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Saúde

Casos de sarampo chegam a 10,6 mil no estado de São Paulo

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Os casos de sarampo no estado de São Paulo chegaram a 10.620 neste ano, de acordo com balanço da Secretaria da Saúde estadual. Cerca de 56,6% do total de casos se concentram na capital. Treze pessoas morreram em decorrência de complicações pela doença.

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual realiza monitoramento contínuo da circulação do vírus, registrando 8.189 casos confirmados laboratorialmente e mais 2.431 casos confirmados com base no critério clínico-epidemiológico, ou seja, em sintomas e avaliação médica.

O estado continua aplicando vacina contra sarampo em bebês com idade entre 6 meses e 12 meses, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. A faixa etária é considerada mais vulnerável a casos graves e óbitos e representa cerca de 15,4% do total de casos registrados em São Paulo.

Entre 18 e 30 de novembro ocorrerá a segunda fase da campanha de vacinação contra o sarampo, com foco em jovens de 20 a 29 anos. O grupo poderá receber a dose da tríplice ou da dupla viral (sarampo e rubéola), de acordo com a indicação do profissional de saúde.

A Secretaria da Saúde mantém a ressalva de que a vacina é contraindicada para bebês com menos de 6 meses. A recomendação para quem tem crianças nessa faixa etária é evitar exposição a aglomerações e manter higienização e ventilação adequadas nos ambientes onde o bebê permanece. A vacina também é contraindicada para pessoas imunodeprimidas e gestantes.

Edição: Fábio Massalli

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Saúde

Estudo encontra gene responsável por resposta imune à Covid-19 na América do Sul

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gene
Pixabay

Gene pode ser chave para a criação de vacinas voltadas para a região

Uma pesquisa com participaçao da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP encontrou os primeiros registros dos genes HLA na América do Sul. O gene é importante por expor o novo coronavírus (Sars-CoV-2) às células de defesa do corpo, sendo fundamental no desenvolvimento de vacinas.

O estudo foi feito a partir de um banco de informações genéticas da população, o que ampliou a base de dados genética do grupo. Assim, os pesquisadores mapearam áreas do vírus que podem ser mais vulneráveis aos genes HLA. Caso aplicada, a pesquisa pode facilitar diagnósticos e kits de vacinas específicas para a região.

Ao jornal da USP, o geneticista e biotecnólogo Ruy Diego Chacón afirmou que a base de dados sobre os genes HLA mais usada no mundo, a Allele Frquency Database, não possui informações aprofundadas sobre o continente sulamericano. “Para atender essa limitação, fizemos um levantamento de mais de 2.000 estudos genéticos e geramos informações atualizadas e mais representativas sobre as variações dos genes mais comuns nos países da região”, afirmou.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

O que falta para a vacina CoronaVac ser distribuída à população em São Paulo

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BBC News Brasil

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Reprodução: BBC News Brasil

João Doria e secretários durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes
Governo do Estado de São Paulo
Governo do Estado anunciou que estudos comprovaram a segurança da vacina

Em meio a uma pandemia que já matou mais de 34 mil pessoas só em São Paulo, o anúncio do governo do Estado de que uma vacina contra o coronavírus se mostrou segura em testes gerou enormes expectativas de quando e como ela estará disponível para a população.

Produzida pela empresa chinesa Sinovac, a vacina CoronaVac será produzida em conjunto no Brasil pelo Instituto Butantan e no momento está sendo testada em voluntários na China.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que a vacina passou com sucesso nos estudos clínicos de segurança — ou seja, a vacina já pode ser considerada segura. Dos mais de 50 mil voluntários, 94,7% não tiveram nenhuma reação adversa, mostram os estudos.

“Os resultados dos estudos clínicos realizados na China mostraram um baixo índice de efeitos adversos e de baixa gravidade. A maioria destes casos (de reações adversas) foi apenas no local da aplicação da vacina”, explicou Doria em coletiva de imprensa.

Também participaram da coletiva o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e o representante da Sinovac na América do Sul, Xing Han.

Os testes de segurança, no entanto, não são os únicos que precisam ser feitos e a vacina ainda precisa passar por diversas etapas antes de poder ser disponibilizada ao público no Brasil. Entenda o que falta e quando isso deve acontecer.

Quais as etapas pelas quais a vacina precisar passar?

Na China, a CoronaVac já obteve autorização para vacinação emergencial enquanto são feitos os estudos. Além disso, a empresa Sinovac está testando o produto em outros 10 países.

