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Educação

Capital paulista tem projeto para ampliação do ensino presencial

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A prefeitura de São Paulo anunciou hoje (20) o projeto de recuperação e ampliação do ensino presencial na rede pública para o segundo semestre, com as aulas voltando ao normal a partir de 2 de agosto em sistema de rodízio, de acordo com a capacidade físicas das unidades e distanciamento de 1 metro entre um aluno e outro. Os estudantes com comorbidades permanecem em casa e, enquanto durar a pandemia, ainda será possível que os pais optem por não encaminhar os filhos para a escola.

Segundo o projeto, as creches (CEIs) atenderão 60% das crianças, sem revezamento, e as escolas municipais de educação infantil (EMEIs) e de educação fundamental (EMEFs) receberão o total de alunos com revezamento em até dois grupos. As EMEIs terão a jornada reduzida em meia hora, para que haja um intervalo para fazer a adequação aos protocolos sanitários.

“Todos os protocolos continuam, sendo necessário o uso de máscara, álcool em gel, sabonete líquido, higienização. Para isso, a prefeitura entregou 81 mil face shields [protetores de plástico ou acrílico], 1,65 milhão de máscaras do tipo PFF2, e repassou para as escolas R$ 130 milhões e, para as unidades parceiras, R$ 23,4 milhões recursos para aquisição de EPIs”, disse o secretário municipal de Educação, Ricardo Padula.

Os dados obtidos pela prefeitura por meio de uma avaliação diagnóstica do aprendizado no período da pandemia mostram que cerca de 30% dos estudantes da rede municipal não entregaram nenhuma, ou somente partes, das atividades no ano de 2020. De acordo com as informações, os estudantes classificados no índice de proficiência abaixo do básico continuaram nesse patamar, enquanto parte dos que estavam em tal faixa caíram ainda mais. Aqueles que tinham nível avançado e adequado continuaram assim.

“A ciência tem mostrado hoje todos os prejuízos que causa o fechamento das escolas, além do prejuízo pedagógico, nutricional, psicológico, de sociabilização. Portanto, é absolutamente necessário atuar em duas frentes neste momento: uma de combate à evasão escolar e outra de recuperação”, afirmou o secretário. 

Para o combate à evasão,haverá uma busca ativa para identificar aqueles alunos que estão em situação de segurança alimentar, de trabalho infantil, doença crônica, defasagem de aprendizagem, vítima de violência ou outros fatores. “Eles devem ser acompanhados mais de perto e [precisa ser] acionada a rede de proteção social da assistência social para o atendimento a esses alunos e assim evitar a evasão.” Já o monitoramento identificará os alunos que começam a ter ausências e que podem deixar de frequentar a escola.

O projeto de recuperação deve atuar com a retomada do Programa Mais Educação São Paulo, com a utilização dos cadernos trilhas de aprendizagem, a criação de grupos de alfabetização para aqueles que não estejam alfabetizados ou enfrentem problemas para que estes tenham atenção específica, atinjam os objetivos e consigam acompanhar o restante da turma na escola. Esses grupos podem ter até 12 alunos.

“Haverá apoio pedagógico de professor especializado para os alunos que têm dificuldades específicas de aprendizagem, além de projetos de recuperação de língua portuguesa e matemática. Faremos ainda a avaliação diagnóstica dos alunos do 3º ano do ensino fundamental e a 3ª série do ensino médio. Para a alfabetização, serão feitas a sondagem e a análise do plano de aula dos professores”, acrescentou o secretário.

Vacinação

De acordo com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, até ontem (19), 72,9% da população elegível da capital paulista já tinha sido vacinada contra a covid-19 e, até sexta-feira (23), o percentual deve chegar a mais de 80%, aumentando para 90% ao final do mês de julho. Nunes ressaltou que todos os servidores públicos da Educação já foram vacinados, o que permite o retorno anunciado.

Nunes informou ainda que a ocupação dos leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) hoje está em 52,9% e a das enfermarias, em 32,1%. “Algumas semanas atrás estávamos em uma situação bastante difícil, com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados. Ainda é um número elevado, mas reduziu bastante e nos deixa mais tranquilos.”

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, lembrou que, ao longo do ano passado, a administração municipal usou como base os inquéritos sorológicos para medir a prevalência da contaminação entre os professores e funcionários, alunos da rede pública e depois da rede particular. Aparecido afirmou que todas as decisões serão baseadas no avanço e recuo das atividades, preparando a população para a melhor maneira de enfrentar a pandemia.

“Conseguimos fazer dois momentos de testagem de todos os professores da rede pública e agora temos o processo de vacinação completo entre os profissionais da educação.  Nossas 468 unidades básicas de saúde monitoraram todos os surtos de síndrome gripal que foram identificados nas escolas, seja entre alunos, seja entre professores. Era com base nas medidas e na avaliação da pandemia no momento que tomávamos decisão de promover a abertura das aulas ou o recuo e fechamento”, disse.

Edição: Nádia Franco

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Educação

Serviço Geológico e UnB fecham acordo para realização de pesquisas

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O Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) e a Universidade de Brasília (UnB) fecharam um acordo de cooperação técnica para o compartilhamento de equipamentos; promoção de pesquisas e realização de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em parcerias com o setor privado.

O intuito é permitir a realização de estudos em diversos campos das geociências, que contribuam para produzir conhecimento em áreas como petróleo, óleo e gás, geologia marinha, águas e sustentabilidade.

“A cooperação visa desenvolver portfólio de projetos de PDI nas áreas de água e biologia marinha, entre outros. Projetos que devem ser financiados preferencialmente pelo setor produtivo, potencializando interlocução entre governo, área acadêmica e mercado”, disse o diretor-presidente do Serviço Geológico, Esteves Colnago, no evento de anúncio da parceria.

Ele acrescentou que a parceria poderá impulsionar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de óleo e gás, na qual a Universidade de Brasília já desenvolve estudos e é referência nacional.

O chefe do Centro de Geociências Aplicadas do CPRM, Noevaldo Teixeira, disse que o compartilhamento de equipamentos pode tornar as instituições referência em estudos sobre zootopia e geocronologia.

Segundo Teixeira, o setor viverá diversos desafios nas próximas décadas, que demandarão maior conhecimento, como a demanda por mais minerais para obras de infraestrutura em países mais ricos, como os Estados Unidos, e a melhoria das matrizes energéticas para modelos menos poluentes.

O diretor do Instituto de Geociências da UnB, José Eloy Guimarães, disse que a parceria vai ajudar a fortalecer o laboratório de geocronologia, uma das principais instalações do instituto. “O laboratório é um dos principais geradores de dados do instituto. Essa parceria deve impulsionar mais essa importância. É o nosso principal canal da internacionalização da nossa instituição”, declarou.

A reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão, chamou a atenção para a relevância de ampliar pesquisas sobre os oceanos. “Sobre a geologia marinha, nós precisamos cada vez mais aprofundar o nosso conhecimento da nossa Amazônia azul porque é um horizonte de grande futuro para o nosso país e precisamos estar à frente deste movimento que é feito internacionalmente há muitos anos”.

Edição: Fernando Fraga

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Educação

Transformação digital é desafio do MEC com volta de aulas presenciais

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O secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) Victor Godoy Veiga afirmou hoje (5) que o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas de todo o país permitirá ao governo federal, em parceria com estados e municípios, focar nas ações que a pasta considera prioritárias para melhorar o ensino brasileiro.

“Só com a reabertura segura das escolas conseguiremos viabilizar todas as demais prioridades [do MEC], como a transformação digital do sistema educacional brasileiro”, disse Veiga, ao participar, esta manhã, de um seminário virtual que o ministério promoveu para discutir os impactos da pandemia da covid-19 na educação brasileira.

