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Cantores nostalgia e bandas internacionais agitam a agenda de shows em São Paulo

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Do MPB ao rap, esta semana promete muita música em São Paulo. A nostalgia vai tomar conta das casas de shows paulista com apresentações de grandes ícones dos anos 80 e 90.

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Gilberto Gil
Reprodução/ Instagram

Gilberto Gil

Sábado (13) e domingo (14), por exemplo, a melodia de Djavan toma conta do Credicard Hall. A agenda de shows
no sábado continua com a mescla das vozes dos grandes ícones da MPB Gilberto Gil e Paralamas do Sucesso em apresentação no Espaço das Américas.

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Reprodução/ Instagram

Fafá de Belém

A presença feminina também marca esta agenda agitada, com apresentações de Fafá de Belém no  Sesc Vila Mariana. As apresentações, que acontecem entre os dias 12 e 14, são baseadas no novo álbum da artista, “Humana”.


Orishas
Reprodução/ Instagram

Orishas

A capital paulista também vai receber atração internacional. Isso mesmo! No dia 13, o grupo cubano de hip-hop, Orishas, se apresenta no Tropical Butantã com a turnê “Origen”, que divulga o mais recente álbum do grupo. No mesmo dia, no Fabrique, a banda americana de indie rock, Cloud Nothings, se apresenta pela primeira vez no Brasil.

Apesar da ala nostálgica ser o grande destaque, a agenda cultural da semana também tem espaço para nomes da nova geração musical e muito mais. Veja a lista completa das atrações que agitam a terra da garoa:

  • Entre os dias 12 e 14 de abril, Maria Gadú se apresenta no Sesc Bom Retiro com repertório trabalhos em grandes hits como Shimbalaiê, Bela Flor, Dona Cila e muito mais;
  • No dia 13, a agitação do Tom Brasil fica por conta de Belo com o show Belo In Concert, que celebra os 25 anos da carreira do pagodeiro;
  • Já nos dias 16 e 17 de abril, é a vez de Daniel estrear seu novo trabalho, “Versões de Mim”, no Teatro Bradesco. A apresentação promete agradar os fãs do cantor, que traz seus grandes sucessos em novos conceitos;
  • No dia 18 o axé vai tomar conta do palco do Espaço das Américas, com apresentação em dose dupla comandada por Bell Marques e Saulo;
  • Não é só Gilberto Gil que vai marcar presença em sua família entre as atrações desta semana. O trio formado por José Gil, Francisco Gil e João Gil, filho e netos do músico, marcam presença na  Casa Natura Musical. Os Gilsons cantam canções próprias e versões influenciadas por diversos gêneros musicais;
  • Também no dia 18, a rapper Tássia Reis agita o Sesc Pompeia com participações de DJ 3D, Jhow Produz, Sintia Piccin e Weslei Rodrigo, para lançar seu primeiro vinil.

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Com uma agenda de shows
tão eclética e agitada em São Paulo
, não há desculpa para ficar em casa nesta semana.

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Acusado de vazar nudes da ex, Ferrugem consegue vencer primeiro processo

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Ferrugem saiu vitorioso em um processo criminal no qual era réu. A ação em questão foi movida pela ex-namorada do cantor, Ranyele Gouveia, que entrou com uma queixa-crime ao acusá-lo de ter vazado fotos íntimas dela na internet, em 2018.

Ferrugem
Reprodução/Instagram

Ferrugem vence processo movido pela ex-namorada


Na decisão, o juízo rejeitou a queixa por falta de provas. “Em análise dos autos, constata-se que a queixa crime não apresenta suporte probatório mínimo para deflagração de ação penal, eis que somente traz versão da suposta vítima, sequer instruída com declarações de testemunhas presenciais”, informa trecho da decisão, que não cabe mais recurso.

A queixa-crime deu origem ao processo no qual a defesa de Ranyele afirma que em 25 de julho de 2018 ela tomou conhecimento de que algumas de suas fotos íntimas foram divulgadas no Instagram e WhatsApp. Ainda segundo os advogados da moça, ela acredita que as imagens tenham sido divulgadas por Ferrugem, uma vez que os nudes vazados haviam sido enviados para ele na época em que formavam um casal.

Ranyele alega que, embora os dois tenham terminado em 2016, ela teria reencontrado Ferrugem em 2017 e ele teria mostrado para ela que ainda tinha as fotos que posteriormente acabaram vazando no ano seguinte. Ao tomar ciência de que o ex possuía suas fotos íntimas, mesmo após o término, Ranyele teria solicitado que Ferrugem apagasse o conteúdo de seu computador.

Além desta ação criminal que acaba de ser suspensa por falta de provas, Ranyele também move um processo cível contra Ferrugem, utilizando as mesmas acusações dos nudes supostamente vazados pelo cantor. Neste, ela pede R$ 100 mil de indenização por danos morais.

No entanto, segundo a coluna apurou, neste segundo processo, a ex-namorada do pagodeiro pediu gratuidade de Justiça, mas não comprovou que faz jus ao benefício. A última movimentação desta ação é do juiz concedendo prazo de 15 dias para pagamento das custas processuais, sob pena de cancelamento da distribuição (continuidade) do processo.

Fonte: IG GENTE

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A transexual negra que desafiou na Justiça a provarem que ela não era mulher

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A violência contra LGBT+ no Brasil infelizmente tem disparado em 2020. Apenas no Mato Grosso, segundo o GECCH (Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia), foram registrados 160 boletins de ocorrências de crimes LGBTfóbicos entre janeiro e agosto deste ano. Em comparação com 2019, no mesmo período, foram 77. Houve uma elevação de 108%. 

Lucy Hicks
Reprodução/Organização Equality Utah

Lucy Hicks foi uma transexual negra

Diante desse cenário difícil é preciso resistir. E Lucy Hicks Anderson foi um exemplo inspirador. Mulher trans e negra, ela viveu nos Estados Unidos entre o final do século 19 e metade do século 20. Enfrentou uma sociedade que apoiava a segregação e possuía leis que proibiam e puniam miscigenação, casamentos inter-raciais e cidadãos homossexuais. Quem tentasse desafiá-la, poderia ser preso, submetido a trabalhos forçados e perder os próprios bens. 

Trans desde sempre

Lucy, que nasceu em 1886 e recebeu o nome de Tobias Lawson, era de Kentucky, nos Estados Unidos. Desde muito cedo se autopercebeu como uma menina, sendo que hoje é considerada uma das primeiras trans afro-americanas registradas na História, quando nem ainda existia o termo ” transgênero “, e prova de que a “ideologia de gênero” não tem fundamento algum. Esse termo foi criado por gente preconceituosa que não admite a diversidade sexual humana.

Porém, se pessoas com identidades de gênero plurais sempre existiram, o preconceito também e Lucy foi descobri-lo assim que cresceu um pouco mais e passou a frequentar a escola. Nessa época, queria ir às aulas de vestido, contrariando os tabus sociais de roupa certa para meninos e meninas. Acabou então sendo levada pelos pais a um médico, que para o espanto deles era um sujeito à frente de seu tempo e que constatou a normalidade da criança.

A partir daí, Lucy passou a ser tratada pela família como queria e cresceu despercebida pela sociedade. No entanto, parece que tudo mudou com a chegada da adolescência. Aos 15 anos, por algum motivo pessoal, talvez por se sentir “sufocada” na pacata cidadezinha de Waddy, onde vivia, deixou tudo para trás e se mudou, sozinha e determinada, para a Califórnia. Trocou a escola pelo serviço de empregada, mas mesmo assim o sucesso lhe encontrou mais adiante.

Rainha das festas

Habilidosa na cozinha, Lucy conseguiu se especializar em panificação e virou chef de cozinha, sendo que ganhou até alguns concursos nessa área. Como também era alta, elegante e levava jeito para recepcionar as pessoas, não demorou muito para que sua fama se espalhasse da casa dos patrões a outras vizinhanças endinheiradas. Assim, tornou-se na cidade de Oxnard, na Califórnia, anfitriã de festas e eventos sofisticados e membro da alta sociedade americana.

Se na vida profissional tudo corria bem, na pessoal não era diferente. Por quase dez anos, Lucy foi casada com Clarence Hicks, seu primeiro marido. Nesse tempo, conseguiu ainda desenvolver habilidades empreendedoras e juntar dinheiro necessário para abrir o próprio negócio, um bordel com ares de pensão de luxo que popularizou sua imagem, mas também rendeu muitas polêmicas, principalmente quando a Justiça descobriu que ali eram vendidas bebidas ilegais.

Como a Lei Seca (de proibição de bebidas alcoólicas) estava em vigor nos Estados Unidos, Lucy acabou sendo detida. No entanto, por ser uma empresária conhecida, querida e geradora de muitos empregos, acabou solta após a população protestar a seu favor. O episódio contou até mesmo com a intervenção de Charles Dolon, o principal banqueiro da cidade. Ele pagou a fiança de Lucy e teria alegado que precisava do talento dela para um jantar em seu palacete. 

Ícone de resistência

lucy
Reprodução/National Archives-Agência dos EUA

Lucy declarou publicamente que morreria mulher

De volta à cena, Lucy conduziu sua vida normalmente até 1945, quando sofreu uma injustiça que hoje não passaria impune e a consagrou como um ícone de resistência. Recém-casada com o oficial da Marinha Reuben Anderson, ela foi abrigada a passar por exames clínicos após seu bordel ter sido denunciado às autoridades como um foco de infecções sexualmente transmissíveis. Lucy não se prostituia, mas a Justiça assim a tratou por conviver com profissionais do sexo.

No médico, foi atestada como um homem e depois disso processada por vários crimes. As autoridades alegaram que Lucy cometeu “falsidade ideológica”, “fraude” por ter recebido dinheiro previdenciário (a que tinha direito) como esposa de militar e “infração” por não ter se apresentado para o alistamento obrigatório. Passou ainda pelo sofrimento de ter seu casamento cancelado, ser condenada a cumprir pena e impedida de se vestir como mulher.

Sem temer por mais nada, respondeu então aos acusadores: “Desafio qualquer médico do mundo a provar que eu não sou uma mulher. Vivi, me vesti e agi exatamente como aquilo que sou, uma mulher”. Lucy cumpriu sua sentença, tentou reconstruir sua vida, mas foi ameaçada e expulsa da cidade que antes a respeitava tanto e só encontrou alguma paz quando se mudou com Reuben, que não a deixou, para Los Angeles, onde viveu silenciada até morrer, em 1954.

Fontes: Site legacyprojectchicago.org e livros “Black on both sides: a racial history of trans identity”, de C. Riley Snorton; “Trans History”, de Tess de Carlo; “History vs Women: The Defiant Lives that They Don’t Want You to Know”, de Anita Sarkeesian e Ebony Adams; “Handbook of LGBT Elders: An Interdisciplinary Approach to Principles, Practices and Policies”, de Debra A. Harley e Pamela B. Teaster.
Fonte: IG GENTE

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