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Cabo acusa Gaeco de usar ameaças contra ex-juiza para grampear Silval e familiares

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O procurador-geral José Antônio Borges: equipamento teria sido usado na “grampolândia”, segundo coronel da PM [F- Otmar de Oliveira/GD]

O cabo da Polícia Militar Gerson Correa Júnior, revelou na tarde desta quarta-feira (17) em depoimento ao juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Militar de Cuiabá, que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), usou supostas ameaças contra a então juíza e hoje senadora Selma Arruda (PSL), para grampear de forma clandestina o ex-governador Silval Barbosa.

Gérson é réu na ação penal relativa às escutas clandestinas operadas por policiais militares que ficaram conhecidas como “Grampolândia Pantaneira”. “No segundo semestre de 2015, chegou ao conhecimento da juíza Selma, titular da 7ª Vara, que havia uma ameaça contra sua vida. Diante da gravidade dos fatos, a juíza foi até o Gaeco”, disse.

A informação sobre as ameaças a ex-juíza foram reveladas ao promotor de Justiça Marco Aurélio, que mandou Gerson falar com a juíza sobre o fato.  Ele disse que a partir daí, criou um relatório “fantasioso” onde poderia justificar os grampos contra os autores da suposta ameaça.

“Eu fiz um relatório sobre os fatos. Minucioso, mas fantasioso, porque não guardavam relação com a verdade dos fatos. Lá eu cito diversas pessoas que se quer tem relação com o caso. Citei o ex-governador Silval Barbosa, seu irmão, entre outros nomes, que tiveram sua privacidade violada por um relatório fantasioso criado por mim e com subsídio do promotor Marco Aurélio”, afirmou.

O militar informou que a ex-primeira-dama Roseli Barbosa, esposa de Silval, foi interceptada em 2014, quando deixou a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) “Nessa época ocorre à interceptação telefônica da Roseli e de toda sua família”.

Gerson ainda afirmou que o sistema de grampos “barriga de aluguel” é utilizado há muito tempo pelo Gaeco. “A barriga de aluguel não começou na PM, ela existe no Gaeco há muito tempo”.

Outra vítima dos grampos ilegais, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), foi grampeada, segundo Gerson, para se obter informações sobre o pai, o ex-deputado José Riva.  “O objetivo era saber se os fatos perpetrados pelo pai dela continuavam. Até porque, os servidores que eram do gabinete do pai permaneceram com a deputada Janaina Riva. A interceptação da deputada objetivava deflagrar a Operação Metástase”, afirmou.

 

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Emanuel determina corte de gastos em Secretárias para garantir equilíbrio financeiro do município

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Meta é que os cortes sejam de ao menos 20% em cada Pasta

O prefeito Emanuel Pinheiro determinou às secretarias da gestão municipal a implantação de medidas que resultem em uma redução mínima de 20% nas despesas. O procedimento tem como base o decreto nº 7.900, assinado em maio, que estabelece a adoção de providências administrativas voltadas para a otimização dos recursos, com o objetivo de garantir o equilíbrio financeiro do Município.

Para auxiliar os órgãos municipais no cumprimento da meta, o Comitê de Ajuste Fiscal (COTAF), elaborou um Plano de Trabalho, que foi compartilhados com todos os secretários nesta sexta-feira (10). Com o documento em mãos, os titulares de cada Pastas têm até a próxima quinta-feira (16) para fazer a avaliação e, de imediato, iniciar a implementação das ações de contenção.

“Desenvolvemos uma gestão realizadora e com um programa de governo muito amplo, pelo qual impomos um ritmo extremamente intenso. Cada secretário fez a sua parte e conseguimos resultados internos e externos. Paralelo a isso, sempre buscamos a economicidade e a transparência nos atos administrativos, abastecendo a Controladoria Geral do Município de dados e fortalecendo a harmonia com os órgãos de controle”, comenta Pinheiro.

O plano montado pelo COTAF tem como base a repactuação de todas as despesas de caráter continuado com contrato em vigência. Encaixam-se dentro desse critério, por exemplo, os contratos de prestação de serviços, entrega de bens ou serviços, manutenção e conservação de bens, manutenção de sistemas informatizados e outros não essenciais ao momento de situação de emergência decretada.

Além da repactuação, também está suspensa a realização de novas despesas de caráter ordinárias, não contratadas, não continuadas e não definidas como essenciais para o enfrentamento da Covid-19. O chefe do Executivo determinou ainda que seja vedada a efetivação de aditivos de contratos, referente gastos não enquadrados como emergenciais, que resultem na ampliação dos serviços ou majoração dos valores inicialmente contratados.

“Agora, estamos nos últimos seis meses de governo e o ritmo intenso tem que, obrigatoriamente, ser reduzido. Se fosse possível, sou a pessoa que mais gostaria de continuar a lançar mais obras. Mas, neste momento, é importante cumprirmos com as metas e prioridades estabelecidas. Nosso compromisso é concluir aquilo que já foi iniciado”, finaliza o gestor.

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Deputados votam emendas da PEC da Previdência em sessão extraordinária nesta segunda-feira

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Ao todo, deverão ser votadas 70 emendas

O deputado Eduardo Botelho (DEM), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em ato de redesignação de sessão, na sexta-feira (10), cancelou a sessão extraordinária que seria realizada na segunda-feira (13), e determinou que as matérias serão inseridas na ordem do dia da sessão ordinária do dia 15, quarta-feira, às 9 horas. No Parlamento, as expectativas estão por conta da votação da PEC da Reforma da Previdência do funcionalismo público estadual, que recebeu mais 70 emendas de autoria dos deputados estaduais e de lideranças partidárias.

Aprovada em plenário pelos deputados em primeira votação, no decorrer da semana, com 17 votos favoráveis e seis contrários, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 06/2020 ainda pode receber emendas antes de ser apreciada em segunda votação pela Casa de Leis. Os deputados podem pedir vista da PEC, tanto em plenário quanto na comissão especial criada para analisar e dar parecer à proposta, e na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. As 70 emendas que estão sendo analisadas serão votadas pela comissão especial na próxima segunda (13).

Em discussões na 1ª fase, a PEC recebeu 36 emendas, mas apenas três foram aprovadas tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) quanto em plenário. Além disso, os deputados votaram em destaque duas emendas, 10 e 13, mas elas foram rejeitadas em plenário. Outras duas emendas, 9 e 24, foram descartadas pelo fato de já estarem inseridas na PEC.

Na prática, o projeto garante que os servidores de Mato Grosso passem a ter como regras de idade e tempo de serviço para aposentadoria, as normas que já estão vigentes para a maioria dos servidores públicos do país, por meio da Emenda Constitucional 103/2019.

Entre as principais mudanças propostas, estão o aumento da idade mínima de aposentadoria de 55 anos para 62 para mulheres, e de 60 para 65 anos para homens. As carreiras da área de segurança e dos professores também ganham regras próprias, se aposentando mais cedo do que as carreiras do regime geral. A aposentadoria compulsória permanece aos 75 anos para todos os servidores.

Para o deputado Wilson Santos (PSDB), a necessidade de uma reforma da previdência é antiga, e é necessário que as lideranças não defendam segmentos isolados, e sim o que é melhor para Mato Grosso. “O governador está certo, fez a reforma administrativa, enfrentou o agronegócio, aumentou a arrecadação do Fethab, tem mais dinheiro no caixa, e agora, a reforma da previdência para diminuir o déficit”, afirma.

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