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Saúde

Campanha Agosto Dourado incentiva a amamentação

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A Sociedade de Pediatria de São Paulo promove este mês a Campanha Agosto Dourado – Juntos pela Amamentação, para incentivar o aleitamento materno. O nome foi escolhido porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o leite materno como o “alimento de ouro” para a saúde dos bebês. Para a mulher, também há benefícios, como a redução das chances de câncer de mama e ovário, prevenção de anemia, aumento da segurança acerca da maternidade e o favorecimento do emagrecimento.

O coordenador de campanhas da entidade, Claudio Barsanti, destaca as vantagens da amamentação, não somente na primeira fase da vida, mas também para a saúde da criança.

“Hoje sabemos que muitas doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas podem ser evitadas ou terem os riscos reduzidos graças ao ato de amamentar”, ressalta Barsanti.

“Embora exista a possibilidade de uma alimentação que não seja o leite materno, esta escolha deve ser sempre exceção. A regra é a amamentação que, entre outras vantagens, cria um elo de amor entre a mãe e o bebê”, acrescenta o coordenador.

A OMS recomenda que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses. A organização traçou como meta, para 2025, aumentar em pelo menos 50% a taxa de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses.

A campanha irá abordar ainda o respeito ao trabalho da mulher e a equidade de gênero considerando melhores condições salariais, de modo que as mulheres possam contribuir de forma mais dinâmica na vida financeira da família e que o pai possa participar de forma mais efetiva nos cuidados da criança e da casa.

De acordo com a instituição, o intuito da campanha é abranger tanto profissionais da saúde quanto a sociedade. “Para o primeiro público faremos encontros, reuniões e jornadas específicas sobre o tema, discutindo aspectos fisiológicos, naturais e legais relacionados à amamentação. Para a população em geral, faremos divulgações através da imprensa e outras atividades que estão sendo planejadas, inclusive com participação dos médicos para orientação e esclarecimento”, adianta Claudio Barsanti.

Aleitamento em público

Em julho deste ano, uma passageira que amamentava sua filha de 1 ano em um voo da companhia KLM, entre San Francisco (EUA) e Amsterdã (Holanda), foi abordada pela comissária de bordo com um cobertor para que ela cobrisse os seios e a criança. A mãe se negou a cobrir a filha e postou um relato sobre o episódio em sua página do Facebook, dizendo ter se sentido constrangida pela situação.

As redes sociais da empresa receberam milhares de comentários e reclamações sobre a conduta. Em sua conta no Twitter, a KLM explicou ser permitido amamentar nos voos, mas que seria necessário, às vezes, pedir às mães que se cobrissem. A empresa se justificou dizendo ser uma política oficial da companhia aérea e “que os passageiros precisavam respeitar pessoas de outras culturas”.

Na opinião do presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo, o pediatra Moises Chencinski, nenhuma mãe é obrigada a cobrir os seios ou a criança ao amamentar em público. Esse é um direito da mãe e da criança que deve ser respeitado.

“Não precisa de uma lei para que uma mulher possa, no carnaval, sair fantasiada com muito menos roupa do que a que é utilizado pela mãe que amamenta, não precisa de uma lei quando uma mulher quer ir de fio dental na praia, isso é aceito culturalmente, o que não é aceito é que um bebê mame em qualquer lugar sem que a mãe esteja com o seio coberto, e na verdade quem observar essa mãe amamentando vê muito menos seio”, observa o pediatra.

“No Brasil, temos leis municipais e estaduais (ainda não temos uma lei federal) que punem quem constranger uma mãe que amamenta em público. Amamentação vai além da questão nutricional e imunológica. Amamentar é vínculo, é olho no olho, é pele a pele”, conclui o pediatra.

Risco de obesidade

Além dos benefícios imediatos para a saúde da criança, como a prevenção de infecções e alergias, a amamentação traz vantagens a longo prazo. A alimentação com leite da mãe reduz em 13% o risco de obesidade na criança, conforme estudo publicado pela Fundação Acta Paediatrica, da Suíça, e divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em 2018.

Presente no alimento materno, o hormônio leptina inibe o apetite, fazendo com que a criança desenvolva o sistema de saciedade. “Com isso, ela mama apenas o necessário para sua nutrição, sem excessos, o que ocasiona na autorregulação do apetite”, explica o pediatra Rafael Canedo. “Dependendo do tempo que a pessoa foi amamentada, este sistema pode durar a vida toda, evitando a obesidade”, completa.

