conecte-se conosco


Economia

Carta enviada a Guedes aponta cortes em financiamento de exportações

Publicado

source
Carta enviada a Guedes aponta cortes em financiamento de exportações
Tânia Rêgo/ABr

Carta enviada a Guedes aponta cortes em financiamento de exportações

O Instituto Brasileiro de Comércio Internacional e Investimentos (IBCI), que faz o secretariado executivo de uma frente parlamentar mista formada por 216 deputados e senadores, enviou uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo a recomposição dos recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia

O documento, que será protocolado nesta quinta-feira (28), destaca que os exportadores brasileiros têm sofrido com as constantes paralisações do programa decorrentes de cortes orçamentários. 

Entre as modalidades previstas no Proex para apoiar as vendas externas brasileiras, uma delas é a equalização — quando a exportação é viabilizada por instituições financeiras, o Tesouro Nacional assume parte dos juros e encargos cobrados, tornando-os compatíveis com aqueles praticados fora do país.  

Os exportadores reclamam da falta de recursos e da consequente interrupção de aprovações de pedidos de equalização. Em alguns casos, o próprio empresário arca com os custos dos encargos; em outros, ocorre o distrato de operações de exportação.  

“Esse cenário, em última instância, enseja a fuga de capital do país e o fechamento de empresas. Isso, porque em outras nações, constata-se a existência de fortes agências de crédito à exportação e políticas efetivas de fortalecimento do comércio exterior, que permitem melhores condições de produção e exportação”, diz um trecho da carta à qual O GLOBO teve acesso em primeira mão.  

Leia Também

Segundo o IBCI, parte significativa dos recursos do Proex é destinada a operações referentes a bens de capital de alto valor agregado, que impulsionam uma significativa cadeia de fornecedores locais de partes e componentes. Assim, a redução das exportações impacta negativamente os mais diversos setores, quaisquer que sejam os tamanhos, e prejudica a geração de emprego e renda.  

A entidade cita dados da Confederação Nacional da Indústria: a cada US$ 1 investido alocado no programa, são gerados US$ 25,7 em exportações de alto valor agregado.  

“O não restabelecimento do Orçamento do PROEX inviabilizará novas operações, afetando diretamente na competitividade das empresas”, disse Leandro Barcelos, coordenador do IBCI.

Ainda de acordo com a carta, neste ano, diferentemente dos anteriores, a rubrica 0267, referente ao Proex na Lei Orçamentária Anual, não sofreu cortes no Congresso, que previu créditos orçamentários no valor de R$ 1.360 bilhão. Entretanto, em fevereiro deste ano, a Secretaria Especial do Tesouro e Orçamento (SETO) publicou uma portaria que cancela dotação de R$ 500 milhões do programa.  

“Ora, se todos os recursos restantes na rubrica já estão comprometidos com pedidos de equalização aprovados, novas autorizações encontram-se paralisadas”, ressalta o documento.  

Atualmente, são necessários aproximadamente R$ 300 milhões apenas para viabilizar as operações já solicitadas e ainda não aprovadas, diz o documento. Isso significa que o programa precisa, pelo menos para continuar operando até o fim do exercício financeiro, de uma suplementação de crédito de R$ 300 milhões.  

“O Brasil precisa fortalecer seus programas de exportação para fazer frente à crescente competitividade dos países concorrentes, bem como aos desafios inerentes ao contexto de retomada pós-pandemia. Caso o orçamento do programa não seja recomposto, o país irá na contramão das grandes nações e sacrificará exportadores brasileiros, emprego e a renda”, alerta o documento.  

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Dólar turismo renova alta e bate quase R$ 5,70

Publicado

Cotação do dólar turismo segue em alta e chega a quase R$ 5,70
Ivonete Dainese

Cotação do dólar turismo segue em alta e chega a quase R$ 5,70

A desvalorização do real frente às moedas estrangeiras nos últimos dias tem impactado a vida de quem vai viajar para o exterior nesta temporada de férias. Acompanhando a alta do dólar comercial nesta quarta-feira (6), o  dólar turismo chegou a R$ 5,69, quatro centavos a mais do que na última terça-feira (5). Em compensação, o euro, cujo valor mais alto ontem estava a R$ 5,83, hoje está a R$5,80. 

A variação dessas moedas reflete o cenário exterior incerto e, no caso do dólar frente ao real, os riscos fiscais crescentes no Brasil com o avanço da PEC Eleitoral. Em levantamento feito GLOBO em casas de câmbio cariocas hoje, a cotação nas agências variou bastante ao longo do dia.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia. Siga também o  perfil geral do Portal iG 

Na Casa Aliança, no Centro do Rio, por exemplo, o dólar variou entre R$ 5,65 e R$ 5,72, estabilizando no fim da tarde de hoje em R$ 5,69. O valor mínimo do euro foi R$ 5,79 e o mais alto R$ 5,83, agora, a moeda pode ser encontrada por R$5,80. Mesmo com o aumento considerável, a corretora afirmou que as operações envolvendo as moedas permaneceram altas.

Em cenário oposto, a B&T Corretora, também no Centro do Rio, identificou uma queda de 40% nos atendimentos de ontem para hoje, refletindo a alta do dólar. Nesta agência, as cotações da moeda americana e do euro são iguais ao da Casa Aliança, R$ 5,69 e R$ 5,80, respectivamente.

Entre as casas de câmbio ouvidas, o dólar mais barato era cotado, às 16h de hoje, a R$ 5,69, já incluindo o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que é de 1,1% para compras em dinheiro. Já o euro mais barato custava R$ 5,78.

Fonte: IG ECONOMIA

Continue lendo

Economia

Governo obriga postos a detalhar composição no preço dos combustíveis

Publicado

Para tentar forçar repasse de queda do ICMS, governo obriga postos a detalhar preço dos combustíveis
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Para tentar forçar repasse de queda do ICMS, governo obriga postos a detalhar preço dos combustíveis

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que obriga que os postos de gasolina divulguem a composição dos preços dos combustíveis cobrados no dia 22 de junho de 2022. Nesta data, Bolsonaro sancionou o projeto de lei que  limita o ICMS (imposto estadual) sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Também foi reduzido a zero os impostos federais sobre a gasolina.

O objetivo do governo é que consumidores possam comparar os preços antes e depois da lei, para tentar forçar a queda de preço na bomba.

As ações de fiscalização, segundo divulgou o Ministério de Minas e Energia, será responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e dos órgãos de defesa do consumidor. O decreto será publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União.

Como mostrou a colunista do GLOBO, Malu Gaspar, a medida substitui a ideia original do governo de editar uma medida provisória que tornaria obrigatório o repasse do desconto no ICMS do preço dos combustíveis para os consumidores finais.

Com a sanção de Bolsonaro, combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo passam a ser classificados como essenciais e indispensáveis, o que proíbe os estados de cobrar taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia de 17% a 18%, dependendo da localidade.

A lei também prevê uma compensação pela União de estados endividados que tiverem perda de arrecadação, por meio de dedução do valor das parcelas dos contratos de dívida dos entes.

Fonte: IG ECONOMIA

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana