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Caso João Beto: agente do Carrefour diz que não interferiu por questão de saúde

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Adriana Alves Dutra foi afastada do cargo de agente de fiscalização do Carrefour.
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Adriana Alves Dutra foi afastada do cargo de agente de fiscalização do Carrefour.

Em depoimento à Polícia Civil de Porto Alegre, a agente de fiscalização Adriana Alves Dutra, que presenciou o assassinato de João Alberto no supermercado Carrefour , alegou que não impediu as agressões porque estava com a “saúde debilitada” . As informações foram dadas pelo jornal O Tempo .

Adriana Dutra , de 51 anos, disse aos investigadores que realizou uma cirurgia recentemente e que, por isso, não interferiu na cena. Ela foi presa temporariamente por trinta dias na última terça-feira (24).

Roberta Bertoldo, delegada responsável pelo caso, informou que “o Departamento de Homicídios entende, a partir das imagens que foram captadas e dos testemunhos colhidos , que Adriana tinha, sim, o poder, naquele momento, de cessar as agressões dos fatos e ser a superior imediata daqueles indivíduos, que exerciam a segurança”.

A agente de fiscalização do Carrefour também afirmou, em depoimento, que pediu aos  seguranças que parassem de agredir João Alberto . A Polícia Civil, porém, não encontrou indícios dessa tentativa nas imagens colhidas até o momento .

“Ela está sendo presa, neste momento, para ajudar a investigação criminal. Por que ela está sendo presa? Justamente pelo fato de ter contradições no seu depoimento”, disse Nadine Anflor, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A defesa de Adriana afirmou em entrevista à RBS TV que “vai seguir sem se pronunciar por tempo indeterminado”.

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Amazonas amplia toque de recolher para 24 horas; entenda o que muda

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Estado do Amazonas enfrenta crise devido à pandemia
Alex Pazuello/Fotos Públicas

Estado do Amazonas enfrenta crise devido à pandemia

O governador do Amazonas , Wilson Lima , anunciou que as restrições impostas a deslocamentos nas cidades do estado serão ampliadas para 24 horas por dia a partir de segunda-feira (25). Em decreto a ser publicado ainda neste final de semana, o governo estipula que apenas uma pessoa de cada casa poderá sair às ruas, determinando poucas situações onde isso será liberado, como para a compra de alimentos ou por motivos médicos.

No caso dos estabelecimentos considerados essenciais , haverá mudanças no funcionamento: supermercados poderão funcionar das 6 às 19 horas, enquanto farmácias poderão ficar abertas 24 horas. Restaurantes, padarias e lanchonetes seguem apenas em esquema de entregas, das 6 da manhã às 22 horas. Feiras públicas podem operar das 4 às 8 horas.

Serão ainda adotadas mudanças no esquema de funcionamento das indústrias , agora com turnos de 12 horas — empresas responsáveis pela produção de insumos e itens essenciais estão liberadas dessa regra. No caso de aplicativos de transportes , eles só poderão levar passageiros que pertençam a algum dos grupos considerados essenciais.

Ao anunciar as medidas, o governador Wilson Lima disse que não se trata de um lockdown , e que não há motivo para uma corrida aos mercados neste final de semana.

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“É preciso ter prudência, é preciso que as pessoas entendam a necessidade que temos de tomar essas medidas, que são medidas duras, mas necessárias para salvar a maior quantidade de vidas”, declarou na entrevista neste sábado.

UTIs lotadas

De acordo com os  números do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, UOL, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, o estado do Amazonas apresenta alta de 156% na média móvel de óbitos, em relação à semana anterior. Na sexta-feira, foram confirmados 3.975 casos e 132 mortes relacionadas à doença em um período de 24 horas.

Durante a entrevista coletiva, o secretário de Saúde, Marcellus Campelo, declarou que hospitais públicos e prontos socorros já operam acima da capacidade, e que a rede privada também está quase sem leitos disponíveis. Ao todo, 584 pessoas aguardam na fila para serem internadas, com diferentes níveis de gravidade.

Lima também reconheceu que o volume de oxigênio disponível ainda não é o ideal, e que a situação pode melhorar com as medidas de restrição e a eventual queda no número de infectados.

“A gente só vai conseguir essa disponibilidade (de oxigênio) se a gente diminuir a pressão sobre a rede, diminuir a quantidade de pessoas infectadas, procurando um hospital. Daí a necessidade de que cada um assuma seu papel”, declarou o governador.

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79% dos brasileiros pretendem se vacinar contra a Covid-19, diz Datafolha

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Maior parte dos brasileiros pretendem se vacinar
Divulgação/Sputnik Vaccine

Maior parte dos brasileiros pretendem se vacinar

Com o início da vacinação em território nacional , a intenção de participar da campanha de imunização contra a Covid-19 também cresceu, indica pesquisa divulgada pelo Datafolha neste sábado (23). Em dezembro, 73% das pessoas ouvidas pelo instituto diziam que pretendiam se vacinar. Esse número cresceu para 79% neste mês.

A proporção de pessoas ouvidas que pretendem se vacinar, entretanto, é menor que em agosto, quando 89% disseram que se vacinariam. Nos últimos meses, foram apresentados dados de eficácia das vacinas . Além disso, o governo federal, sobretudo o presidente Jair Bolsonaro , minimizaram a importância das vacinas, destacando a possibilidade de “tratamentos precoces” com ivermectina e cloroquina , medicamentos cuja eficácia contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) não foi comprovada.

Segundo Datafolha, outros 17% das pessoas dizem que não pretendem se vacinar e 4% não sabem. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O crescimento ocorre em meio à autorização do uso emergencial de duas vacinas no país, a CoronaVac , produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan , e a Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca. No último dia 17, a primeira pessoa foi vacinada em São Paulo . No dia seguinte, começou a campanha nacional de imunização. Até este sábado, 120 mil pessoas já tinham sido vacinadas apenas no Estado de São Paulo.

Nesta sexta-feira (22), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisaautorizou também o uso emergencial das doses da CoronaVac produzidas no país. Inicialmente, o Instituto Butanan havia estimado em 4,8 milhões o número de doses produzidas no país.

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Segundo o órgão, entretanto, após o processo de envase e conferência de lote, o número de doses produzidas no seu complexo fabril foi de 4,1 milhões.

“Desse total, 900 mil doses foram imediatamente destinadas nesta sexta-feira, 22/1, ao Programa Nacional de Imunizações. As demais doses serão enviadas tão logo passem por inspeção de controle de qualidade”, afirmou o Butantan.

Casos sobem e população vê doença fora de controle

Nesta sexta-feira, o  Brasil ultrapassou as 215 mil mortes causadas pela Covid-19 em menos de um um ano desde a chegada do vírus no Brasil . Foram contabilizados 1.071 novos óbitos nas últimas 24 horas, chegando a 215.299 vidas perdidas desde o início da pandemia, segundo o boletim dos veículos de imprensa. O levantamento também indicou 55.319 novas ocorrências da enfermidade, totalizando 8.755.133 contágios na história da doença no país.

Nas últimas semanas, principalmente após as aglomerações registradas nas festas de final de ano, o número de novos casos e mortes voltou a subir, retornando aos patamares observados no auge da doença.

Segundo o Datafolha, 62% considera que a pandemia está fora de controle no Brasil. Apenas 3% das pessoas ouvidas pelo instituto acreditam que o surto está “totalmente controlado”. Para 33% dos adultos que participaram da pesquisa, a Covid-19 está controlada parcialmente.

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