conecte-se conosco


Saúde

Caixa disponibilizará até R$ 3,5 bilhões para hospitais filantrópicos

Publicado

A Caixa Econômica vai disponibilizar uma linha de crédito de até R$ 3,5 bilhões para as Santas Casas de Misericórdia e outros hospitais filantrópicos. As verbas poderão ser utilizadas para qualificar os atendimentos e para restruturação de dívidas bancárias dessas entidades. A iniciativa foi apresentada em cerimônia da Frente Parlamentar das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2).

Os recursos sairão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Essa aplicação foi determinada pela Lei nº 13.832 de 2019, sancionada em junho deste ano. Os financiamentos são operados não somente pela Caixa, mas também pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio de hoje marcou o lançamento da linha da Caixa, definindo diretrizes e regras para sua aplicação. Os financiamentos poderão ser contratados com juros de até 11,66% ao ano. As operações poderão ter prazo de até cinco anos para pagamento. No caso da restruturação de dívidas bancárias, o prazo de quitação será de 10 anos.

Para solicitar o empréstimo, as entidades filantrópicas devem ter contrato com o Sistema Único de Saúde (SUS), garantida a atuação de forma complementar às unidades públicas daquele local por no mínimo 12 meses sem interrupção. Também será exigido certificado de entidade beneficente em assistência social na saúde.

Recursos adicionais

O presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Edson Rogatti, lembrou que as santas casas vêm tendo dificuldades financeiras nos últimos anos. “A Caixa tem papel importante nesta linha de financiamento. Mas precisamos de mais recursos de custeio, um incentivo emergencial para que possamos ter equilíbrio econômico-financeiro”, defendeu.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante lançamento do projeto da rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do ar, da campanha Respire Vida, em parceria com a ONU Meio Ambiente.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, diz que recursos ajudam, mas não resolvem problemas de hospitais filantrópicos Wilson Dias/Agência Brasil/ Arquivo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ter ciência que essa iniciativa não vai resolver o problema financeiro desses hospitais. “Orçamento deste ano foi pensado em 2018. Mas faço pedido aos parlamentares aqui que no orçamento de 2019 possamos melhorar a rubrica para não somente fazer o incentivo, mas um plano de restruturação da malha hospitalar brasileira, que preveja os reajustes nos próximos anos”, reivindicou.

Outras medidas

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, acrescentou que, para além do anúncio da linha de crédito, o banco reduziu em pelo menos 40% as taxas de juros dos contratos de financiamento de santas casas e hospitais filantrópicos já em curso, que chegam a cerca de R$ 3 bilhões. “Isso vai ser impactante para quem já tem recurso da Caixa contratado”, declarou.

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) sublinhou que as condições do financiamento a essas entidades assistenciais não são as ideais, mas já reduzem os encargos dos tomadores de empréstimos. “Não são os 3%, 4% que as Santas Casas queriam, mas já vai baixar de quase 20% para cerca de 10%”, comentou.

 

Edição: Bruna Saniele

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

SP ultrapassa 25,1 mil mortes causadas por covid-19

Publicado


.

O número de óbitos, causados pela covid-19, registrados no estado de São Paulo, chegou hoje (9) a 25.114. Desde o último boletim, divulgado ontem, ocorreram 98 mortes em decorrência da doença no estado. O número de casos confirmados, que ontem era de 621.731, hoje subiu para 627.126. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) na Grande São Paulo está em 58,1% e, em todo o estado, 59,8%. O número de pacientes internados é de 12.739, sendo 7.275 em enfermaria e 5.464 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 de hoje.

Dos 645 municípios do estado, já houve registro de infectados em 641. Óbitos, devido ao novo coronavírus, já ocorreram em 491. Desde o início da pandemia, 76.656 mil pessoas diagnosticadas com covid-19 em SP, que precisaram ser internadas, já tiveram alta dos hospitais.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

Continue lendo

Saúde

Transporte em tempos de coronavírus é tema do Caminhos da Reportagem

Publicado


.

Entre as inúmeras preocupações que surgiram desde o início da pandemia do novo coronavírus está a situação dos transportes coletivos. Enquanto usuários e trabalhadores do setor se preocupam com os riscos de contaminação, as empresas alertam para os prejuízos causados pela queda do número de passageiros.

Durante as medidas de distanciamento social, as cidades brasileiras reduziram a oferta dos transportes coletivos e, com a flexibilização da quarentena, o retorno é gradual. A equipe do programa Caminhos da Reportagem ouviu pessoas que dependem de ônibus, metrô, trem e de barcas para se deslocar. Conversou também com motoristas, cobradores, pesquisadores e especialistas em mobilidade. Eles falam das preocupações, dos desafios e das adaptações que têm surgido desde março deste ano. O programa vai ao ar hoje (9), às 20h, na TV Brasil.

Para o coordenador do Observatório de Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina, Bernardo Meyer, o transporte coletivo traz riscos de contaminação. “Se considerarmos o transporte aeroviário, o transporte sobre trilhos, metrô, trens e principalmente o transporte público de ônibus, nós vamos observar que eles têm uma capacidade de contaminação muito grande, porque aglomeram pessoas vindas de diferentes localidades. Elas sentam, pegam nas coisas, conversam, falam ao celular, respiram”.

O operador de segurança Gabriel Nobre mora em Samambaia, no Distrito Federal. Utiliza ônibus para chegar ao trabalho e observa que alguns usuários ainda não adotaram os cuidados necessários. “No ônibus, eu confesso que a gente fica com um pouco de medo. Algumas pessoas ainda resistem em deixar os vidros abertos. Quem deixa de utilizar a máscara, o cobrador e o motorista tendem a pedir a utilização”.

Assim como Gabriel, moradores da Ilha de Paquetá (RJ) também se preocupam com os riscos de contaminação no transporte. Com a pandemia, a quantidade de barcas que fazem o trajeto da ilha à cidade do Rio de Janeiro foi reduzida. “Na parte da manhã existe um aglomerado maior de pessoas que vão ao Rio para trabalhar. A barca geralmente é pequena, nunca mandam uma barca maior. É difícil o distanciamento social nessas condições”, alega Alfredo Braga, presidente da Associação de Moradores de Paquetá.

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de PaquetáBarca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá – TV Brasil

Marcus Quintela, diretor da FGV Transportes, destaca as dificuldades do setor de transportes coletivos nas grandes cidades, como São Paulo. Ele acredita que reduzir o número de passageiros em cada veículo, para garantir o distanciamento entre as pessoas, não é uma solução viável. “Quem paga a conta? E a tarifa, vai refletir isso?”.

Para se ter uma ideia, até o fim de junho, o prejuízo das empresas de ônibus coletivos urbanos do país já ultrapassava R$ 3,7 bilhões. Dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos mostram que 30 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus diariamente. As empresas demitiram mais de 2,7 mil funcionários, além de suspenderem mais de 9 mil contratos de trabalho.

Esta edição do Caminhos da Reportagem também vai mostrar a situação de uma comunidade quilombola do Pará, que solicitou a realização de testes de covid-19, mas se deparou com apenas um ônibus que levaria todos os casos suspeitos para serem testados no município de Moju (PA).

Além disso, o programa traz o resultado de pesquisa realizada por uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o potencial de contágio nos pontos de ônibus, as novas formas de higienização nas estações e nos vagões de trens e metrôs e ainda a parceria entre uma fábrica de ônibus e uma universidade, que traz soluções inovadoras para os transportes coletivos, entre elas lâmpadas ultravioletas e tecidos para cortinas e poltronas com aditivos antimicrobianos.

 

Edição: –

Fonte: EBC Saúde

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana