conecte-se conosco


Opinião

CESAR MIRANDA -A primeira ferrovia do governo

Publicado

Comemorei muito ao participar do lançamento do edital para construção da primeira ferrovia do Estado de Mato Grosso. Uma ação importantíssima do governador Mauro Mendes para que os trilhos cheguem de Rondonópolis a Cuiabá e de Rondonópolis a Nova Mutum, até Lucas do Rio Verde.
Essa ação significa grandes investimentos em nosso Estado. São R$ 12 bilhões só na construção da ferrovia, que vai garantir 235 mil empregos, entre diretos, indiretos, temporários e os gerados pelo efeito-renda, por conta do desenvolvimento econômico que a obra vai trazer.

É uma obra pioneira e histórica, principalmente para um estado, que já é o maior produtor do país e que ainda tem um potencial de desenvolvimento enorme. A estimativa é de que Mato Grosso chegue a produção de 120 milhões de toneladas de grãos.
Somos líderes na produção de algodão, milho, soja, girassol, gergelim e temos o maior rebanho bovino. A integração do modal do Estado com os demais corredores logísticos e com o sistema nacional de ferrovias e aos demais estados vai reduzir o custo para o transporte de toda essa produção, trazendo mais competitividade e ampliando a circulação dos produtos.

Como secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado posso destacar o trabalho intenso dessa gestão para tornar realidade esse que é um sonho de décadas. Estiveram envolvidas não apenas a Sedec, mas a Sefaz, Sinfra, PGE e Ager, para que o chamamento público, que vai permitir a construção da ferrovia, fosse elaborado com todos os requisitos necessários e dentro da legalidade.
E também o empenho pessoal do governador Mauro Mendes, que sabe da importância da ligação de Mato Grosso aos principais portos do Sul e Norte do país. Ele se dedicou a esse projeto e se dedica para o Estado crescer ainda mais, um exemplo é o programa Mais MT, com investimentos de R$ 9,5 bilhões em quatro anos para todos os setores.
Essa solução ainda teve a importante participação da Assembleia Legislativa, que aprovou a lei que regulamentou as ferrovias estaduais, e da bancada federal de Mato Grosso. Nossos senadores e deputados federais, além de 23 deputados estaduais, assinaram documento de apoio à ferrovia.
Como cidadão mato-grossense comemoro ainda mais, porque quanto mais opções e concorrência tivermos, mais investimentos, mais logística, mais geração de empregos e de renda para todos nós.
Vamos ser testemunhas da potencialização da economia, das indústrias, do comércio e de toda uma cadeia produtiva, cujos beneficiados diretamente seremos todos nós, pois onde há uma economia forte, os cidadãos têm qualidade de vida, mais empregos e melhor renda.
É fantástico! Vamos ouvir o apito do trem de Cuiabá até o Médio-Norte do Estado.

Cesar Miranda é secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – A Coragem Feminina

Publicado

Mulher! Sinônimo de fortaleza, destemor e compaixão… Certamente por isso Jesus contou com o extraordinário apoio de incontáveis heroínas, a exemplo de Maria, chamada MadalenaJoana de CuzaSuzanaMarta Maria, irmãs de Lázaro — a quem o Sublime Amigo ressuscitou —, além de tantas outras que o Evangelho não registra, mas o Espírito de Deus imortaliza. No momento da crucificação, todas corajosamente acompanhavam Maria Santíssima, enquanto os homens, exceto João Evangelista, assustados, se escondiam. Depois, vieram a redimir-se. Aliás, na hora trágica no Gólgota, elas é que permaneceram ao lado do Divino Ressuscitado: “E diante da cruz estavam a Mãe de Jesus, a irmã dela e também Maria Madalena, e Maria, mulher de Clopas (Evangelho, consoante os relatos de João, 19:25).

Assim sendo, na Volta Triunfal do Taumaturgo Celeste ao planeta Terra — conforme está anunciado no Seu Santo Evangelho e no Seu Apocalipse Redentor, já que Ele vem dar “a cada um de acordo com as suas obras” (Boa Nova do Cristo, segundo Mateus, 16:27 e Apocalipse, 22:12) —, aquelas mulheres terão a glória de estar à frente da equipe de recepção. Elas e todos os que são capazes, pela força do Amor Fraterno, de transpor os perigos e não desonrar o seu Mestre, pois assegurou Jesus: “Todo aquele que me testemunhar diante dos homens, Eu o testemunharei diante do Pai, que está nos Céus; mas aquele que me negar perante os homens, também Eu o negarei diante do Pai, que está nos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 10:32 e 33).

Gosto muito deste significativo provérbio judaico sobre as mães: “Deus, não podendo estar em todos os lugares, fez as mães”.

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor [email protected] — www.boavontade.com

 

Continue lendo

Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Tempo ferroviário – 3 (final)

Publicado

Encerro esta série de três artigos sobre o conceito histórico, presente e futuro das ferrovias. São um tema novo na vida do Centro-Oeste brasileiro. Na esteira do desenvolvimento trazido por Brasília na década de 1960  e da ocupação dos cerrados a partir de 1970, a produção agropecuária de escala alcançada desde a década de 2000, requer solução estratégica para a crise logística.

Três ferrovias surgem no cenário regional do Centro-Oeste, com fortes conexões com hidrovias e portos do Sudeste e três opões de portos ao Norte. Até recentemente a única opção eram os portos de Santos, de Paranaguá, de Tubarão e de Vitória. As novas ferrovias mudarão esse cenário.

1-      FERRONORTE – Liga Santos a Rondonópolis. Como rodovia estadual dentro do território de Mato Grosso, chegará a Lucas do Rio Verde. Terá um ramal para Cuiabá. Segundo a empresa Rumo, concessionária do trecho Rondonópolis a Santos, Cuiabá gera hoje cerca de 20 milhões de toneladas de cargas transportadas por caminhão: alimentos, combustíveis, materiais agrícolas e de construção. Deverá estar concluída em 2028, possivelmente pela Rumo Logística. O ramal de Cuiabá em 2025. Extensão: 700 km, custo estimado de R$ 12 bilhões.

2-      FERROVIA FICO – sai de Mara Rosa em Goiás onde se interliga com a Norte Sul. Tanto desce pro Sudeste como sobre pro Norte até o porto de  Itaqui, no Maranhão. extensão de 4.155 quilômetros e cortará os estados do ParáMaranhãoTocantinsGoiásMinas GeraisSão PauloMato Grosso do SulParanáSanta Catarina e Rio Grande do Sul, conectando os extremos do país. Na direção Norte, a ferrovia poderá se interconectar, por exemplo, com a ferrovia Transnordestina e ter acesso a outros portos nordestinos. Na região Norte ela se conecta diretamente com a Ferrovia Carajás, da Valec que transporta minério de ferro de Carajás, no Pará. Está claro o poder estratégico dessa ferrovia. De Mara Rosa, ela percorrerá  383 km até Água Boa, em Mato Grosso, ao custo estimado de  R$ 2 bilhões e 700 milhões. O projeto se completa chegando a Lucas do Rio Verde e no futuro mais distante a Porto Velho, em Rondônia, interligando-se por hidrovia nos rios Madeira e Amazonas ao porto de Itacoatiara, no Amazonas. Em Lucas do Rio Verde se interconectará com a Ferronorte e futuramente com a Ferrogrão, rumo aos portos do chamado Arco Norte, de Santarém e de Miritituba, com outros acessos possíveis.

3-      3- FERROGRÃO – Esta ferrovia escoará para os portos do Arco Norte a produção de grãos, carnes e etanol do corredor da rodovia Cuiabá-Santarém no médio norte de Mato Grosso. Extensão de 933 km, estimada em R$ 21 bilhões e 500 bilhões. Esta ferrovia enfrenta e enfrentará poderosos lobbies ambientalistas, econômicos do Hemisfério Norte, dos portos do Sudeste brasileiro, e da própria justiça brasileira por razões ideológicas. Mas ela mudará o destino da logística de Mato Grosso, porque estarão abertas opções a Leste, com a Fico e Norte com portos do Arco Norte. Tudo será uma questão de tempo na medida em que questões climáticas empurrarão para o Centro-Oeste e áreas de alguns estados nordestinos a responsabilidade pela crescente produção de alimentos para o mundo.

Encerro com o olhar otimista no futuro. Depois de 65 anos do começo do rodoviarismo, o ferroviarismo retorna à pauta objetiva no mapa da logística brasileira como uma solução estratégica para outros tempos e para novas realidades nacionais e mundiais.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]    www.onofreribeiro.com.br

 

 

 

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana