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Política Nacional

Câmara promove abertura de seminário sobre o Bicentenário da Independência do Brasil

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Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Seminário "O Movimento da Independência: Ontem e Hoje". Dep. Enrico Misasi MDB - SP; Dep. Soraya Santos PL - RJ; Dep. Lafayette de Andrada REPUBLICANOS - MG; Dep. Caroline de Toni PL - SC;Dep. Gustavo Fruet PDT - PR; Celso de Barros - Diretor Geral da Câmara dos Deputados; Evandro Gussi - Ex-Deputado
Cerimônia de abertura do seminário “O Movimento da Independência”

A Câmara dos Deputados promoveu, nesta terça-feira (28), a cerimônia de abertura do seminário “O Movimento da Independência: Ontem e Hoje / 200 Anos de Independência do Brasil”, com a participação dos deputados que compõem a comissão especial do Bicentenário e a apresentação de um recital em que foram ouvidas obras musicais que têm relação com aquele momento histórico do Brasil.

Na abertura, os deputados, além do ex-deputado Evandro Gussi (que coordenou a comissão no início, em 2017), fizeram rápidos comentários sobre a data a uma plateia composta por professores e autoridades brasileiras e representantes diplomáticos.

A deputada Soraya Santos (PL-RJ) destacou o desempenho de mulheres guerreiras no processo de Independência, tema que será alvo de debates em um dos painéis do seminário.

“Todas as vezes que a gente falava da história, pouco se falava das mulheres. E temos o privilégio de reavivar a história da Leopoldina. Temos um painel que vai tratar das mulheres na Independência. As mulheres que ombro a ombro com os homens construíram essa nação”, disse.

O deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) lembrou de palavras de seu pai, que também foi deputado, de que um povo sem história é um povo sem raízes e sem frutos. Mas Andrada lamentou que os festejos do Bicentenário estejam aquém daqueles do Sesquicentenário, realizados em 1972 durante a ditadura militar.

O deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) também afirmou que o evento, a mais importante data oficial, não está sendo celebrado à altura do que deveria, mas destacou a iniciativa da Câmara. Para Fruet, é importante analisar o que significa ser independente.

Já a deputada deputada Caroline de Toni (PL-SC) ressaltou a importância de valorizar o legado dos pais fundadores da independência.

O seminário, que começa nesta quarta (29), trará historiadores e outros especialistas para mostrar o processo de independência a partir de painéis temáticos, como explica o atual coordenador da Comissão do Bicentenário, deputado Enrico Misasi (MDB-SP).

“Na quarta e quinta, teremos seis mesas-redondas com alguns dos maiores especialistas discutindo temas relacionados à independência. Cada mesa foi estruturada com um personagem: dom João 6º, dom Pedro 1º, José Bonifácio, a Imperatriz Leopoldina, Hipólito José da Costa e Soror Angélica. Os especialistas vão tratar tanto da atuação desses personagens no momento da independência como também dos reflexos e das pontes que são possíveis traçar entre o momento que o Brasil viveu há 200 anos e o momento que vivemos hoje, para que possamos fazer uma reflexão sobre o presente e o futuro.”

Exposições
A Câmara exibe também, a partir desta semana, duas exposições sobre os 200 anos da Independência do Brasil. As mostras fazem parte das comemorações da data iniciadas em 2017, com exposições, debates, sessões solenes, lançamento de selos e publicações sobre o tema.

A primeira exposição – “O movimento da Independência” – destaca marcos históricos que permitiram que, em 7 de setembro de 1822, dom Pedro declarasse o Brasil independente de Portugal.

Na outra mostra – “Poder, Parlamento e Governo no Brasil” – estão livros e documentos do Centro de Documentação e Informação da Câmara e do Arquivo Nacional, medalhas do Museu da Câmara, entre outros itens do acervo. Os itens ficarão expostos no Salão Verde, nas vitrines que guardam presentes protocolares.

As exposições e outras instalações podem ser visitadas até 9 de setembro, das 9h às 17h. A entrada é franca.

Outras comemorações
Até setembro, as comemorações do Bicentenário pela Câmara envolvem ainda o lançamento de dois livros — um sobre dom Pedro 1º e outro sobre o movimento da Independência. E no dia 7 de Setembro, encerrando o período de comemorações, haverá sessão solene do Congresso Nacional.

Também será exibida a partir desta terça-feira (28) animação artística inspirada nas exposições exibidas entre 2017 e 2021. A projeção imersiva está instalada no hall da Taquigrafia, no anexo 2 da Câmara.

E, de hoje até quinta, o prédio do Congresso Nacional fica iluminado nas cores verde e amarelo, também em comemoração ao Bicentenário da Independência.

Reportagem – Eduardo Tramarim
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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Política Nacional

Pastor Márcio Poncio declara fortuna à Justiça Eleitoral

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Pastor Márcio Poncio declarou R$ 1 milhão em bens
Reprodução

Pastor Márcio Poncio declarou R$ 1 milhão em bens

O valor total dos bens declarados pelo pastor Márcio Poncio (PROS-RJ) entre as eleições de 2018 e 2022 passou por um aumento de cerca de 60%. Quando disputou o cargo de deputado federal pela Rede no pleito passado, o pastor da Igreja Pentecostal Anabatista declarou a Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 502.400. Neste ano, ele declarou bens que, no total, chegam a R$1.037.323,71.

O aumento percentual entre os dois pleitos foi de cerca de 60%, em valores corrigidos pela inflação segundo o IPCA.

Em 2018, o pastor, que na época ainda não usava o nome Poncio, declarou ter um depósito bancário em conta corrente no valor de R$ 430 mil e R$ 72.400 em quotas de capital.

Quatro anos depois, novamente disputando o cargo de deputado federal, dessa vez pelo PROS, ele declarou ter um apartamento no valor de R$ 271 mil, aplicações em renda fixa de R$112.610,49 e outros investimentos de R$3.012,57. Segundo os documentos apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral, Poncio tem ainda R$ 400 mil em espécie e R$ 250 mil em quotas de capital.

Marcio Poncio não será o único da família de influencers a lançar candidatura nestas eleições. Sua filha, Sarah, deverá disputar uma vaga, também pelo Pros, ao cargo de deputada estadual do Rio de Janeiro. Ela, no entanto, não registrou ainda sua candidatura junto a Justiça Eleitoral, o que pode ser feito até o dia 15.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Debatedores defendem engajamento de jovens na política para combater ataques à democracia

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Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - O jovem eleitor e seu engajamento no processo democrático. MARIA CLÁUDIA BUCHIANERI - Ministra Substituta do Tribunal Superior Eleitoral - TSE
Maria Claudia: número de eleitores com 16 e 17 anos cresceu 47%

Uma educação para a conscientização política, que tenha compromisso com a democracia, foi apontada como essencial para o engajamento dos jovens na vida política e nas eleições. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, em comparação com 2018, o número de eleitores com 16 e 17 anos, para os quais o voto é facultativo, cresceu 47%, com mais de 2 milhões de novos cidadãos aptos a irem às urnas.

Durante audiência da Comissão de Educação da Câmara nesta segunda-feira (8) sobre o tema, a ministra substituta do TSE, Maria Claudia Bucchianeri, deu o exemplo do programa Eleitor do Futuro, do qual participam também os tribunais regionais e que atinge alunos desde a educação infantil. Para o ensino superior, as ações incluem esclarecimentos sobre o combate à corrupção e a prestação de contas dos gestores públicos.

“É importante a nossa juventude fiscalizar e cobrar dos seus mandatários respostas, listar quais foram as promessas feitas durante as campanhas, fazer esse levantamento, entrar em contato com seus mandatários para perguntar por que um projeto ou outro, que foi objeto de promessa de campanha, acabou não se concretizando”, observou.

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - O jovem eleitor e seu engajamento no processo democrático. LUCAS HOOGERBRUGGE - Líder de Relações Governamentais do Movimento Todos pela Educação
Lucas Hoogerbrugge: a juventude como protagonista na política

Educação e democracia
Representando o Movimento Todos pela Educação, Lucas Hoogerbrugge disse que melhorar as escolas e os indicadores de aprendizagem, além de inserir o jovem em um ambiente que amplia o leque de oportunidades dele também melhora a qualidade da democracia.

“A juventude, conseguindo aprender e se desenvolver de forma integral, consegue participar da democracia e isso a coloca mais próxima de tomar as rédeas do seu futuro, e das decisões que vão realmente colocá-la no lugar de protagonismo que merece”, disse.

Combate às fake news
Relatora da CPI Mista das Fake News, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA), que mediou o debate na Comissão de Educação, salientou a forte presença dos jovens nas redes sociais e, em decorrência disso, a necessidade de democratizar o acesso ao que ela chamou de “informação real”.

“A criança de hoje já nasce conectada e, portanto, rapidamente ela se transforma num ‘especialista’ das redes sociais, das diversas plataformas e cada vez mais vai se desenvolver nessa dimensão. Por isso mesmo, uma boa formação da juventude no debate e nos valores democráticos fará com que nós possamos preparar a sociedade para o enfrentamento das fake news, para o enfrentamento da desinformação”, afirmou a deputada.

Elaine Menke/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - O jovem eleitor e seu engajamento no processo democrático. Dep. Lídice da Mata PSB-BA
Lídice da Mata (no telão): “A criança de hoje já nasce conectada”

Violência e participação
O delegado Carlos Eduardo Sobral, da superintendência da Polícia Federal no Ceará, também participou das discussões na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre a disseminação das fake news. Ele alertou que, aos jovens, deve ser esclarecido que as discordâncias são permitidas, mas não o ódio a quem pensa diferente, para que eles se tornem bons produtores de informação.

“Nós estamos tratando da violência que visa espantar o bom debate democrático, a violência que tende a impedir a fala, impedir a manifestação, impedir a participação das pessoas. Isso é muito preocupante. Nós estamos chamando o jovem a participar e se ele entrar num ambiente de conflagração, se ele entrar num ambiente onde ele é impedido de se manifestar, a tendência é que ele se ausente do espaço e aqueles que gostariam de impedir a democracia conseguirão alcançar o seu intento”, observou.

A diretora de Relações Institucionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), Thais Bernardes, comemorou a adesão dos jovens ao processo eleitoral, já que, segundo ela, as eleições gerais deste ano serão importantes para o futuro da educação. Ela conta que só uma manhã de mobilização em uma escola do Entorno do Distrito Federal resultou em 300 novos títulos de eleitor.

Reportagem – Cláudio Ferreira
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

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