal n° 160 e ao Convênio ICMS 190 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), ambos de 2017.

A lei e o convênio permitiram a reinstituição de benefícios e incentivos fiscais concedidos pelos Estados por meio de atos normativos que foram criados sem a autorização do Confaz. 

A segurança jurídica é um dos pontos a ser destacado como grande ganho obtido com a convalidação desses atos normativos, hoje regularizados.  Precisamos lembrar que sem passar pelo crivo do Confaz muitos incentivos concedidos foram alvos de discussões judiciais entre os Estados, o que acirrou mais ainda a guerra fiscal.

Outro ponto a ser destacado é o cumprimento do prazo para que todos os incentivos concedidos aos empreendimentos não caíssem por terra. Mato Grosso ficaria sem atrativos e correria o risco de presenciar uma debandada de empresas para outros Estados.

Depois de passar por trâmites e procedimentos internos o governo do Estado, enfim, encaminhou o projeto de lei à Assembleia Legislativa. Mas o envio foi feito em cima da hora. A mensagem chegou no dia 27 de junho e o projeto dois dias depois.

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 O dia 31 de julho de 2019 foi o prazo final dado, na LC nº 160, para que os atos normativos fossem convalidados.

Por envolver uma estrutura complexa contendo anos de atos normativos implantados, a pedido de 24 estados o Confaz estendeu o prazo de entrega das reinstituições para 31 de agosto.

Em Mato Grosso como não houve solicitação de adiamento por parte do Governo, os parlamentares precisaram correr contra o tempo para que os empreendimentos mato-grossenses não ficassem sem os incentivos ao desenvolvimento.

O prazo foi curto e eu critiquei a demora do Executivo Estadual em enviar o projeto de lei para o Legislativo, na prorrogação do jogo.

Diante do projeto apresentado pelo Governo, um substitutivo integral foi assinado por mim e mais quatro deputados visando discutir a reinstituição dos incentivos dentro do prazo estipulado e deixando a reforma fiscal para o segundo semestre, o que foi rejeitado pela Comissão Especial da Assembleia Legislativa.

Então demos início às conversas com as federações do Comércio, da Indústria, da Agropecuária e associações e sindicatos de diversos segmentos. Realizamos audiências públicas e reuniões para entender e ajustar a mensagem enviada pelo governo do Estado, que causou surpresa e perplexidade ao inserir uma reforma fiscal no projeto das reinstituições dos incentivos fiscais.

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O Parlamento coeso conseguiu avançar em muitos pontos. Um exemplo disso é o incentivo dado à geração de energia solar, que obteve 22 votos a favor para a isenção do ICMS até 2027.

Avançamos muito em outros pontos corrigindo as distorções. Não foi o ideal, mas certamente foi o melhor em favor da geração de emprego e renda e do desenvolvimento econômico do Estado.

Nosso entendimento sempre foi o de que as negociações são o melhor caminho para alcançarmos o objetivo maior, que é continuar oferendo as condições necessárias ao crescimento e desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.

Depois de finalizarmos mais essa missão recebemos de entidades representativas dos setores econômicos várias manifestações de agradecimento quanto ao trabalho desempenhado pelo Parlamento.

Tais manifestações nos dão a certeza de que o caminho traçado foi o correto e a firmeza para seguirmos adiante trabalhando juntos em prol de Mato Grosso, com empresas de portas abertas gerando trabalho e renda para a população mato-grossense.

Ainda na esteira desse caminho, a preocupação com o setor do Comércio me levou a solicitar a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Comércio, Serviço e Empreendedorismo. Vamos trabalhar para diminuir os efeitos causados ao setor, que foi o mais impactado com as novas regras vigentes.

Carlos Avallone é deputado estadual pelo PSDB

Fonte: ALMT
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