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Direitos Humanos

Campanha “Cristo Redentor, Eu Quero Doar” lança QR Code durante missa

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Durante missa hoje (4), Domingo de Páscoa, celebrada no Santuário Cristo Redentor, no Morro do Corcovado, e transmitida ao vivo pelo YouTube do Cristo Redentor, foi lançado o QR Code da campanha social “Cristo Redentor, Eu Quero Doar”. A campanha visa a arrecadar doações para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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qr_code_eu_quero_doar_azul – Governo do Rio de Janeiro

O reitor do Santuário Cristo Redentor, padre Omar Raposo, informou que a plataforma aprimora os trabalhos sociais já desenvolvidos pelo santuário. “Essa plataforma de doação contínua teve o seu início neste cenário de pandemia e é permanente, sempre ajudando causas sociais importantes. Juntos já ajudamos milhares de pessoas, algumas que não têm nem mesmo o que comer”. Padre Omar esclareceu que o objetivo do site “Cristo Redentor, Eu Quero Doar” é ser um “auxílio na vida da população em situação de vulnerabilidade social que, neste momento de pandemia de covid-19, sofre ainda mais pela falta do básico para sobreviver”.

Qualquer pessoa pode ajudar na compra de alimentos, materiais de higiene pessoal, proteção facial e limpeza às famílias carentes e instituições sociais doando a quantia que escolher entre as opções da plataforma. Os moradores do Rio de Janeiro também podem entregar doações na Paróquia São José da Lagoa, localizada na Avenida Borges de Medeiros, 2.735, Lagoa, zona sul da capital fluminense.

Distribuição

Desde abril de 2020, já foram distribuídas pela campanha 400 toneladas de alimentos e itens de higiene pessoal, proteção facial e limpeza para centenas de famílias em situação de vulnerabilidade e instituições sociais do estado. Foram entregues ainda mais de 2 milhões de pães produzidos em parceria com a Associação Tarde com Maria. No total, cerca de 200 comunidades carentes são atendidas pela iniciativa.

A meta para 2021 é atingir 500 toneladas de doações. Semanalmente, são realizadas entregas em todas as regiões da cidade do Rio de Janeiro e também nos municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis e Belford Roxo, na Baixada Fluminense; Nova Friburgo, na região serrana do estado; e Itaguaí, na região metropolitana.

O reitor do Santuário, padre Omar Raposo, pediu, diante de situações tão agressivas que o país está vivendo por causa do novo coronavírus, orações pelo povo brasileiro. Ele que nesse domingo, quando se celebra a vitória de Cristo sobre a morte, é preciso pedir por todos os desempregados, pelos profissionais de saúde que estão à frente dos cuidados com os doentes, “para que gozem de paz e proteção divina”.

Bênção

Em seguida à missa, o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, procedeu à tradicional Benção de Páscoa, seguida da oração Regina Coeli. Desejou que a celebração seja sinal de esperança e confiança no presente e no futuro. Ele lembrou que a Páscoa 2021 estava sendo celebrada em um contexto de pandemia e de situações de violência no mundo. Lamentou que em um contexto de inimigo comum a ser vencido, se gaste tanto dinheiro em guerras, armas e munições.

Dom Orani lembrou que o momento é de solidariedade e fraternidade. “A preocupação com os pobres, com os necessitados, sempre foi uma tradição da Igreja”. Por isso, segundo ele, a busca de aumentar o auxílio para os desempregados e os moradores de rua, não só da cidade do Rio de Janeiro, mas do estado e, inclusive, levando a iniciativa para outras unidades da Federação.

Edição: Graça Adjuto

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Direitos Humanos

Fiocruz debate questões enfrentadas pela mulher negra no Brasil

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O Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou hoje (27), o encontro virtual Mulheres negras no enfrentamento da pandemia da Covid-19, para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorados em 25 de julho. A intenção foi discutir as questões enfrentadas pelas mulheres negras e suas lutas, especialmente, nesse momento de pandemia da covid-19. O encontro, que teve tradução para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), buscou ainda ser um espaço de debate e reflexão sobre o racismo como um determinante das desigualdades sociais.

No entendimento da analista de Gestão em Saúde da Coordenação de Saúde do Trabalhador, da Coordenação-Geral de Gestão de Pessoas (CST/Cogepe) e integrante do Comitê Pró-Equidade, Cecilia Barbosa, o 25 de julho é uma data fundamental para a conscientização das especificidades dos problemas enfrentados pelas mulheres negras. “Para além das demandas colocadas pelo movimento feminista pelos direitos das mulheres, a condição étnico-racial exige das mulheres negras e quilombolas um somatório de enfrentamentos do racismo e do sexismo na busca por direitos, equidade e justiça social”, afirmou.

Mulheres na agricultura familiar

De acordo com a coordenadora executiva do Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA/ZM) e GT Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia, Beth Cardoso, o racismo também está presente na agricultura familiar. Beth destacou que conforme o censo de 2017, a maioria dos produtores familiares é formada por negros. “Estamos falando de uma categoria em que a maioria é de negros e ainda tem uma boa parte de indígenas, que a gente não pode esquecer também quando se fala em racismo”, disse. A população de pretos e pardos chega a 52,8% contra 45,4% que se consideram brancos.

A coordenadora executiva lembrou que o censo também mostrou que 90% da comida que vai para a mesa dos consumidores no Brasil tem como origem a produção na agricultura familiar. Mesmo assim, ela considera que esses agricultores têm acesso a menos recursos que o agronegócio.

Segundo ela, os dados indicam que a participação da mulher na direção de estabelecimentos ainda é uma porcentagem pequena e não chega a 20%. Para Beth Cardoso, as produtoras familiares sofrem múltiplas discriminações por serem mulheres, pobres e negras. “Essa agricultura familiar é a que tem menos recursos, geralmente vendem os produtos in natura e têm menos valor agregado aos seus produtos”.

Trabalho na comunidade da Maré

A assistente social da ONG Luta pela Paz da Nova Holanda, no conjunto de favelas da Maré, Dayana de Souza, disse que a instituição em que trabalha atua há 20 anos na comunidade, especialmente em atividades de esportes de boxe e artes marciais para enfrentar o contexto de violência urbana que se instaura em espaços atingidos por múltiplas violências como a Maré. “A gente tem aulas em sete modalidades e a perspectiva de todo o trabalho que a gente desenvolve é o atendimento de crianças, adolescentes e jovens na integralidade familiar”, informou.

Segundo a assistente social, o papel da mulher negra é fundamental no território da Maré. Como exemplo, ela destacou a conquista da água encanada e do saneamento básico na comunidade, que foi articulada por mulheres negras. Dayana acrescentou que o sucateamento das políticas públicas se agravou com a pandemia da covid-19. Ela citou o caso de agentes de assistência social que trabalharam na pandemia sem equipamentos de proteção individual por longo tempo.

Para a doutora em saúde pública Maria Inês Barbosa é preciso voltar a impulsionar os conselhos locais de saúde. Segundo ela, é preciso resolver também a complexidade dos desafios de atendimentos nas comunidades e das políticas de promoção da igualdade racial. Lembrou que ano que vem o país terá eleições e este é um momento para responder às indagações. “É preciso ter presente que a gente é parte de uma jornada que não começou conosco e a gente não perde a empatia. Não é fácil, mas existe o compromisso”, completou.

A live, que teve a mediação da assistente de Gestão do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e integrante do Comitê, Meony Santos, terminou com uma intervenção artística da poeta e escritora, Maiara Silva.

Edição: Claudia Felczak

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Com o frio, SP amplia estrutura para acolher quem vive nas ruas

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Com previsão da chegada de mais uma frente fria, São Paulo deve ter novos recordes de baixa temperatura nos próximos dias, conforme alerta do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). A previsão é que, na madrugada de sexta-feira (30), a mínima fique em torno de 3º graus Celsius (ºC). 

Uma grande preocupação na cidade é o acolhimento das quase 25 mil pessoas em situação de rua na capital, segundo censo de 2019. Levantamento do Movimento Nacional da População de Rua indica que pelo menos 14 pessoas morreram em decorrência do frio neste ano.

A prefeitura informou que fará uma força-tarefa para reforçar a rede de apoio a essa população. A partir desta quarta-feira (28) serão montadas cinco tendas em pontos estratégicos, nas quais serão distribuídos cobertores, sopa, agasalhos e kits de higiene. 

Os locais de funcionamento das tendas são: Praça da Sé e Praça Princesa Isabel, na região central; Praça Barão de Tietê, na Mooca; Praça Salim Farah Maluf, em Santo Amaro; e Praça Miguel Dell’erba, na Lapa.

Nas tendas, as equipes do Programa Consultório na Rua, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde, vão estar disponíveis para eventuais atendimentos médicos. Além disso, haverá transporte para levar os que quiserem pernoitar nos centros oferecidos pela prefeitura.

Foram criadas ainda 817 vagas emergenciais em abrigos, que estarão disponíveis a partir de amanhã. Essas vagas se somam às 340 já existentes por meio da Operação Baixas Temperaturas. Parte das novas ofertas (237) está em leitos de hotéis do centro da cidade, uma reivindicação de organizações que acompanham a população em situação de rua.

A prefeitura destaca que a população pode solicitar uma abordagem social pela Central 156 (ligação gratuita nas opções 0 e em seguida 3). O pedido pode ser anônimo e é necessário informar o endereço onde a pessoa em situação de rua está, citar características físicas e detalhes da vestimenta.

O Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas segue vigente até 30 de setembro deste ano. A medida é acionada quando a temperatura atinge patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente. Segundo a prefeitura, foram acolhidas 5,3 mil pessoas nas madrugadas em maio, 5,4 mil em junho e 4,7 mil até 25 de julho.

Condições climáticas

As temperaturas caem a partir de amanhã em decorrência da chegada de uma frente fria que vai causar nebulosidade e chuva já na madrugada desta quarta-feira. Há previsão para raios e rajadas de vento, o que aumenta a possibilidade de alagamento e quedas de árvores. A máxima não passará de 16ºC e a mínima 10ºC.

O dia também deve ficar nublado na quinta-feira (29), quando chega uma forte massa de ar polar, a qual também provocará chuva. Os termômetros variam entre 6°C e 12ºC. As simulações do CGE indicam que a temperatura mínima será de 3º C na madrugada de sexta-feira (30). A máxima nesse dia será de 13ºC.

Edição: Aline Leal

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