Segundo o médico, para combater a obesidade desde a infância, as pessoas também devem ser incentivadas à vida ativa desde cedo. “Mesmo antes de o bebê engatinhar, é possível ajudá-lo em movimentos de agarrar, puxar e empurrar, além de auxiliá-lo a mexer a cabeça, o tronco e os membros durante brincadeiras supervisionadas no chão”, orienta.

Até os 6 anos, esses estímulos também contribuem para o desenvolvimento psicossocial, dado que contribuem na formação da conexão entre neurônios e no desenvolvimento do cérebro de modo geral.

Edição: Lílian Beraldo

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Saúde

Secretário enaltece centro de triagem e trabalho médico, mas alerta que maior instrumento contra covid-19 está com a população

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FLÁVIO GARCIA

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, definiu o Centro de Triagem Covid-19, instalado na Arena Pantanal, como uma iniciativa de sucesso do governo do Estado em apoio à atenção primária de saúde. Porém, segundo ele, a pandemia não acabou e a população precisa entender isso.

“Já dá para perceber que a flexibilização das atividades econômicas já sinaliza para novamente um crescimento da infecção aqui na Baixada Cuiabana, também por força da testagem, do trabalho que está sendo realizado pelas prefeituras e pelo governo do Estado. É importante que a população entenda que flexibilizar as atividades econômicas não significa dizer que a pandemia acabou”.

Segundo o secretário, “nós não temos vacina ainda e vamos conviver com esse vírus por muito tempo e é preciso que a população, principalmente os mais vulneráveis, que pertencem ao grupo de risco, precisam se precaver e adotar as medidas não farmacológicas”.

A fala do secretário ocorreu na sexta-feira, durante atendimento reservado para os profissionais da imprensa na Arena Pantanal. “Estamos aqui com esses profissionais que realizam coberturas jornalistas todos os dias, durante 24 horas, envolvidos em ambientes que possuem aglomerações de pessoas, visitam unidades de saúde que atendem pessoas com a Covid-19 e estão na zona de perigo. Por isso um dia dedicado a essas pessoas”, afirmou.

“Continua sendo muito importante a adoção de todas as medidas não farmacológicas, como o uso das máscaras e o isolamento social; principalmente quem faz parte do grupo de risco. Para que possamos controlar essa infecção até que tenhamos uma vacina ou um remédio específico para o tratamento e cura. Iremos superar esse grande desafio de enfretamento à pandemia, mas precisamos da participação de todos”, disse.

O secretário argumentou que “neste momento o cuidado individual é de extrema importância, como lavar as mãos, evitar pequenas aglomerações e realizar o uso de máscaras. Por isso é importante continuar seguindo todos os cuidados. O cidadão deve fazer o isolamento social, sair apenas quando houver necessidade, higienizar as mãos, usar máscaras para proteção de todos”.

O Centro de Triagem da Covid-19 é uma ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para auxiliar a Atenção Básica dos municípios da Baixada Cuiabana no diagnóstico e tratamento precoces do coronavírus, de forma a evitar o agravamento da doença em pessoas que inicialmente apresentam sintomas leves da síndrome respiratória. O Centro de Triagem na Arena Pantanal fica localizado na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n – Verdão, em Cuiabá.

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Saúde

Moradores de Heliópolis fazem testes rápidos da covid-19 neste sábado

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Uma ação social oferta neste sábado (8) testes rápidos de detecção da covid-19 para 250 moradores de Heliópolis, favela localizada na zona sul de São Paulo, considerada a maior da capital. A HCA, startup de saúde, é a responsável pela operacionalização dos testes, doados pela Officer, empresa de tecnologia, à Central Única das Favelas (Cufa).

A empresa de tecnologia fez a doação de mil testes rápidos de coronavírus para a Cufa, que optou por distribuir a aplicação dos exames em quatro favelas. No sábado passado, aconteceu a primeira testagem no Parque Santo Antônio. Moradores de Paraisópolis e Brasilândia também serão contemplados, nos dias 15 e 16 de agosto, respectivamente.

A aplicação dos testes nas favelas é mais uma ação da campanha Cufa Contra o Vírus, que já realizou diversas lives e ações sociais, recebeu mais de 11 mil toneladas de alimentos e R$ 150 milhões em doações, além de álcool em gel, máscaras e muito mais.

A entidade informou que mantém parceria com centenas de organizações para combater o coronavírus nas favelas do Brasil. São, aproximadamente, 15 milhões de moradores em todo o território nacional e muitos deles não podem deixar de trabalhar e transitam pelas ruas se expondo ao risco do contágio. 

Para saber mais sobre os projetos, se voluntariar ou fazer alguma doação, acesse o site da Cufa.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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