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Cesta básica encerra mês de janeiro com queda de preço e abaixo dos R$ 800 em Cuiabá

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Cesta básica encerra mês de janeiro com queda de preço e abaixo dos R$ 800 em Cuiabá

Com fortes oscilações neste início de ano, a cesta básica cuiabana encerrou janeiro com queda de 1,77% no preço, atingindo um custo médio de R$ 799,71. Oito dos 13 alimentos que compõem a cesta contribuíram para o recuo nos valores.

A queda no custo traz alívio parcial ao orçamento das famílias, mas ainda exige cautela no consumo. Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que o valor médio da cesta ficou apenas 0,09% maior em comparação com o mesmo período de 2025, quando era de R$ 799,00.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou a estabilidade no custo dos alimentos ao longo do ano. “Isso sugere que a inflação de alimentos não está pressionando de forma intensa, mas também não devolveu completamente as perdas acumuladas ao longo do último ano.”

Entre os itens com maior queda, o destaque ficou para a batata, que apresentou redução de 21,20%, com custo médio de R$ 3,99/kg. A queda pode estar relacionada à entrada da nova safra, que elevou a oferta de tubérculos no mercado, pressionando os preços no varejo.

Da mesma forma, o tomate registrou redução de 10,70% na variação semanal, alcançando o valor médio de R$ 7,50/kg. A queda pode estar relacionada à intensificação das colheitas em algumas lavouras, o que elevou a oferta, aliada à baixa demanda, que não absorveu totalmente o volume disponível.

Outro item que apresentou redução foi a banana, cujo preço médio chegou a R$ 8,93/kg, queda de 2,48% em relação à semana anterior. Embora a produção ainda não esteja elevada, a menor procura pela fruta pode ter contribuído para a redução do preço, uma vez que o acúmulo de estoques tende a pressionar os valores para estimular o consumo.

Com isso, Wenceslau Júnior conclui que “os dados mostram um mercado de alimentos em ajuste fino: a produção responde à sazonalidade, o consumo dita o ritmo dos repasses e os preços seguem refletindo esse equilíbrio delicado entre oferta, demanda e renda das famílias”.