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Direitos Humanos

CCBB Rio comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

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Neste domingo (19), às 14h, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB Rio) comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A atividade integra o projeto Patrimônio e Memória do Programa CCBB Educativo Arte & Educação.

A coordenadora Pedagógica Nacional do CCBB, Valquíria Prates, disse à Agência Brasil que desde que o programa foi criado, há três anos, os educadores se dedicam a pensar, ao longo de todo o ano, a acessibilidade e a inclusão em todas as atividades.

“Mesmo quando não é uma data comemorativa ou uma programação especial, a gente sempre tem o cuidado de imaginar e estratificar a inclusão em todas as nossas visitas, sejam presenciais ou online durante a pandemia”.

Valquíria informou que muitas visitas foram feitas em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a distância, “como sempre a gente teve, ao vivo”, além de visitas para cegos e participação de pessoas com deficiência intelectual.

Para os educadores do CCBB, a coordenadora pedagógica afirmou ser muito importante praticar, experimentar e pesquisar a inclusão e a acessibilidade da pessoa com deficiência de maneira mais ampla nas atividades realizadas.

União

Para Valquíria Prates, o dia 19 é uma oportunidade de o CCBB Rio se juntar a todas as lutas das pessoas com deficiência que estão acontecendo.

“A gente entende que essas lutas são todas nossas. Como trabalhamos com arte, educação e mediação, entendemos que nosso papel, como mediadores, é investir nessa cultura de acessibilidade, de inclusão, para que as pessoas com deficiência tenham o direito garantido de poder participar de qualquer ação que tiver interesse e desejo de estar junto.”

O Programa CCBB Educativo reunirá, às 14h de domingo, pessoas para conversas públicas no CCBB Rio e também nos CCBBs de São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, com o objetivo de ampliar o conhecimento dos participantes e envolver todos em um processo de mapeamento dos diferentes aspectos que caracterizam a luta dos brasileiros com ou sem deficiência. Valquíria Prates destacou que todos os assuntos e causas são tratados como um patrimônio cultural.

“Todas as datas comemorativas são dentro desse escopo de trabalho em conjunto que a gente entende como patrimônio cultural do Brasil. O dia dedicado às pessoas com deficiência é um desses dias.”

A capacidade é para 12 pessoas, mediante agendamento prévio através da plataforma Eventim. Será emitido apenas um ingresso por CPF e o representante poderá estar acompanhado por mais uma pessoa de sua família, com o mesmo tíquete. A classificação é livre e recomendada para pessoas acima de 10 anos de idade. O evento é gratuito.

Obras CCBB Educativo Rio Obras CCBB Educativo Rio

CCBB Educativo oferece visitas presenciais e mediadas em libras das mostras que estão em no Rio – Divulgação/ CCBB Educativo do Rio

Cartazes

A ideia da atividade é que os participantes possam conversar sobre as dimensões em que essas lutas ocorrem, quais são os direitos garantidos pela lei que ainda precisam de uma luta cultural no dia a dia para serem efetivados. Ao final do encontro, os participantes vão criar cartazes sobre esses direitos que ainda necessitam de muita luta nos tempos atuais.

A confecção de cartazes é muito incentivada pela coordenadora Pedagógica Nacional do CCBB, porque significa trabalhar a palavra e a imagem. “O cartaz enfatiza o que é a essência de uma reivindicação, de uma ideia; é feito para ser visto de longe, para atuar por contaminação, no bom sentido da palavra. Quando a gente faz um cartaz, a gente quer que a ideia se espalhe mais rápido.”

Nos outros CCBBs também serão feitos cartazes alusivos ao Dia de Luta da Pessoa com Deficiência, mas com materiais diferentes, informou Valquíria. “As equipes são multidisciplinares e em cada equipe tem uma pesquisa em andamento.”

Exposições

Desde o dia 1º de setembro, em atenção ao Decreto nº 49.335, o acesso ao CCBB só é permitido ao público que apresentar a comprovação de vacinação contra a covid-19.

O CCBB Educativo do Rio oferece visitas mediadas presenciais e mediadas em Libras para a nova exposição Brasilidade Pós Modernismo – Arte Contemporânea Brasileira pós Semana de 1922” e para a mostra Nise da Silveira – a Revolução pelo Afeto, além das visitas patrimoniais (prédio e exposições permanentes).

