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Política Nacional

CDR autoriza criação de Ride Campina Grande-Caruaru

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A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta quarta-feira (15) o relatório de Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), que autoriza o Poder Executivo a criar a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento Econômico (Ride) do Polo Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). A proposta (PLS 789/2015) também prevê a criação do Programa Especial de Desenvolvimento do polo.

Caso a proposta seja efetivada, também haverá um conselho administrativo para coordenar as atividades a serem desenvolvidas na Ride, contando com representantes das cidades abrangidas e dos governos estaduais de Pernambuco e da Paraíba. Entre os focos, estarão o aproveitamento sócio-econômico dos recursos hídricos das regiões de baixa renda; o fomento a atividades produtivas em programas de geração de empregos; e a fixação da mão-de-obra na região. Caruaru e Campina Grande estão a 130 quilômetros de distância uma da outra.

Um artigo prevê ainda que a União e os dois estados envolvidos incentivarão a recuperação das terras áridas. Também caberá à Ride incentivar a cooperarão entre os governos e com pequenos e médios proprietários rurais, visando estabelecer fontes de água e pequena irrigação.

Cidades interligadas

Veneziano disse que as cidades em torno de Campina Grande e Caruaru possuem vocação comum relacionada ao setor de vestuário e de confecções, integrando o chamado Polo de Confecção de Caruaru. Também há forte indústria moveleira, que se expande na região, formada por 50 cidades.

— Campina Grande e Caruaru são cidades que polarizam a procura por serviços e compras, sendo ambas consideradas pelo IBGE como capitais regionais. Além de intensa atividade industrial no segmento de confecções, essas cidades conquistaram o patamar de relevantes destinos de compras em âmbito macro-regional. Também apresentam atividades culturais e turísticas em comum, como as festas juninas e religiosas que movimentam a economia dessa região. São municípios complementares — argumentou o senador pela Paraíba.

O senador também acredita que a criação da Ride poderá resultar na melhoria da infraestrutura dos serviços públicos da região. Ele ainda acolheu uma emenda da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que incluiu a indústria calçadista entre os setores que devem receber atenção especial quando da elaboração dos programas prioritários na Ride.

Críticas

O senador Elmano Ferrer (Pode-PI) votou a favor do projeto, mas reclamou do fato de as Rides “não saírem do papel”. Ele citou como exemplos a Ride da Grande Teresina (que reúne 14 cidades do Piauí mais o município de Timon, no Maranhão) e a Ride do DF, englobando o Distrito Federal com dezenas de cidades de Goiás e Minas Gerais.

— Em 18 anos de existência da Ride de Grande Teresina, o conselho administrativo só se reuniu duas vezes. A Ride de Brasília também não deu em nada, assim como a que une Juazeiro (CE) e Petrolina (PE). Não surtem efeito nenhum, nada é materializado. Nem destinações orçamentárias essas Rides recebem mais.

O presidente da CDR, Izalci Lucas (PSDB-DF), confirmou que a Ride do DF na prática “foi engavetada”, mas acredita que o governo de Jair Bolsonaro e os novos governadores de Minas Gerais (Romeu Zema), Distrito Federal (Ibaneis Rocha) e Goiás (Ronaldo Caiado) poderão modificar esse cenário.

— Há um compromisso do governo federal de, nos próximos dias, regulamentar a Ride, definindo a gestão compartilhada. Também falam em destinar parte do fundo social para essas regiões integradas, após a aprovação da reforma da Previdência. Também acho que cabe aos parlamentares destinar mais recursos para suas respectivas Rides — disse.

A análise da criação da Ride Campina Grande-Caruaru segue agora para o Plenário do Senado.

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Política Nacional

Doria chama Bolsonaro de genocida e provoca Lula para as eleições: “Se prepare”

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João Doria discursou após prévias do PSDB
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João Doria discursou após prévias do PSDB

Depois de  vencer as prévias do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se tornar candidato à Presidência da República em 2022 neste sábado (27), João Doria discursou e atacou o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua fala, Doria comparou os dois políticos, chamando-os de “populistas extermistas de esquerda e de direita”, e prometeu fazer uma campanha para unir o Brasil.

“Trouxemos a vacina para os brasileiros, vacina negligenciada pelo governo federal, este governo genocida, que é responsável por uma parcela desses 613 mil brasileiros que perderam suas vidas”, disse Doria a respeito de Bolsonaro. Logo em seguida, disparou contra Lula.

“Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado no maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país. Eu não esqueço isso. Lula, se prepare nos debates porque eu vou cobrar isso de você e daqueles que, como você, roubaram dinheiro público no Brasil. Você não terá em mim alguém complacente nos debates, na discussão e na campanha. Os brasileiros não esquecem o que aconteceu no país durante o seu governo”, afirmou.

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Doria ainda disse que Bolsonaro “vendeu um sonho e entregou um pesadelo”, transformando o Brasil em “discórdia, desunião, conflito e briga entre familiares e amigos”. Em seguida, o tucano propôs a união de todos os partidos contra as candidaturas de Lula e de Bolsonaro.

“Ninguém faz nada sozinho. Nós precisamos da união de todos os partidos, de todos os líderes que possam construir nesse centro democrático, liberal e social uma força para afastar os riscos do Brasil voltar a ter governos populistas, que mentem para a população. Populistas extermistas de esquerda e de direita que se unem para coibir qualquer posição contrária”, declarou.

Para sua campanha, Doria disse que irá “levar emprego, renda e educação à população”, e que seu foco será “os milhões de brasileiros vivendo na miséria”. “É a eles que temos que priorizar o governo”, disse.

Aos candidatos nas prévias, Eduardo Leite e Arthur Virgílio, Doria afirmou que não há derrotados. “Nestas prévias, não há nenhum derrotado. Todos são vitoriosos. O PSDB sai fortalecido dessas prévias. Eduardo Leite e Arthur Virgílio são meus amigos. Sempre estivemos do mesmo lado: do lado do Brasil, do povo brasileiro e do PSDB. Estaremos unidos na construção do melhor projeto para o Brasil”, completou.

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“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o bolsonarismo”, diz Virgílio

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João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio
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João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio

Arthur Virgílio afirmou que o PSDB precisa se desvincular completamente do bolsonarismo. A afirmação foi feita durante discurso após sua derrota nas prévias do partido, que teve o governador de São Paulo João Doria como vencedor .

“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o Bolsonarismo. Não tem nada que valha a pena. Não tem circunstância nenhuma que valha a pena”, disse ele, em meio a aplausos.

Virgílio afirmou que “não tinha ilusão” de ganhar as prévias, mas que se sente um vencedor pelo debate causado durante o processo entre ele, João Doria e Eduardo Leite.

“O que eu entendia é que eu precisava conversar com essas pessoas porque os debates foram ótimos para marcarmos a nossa campanha. Fiquei feliz de ver a Amazônia ser mencionada pelo Doria e muitas vezes ser mencionada pelo Eduardo. Começou a compreensão de que uma vitória que eu tive foi nós termos dado um choque de democracia no país”, declarou.

Virgílio ainda discursou em tom de união, dizendo que irá apoiar Doria e que espera que Leite seja sucessor do candidato do PSDB à Presidência da República.

“A gente vai fazer uma campanha agora de lutar pela unidade, juntar os discursos. Ver o que se aproveita de cada discurso para dar ao João. Eu preguei o respeito à diversidade no campo sexual, o respeito aos negros. Não é possível um país se dizer democrático e não respeitar os negros. Não é possível um país com 53% de mulheres e as mulheres não terem pode político. Temos que entregar o poder político o mais rapidamente possível para as mulheres”, disse.

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