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Economia

Castello Branco diz que Petrobras não vai arriscar em investimentos

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse que a empresa não vai se arriscar ao analisar as áreas de atuação para futuros investimentos. De acordo com o plano da companhia, a estratégia inclui a busca de diversificação do portfólio com energias renováveis, entre outros segmentos. “Cada companhia escolhe o que é melhor para ela. Vou fazer o que acho que é melhor para os nossos acionistas. Todos os diretores estão remando no mesmo barco e na mesma direção do mesmo rio”, disse hoje (2) em entrevista acompanhado de diretores da empresa para comentar os resultados do segundo trimestre de 2019, divulgados ontem (1º). 

Castello Branco destacou que as companhias concorrentes da Petrobras, há dez anos reduziram investimentos em refinarias e venderam cerca de 89 delas neste período. Na visão dele, o investimento em renováveis ficará no campo de desenvolvimento de pesquisas e não em operações, porque envolve competências diferentes no negócio de petróleo e gás. “Para entrar nesse jogo temos que entrar para ganhar, não entrar açodadamente. Só porque os outros estão fazendo, a gente vai fazer e perder dinheiro. Nós não queremos. É proibido perder dinheiro”, disse.

De acordo com o presidente, no balanço, a empresa procurou aplicar o maior nível de transparência possível sobre o seu desempenho financeiro e as metas do que pretende realizar. Segundo Catello Branco, no fim deste ano será possível observar as mudanças que foram realizadas e as que levarão mais tempo. 

“Pretendemos chegar a 2022 com uma empresa mais forte, mais saudável, focada em ativos de classe mundial e alto retorno”, disse. “Precisamos do serviço de logística, mas não precisamos se donos dos serviços de logística. Esse é o perfil da Petrobras. Estamos vendendo os ativos em que não somos donos naturais. Estamos resolvendo pendências do passado, um exemplo disso são as operações de distribuição de gás no Uruguai, o que nos levou a perder dinheiro por anos e anos”.

Segundo o balanço divulgado ontem, no segundo trimestre de 2019, a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 18,866 bilhões , resultado que representa 4,6 vezes o lucro líquido do trimestre anterior e é um recorde histórico para a companhia. A empresa apontou como um dos principais fatores do desempenho a conclusão da venda de 90% da sua participação na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG), no valor de R$ 33,5 bilhões. 

Desse total, R$ 2 bilhões foram destinados à liquidação da dívida da transportadora com o BNDES. Além disso, a petroleira apontou como influências no resultado o aumento das cotações internacionais do petróleo e a valorização do dólar frente ao real.

Desinvestimentos

Segundo o presidente, a questão da venda de ativos, além de contribuir para a redução da dívida, se relaciona com a gestão de portfólio. Até o fim de julho deste ano, os desinvestimentos alcançaram US$ 15,1 bilhões, tendo a venda da participação na TAG, como a transação de maior valor. 

Para Castello Branco, não é possível prever o quanto a companhia vai conseguir no fechamento do ano com a venda de ativos, porque depende do mercado. “Temos um longo programa de desinvestimentos. É muito importante não só para a desalavancagem financeira. A companhia ainda é excessivamente endividada e também para melhorar a alocação de capital. Esses são dois pilares estratégicos”, disse.

Embora considere o endividamento da companhia ainda muito elevado, Castello Branco, ponderou que houve mudança no perfil da dívida que passou a ser mais longo, com prazo médio de 10 anos. “Isso é muito bom, mas estamos ainda muito expostos e isso não é recomendável para uma companhia com as nossas características”, apontou.

Para a diretora Financeira e de Relacionamento com Investidores, Andrea Almeida, com os desinvestimentos, geração de caixa e redução de custos previstos, a companhia tem condição de cumprir a previsão para a redução da dívida. Na visão dela, se confirmando este cenário e com a melhora da economia brasileira, a Petrobras poderá conquistar grau de investimento.