No Brasil, 12 centros de pesquisa em cinco estados e no Distrito Federal também testam a Coronavac em estudos que contam com 9 mil voluntários — mais de 5 mil deles já receberam a vacina, mas os resultados dos estudos ainda não saíram.

Os testes de segurança na China mostraram que apenas 5,36% das pessoas tiveram reações adversas – e com pouca gravidade. A maioria das reações teve dor no local da aplicação, fadiga ou febre leve. Algumas pessoas apresentaram perda de apetite, dor de cabeça e febre.

Para que a vacina possa ser disponibilizada no Brasil, além dos testes de segurança, ela precisa passar também pelos estudos de eficácia, ou seja, que comprovam se ela consegue de fato inibir a contaminação pelo coronavírus.

Mulher olhando seringa

PA Media
Resultados da chamada Fase 3 sobre eficácia ainda não estão prontos

Resultados preliminares das pesquisas feitas na China foram considerados animadores, mas a conclusão desses estudos deve sair só em novembro.

“A segurança e eficácia são dois dos principais fatores para comprovar se uma vacina está pronta para uso emergencial na população. Estamos muito otimistas com os resultados que a CoronaVac apresentou até o momento”, enfatizou Dimas Covas, do Instituto Butantã.

Se os resultados dos testes de eficácia forem satisfatórios, a vacina vai então para a próxima fase necessária para que seja distribuída no Brasil: passar por uma aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que possa ser disponibilizada para o público no Brasil.

O processo de aprovação na vigilância sanitária normalmente é demorado, mas o governo do Estado de São Paulo fez um pedido de aprovação de emergência e espera que o processo seja rápido.

Quando a vacina estará disponível para o público?

O governo de São Paulo diz que até dezembro terá um estoque de 6 milhões de doses importadas da China prontas e outros 40 milhões produzidos pelo Instituto Butantan, o suficiente para imunizar toda a população do Estado.

Se a vacina tiver resultados positivos nos testes de segurança e já tiver obtido a aprovação da Anvisa, poderá começar a ser distribuída para a população. A expectativa do governo é que a campanha de vacinação em São Paulo comece até fevereiro de 2021. Caso o cronograma corra conforme o esperado, os profissionais de saúde devem ser os primeiros a serem vacinados.

O governo anunciou também que o Instituto Butantan vai começar em outubro a construir uma nova fábrica para produzir o imunizante, com capacidade para criação de 100 milhões de doses por ano. O Estado também tem contrato para receber um total de 55 milhões de doses produzidas pela Sinovac até 2021.

Mas a distribuição para o resto do Brasil depende de acordos de São Paulo com outros Estados ou um possível acordo com o governo federal — que pode ser complicado por questões políticas, já que Doria é visto como possível concorrente contra o presidente Jair Bolsonaro em 2022 e o sucesso de uma campanha de vacinação iniciada em SP seria uma grande vitória para o tucano.

Bolsonaro também já criticou a vacina chinesa, país com o qual o governo já teve diversos problemas diplomáticos.

Em seu pronunciamento, Doria afirmou que “aqui não se discute origem a origem da vacina”. “Não estamos em uma corrida pela vacina, mas pela vida”, disse o governador.

Como funciona a vacina Corona V ac?

Há diversas vacinas contra o Sars-Cov-2 sendo produzidas no mundo — cerca de 130, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Cerca de 10 delas, incluindo a CoronaVac, estão em fases adiantadas de testes.

A Sinovac Biotech é uma empresa privada com sede em Pequim que possui experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária.

A empresa conseguiu logo cedo na pandemia criar uma vacina que impediu o contágio de macaco-rhesus com covid-19. Depois de diversos testes, a empresa começou os testes em humanos em abril.

A vacina da Sinovac usa um dos métodos mais comprovados para produção desse tipo de imunizante, que é o uso do vírus desativado (morto). Ele se torna incapaz de infectar de fato a pessoa que recebe a vacina, mas produz uma resposta imunológica no corpo, que “aprende” quais anticorpos precisa produzir para combater o vírus. Assim, caso entre em contato com um vírus ativo posteriormente, o corpo já está preparado para combatê-lo.

Os testes de eficácia pelos quais a CoronaVac estão passando são justamente para verificar se a resposta imunológica produzida por ela é forte o suficiente para evitar a contaminação.

“Isso é um jeito antigo [de criar vacinas] mas pode dar certo. O que eu mais gostei é que muitos produtores de vacina, até em países de baixa e média renda, conseguiriam produzir uma vacina assim”, disse Florian Krammer, virologista da Icahn School of Medicine, de Nova York, para a revista Science.


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Fonte: IG SAÚDE

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