conecte-se conosco


Nacional

“Caipirinha”: Família contesta leilão judicial de obra de Tarsila do Amaral

Publicado


source
quadro
Romulo Fialdini/ Reprodução Enciclopédia Itaú Cultural

O quadro Caipirinha (1923) de Tarsila do Amaral; Dono está envolvido na operação Lava Jato

A Justiça determinou que o quadro “Caipirinha” de Tarsila do Amaral, pertencente ao empresário Salim Taufic Shahin, será  leiloado  com lance inicial de  R$ 42,5 milhões.   Mas o advogado da família de Sahin, Adelmo Silva Emerenciano, garante que irá recorrer da decisão.





Ele afirma que na última quinta-feira (25), houve uma decisão judicial, favorável à família, que pode reverter a situação. A Justiça havia definido que a transferência da obra para o filho de Salim, Carlos Shahin, teria sido fraudulenta. Segundo Emerenciano, entretanto, uma nova decisão derruba esse veredito.

“O Tribunal de Justiça de São Paulo, na última quinta-feira, entendeu uma coisa importante: que não teve fraude. A razão de eu falar com imprensa é somente essa, porque nós nunca falamos sobre isso”, diz Emerenciano.

“O Tribunal reconheceu que não houve nenhum tipo de fraude, que os documentos foram objetos da antecipação de herança, e um dos contratos era o do quadro”, explica o advogado. Ele afirma que decisão será publicada oficialmente  nesta quinta-feira (2).

“Só tenho o extrato do julgamento, mas o texto inteiro, não foi publicado ainda. Só tenho o resultado do julgamento. Mas nós somos os apelantes e isso não reverteu a decisão [do leilão]”, acrescenta o advogado.

A família tenta recorrer e fazer a suspensão do leilão. “Vamos para Brasília”, declara Emerenciano sobre o processo, que correu até agora em São Paulo. Segundo ele, seus clientes terão 15 dias para recorrer após a publicação da decisão favorável.

Entenda o caso

“Caipirinha” foi pintado em 1923 e faz parte do movimento modernista na arte brasileira. O quadro foi produzido quando Amaral estava em Paris com seu namorado, o escritor Oswald de Andrade. Shahin teria comprado o quadro na década de 1990, segundo a defesa da família, por ser um grande colecionador de arte.

A obra vai a leilão  depois de o dono do quadro ter falido, gerando dívidas estimadas na casa dos bilhões. Shahin é acionista em uma empresa perolífera que faliu depois que a  Petrobras começou a ser investigada por não apresentar balanços , relacionada à operação Lava Jato.

Há cinco anos, Shahin é cobrado por bancos como Bradesco e Itaú em cerca de R$ 2,3 bilhões. Outros bens do empresário também foram penhorados como forma de quitar as dívidas.

A defesa da família diz que o quadro foi comprado pelo filho de Salim, Carlos Shahin, em uma forma de antecipação de herança, em 2012.

Na época, Salim estava doente. Carlos apresentou à Justiça um documento que comprovaria a aquisição do quadro por R$ 240 mil, mas a prova foi desconsiderada, tratando o papel como uma  fraude.

O advogado afirma também que as dívidas empresariais foram geradas pela omissão da Petrobras em 2014, mas que a antecipação de herança que Shahin fez para o filho (incluindo o quadro de Tarsila do Amaral) aconteceu entre 2011 e 2012, quando o empresário estava doente.

Segundo a defesa, apenas em 2015 os bancos iniciaram os processos sobre dívidas e a antecipação de herança do quadro foi feita em forma de compra pelo filho.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nacional

Queiroz depositou R$ 72 mil na conta de Michelle Bolsonaro, revela revista

Publicado


source
michelle
Marcos Corrêa/PR – 1.1.19

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o presidente, Jair Bolsonaro


Uma reportagem publicada na edição desta sexta-feira (7) da revista eletrônica Crusoé revelou que Fabricío Queiroz , ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro na Alerj (Asssembleia Legislativa do Rio), depositou cerca de 21 cheques na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro . Os depositos foram realizados entre 2011 e 2018 e chegaram ao valor de R$ 72 mil.


A revista teve acesso à quebra de sigilo bancário de Queiroz, que evidênciou a contradição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que disse que o depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama em 2018 era parte do pagamento de uma divida do ex-assessor de seu filho, também amigo desde 1985. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) avaliou na época que a movimentação era atípica.

O repórter Fábio Serapião da Crusoé identificou que a conta de Queiroz movimentou R$ 6,2 milhões entre 2007 e 2018. Parte do valor, cerca de R$ 1,6 milhão, seriam salários recebidos como acessor de Flávio na Alerj. Outros R$ 2 milhões se enquadram no crime de rachadinha, ainda em investigação pela Justiça do Rio, pois, foraam feitos 483 depósitos de servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro na conta de Queiroz. 

Continue lendo

Nacional

Conselheiro tutelar é investigado por pedofilia em Goiás

Publicado


source
computador
Polícia Civil de Goiás

Computadores de conselheiro tutelar foram apreendidos com ele

Um conselheiro tutelar de 26 anos é investigado por um  suposto caso de pedofilia na cidade de Edealina, em Goiás. Nesta quinta-feira (6), a polícia apreendeu celulares e computadores do homem, que estaria trocando mensagens de cunho sexual com uma criança de 13 anos.

Segundo a polícia, o homem se defendeu das acusações afirmando que não sabia a idade do menino com quem trocava mensagens. Ele foi descoberto após uma denúncia anônima feita à polícia.

A troca de mensagens foi analisada no celular do garoto e deve ser periciada nos próximos dias nos aparelhos entregues pelo conselheiro. Há suspeitas de que, além das mensagens, eles tenham trocado fotos de cunho sexual.

O profissional foi afastado do cargo durante as investigações.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana