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Direitos Humanos

Campanha Natal sem Fome é lançada no jogo entre Vasco e Chapecoense

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A organização não governamental (ONG) Ação da Cidadania, criada pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, em 1993, lança hoje (8) a campanha Natal Sem Fome 2019 no estádio do Maracanã, em parceria com o Clube Vasco da Gama.

A campanha será lançada no jogo entre Vasco e Chapecoense, marcado para as 16h, no Maracanã, válido pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Voluntários da Ação da Cidadania, vestidos com camisetas da ONG, estarão nos acessos dentro do estádio para receber as doações dos torcedores. “No caso do Vasco, estamos contando com toda a mobilização dos torcedores, para que a gente possa bater o recorde [de doações]”, disse à Agência Brasil o filho de Betinho, Daniel de Souza, presidente do conselho da ONG.

A meta do Natal sem Fome é arrecadar 2 mil toneladas de alimentos não perecíveis este ano.

Daniel lembrou que, recentemente, o Vasco bateu o recorde de inscrição de sócios torcedores. Ele acredita que esse movimento também pode se reverter em mais doações de alimentos para a campanha e, com isso, um maior alcance de famílias que vivem em situação de insegurança alimentar em mais de 20 estados brasileiros.

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“A ideia é que cada torcedor possa levar um ou mais quilos de alimento não perecível”.

No dia 4 de dezembro, a campanha arrecadou uma tonelada de alimentos não perecíveis nas partidas entre Botafogo e Atlético Mineiro, no Engenhão, e Fluminense e Fortaleza, no Maracanã.

Solidariedade

O vice-presidente social do Vasco da Gama, Marcos Macêdo, acredita que “a mesma força demonstrada pelos torcedores vascaínos neste fenômeno mundial de associações ao clube impulsionará esta campanha em benefício de nossos irmãos. A fome tem pressa e o trem-bala da colina está à disposição para ajudar”.

Botafogo

Também serão arrecadados alimentos hoje no estádio do Engenhão, onde Botafogo disputa uma partida contra o Ceará, às 16h.

Segundo Daniel Souza, o youtuber (criador de conteúdo do YouTube) Felipe Neto, torcedor do Botafogo, deu um reforço à campanha. Ele gravou um ‘story’ (recurso para chamar a atenção da audiência) no qual pedia que todos os jogadores e torcedores do Botafogo levassem alimentos não perecíveis ao Engenhão. “A gente está com uma expectativa grande porque ele tem 12,5 milhões de seguidores”, destacou Daniel Souza.

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Os alimentos arrecadados serão distribuídos pelos comitês da região metropolitana do Rio de Janeiro no dia 21 de dezembro. Para fazer doações em espécie que serão revertidas em cestas básicas é possível acessar o site da campanha. No mesmo endereço, as pessoas interessadas podem acessar a lista de postos de coleta espalhados por todo o país onde poderão levar alimentos para doação.

 

Edição: Lílian Beraldo

EBC
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Direitos Humanos

Brasil registra mais de 200 ataques contra jornalistas em 2019

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Em 2019, foram registrados 208 ataques a veículos de comunicação e a jornalistas, um aumento de 54,07% em relação ao ano anterior, quando foram registradas 135 ocorrências, de acordo com o relatório Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Dados do relatório mostram que, em 2019, houve dois assassinatos, 28 casos de ameaças ou intimidações, 20 agressões verbais, 15 agressões físicas, dez casos de censura e outros de impedimentos ao exercício profissional.

O relatório destacou o assassinato dos jornalistas Robson Giorno e Romário da Silva Barros, ambos com atuação em Maricá (RJ). Ainda foi assassinado outro membro da área de comunicação, o radialista Claudemir Nunes, que atuava numa rádio comunitária em Santa Cruz de Capiberibe (PE). Em 2018, foram quatro radialistas mortos em razão de suas atividades.

A federação informa ainda que diminuiu o número de casos de agressões físicas, tipo de violência mais comum até 2018. Em 2019, foram 15 casos que vitimaram 20 profissionais, segundo o relatório.

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De acordo com a Fenaj, os políticos foram os principais autores de ataques a veículos de comunicação e jornalistas. O relatório registra 144 ocorrências (69,23% do total), a maioria delas tentativas de descredibilização da imprensa (114). Segundo o levantamento, o presidente Jair Bolsonaro foi o autor de 121 ataques em 2019, o equivalente a 58,17% do total de casos registrados no ano (208).

Regiões

O Sudeste é a região brasileira em que mais ocorreram casos de violência direta contra jornalistas, seguindo tendência registrada nos últimos seis anos. Em 2019, foram 44 ocorrências na região, representando 46,81% do total de 94 agressões, de acordo com o relatório. O estado de São Paulo foi o mais violento com 19 casos (20,21% do total), seguido do Rio de Janeiro (12), Espírito Santo (sete) e de Minas Gerais (seis).

A Região Centro-Oeste passou à condição de segunda mais violenta, com 18 casos, a maioria no Distrito Federal (13), seguido de Mato Grosso (quatro) e Mato Grosso do Sul (um).

No Sul do país, foram 15 casos de agressões. O Paraná foi o estado com maior número (oito), seguido do Rio Grande do Sul (cinco) e Santa Catarina (dois).

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No Nordeste, foram 11 casos de agressões, sendo o Ceará o mais violento para a categoria, com sete ocorrências, seguido de Alagoas (dois), Bahia e Pernambuco, com um caso cada.

A Região Norte teve o menor número de casos de violência. Em 2019, foram seis ocorrências. No Amazonas e em Rondônia, foram dois casos em cada, e, no Pará e no Tocantins, um caso em cada.

Edição: Narjara Carvalho

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Direitos Humanos

ONG de direitos humanos publica Relatório Mundial 2020

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O Relatório Mundial 2020 da Human Rights Watch divulgado hoje (15) analisa a situação de mais de 100 países na área de direitos humanos. O documento anual, que está na 30ª edição, analisa como estão protegidos os direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma e religião com base em eventos ocorridos em 2018 e 2019. Entre as mais de 650 páginas, o relatório traz nove delas com análises sobre diversos dados relacionados ao Brasil em questões como segurança pública e meio ambiente.

Sobre segurança pública, o relatório mostra que, em 2018, o número de mortes violentas caiu 18%. A organização não governamental (ONG) diz ainda que “os abusos policiais dificultam o combate à criminalidade porque desencorajam as comunidades a denunciarem crimes ou a cooperarem com as investigações”. O texto destaca ainda que, também em 2018, 343 policiais foram mortos, dois terços deles fora de serviço. Outro dado citado, esse do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é que que as mortes cometidas pela polícia aumentaram 20% em 2018.

O documento cobra ações do governo federal e diz que o presidente Jair Bolsonaro, em seu primeiro ano de mandato, teria promovido uma agenda contra os direitos humanos, “adotando políticas que colocariam populações vulneráveis ​​em risco”, no que teria sido limitado pela atuação dos tribunais e do Congresso Nacional.

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O relatório afirma que redes criminosas de extração ilegal de madeira na Amazônia continuam ameaçando comunidades locais e indígenas. De acordo com a ONG, de janeiro a outubro, o desmatamento na Amazônia aumentou mais de 80% em comparação com o mesmo período de 2018. Ainda segundo a organização, as políticas ambientais do governo federal “deram luz verde às redes criminosas que praticam atividades ilegais de exploração madeireira na Amazônia e usaram de intimidação e violência contra pessoas, residentes locais e agentes ambientais que tentam defender a floresta tropical”.

China 

De acordo com a Human Rights Watch, a elevação da China ao posto de potência mundial prejudica a manutenção dos direitos humanos fundamentais no país e no mundo. “Pequim reprime críticas dentro do país há muito tempo. Agora, o governo chinês está tentando estender essa censura para o resto do mundo. Décadas de progresso atualmente estão sob ameaça. Para proteger o futuro de todos, os governos devem agir em conjunto para resistir aos ataques ao sistema internacional de direitos humanos”, diz a organização no relatório.

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Segundo o diretor executivo da organização, Kenneth Roth, há uma crescente ameaça ao sistema global de proteção humana. O relatório destaca a atuação do governo chinês e do presidente Xi Jinping que teria aprofundado a repressão no país. “Os líderes da China encaram os direitos humanos como uma ameaça existencial. Como resultado, as autoridades chinesas procuram censurar as críticas à China no exterior, além de não seguir com os compromissos globais assumidos e enfraquecer os mecanismos de proteção aos direitos globais”, destaca o documento.

O relatório destaca supostas violações de direitos humanos em cada um dos países analisados e verifica como atores importantes, entre eles a Organização das Nações Unidas (ONU), estão atuando nessas localidades.

Ainda segundo o documento, existem no mundo governantes populistas que assumiram os cargos “demonizando minorias”. O relatório diz ainda que líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro reprimem as leis internacionais de direitos humanos da mesma forma que a China e atacam governantes que valorizam essa legislação.

Edição: Narjara Carvalho

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