“Alguns investidores do mercado internacional poderem investir em empresas é preciso ter este selo, que é o selo de qualidade de crédito melhor. A gente tem esse objetivo e acredita que esse nível de alavancagem também vai levar a Petrobras para esse patamar, que é o que a empresa deve estar”, disse, completando, que a conquista do grau de investimento não depende apenas do trabalho da companhia. A avaliação é feita por agências internacionais de risco.

Edição: Fábio Massalli

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Economia

Mega-Sena valendo R$ 33 milhões: veja os números sorteados nesta quarta-feira

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Prêmio desta semana é de R$ 33 milhões
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Prêmio desta semana é de R$ 33 milhões

O concurso 2.265 da Mega-Sena desta quarta-feira (27), tem um prêmio estimado em R$ 33 milhões. As dezenas sorteadas foram:

14 – 20 – 23 – 39 – 46 – 50

Segundo a Caixa  ninguém acertou as seis dezenas e com isso o prêmio do próximo sorteio, no sábado (30), está estimado em R$ 38 milhões.

Nesse concurso, 50 apostas acertaram a quina, ou seja,  cinco números  sorteados, e levaram um prêmio de R$ 51.863,40, cada. Já a quadra teve 2.926 apostas ganhadoras, e cada uma levou R$ 1.266,07.

 Como apostar

Para apostar na Mega, o participante deve escolher de seis a 15 números nas lotéricas credenciais pela Caixa , ou no site especial de loterias do banco.

Segundo a Caixa, ninguém acertou as seis dezenas sorteadas no último sábado. Os números sorteados foram: 02 – 03 – 08 – 19 – 29 – 37.

Dívida Pública Federal cai 1,28% em abril e vai para R$ 4,16 trilhões

A aposta mínima na Mega-Sena custa R$ 4,50. Nesse caso, a chance de acerto (probabilidade estatística) é de uma em mais de 50 milhões. Os sorteios da Mega-Sena são realizados, normalmente, duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

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Economia

Aumento do salário mínimo para R$ 1.045 foi aprovado pelo Senado

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Agência Brasil

dinheiro

Medida Provisória de aumento do salário mínimo já tinha sido aprovada na Câmara

O Senado aprovou hoje (27) a Medida Provisória 919/2020, que institui o salário mínimo de R$ 1.045. A MP foi aprovada ontem (26) na Câmara e incorpora ao salário mínimo o aumento que passou a vigorar em janeiro deste ano, quando a MP 916/19 foi publicada.

A MP 916/19, editada no final do ano passado, acrescentou ao salário mínimo um reajuste de 4,1%, que correspondeu à estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 2019. Com isso, o salário mínimo passou de R$ 998 para R$ 1.039.

Como a inflação de dezembro de 2019 foi divulgada em janeiro deste ano, o índice anual do INPC do ano passado foi de 4,48%. Com isso, o salário mínimo teve uma alta nominal de 4,7%, chegando ao valor final de R$ 1.045, segundo a MP editada em janeiro. O texto vai à sanção presidencial.

O relator da MP no Senado, Paulo Paim (PT-RS), rejeitou emendas que pretendiam um aumento maior do valor. Paim justificou a rejeição em virtude da situação de crise econômica vivida no país, sobretudo em razão da epidemia do novo coronavírus.

“Em que pesem as nobres intenções de todos os autores, consideramos que se torna inviável a aprovação das emendas apresentadas, em face […] da necessidade de, em meio ao período de grande retração econômica que se avizinha, evitarmos a agudização do quadro fiscal, já pressionado pela necessidade de novas despesas para o enfrentamento da pandemia de Covid-19.”

Veja: Entenda o plano de reabertura da economia na capital paulista

Auxílio aos estados atingidos pelas enchentes

O Senado aprovou também a Medida Provisória 920/2020, que abriu crédito extraordinário de R$ 892 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Regional. O dinheiro será utilizado, segundo o texto da MP, para atendimento emergencial às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo no fim de janeiro.

O dinheiro também será aplicado no restabelecimento dos serviços, bem como a execução de ações de reconstrução de infraestrutura danificada ou destruída pelas fortes chuvas nesses estados. A matéria vai à sanção presidencial.

Leia:  Américas terão maior aumento de desemprego pela Covid-19 no mundo, alerta OIT

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