De acordo com o secretário-executivo, a “transformação digital” do sistema educacional tem entre os objetivos preparar a rede pública de ensino “numa perspectiva de que, no futuro, se enfrentarmos outros desafios desta magnitude, tenhamos condições de não sofrer como sofremos”.

No mesmo evento, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, acrescentou que o ministério destinará, a partir deste mês, cerca de R$ 320 milhões para auxiliar as escolas que tiverem que manter o modelo híbrido de ensino, realizando parte das atividades pedagógicas à distância. O montante será disponibilizado por meio do Programa de Inovação e Educação Conectada (Piec).

Além disso, de acordo com Rabelo, o MEC disponibilizou, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Emergencial cerca de R$ 648,9 milhões, para suplementar os recursos federais destinados aos estabelecimentos de ensino para a compra de itens de consumo e de equipamentos de proteção individual, e para a realização de serviços de desinfecção de ambientes e de pequenos reparos, beneficiando a cerca de 36 milhões de estudantes de 111 mil escolas públicas.

Prioridades

Além dos investimentos em tecnologia digital, o secretário-executivo do MEC apontou outras três prioridades da pasta para o ensino: a consolidação da nova Política Nacional de Alfabetização; o fortalecimento do ensino profissional e tecnológico e, “em especial”, a redução das desigualdades regionais.

Segundo Veiga, a nova Política Nacional de Alfabetização visa a melhorar o desempenho acadêmico dos estudantes, colocando o Brasil em melhor posição nas avaliações internacionais. Já o fortalecimento do ensino profissionalizante é pensado na “perspectiva de aproximar a Educação do Mercado”. “A educação brasileira tem que preparar nossos jovens para as necessidades do mercado de trabalho”.

De acordo com Veiga, a não-realização de aulas presenciais que, em alguns estados, ultrapassou 400 dias, contribui para aumentar desigualdades socioeconômicas. “Sabemos que grande parte da rede privada retomou as atividades presenciais ainda no ano passado. Precisamos ter em mente políticas que ataquem este problema, que já era uma herança da nossa Educação e que, agora, vai se aprofundar”, comentou o secretário-executivo, destacando que, se dependesse da pasta, as aulas teriam sido retomadas em todo o país a partir de setembro de 2020.

“Muitas das preocupações [quanto à volta ao ambiente escolar presencial] são legítimas, [como a necessidade de] um protocolo de biossegurança ou quanto à falta de água, mas em relação à falta de água nas escolas, temos 138 mil escolas da rede pública. Destas, 3,4 mil não tem água. Infelizmente, nos balizamos por baixo: porque há uma ou outra escola sem água, decidimos não abrir nenhuma escola”, refletiu Veiga.

Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães, disse apoiar todas as iniciativas do MEC para que os alunos possam voltar em segurança às escolas, mas lembrou que muitos estados e municípios já tomaram as medidas necessárias e retomaram as aulas.

“O grande desafio, agora, é entender que a escola é o lugar mais seguro para a criança. Mais seguro que o shopping, que a rua e, inclusive, para muitas crianças que têm que ficar sozinhas em casa, do que seus próprios lares”, disse a educadora, avaliando que a pandemia demonstrou as fragilidades da educação remota. “Os pais têm uma enorme dificuldade de fazer a mediação pedagógica que só o professor consegue fazer.”

Maria Helena também comentou a importância de um plano para informatizar e integrar às escolas públicas à rede digital de ensino. “Sei que não é uma ação para ser feita de um dia para o outro, mas para chegarmos a termos conectividade no Brasil todo, precisamos ter um plano de voo. E é isto que está faltando. Precisamos de um plano de curto, de médio e de longo prazo para, de fato, conseguirmos chegar, em 2030, com todas as escolas, todos os municípios, plenamente conectados. Ou ficaremos para trás”, pontuou a presidente do CNE, defendendo a importância de escolas conectadas não só para a realização de atividades pedagógicas e de apoio aos estudantes, mas também para a oferta de cursos de preparação dos professores.

Edição: Aline Leal

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