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Economia

Caixa Econômica paga nesta segunda-feira Auxílio Brasil a beneficiários com NIS final 2

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A Caixa Econômica Federal paga hoje (20) a parcela de junho do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) com final 2. O valor mínimo do benefício é de R$ 400. As datas seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava os beneficiários nos dez últimos dias úteis do mês.

O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Atualmente, 17,5 milhões de famílias são atendidas pelo programa. No início do ano, três milhões de famílias foram incluídas no Auxílio Brasil. A

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também é pago hoje às famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 2. Com valor de R$ 53 em junho, o benefício segue o calendário regular de pagamentos do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026, com o pagamento de 50% do preço médio do botijão de 13 quilos, conforme valor calculado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) nos últimos seis meses.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás tem orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano. Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga um emprego ou tenha um filho que se destaque em competições esportivas, científicas e acadêmicas.

Podem receber o benefício famílias com renda per capita de até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza e aquelas com renda per capita de até R$ 200, consideradas em condição de pobreza.

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Economia

Pequenos negócios geram renda de R$ 420 bilhões por ano, aponta Sebrae

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Pequenos negócios geram renda de R$ 420 bilhões por ano, aponta Sebrae
Tomaz Silva/Agência Brasil

Pequenos negócios geram renda de R$ 420 bilhões por ano, aponta Sebrae

Os pequenos negócios geram renda em torno de R$ 420 bilhões por ano, o equivalente a cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) brasileiro. A estimativa consta do Atlas dos Pequenos Negócios, lançado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que nesta terça-feira (5) completa 50 anos.

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Segundo o levantamento inédito, os negócios de menor porte injetam R$ 35 bilhões por mês na economia brasileira. A pesquisa analisou a participação na economia de microempresas, pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEI).

De acordo com a publicação, os MEI geram R$ 11 bilhões todos os meses, o que significa R$ 140 bilhões por ano. As micro e pequenas empresas geram mensalmente R$ 23 bilhões, movimentando R$ 280 bilhões por ano.

Atualmente, os negócios de menor porte correspondem a 30% do PIB. Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a participação poderá chegar a 40% do PIB, caso o país cresça 3% ao ano nos próximos anos. “Em países desenvolvidos, a participação dos pequenos negócios no PIB fica em torno de 40% a 50%. Se em 10 anos conseguirmos promover esse crescimento, toda a economia sai beneficiada, graças ao poder que as MPE [micro e pequenas empresas] têm de gerar renda e empregos”, avaliou.

A pesquisa constatou que, de 15,3 milhões de donos de pequenos negócios em atividade no Brasil, 11,5 milhões dependem exclusivamente da atividade empresarial para sobreviver. Em relação aos MEI, a proporção chega a 78%, o que equivale a cerca de 6,7 milhões de pessoas. Entre os donos de micro e pequenas empresas, 71% têm no negócio de pequeno porte a principal fonte de renda, o que representa cerca de 4,7 milhões de pessoas.

Crescimento

De 2012 a 2021, o número de trabalhadores por conta própria no Brasil cresceu 26%, passando de 20,5 milhões para 25,9 milhões. No mesmo período, o número de formalizações entre os MEI passou de 2,6 milhões para 11,3 milhões, alta de 323%. Isso significa crescimento mais de 12 vezes maior entre os microempreendedores individuais, comparado com os donos de negócios que não se formalizaram.

Segundo a pesquisa do Sebrae, 28% dos MEI atuavam fora do mercado formal ao adotar o regime especial de pagamento de imposto. Desse total, 13% tinham como ocupação principal o empreendedorismo informal e 15% atuavam como empregados sem carteira assinada. A proporção de informais vem caindo ao longo do tempo. Cerca de 2,5 milhões de pessoas foram retiradas da informalidade (28% de 8,7 milhões de microempreendedores individuais em atividade), por causa do registro do MEI.

Em relação às micro e pequenas empresas, 13% dos empreendedores eram informais antes da abertura do negócio. Desse total, 6% exerciam a atividade como empreendedores informais e 7% eram empregados sem carteira assinada.

Regiões e estados

O Atlas dos Pequenos Negócios também revelou peculiaridades entre regiões e estados. O Norte tem uma das maiores proporções de jovens e negros à frente de um negócio. No Nordeste, Sergipe é um dos estados com a maior proporção de empreendedores. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem uma das maiores proporções de donos de negócios com ensino superior.

O Sul é a região com a maior proporção de empreendedores que contribuem para a Previdência Social. O Sudeste tem o maior número de pequenos negócios, com três estados – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – concentrando 40% dos donos de empresas de pequeno porte no Brasil.

Em relação aos estados, Rio de Janeiro, Alagoas, Paraíba e Sergipe têm as maiores participações de microempreendedores individuais entre os empreendimentos abertos. Maranhão, Amapá, Paraná e Piauí têm a maior proporção de microempresas na abertura de negócios. Na abertura de empresas de pequeno porte, lideram Mato Grosso, Pará, Amazonas e Amapá.

O estado do Rio de Janeiro, o Distrito Federal e o Sergipe têm as maiores proporções de mulheres entre donos de negócio, com 38%, 37% e 37% do total, respectivamente. A proporção de empreendedores que se classificam como negros (pretos e pardos) chega a 84% do total dos donos de negócios no Amazonas e no Acre. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a proporção de negros chega a apenas 15%.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Especialista ressalta a importância da população na sustentabilidade

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Victor Salviati participou de live do iGDeias nesta terça-feira
Reprodução

Victor Salviati participou de live do iGDeias nesta terça-feira

Em 2022 o desmatamento da Amazônia cresceu 21%. O número é o maior nos últimos 7 anos. Segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), o número agora consta com 2.744,41 km² de áreas sob alerta da instituição. 

Hoje, o Brasil se encontra como o quarto país que mais mata ativistas ambientais, de acordo com dados coletados do relatório da ONG Global Witness, perdendo apenas para a Colômbia, México e Filipinas. O ano de 2020 ficou marcado com o maior número de mortes desde 2012, quando o ranking foi criado. Com o recente desaparecimento do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo, a pauta trouxe novas conversas sobre políticas públicas de proteção do meio ambiente. 

Para Victor Salviati, superintendente da organização Amazônia Sustentável, a questão brasileira vai além dos trâmites legais. “O problema não é a falta de políticas públicas, e sim a implementação”. Ele ressalta que a legislação brasileira é conhecida por ser moderna e abrangente, mas o número de garimpo e gado ilegal, além da falta de proteção dos povos indígenas, nos impossibilita de criar um ambiente sustentável.

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O ativista diz que as políticas públicas têm importância extremamente relevante na região. Na Amazônia, 80% da população vive na área urbana, enquanto os outros 20% vive em regiões rurais. Hoje, as ilegalidades são as principais ameaças para a biodiversidade.

Grilagem, roubo, pastos, narcotráfico, e a venda de madeira ilegal são os principais causadores da falta de sustentabilidade. Victor também cita a crise econômica, a pandemia e a ascensão de políticos que fazem vista grossa para tais atos como fatores que contribuíram para o avanço do desmatamento nos últimos anos.

A dicotomia entre preservação e proteção é um ponto relevante para a conversa quando se trata da Amazônia. Salviati diz que “proteger é não tocar, mas ela precisa ser em sua maioria preservada, e precisam de ajuda para mantêr as populações do local”.

Para ele, nos últimos vinte anos as empresas começaram a entender o papel ativo que elas representam nas comunidades e no meio ambiente. E embora existam marcas que utilizam o viés de sustentabilidade para vender e “fazer para inglês ver”, o especialista vê com bons olhos as ações das marcas nos últimos anos. Ele cita o exemplo de 2020, quando bancos e entidades católicas pressionaram Bolsonaro em carta aberta para agir pela Amazônia. Em suas palavras, “existe um movimento corporativo efetivo e prático, que faz efeito no território”

Como solução para os povos presentes em áreas afetadas pelo desmatamento ilegal, Salviati cita a agro-floresta, quando a plantação se une com a floresta já presente que incentiva a biodiversidade. “A inovação é transversal e importante para fazer com que a vida no planeta seja melhor”, diz o ativista. 

Sobre a ação da população quando se trata do assunto, ele diz que “quando a gente se vê parte da natureza a gente se vê parte do problema e da solução”. 

Para conferir a entrevista completa, confira o episódio do iGDeias no YouTube ou via podcast:


Fonte: IG ECONOMIA

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