A mostra Brasilidade Pós Modernismo celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922 por meio de diversos trabalhos, reunindo 51 artistas de diferentes gerações, procedências geográficas e etnias. Entre os artistas brasileiros de vanguarda estão os paraibanos Marlene Almeida e José Rufino. A mostra tem curadoria de Tereza de Arruda e pode ser visitada até 22 de novembro.

Valquíria Prates disse que, no caso da exposição Nise da Silveira – A Revolução pelo Afeto, cujo tema condutor este mês é Qual o limite entre normalidade e loucura?, as obras expostas de clientes do Museu do Inconsciente, ao lado de obras de artistas plásticos, ajudam a entender melhor como a psiquiatra Nise da Silveira olhava a diversidade e como lidamos com pessoas que se relacionam com o mundo de forma diferente da nossa.

“É o direito à diversidade, o direito de ser diferente”, destacou. “Esse direito à diversidade vai aparecer dentro das exposições a partir de perguntas, que funcionam como ponto de partida das conversas que acontecem com os educadores”. Informações sobre horários e como se inscrever para a mostra Nise da Silveira podem ser obtidas no site do evento

Edição: Maria Claudia

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Direitos Humanos

Violência: mulheres fingem pedir comida para serem resgatadas no DF

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Em menos de um mês, duas mulheres do Distrito Federal (DF) conseguiram ser resgatadas de situação de violência ligando para a polícia e fingindo pedir comida.

Na segunda-feira (18), uma jovem de 19 anos telefonou para o 190 e fingiu pedir um hambúrguer para denunciar um caso de estupro em Samambaia, cidade localizada a pouco mais de 25 quilômetros (km) do centro de Brasília.

A vítima contou que estava em cárcere privado e sofrendo violência sexual desde sábado (16). O acusado, um homem de 32 anos, que cumpria prisão domiciliar, foi detido em flagrante.

No fim de setembro, uma mulher que estava sendo ameaçada pelo marido com uma faca em Ceilândia, a 35 quilômetros da capital do país, também conseguiu ajuda da Policia Militar, fingindo pedir uma pizza. O homem foi preso.

Nos dois casos, os policiais perceberam os pedidos de socorro.

O chefe do Centro de Comunicação da Polícia Militar do DF, coronel Edvã, explicou que os PMs passam por treinamento para reconhecer essas solicitações de ajuda. Ele disse que um atendimento como esse é feito em diversas etapas. O policial que atende a ligação passa a ocorrência para um agente que está na mesa de controle, e é ele quem aciona os profissionais que vão prestar o socorro.

O coronel, no entanto, alertou que em situações de risco é preciso cautela na hora de pedir ajuda.

O telefone da Polícia Militar em todo o Brasil é o 190.

Ouça na Radioagência Nacional:

* Produção de Michelle Moreira

Edição: Sheily Noleto e Renata Batista

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Direitos Humanos

Acnur e governo federal lançam guia sobre educação de refugiados

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A Agência da ONU para Refugiados (Acnur), em parceria com o governo federal, lançou hoje (18) o Guia para pais e educadores sobre integração de crianças e jovens refugiados nas escolas. A publicação está associada a outro lançamento do dia, o Portal de Educação para Refugiados.

A estratégia é ajudar todos os envolvidos no processo educacional a garantir a integração efetiva de crianças e jovens refugiados no sistema educacional brasileiro. A plataforma será alimentada frequentemente com vídeos, pesquisas e reflexões sobre o tema, conteúdos de interesse tanto de educadores como de refugiados. O guia foi desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Inclusão

De acordo com um relatório global da Acnur, 77% de crianças refugiadas estão matriculadas no ensino fundamental. Quando se fala em matrículas no ensino secundário (fundamental dois e médio), esse número cai para 34%. E apenas 5% dos refugiados conhecem a realidade de estudar no ensino superior.

Além disso, a entidade descobriu que os imigrantes venezuelanos que moram no Brasil encontram dificuldade para se integrarem no sistema educacional do país. A probabilidade de estarem na escola é 53% menor se comparados com as crianças e jovens brasileiros.

“Apesar de todas as dificuldades, jovens e crianças refugiados querem ser tratados da mesma maneira que os demais em todos os lugares. Não como pessoas a serem temidas ou dignas de pena; como estatísticas, como problemas, como pessoas que são de alguma maneira inferiores. Querem ser apenas tratados de maneira humana”, afirmou Jose Egas, representante do Acnur no Brasil, durante o lançamento da plataforma.

Edição: Aline Leal

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